Redução da taxação para 75 países será de 90 dias. Foto arquivi-Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai elevar a taxação das importações da China para 125%, com efeito imediato. Até então, a taxação adicional da China estava em 104%.
“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou aumentando a tarifa cobrada da China pelos EUA para 125%. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis”, informou Trump em uma rede social.
Por outro lado, Trump disse que vai reduzir a taxação de 75 países para 10% por 90 dias, enquanto negocia com os chefes de Estado e governo desses países.
“Com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA para negociar uma solução para os assuntos em discussão, e que esses países não retaliaram de forma alguma os EUA, por minha forte sugestão, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, completou o presidente estadunidense.
Guerra comercial
O atual governo dos Estados Unidos iniciou neste ano uma guerra de tarifas que se intensificou no último dia 2 de abril, quando Washington promoveu um tarifaço contra quase todos os parceiros comerciais.
“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.
Para analistas consultados pela Agência Brasil, a guerra comercial busca reverter a perda de competitividade da economia estadunidenses nas últimas décadas, em especial, para países asiáticos.Fonte LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
O Encontro Com Elas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), aconteceu em Itaguaçu. foto dovulgação
No dia 04 de abril deste, às 18 horas, na Câmara Municipal de Itaguaçu, na Avenida 17 de Fevereiro, 324, aconteceu o Encontro Com Elas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) Mulher de Itaguaçu, com um amplo debate sobre a participação da mulher itaguaçuense na política municipal, estadual e nacional.
O encontro com o tema, Com Elas do MDB Mulher, foi aberto pela presidente do MDB AFRO municipal Flávia Ferreira, e contou com a participação da Presidente MDB Mulher Rose Eugênia Gomes, da vereadora Ana Brígida Saad de Menezes (Presidente Podemos Mulher de Itaguaçu) e das lideranças que sempre aborda a questão democrática enfocando a dinâmica na política municipal.
Para abrilhantar ainda mais o evento Com Elas do MDB de Itaguaçu, a palestrante Alcione Tonini da Fundação Ulisses Guimarães, deu um show no encontro, e estimulou também a participação das mulheres na política para construir um futuro mais igualitário e justo para todas. Para MDB Mulher e a executiva do Diretório Municipal do MDB de Itaguaçu, foi um evento que traz a mulher para política de Itaguaçu, e abre também um amplo debate de política pública voltadas as mulheres da nossa cidade.
Os organizadores da sigla agradece o apoio da sociedade e também do vice-prefeito e Presidente do MDB de Itaguaçu Mário João Sarnaglia.
Secretário Guerino Balestrassi e a prefeita Ana visitaram a Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Domingos do Norte
Seguindo o cronograma do Governo do Estado de visitar as cidades capixabas impactadas pelo desastre ambiental de Mariana, a equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce esteve em São Domingos do Norte, um dos municípios que fazem parte da Bacia Hidrográfica.
Na companhia da prefeita Ana Malacarne, o secretário estadual Guerino Balestrassi conheceu os projetos da administração municipal na área de saneamento e de ações ambientais. A intenção é potencializar o abastecimento de água e aprimorar o tratamento de esgoto na cidade.
Depois da reunião na sede da Prefeitura, com apresentação de projetos e de relatórios sobre a infraestrutura da região, o secretário Guerino e a prefeita Ana visitaram a Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Domingos do Norte.
“Estas visitas aos municípios são determinantes para encaminharmos as decisões junto com o governador Renato Casagrande. Quero parabenizar a prefeita Ana Malacarne pela disponibilidade de nos atender e pelos projetos estruturantes apresentados”, afirmou Guerino Balestrassi.
Saiba mais
Criada em dezembro de 2024, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce tem como finalidade apoiar, coordenar, orientar, monitorar e fiscalizar o planejamento e a execução dos projetos e ações voltados à reparação, restauração e compensação de danos socioambientais e socioeconômicos.
O objetivo é garantir o cumprimento das obrigações assumidas pelo Estado no acordo judicial para reparação integral e definitiva relativa ao rompimento da barragem de Fundão. O acordo judicial envolve o Governo Federal, os Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU), os Ministérios Públicos e Defensorias Estaduais e as empresas Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil, tendo sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 novembro de 2024.
Senadoras na audiência: projeto cria reserva de vagas, mas neutraliza punição por não cumprir cota de candidatas; Saulo Cruz/Agência Senado
Na primeira das três audiências públicas destinadas a debater o projeto do novo Código Eleitoral (PLP 112/2021) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadoras protestaram contra o trecho do projeto que isenta de punição os partidos que não cumprirem o mínimo de 30% de candidaturas femininas em eleições.
O percentual obrigatório de candidaturas femininas já existe, mas não há punição na legislação eleitoral para a desobediência a essa regra. O projeto veio da Câmara dos Deputados com a previsão de indeferimento do registro do partido que não a cumprisse. O relator no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), manteve a punição, mas acrescentou uma cláusula que a torna inaplicável durante um período de 20 anos. O motivo para isso, segundo o relatório de Castro, é a implantação da reserva de 20% das cadeiras do Legislativo para mulheres.
Durante o debate na CCJ nesta terça-feira (8), as senadoras rejeitaram a permuta. Para Professora Dorinha Seabra (União-TO), o Senado estará “possibilitando a fraude” quando flexibiliza a cota de candidaturas e extingue a punição pelo não cumprimento dos percentuais.
— Somos plenas de direito para votar e sermos votadas, somos mais de 50% da população. Não estamos querendo segmentar votos, o que estamos colocando aqui é sobre condições de disputa, de representação. Nós não vamos ceder nenhuma concessão: candidaturas, recursos e cadeiras. Excelente avançarmos nas cadeiras, desde que não tenhamos que abrir mão das candidaturas — resumiu.
Além dos 30% de candidaturas, a lei eleitoral atual reserva 30% do Fundo Eleitoral para as mulheres. A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) alertou que essa regra também poderia estar em risco.
— Não abrimos mãos dos 30% das candidaturas e não vamos abrir mão dos recursos. Isso é uma questão das mulheres deste país, que são mais de 50% e precisam estar representadas — afirmou.
Líder da bancada feminina, a senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que “a democracia é decidida pela maioria”, e observou que as mulheres não estão representadas no Congresso Nacional de acordo com a sua proporção na sociedade. Para ela, deixar de punir quem não cumprir as cotas seria um “retrocesso”. A senadora Augusta Brito (PT-CE) também salientou que é preciso combinar o que já existe — a cota de candidaturas — com a reserva de vagas, que é uma inovação.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também defendeu mais paridade, afirmando que é preciso entender a participação das mulheres na política.
— Como queremos que o Congresso legisle de forma plural se não temos uma representatividade maior das mulheres? Eu queria muito que, aqui no Senado, tivéssemos representatividade maior das mulheres, da população preta, parda, indígena, quilombola, LGBTQIA+, dos pobres. É muito fácil legislar de forma incisiva contra uma camada socioeconômica menos favorecida.
Projeto
Marcelo Castro propôs a troca do modelo atual de obrigatoriedade de candidaturas para o modelo de reserva de cadeiras. A proposta do relator é a reserva de vaga 20% para as mulheres nas casas legislativas, o que ele define “como um piso e não como um teto”.
Castro afirmou que a reserva de candidaturas “não elege mulheres”, e destacou a inovação do modelo de reserva de vagas no Parlamento, que valeria para os níveis federal, estadual e municipal.
— Estamos trocando um modelo de candidaturas por um modelo de cadeiras de deputadas federais e estaduais e vereadoras eleitas. Eu entendo que isso é uma grande vantagem. Nós não deixaríamos nenhuma Câmara de Vereadores do Brasil sem duas vereadoras. Hoje nós temos 1,7 mil que só têm uma e mais de 700 que não têm nenhuma. Nós aumentaríamos expressivamente o número de mulheres aqui na Câmara [dos Deputados] — afirmou.
Castro também lembrou que só se observou uma diferença real no percentual de mulheres eleitas a partir de 2018, primeira eleição após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a destinação de recursos para as candidaturas femininas. Antes disso.
— Nós aumentamos a participação feminina de 2014, quando não tinha obrigatoriedade do recurso, para 2018, quando já tinha obrigatoriedade do recurso, em 50%. Foi um salto expressivo. E aumentamos de 2018 para 2022 em 20%. Contra números não há argumento. Reserva de candidaturas, obrigatoriedade de candidaturas femininas, não elege deputadas. Obrigatoriedade de recurso elege sim.
O senador também propõe colocar no Código Eleitoral que os mandatos de parlamentares mulheres sejam contados em dobro para efeito de distribuição dos fundos Eleitoral e Partidário entre os partidos.
A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), apoiou a versão apresentada por senador Marcelo Castro. Ela salientou que a flexibilização não vai desestimular o lançamento de candidatas e que o projeto ainda contém medidas para evitar que os partidos burlem a cota de candidaturas.
— Essas vagas não podem ser preenchidas por homens. Se o partido não colocar mulheres, ele tem que deixar [a vaga] vazia. E nenhum partido quer manter vazia, porque atrapalha o quociente eleitoral. Então, nenhum partido vai trabalhar para não ter mulheres candidatas. O que vai acontecer é que não vão criar candidatos laranjas, não vão criar factoides. E eu acho que isso é um avanço. Porque serão candidatas mulheres que querem ser candidatas, o recurso vai ser investido nas mulheres que querem ser candidatas — disse a deputada.
Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ), o tema não precisa ser tratado como um “tabu”.
— A reserva de vaga é um estímulo, mas não está garantindo igualdade. Aceito a proposta que a bancada feminina conseguiu encaminhar ao senador Marcelo Castro, mas tem que combinar com a Câmara. A minha sugestão seria garantir para as mulheres 50% de fundo, 50% de tempo de TV e investimento na formação de mulheres, sem reserva de vaga e de cadeira.
Comentários
Para a diretora do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral e representante da Transparência Eleitoral Brasil, Marilda de Paula Silveira, com a atual versão do relatório a participação de mulheres na política vai “retroceder”.
— Nem em 150 anos haverá um número maior de mulheres viáveis do que temos hoje. A primeira [consequência] é um completo desincentivo para que os partidos lancem candidatas acima dos 20% [de vagas reservadas]. A segunda é a manutenção das candidatas reeleitas. Terceira, a gente cria o que é pior: uma separação na disputa das mulheres com os homens. As mulheres vão se matar pelos 20%, enquanto os homens vão continuar disputando a sua eleição dos 80% com 70% do dinheiro, o que não me parece justo.
Consultora legislativa do Senado, Flávia Magalhães explicou que a reserva de vagas precisa considerar que o Brasil usa um sistema eleitoral de lista aberta para o Legislativo — ou seja, os partidos ganham cadeiras de acordo com a sua votação proporcional, mas essas cadeiras são preenchidas pelos candidatos individualmente mais votados. O contrário é um sistema de lista fechada, onde o preenchimento das cadeiras é feito a partir da ordem dos candidatos em uma lista estabelecida pelos partidos antes da eleição.
— Podemos ver que os países que têm maior participação feminina nos Parlamentos adotam o sistema eleitoral de lista fechada. É muito mais fácil, porque você faz alternado. Isso possibilita que os Parlamentos aumentem a diversidade com um prazo menor. Aqui no Brasil, parecemos não ter disposição, intenção de mudar o sistema eleitoral. Temos que trabalhar com o que temos, que é o sistema aberto — disse.
Professora de Ciência Política na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Teresa Sacchet afirmou que é importante pensar em mecanismos que possam viabilizar uma maior entrada das mulheres na politica, com regras bem desenhadas.
— Adotar uma reserva de cadeira de 20% num contexto em que já estamos quase perto disso? Por que não 30%, sendo que a nossa cota [de candidaturas] é de 30%?
A audiência pública foi presidida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), vice-presidente da CCJ. Fonte: Agência Senado
Dívida bruta está em 76,2% do PIB. FOTO AGÊNCIA BRASIL
As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado do déficit do Governo Central. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 18,973 bilhões no segundo mês de 2025.
O valor, entretanto, é menor que o resultado negativo de R$ 48,692 bilhões registrado no mesmo mês de 2024. Na comparação interanual, houve melhora nas contas públicas também em razão da melhora nas contas do Governo Central, que inclui Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional, ainda que continue com déficit. A redução se deve, basicamente, pelo aumento das receitas e queda das despesas.
As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.
No acumulado do ano, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 85,122 bilhões. Em 12 meses – encerrados em fevereiro – as contas acumulam o resultado negativo de R$ 15,885 bilhões, o que corresponde a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).
Os governos estaduais registraram superávit no mês de fevereiro de R$ 6,633 bilhões, ante superávit de R$ 7,486 bilhões em fevereiro do ano passado. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 2,611 bilhões em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2024, houve superávit de R$ 1,160 bilhão para esses entes.
Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 9,244 bilhões em fevereiro passado contra resultado negativo de R$ 8,646 bilhões no mesmo mês de 2024.
Da mesma forma, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para redução do déficit das contas públicas, com o resultado positivo de R$ 299 milhões em fevereiro de 2024. No mesmo mês do ano passado, o déficit foi de R$ 483 milhões.
Despesas com juros
Os gastos com juros ficaram em R$ 78,253 bilhões em fevereiro deste ano, um aumento em relação aos R$ 65,166 bilhões registrados em fevereiro de 2024. De janeiro para fevereiro, também houve uma alta significativa. No primeiro mês do ano, os gastos com juros foram de R$ 40,358 bilhões.
De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Mas no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a piora da conta de juros em setembro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.
Em fevereiro de 2024, a conta de juros do Banco Central ficou positiva em R$ 6,021 bilhões, enquanto em janeiro e fevereiro deste ano os saldos foram negativos em R$ 28,981 bilhões e R$ 1,127 bilhão, respectivamente.
Também contribuíram para o aumento dos gastos com juros o aumento da taxa básica de juros, a Selic, o maior número de dias úteis e o próprio crescimento da dívida no período.
Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 97,226 bilhões contra o resultado negativo de R$ 113,858 bilhões em igual mês de 2024.
Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 939,839 bilhões, ou 7,91% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.
Dívida pública
A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,296 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 61,4% do PIB. Em janeiro, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1% (R$ 7,220 trilhões).
No mês de fevereiro deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,045 trilhões ou 76,2%, com aumento em relação ao mês anterior, em termos de percentual do PIB (R$ 8,939 trilhões ou 75,7% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Presidente Marcelo Santos anunciou os nomes dos membros dos 18 colegiados e da Corregedoria. foto Ellen Campanharo
O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), anunciou o número de membros e os nomes dos parlamentares que vão integrar as comissões permanentes da Casa. O Ato 5.540/2025 foi lido durante a sessão ordinária desta segunda-feira (7).
Dois colegiados tiveram o quantitativo de membros reduzido: Comissão de Segurança (de nove para sete) e Cooperativismo (de sete para cinco). Os demais ficaram como estavam no biênio passado. As comissões de Finanças e de Agricultura possuem o maior número de integrantes, com nove deputados cada uma. Confira abaixo os nomes dos integrantes das comissões permanentes.
Após o anúncio do presidente, o deputado Gandini (PSD) cobrou a participação dele na Comissão de Educação. “Eu figurava como vice-presidente e agora não estou nem na comissão, foi um pedido que fiz ao líder (Vandinho)”, disse.
Marcelo respondeu que o ato já estava em vigor, mas que poderia ser feito um ajuste com renúncia de algum parlamentar e uma nova indicação do bloco governista para ele entrar no colegiado. “É importante eu participar como membro titular porque tenho feito um trabalho e preciso continuar. Foi o único pedido que fiz a Vossa Excelência e ao nosso líder”, frisou Gandini.
Duas iniciativas foram aprovadas na Ordem do Dia. Uma delas foi o Projeto de Lei (PL) 207/2025, de Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), que confere ao município de Ecoporanga o Título da Capital Simbólica do Espírito Santo no advento de sua data magna.
Também aprovado, o Projeto de Resolução (PR) 6/2025, de Marcelo Santos (União/ES), cria a Comenda do Mérito Legislativo “Selena Sagrillo Zuccoloto”, destinada a homenagear crianças e adolescentes que se destacarem em atividades escolares, esportivas, culturais e relevantes serviços de cunho social, bem como profissionais da rede de proteção aos direitos das crianças e adolescentes do Espírito Santo.
Selena foi uma jovem de 12 anos morta no atentado ocorrido em duas escolas de Aracruz em 25 de novembro de 2022. Alcântaro Filho (Republicanos) comentou que a ideia é fazer a inauguração dessa comenda em maio. “Vamos trazer os parentes da Selena. Não podemos esquecer o que aconteceu em Coqueiral de Aracruz. Temos que ter segurança nas escolas para que nunca mais atos como aqueles possam acontecer no Espírito Santo”, salientou.
A primeira proposição segue para sanção ou veto do governador Renato Casagrande (PSB) e a segunda deve ser promulgada pela Mesa Diretora da Ales.
Isenção de IPVA
No Expediente sujeito a deliberação foi aprovado requerimento de urgência para o PL 139/2025, de Fábio Duarte (Rede), que altera a Lei 6.999/2001 para incluir entre os isentos de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) as pessoas com doença degenerativa ou que apresentem neurodivergência e neuroatipicidade.
Por tratar de assunto semelhante, essa matéria foi apensada ao PL 55/2025, do Coronel Weliton (PRD), que prevê o benefício para pessoas com deficiência intelectual ou múltipla. Com a aprovação, a proposta agora está apta a fazer da pauta da Ordem do Dia da próxima sessão, a ser realizada na tarde desta terça-feira (8).
Confira os integrantes das comissões permanentes:
Comissão de Constituição e Justiça, Cidadania, Serviço Público e Redação (7 vagas)
Presidente: Dary Pagung (PSB) Vice-Presidente: Mazinho dos Anjos (PSDB) Efetivos: Lucas Polese (PL), Capitão Assumção (PL), Raquel Lessa (PP), João Coser (PT) e Allan Ferreira (Podemos) Suplentes: Fábio Duarte (Rede), Coronel Weliton (PRD), Dr. Bruno Resende (União Brasil), Hudson Leal (Republicanos), Janete de Sá (PSB), Delegado Danilo Bahiense (PL) e Denninho Silva (União Brasil)
Comissão de Finanças, Economia, Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas (9 Vagas)
Presidente: Mazinho dos Anjos (PSDB) Vice-Presidente: Denninho Silva (União Brasil) Efetivos: Adilson Espindula (PSD), Alexandre Xambinho (Podemos), Janete de Sá (PSB), Coronel Weliton (PRD), Delegado Danilo Bahiense (PL), Engenheiro José Esmeraldo (PDT) e Callegari (PL) Suplentes: Dary Pagung (PSB), Iriny Lopes (PT), Zé Preto (PL), Dr. Bruno Resende (União Brasil), Capitão Assumção (PL), Sergio Meneguelli (Republicanos), Lucas Polese (PL), Marcos Madureira (PP) e Pablo Muribeca (Republicanos)
Comissão de Proteção ao Meio Ambiente (5 Vagas)
Presidente: Gandini (PSD) Vice-Presidente: Camila Valadão (Psol) Efetivos: Callegari (PL), Iriny Lopes (PT) e Janete de Sá (PSB) Suplentes: Dr. Bruno Resende (União Brasil), Lucas Polese (PL), Sergio Meneguelli (Republicanos), Coronel Weliton (PRD) e Dary Pagung (PSB)
Comissão de Cultura e Comunicação Social (3 vagas)
Presidente: Marcos Madureira (PP) Vice-Presidente: Dary Pagung (PSB) Efetivos: Capitão Assumção (PL), Delegado Danilo Bahiense (PL) e Fábio Duarte (Rede) Suplentes: Dr. Bruno Resende (União Brasil), Raquel Lessa (PP), Lucas Polese (PL), Coronel Weliton (PRD) e Camila Valadão (Psol)
Comissão de Defesa dos Direitos Humanos (5 Vagas)
Presidente: Camila Valadão (Psol) Vice-Presidente: Iriny Lopes (PT) Efetivos: Capitão Assumção (PL), João Coser (PT) e Lucas Polese (PL) Suplentes: Denninho Silva (União Brasil), Dary Pagung (PSB), Callegari (PL), Pablo Muribeca (Republicanos) e Alcântaro Filho (Republicanos)
Comissão de Saúde e Saneamento (5 Vagas)
Presidente: Dr. Bruno Resende (União Brasil) Vice-Presidente: Fábio Duarte (Rede) Efetivos: Pablo Muribeca (Republicanos), Hudson Leal (Republicanos) e Zé Preto (PL) Suplentes: Camila Valadão (Psol), Lucas Polese (PL), Callegari (PL), Coronel Weliton (PRD) e Mazinho dos Anjos (PSDB)
Comissão de Assistência Social, Socioeducação, Segurança Alimentar e Nutricional (3 Vagas)
Presidente: Raquel Lessa (PP) Vice-Presidente: Callegari (PL) Efetivo: Camila Valadão (Psol) Suplentes: Janete de Sá (PSB), Capitão Assumção (PL) e Fábio Duarte (Rede)
Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente (3 Vagas)
Presidente: Alcântaro Filho (Republicanos) Vice-Presidente: Vandinho Leite (PSDB) Efetivo: João Coser (PT) Suplentes: Coronel Weliton (PRD), Lucas Polese (PL) e Bispo Alves (Republicanos)
Comissão de Agricultura, de Silvicultura, de Aquicultura e Pesca, de Abastecimento e de Reforma Agrária (9 Vagas)
Presidente: Adilson Espindula (PSD) Vice-Presidente: João Coser (PT) Efetivos: Coronel Weliton (PRD), Dary Pagung (PSB), Janete de Sá (PSB), Lucas Polese (PL), Raquel Lessa (PP), Toninho da Emater (PSB) e Alcântaro Filho (Republicanos) Suplentes: Zé Preto (PL), Capitão Assumção (PL), Bispo Alves (Republicanos), Gandini (PSD), Mazinho dos Anjos (PSDB), Callegari (PL), Delegado Danilo Bahiense (PL), Dary Pagung (PSB) e Pablo Muribeca (Republicanos)
Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (3 Vagas)
Presidente: Vandinho Leite (PSDB) Vice-Presidente: Delegado Danilo Bahiense (PL) Efetivo: Alcântaro Filho (Republicanos) Suplentes: Bispo Alves (Republicanos), Janete de Sá (PSB) e Dr. Bruno Resende (União Brasil)
Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado (7 Vagas)
Presidente: Coronel Weliton (PRD) Vice-Presidente: Zé Preto (PP) Efetivo: Janete de Sá (PSB) Suplentes: Bispo Alves (Republicanos), Pablo Muribeca (Republicanos) e Dary Pagung (PSB)
Comissão de Ciência, Tecnologia, Minas e Energia (3 Vagas)
Presidente: Pablo Muribeca (Republicanos) Vice-Presidente: João Coser (PT) Efetivo: Bispo Alves (Republicanos) Suplentes: Camila Valadão (Psol), Coronel Weliton (PRD) e Alexandre Xambinho (Podemos)
Comissão de Infraestrutura, de Desenvolvimento Urbano e Regional, de Mobilidade Urbana, de Logística e de Saneamento (3 Vagas)
Presidente: Alexandre Xambinho (Podemos) Vice-Presidente: João Coser (PT) Efetivo: Marcos Madureira (PP) Suplentes: Lucas Polese (PL), Pablo Muribeca (Republicanos) e Denninho Silva (União Brasil)
Comissão de Cooperativismo (5 vagas)
Presidente: Callegari (PL) Vice-Presidente: Hudson Leal (Republicanos) Efetivos: Marcos Madureira (PP), Fábio Duarte (Rede) e Allan Ferreira (Podemos) Suplentes: Adilson Espindula (PSD), Janete de Sá (PSB), Dr. Bruno Resende (União Brasil), Lucas Polese (PL) e Capitão Assumção (PL)
Comissão de Política sobre Drogas (3 Vagas)
Presidente: Denninho Silva (União Brasil) Vice-Presidente: Mazinho dos Anjos (PSDB) Efetivo: Alcântaro Filho (Republicanos) Suplentes: João Coser (PT), Coronel Weliton (PRD) e Delegado Danilo Bahiense (PL)
Comissão de Proteção e Bem-Estar dos Animais (3 Vagas)
Presidente: Janete de Sá (PSB) Vice-Presidente: Alexandre Xambinho (Podemos) Efetivo: Coronel Weliton (PRD) Suplentes: Marcos Madureira (PP), Allan Ferreira (Podemos) e Lucas Polese (PL)
Corregedoria-Geral (5 Vagas)
Corregedor: Coronel Weliton (PRD) Vice-corregedor: Mazinho dos Anjos (PSDB) Efetivos: Dary Pagung (PSB), Raquel Lessa (PP) e Delegado Danilo Bahiense (PL) Suplentes: Capitão Assumção (PL), Janete de Sá (PSB) e Denninho Silva (União Brasil) Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito
Mosquito causador da a Febre do Oropouche. foto divulgação internet
Nos primeiros três meses do ano, o Brasil registrou um total de 7.320 casos de Febre do Oropouche, sendo 5.310 apenas no estado do Espírito Santo, resultando em 72% das ocorrências, com as cidades de Santa Teresa, Itarana, Laranja da Terra, Colatina e Domingos Martins tendo o maior registro em número de casos. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado do Rio de Janeiro é o segundo maior em número de notificações confirmadas, com 990.
No último mês de janeiro, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Espírito Santo, Orlei Cardoso, comentou o número expressivo do estado e citou os possíveis motivos para tal. “A expressividade dos números se deve ao grande número de testes. Somos um estado pequeno territorialmente e de fácil acesso. A gente foca muito na transparência, busca informações e não esconde os dados. Além disso, temos quatro regionais de saúde que dão esse suporte e o estado é o único do Brasil que tem o e-SUS VS, que faz a comunicação imediata dos casos, pelo celular mesmo, de qualquer lugar”, disse.
O monitoramento epidemiológico da Febre Oropouche do Ministério da Saúde aponta que 13.842 casos foram confirmados no país em 2024. E, por conta disso, a população, principalmente capixaba, precisa ficar atenta aos sinais e sintomas. “Náusea, calafrios, diarreia, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações são os principais sintomas, que aliás são bem parecidos com os da dengue, mas o diagnóstico desta febre deve ser obtido por meio de exames laboratoriais”, afirma a Dra. Silvia Fonseca, infectologista, pediatra e docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica).
Segundo a especialista, a Febre do Oropouche é causada por um arbovírus (mosquito) do gênero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no país na década de 60. Tal feito só foi possível porque o vírus foi encontrado a partir de uma amostra de sangue de um bicho-preguiça, que foi pego durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Daí em diante, diversos casos isolados e alguns surtos foram relatados no Brasil, principalmente na região amazônica. “Ressalto ainda que os sintomas são parecidos com outras viroses, mas raramente a Febre Oropouche pode causar doença grave ou óbito”, comenta Silvia.
Saiba como se prevenir
Dra. Nicolle Oliveira, biomédica, docente e coordenadora de biomedicina da Estácio, dá algumas dicas para evitar a doença. “As pessoas podem fazer uso de repelentes, especialmente ao realizar atividades ao ar livre. Se possível, evitar áreas de muita exposição a picadas de vetores”, opina Nicolle.
De acordo com a biomédica, outras ações também podem contribuir para evitar a doença, removendo a água parada e limpando ambientes com acúmulo de matéria orgânica. “A instalação de telas em janelas, também irá contribuir para a proteção. Caso haja o surgimento de qualquer sintoma, busque a unidade de saúde mais próxima”, comenta a especialista. Fonte P6 Comunicação /Vítor De Vincentis
Governador do Espírito Santo Renato Casagrande. FOTO DIVULGAÇÃO
Ontem dia 07 deste, às 21h30, o governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB/ES), foi sabatinado no Programa Direto ao Ponto da TV Jovem Pan em São Paulo, apresentado por Nelson Kobayash, com a participação da jornalista Helen Braun, economista Bruno Lavieri. Professor de direito da PUC Thulio Nassa e o comentarista da TV Fábio Piperno, onde foram abordados diversos temas como: Segurança Pública, Meio Ambiente, Anistia. Gestão Governamental do estado e federal, eleições 2026 e assuntos gerais.
O governador do Espírito Santo Renato Casagrande, concedeu uma entrevista tranquila, descontraída e serena, onde se posicionou em favor do desenvolvimento do Estado com investimento nos municípios para gerar mais oportunidades ao povo capixaba. Ele disse também que é a favor de um governo que uso os recursos (Federal, Estadual e Município) com responsabilidade e transparência.
Ainda na entrevista da TV Jovem Pan, o apresentador Nelson Kobayash perguntou se ele deixaria o governo do estado para disputar uma vaga no senado federal, já que a recente pesquisa realizada no Espírito Santo sobre a corrida eleitoral para o Senado feita pelo Instituto FlexConsult, o governador Renato Casagrande lidera com folga uma vaga para o Senado.
O governador Casagrande, disse ao apresentador, que hoje existem dois caminhos para 2026: pode ser candidato e pode não ser candidato ao senado, e concluir o seu terceiro mandando de governador. Ele lembrou ainda, que é importante aguardar o processo politico estadual, se a sucessão estiver organizada com a mínima garantia de manter o estado equilibrado e continuar caminhando (passo a frente) no processo do desenvolvimento, neste caso posso deixar o governo e ser candidato ao Senado. Concluiu Renato.
Entenda os critérios essenciais para selecionar o material ideal, garantir produtividade. foto Kassiana Bonissoni
A agricultura protegida, por meio do uso de estufas, vem ganhando destaque no Brasil, especialmente em regiões com condições climáticas extremas. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), esse tipo de produção pode aumentar a produtividade em até 30%, além de prolongar os ciclos. No entanto, o desempenho dessas importantes soluções depende diretamente da seleção correta do filme plástico utilizado.
Essa escolha deve estar sempre no radar do agricultor, conforme endossa o especialista da Nortène, formado em Ciências Agrícolas e técnico em plasticultura, Bruno Rossafa, o papel do filme da estufa vai muito além de apenas cobrir e proteger as plantas contra intempéries. “Isso tem impacto na sustentabilidade do sistema de produção. Com opções no mercado que variam de acordo com a cultura, clima e tecnologias disponíveis, saber quais critérios priorizar é essencial para maximizar os resultados e minimizar custos operacionais”, diz.
Segundo dados da Associação Brasileira de Horticultura (ABH), a utilização dessas estruturas com filmes tecnológicos pode reduzir perdas em até 25%, especialmente em culturas de alto valor agregado, como pimentões, tomates e flores. E para garantir o máximo desempenho delas, alguns fatores devem ser considerados.
O especialista cita o tipo de cultura é um dos primeiros pontos a serem avaliados. “Hortaliças como alface e tomate, por exemplo, necessitam de maior controle térmico e alta transmissão de luz difusa, enquanto flores ornamentais podem demandar filmes com propriedades específicas na seleção de comprimentos de ondas especifico e também para proteger contra queimaduras solares”, explica.
Além disso, as condições climáticas locais são determinantes, por exemplo, regiões de alta incidência solar exigem filmes com proteção contra raios UV, que aumentam a durabilidade do material e protegem as plantas do estresse térmico. Dependendo do nível tecnológico de cada região, áreas com ventos fortes ou chuvas intensas, optar por filmes com maior resistência mecânica é indispensável para evitar danos estruturais à estufa e evitar perdas.
Outros pontos
A durabilidade e sustentabilidade também devem ser analisadas e consideradas pelo produtor. Filmes tratados contra radiação UV geralmente têm vida útil superior, reduzindo a necessidade de trocas frequentes. Opções fabricadas que possam ser reutilizadas em outras demandas ou recicladas ao fim do ciclo de vida são ideais para agricultores preocupados com o impacto ambiental.
“Nossa experiência mostra que o investimento em um filme de qualidade traz retorno significativo. Ele protege a lavoura, reduz perdas e ainda ajuda a conservar recursos naturais, como água e energia”, afirma Rossafa.
Produzindo mais e melhor
Muitos são os benefícios do uso das estufas, a transmissão de luz, por exemplo, favorece o crescimento das plantas com alta transparência e luz difusa, garantindo iluminação uniforme e reduzindo sombreamentos. O controle térmico regula temperaturas, refletindo calor durante o dia e mantendo o ambiente aquecido à noite, protegendo contra inversões térmicas. “Além disso, a resistência mecânica assegura durabilidade em regiões de ventos fortes e chuvas intensas, enquanto tratamentos como propriedades antigotejo evitam o acúmulo de gotas d’água nas superfícies dos filmes, melhorando a transmissão de luz e diminuindo a umidade superficial das folhas, reduzindo riscos de ataque de pragas e doenças”, finaliza o técnico da Nortène.
Grupo Nortène – Fundada em 1981 e sediada em Barueri/SP, a Nortène é pioneira no fornecimento de: reservatórios de geomembrana, filmes agrícolas, mulching, telas plásticas tecidas, telas plásticas termo-soldadas, silo-bolsa, lonas para silagem. A Nortène contribui também com sua tecnologia exclusiva em plásticos na fabricação e na comercialização dos produtos das empresas: Engepol Geossintéticos, Santeno Irrigação, Tecnofil Soluções em telas e Silox armazenagem. Fonte e foto Kassiana Bonissoni Rural Press
Hoje 2ª Cia Independente cobre Afonso Cláudio, Conceição do Castelo, Laranja da Terra e Venda Nova. foto arquivo Câmara Municipal
Na audiência pública da Comissão de Segurança realizada na noite desta quinta-feira (3) em Afonso Cláudio, na Região Serrana, moradores e líderes políticos solicitaram ajuda à Comissão de Segurança da Ales para levar ao governador Renato Casagrande (PSB) o pedido de transformar a 2ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada no município, em um batalhão da PM.
Além de Afonso Cláudio, seriam beneficiados com a iniciativa os municípios de Conceição do Castelo, Laranja da Terra e Venda Nova do Imigrante, que juntos compõem atualmente a 2ª Cia da PM.
O prefeito Luciano Pimenta (PP) afirmou que os vereadores de Afonso Cláudio já autorizaram a municipalidade a doar terreno de 4.000 m2 para a construção do batalhão.
“O próprio governador sugeriu que a prefeitura doasse uma área para a implantação do batalhão, pois já há intenção dele de construir. Mas queremos que ele nos receba para agilizarmos esses entendimentos; essa audiência realizada aqui hoje (pelo colegiado de Segurança) é muito significativa neste sentido”, disse o prefeito.
Furtos e homicídios
A representante da PM na audiência pública, tenente-coronel Marinete Félix Cordeiro, disse que o batalhão contribuirá muito para diminuir a violência, haja vista a alta incidência de furtos, homicídios e tráfico de drogas na área abrangida pela 2ª Cia Independente de Afonso Cláudio. Ela afirmou que, apesar de a região já necessitar de uma estrutura de batalhão, a unidade vem funcionando há 33 anos como companhia independente.
“Estou aqui como convidada dos organizadores da audiência na condição de subcomandante do 5° CPOR, designada pelo meu comandante, e o que posso dizer é que estamos na torcida para a viabilização do batalhão em Afonso Cláudio, pois vai ajudar a incrementar muito os trabalhos da nossa corporação”, explicou.
A tenente-coronel acrescentou que o 5° CPOR da PM abrange não só as quatro cidades da região de Afonso Cláudio, mas os 18 municípios de toda a Região Serrana.
Antes de ser promovida a tenente-coronel, Marinete Cordeiro atuou como major no comando da 2ª Cia da PM em Afonso Cláudio e foi identificada na audiência como “grande conhecedora” da realidade da segurança pública na região, cujo destaque é a produção de café.
Crimes no campo
O cafeicultor Paulo Dann mostrou-se otimista com a possibilidade de implantação do Batalhão da PM em Afonso Cláudio e região.
“Aqui a violência aumenta muito com a chegada da colheita do café; há muitos furtos e roubos de cargas do produto e também de veículos no meio rural. A companhia da PM faz o que pode com a equipe que tem, mas vindo um batalhão para cá vai aumentar o número de policiais, viaturas e o reforço no serviço de inteligência”, previu.
O vice-presidente do colegiado de Segurança, deputado Coronel Weliton (PRD), anunciou que os deputados da comissão vão intermediar o encontro solicitado pelos líderes da região com o governador. “Estamos engajados nessa luta, e o governador Renato Casagrande, que tem na segurança pública uma prioridade, não tenho dúvida de que vai agilizar essa instalação do batalhão da PM em Afonso Cláudio”, avaliou o parlamentar.
Participaram também da audiência vice-prefeitos e vereadores da região, além de representantes da Promotoria de Justiça, da OAB, das polícias Civil e Rodoviária Federal e de conselhos de segurança dos municípios da região da 2ª Cia independente da PM de Afonso Cláudio. Por Wanderley Araújo, com a edição de Angèle Murad – ales