A posse será no dia 29 de setembro e o mandato tem duração de 2 anos. foto stf
O ministro Edson Fachin foi eleito na quarta-feira (13) para o ocupar o cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. A posse será no dia 29 de setembro.
A votação foi feita de forma simbólica pelo plenário da Corte. Atualmente, Fachin é o vice-presidente e, pelo critério de antiguidade, deve assumir o cargo. Conforme o regimento interno, o tribunal deve ser comandado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte.
O novo presidente vai suceder a Luís Roberto Barroso, que completará o mandato de dois anos. Ao cumprimentar Fachin pela eleição, Barroso afirmou que o país tem sorte de ter o ministro na cadeira de presidente da Corte.
“Considero, pessoalmente e institucionalmente, que é uma sorte para o país poder, nesta atual conjuntura, ter uma pessoa com essa qualidade moral e intelectual conduzindo o tribunal. Receba meu abraço pessoal e de todos os colegas, desejando que seja muito feliz e abençoado nos próximos dois anos. É duro, mas é bom”, afirmou.
Em seguida, Fachin agradeceu a confiança depositada pelos colegas e disse que pretende fortalecer a colegialidade e o diálogo no STF. “Reitero a honra de integrar essa Corte. Recebo [a eleição] no sentido de missão e com a consciência de um dever a cumprir”, declarou.
Moraes também parabenizou Fachin pela eleição. “Queria agradecer a solidariedade e confiança de todos os colegas e expressar minha grande honra e alegria de novamente poder ser o vice-presidente do ministro Edson Fachin, com quem já trabalhei no Tribuna Superior Eleitoral”, completou.
Perfil
Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente de avião naquele ano.
Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Ele também foi ministro da Justiça no governo Temer. Com agência Brasil
Defesas afirmam que não há provas de que seus clientes participaram. foto governo federal
Os oito réus, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, já entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais na ação penal que tem como alvo o núcleo um da trama golpista. O grupo é composto pelos que foram apontados pela Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República como os líderes da conspiração que visava reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, governasse.
A legislação criminal prevê que os réus não delatores têm o direito de sempre se manifestarem por último, para que possam ter pleno conhecimento de tudo que são acusados antes de preparar a própria defesa.
O PGR pediu a condenação de todos os acusados por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado da União.
Todos os réus negam os crimes e pedem a absolvição de todas as acusações. Em geral, os advogados optaram por não se aprofundar na contestação da existência de uma trama golpista em si, focando em vez disso na afirmação de que, se existiu algum plano antidemocrático, seu cliente não está envolvido.
O caso agora deve ser julgado pelos cinco ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal:
o relator, Alexandre de Moraes;
Cristiano Zanin;
Luiz Fux;
Cármen Lúcia;
e Flávio Dino.
Não há prazo definido para que o processo seja pautado por Zanin, presidente da Primeira Turma. O ato depende da liberação da ação para julgamento pelo relator. É possível que o caso seja julgado a partir de setembro.
Confira abaixo o que disse a defesa de cada um dos oito réus da ação penal 2668, que têm como alvo o “núcleo crucial” da trama golpista.
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro no STF para interrogatório do processo que julga tentativa de golpe de Estado Antonio Augusto/STF
Em 197 páginas, a equipe de advogados de Bolsonaro, liderada pelos criminalistas Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, chamou a acusação feita por Gonet de “absurda” e “golpe imaginado”.
A defesa não negou, por exemplo, o depoimento do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército que relatou ter alertado Bolsonaro a não assinar nenhum ato que representasse uma ruptura com a ordem democrática. Os advogados afirmaram, contudo, que nada foi além de “cogitação” e “brainstorm”.
“Ao fim, e conforme será adiante demonstrado, estas conversas – ou “brainstorm”, para usar a descrição da principal testemunha da acusação – não passaram, quando muito, de cogitação. Não existe prova que retire o tema deste espaço distante e dissociado de qualquer ato de execução”, diz a defesa.
A defesa de Jair Bolsonaro também pediu a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente que deu detalhes sobre a trama. Um dos pontos contestados, por exemplo, diz respeito à existência de um plano para assassinar Moraes.
“O texto que previa apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes também não existe; nunca foi encontrado”, escreveu a defesa. Bolsonaro, na verdade, determinou a transição de governo, e não um golpe, sustentaram os advogados, concluindo que “não há como condenar Bolsonaro com base na prova produzida nos autos”.
Walter Braga Netto
Braga Netto durante coletiva quando era ministro da Casa Civil, em 2020 Isac Nóbrega/PR
A defesa do general da reserva do Exército Walter Braga Netto negou a participação dele em qualquer plano golpista e também atacou a delação de Cid, afirmando que o ex-ajudante de ordens foi “obrigado a mentir”. Além de ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Braga Netto foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro derrotada nas eleições de 2022.
Em diversos trechos, a defesa chama Cid de mentiroso, rebatendo afirmações do tenente-coronel e afirmando que o general Braga Netto não tinha conhecimento sobre nenhum plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” nem entregou dinheiro para a condução de qualquer planejamento golpista.
“Não há, para além da palavra de um delator reconhecidamente mentiroso, qualquer elemento de prova que demonstre que o Gen. Braga Netto tenha tomado ciência, elaborado ou financiado qualquer operação clandestina com intuito golpista”, diz a peça.
Anderson Torres
Andersom Torres na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) Joédson Alves/Agência Brasil
A defesa rebateu, por exemplo, que uma “minuta de golpe” encontrada na casa de Torres durante operação da Polícia Federal, uma das principais provas da acusação, possa ser considerada como prova. Segundo os advogados de Torres, a suposta minuta é um texto “apócrifo” e que só não foi descartado por descuido.
“O texto afrontava os pressupostos constitucionais do Estado de Defesa, não fazia sentido jurídico e jamais poderia ser levado a sério por qualquer jurista. Sua presença isolada, sem atos subsequentes de circulação, deliberação ou articulação, não autoriza qualquer presunção de dolo”, dizem as alegações finais da defesa.
Os advogados também buscaram afastar a omissão de Torres durante os atos de 8 de janeiro de 2023, quando ele era responsável pela segurança pública no DF e apoiadores de Bolsonaro invadiram e deprederam as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Augusto Heleno
General, Augusto Heleno durante depoimento na CPMI do golpe no Congresso Nacional Lula Marques/ Agência Brasil
Para a defesa, as provas colhidas durante a instrução do processo “afastam qualquer hipótese de protagonismo” na trama golpista do general da reserva do Exército Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
“Uma análise detida dos fatos narrados na denúncia revela que a conduta do general Heleno, então Ministro do GSI, foi meramente acessória e periférica em relação ao núcleo organizacional, não havendo elementos que indiquem relevância causal de sua atuação para o êxito da empreitada criminosa”, afirmou a defesa.
Alexandre Ramagem participa de interrogatório dos réus da trama golpista no STF. Fellipe Sampaio/STF
A defesa do deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou que ele tenha ordenado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os advogados pediram a absolvição de Ramagem, afirmando não haver provas de que ele tenha ordenado o uso da infraestrutura da Abin em prol dos objetivos de um plano golpista. Para a defesa, se houve ato ilegal por parte de algum funcionário da agência, a responsabilidade não pode ser atribuída ao então diretor.
“Alexandre Ramagem não pode ser responsabilizado por cada ato praticado no âmbito da Abin durante sua gestão, com base no simples fato de que era o diretor-geral do órgão, salvo se se admitisse eventual responsabilização por culpa”, dizem as alegações finais.
Almir Garnier
O ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos em entrevista à imprensa em 2022 Tânia Rêgo/Agência Brasil
Nas alegações finais, a defesa do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, negou que ele tenha colocado tropas à disposição de Bolsonaro e pediu a absolvição do ex-comandante da Marinha.
Os advogados apontaram para o que seriam contradições entre os depoimentos do general Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e do brigadeiro Baptista Júnior, ex-comandante da Aeronáutica. Os comandantes das outras duas forças militares à época apontaram Garnier como entusiasta de uma ruptura institucional.
“Perceba-se que apenas Baptista Júnior afirma que Garnier teria colocado tropas à disposição. Freire Gomes, que estava presente nas reuniões, afirmou apenas que ele teria se colocado ‘com o presidente’, porém no sentido de respeito hierárquico”, indicou a defesa. Tal contradição deve “ser resolvida a favor do réu”.
Mauro Cid
Tenente-coronel Mauro Cid depõe na CPI dos atos golpistas em 2023 Lula Marques/Agência Brasil
Ainda em 29 de julho, quando apresentou suas alegações finais, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, pediu a absolvição do delator da trama golpista. Na peça, os advogados de Cid o colocam como um observador, testemunha dos fatos delatados, mas não partícipe de crimes.
Caso seja negada a absolvição, a defesa pediu o reconhecimento sobre a efetividade da delação premiada de Cid para o esclarecimento da trama golpista. Em troca, os advogados pedem que ele seja condenado a uma pena mínima de dois anos.
“Pondere-se que dentro de um quadro de dezenas de acusados, ninguém teve a coragem de Mauro Cid. Isolou-se, perdeu aqueles que considerava seus amigos, a convivência em sociedade, o exercício de sua profissão, foi e continua sendo taxado de traidor”, diz a defesa.
Paulo Sergio Nogueira
O ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, quando ainda ocupava o cargo, em 2022 Marcelo Camargo/Agência Brasil
A defesa do general Paulo Sergio Nogueira, que também foi ministro da Defesa de Bolsonaro, pediu a absolvição dele e afirmou que o militar, na verdade, atuou “ativamente” contra o golpe de Estado.
Os advogados de Nogueira afirmaram que ele aconselhava Bolsonaro e afirmava ao ex-presidente que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições e que era contrário a adoção de qualquer medida de exceção.
“Consoante extrai-se da prova dos autos, o general Paulo Sérgio é manifestamente inocente tendo atuado ativamente para evitar a realização de um golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, disse a defesa.
Estado deu um importante passo para garantir sua preservação e a continuidade dessa atividade ao integrar os programas estaduais ao Programa Café Produtor de Água, coordenado pelo Conselho Nacional do Café (CNC).. foto seag
A cafeicultura é um dos pilares econômicos e culturais do Espírito Santo. Pensando nisso, o Estado deu um importante passo para garantir sua preservação e a continuidade dessa atividade ao integrar os programas estaduais ao Programa Café Produtor de Água, coordenado pelo Conselho Nacional do Café (CNC).
Nesta segunda-feira (11), na sede do Sistema OCB/ES, em Vitória, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica do Programa Café Produtor de Água, entre o Conselho Nacional do Café, o Governo do Estado, o Sistema OCB/ES e as cooperativas Cooabriel, Nater Coop, Cafesul e Sicoob ES.
Com esse acordo, o Programa Reflorestar, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), e o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia do Café do Espírito Santo, conduzido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), passam a integrar oficialmente o Programa Café Produtor de Água, ampliando as ações ambientais e de sustentabilidade da cafeicultura capixaba.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, essa integração reforça o compromisso do Governo do Espírito Santo com uma cafeicultura sustentável, assegurando um futuro próspero para os produtores e para os recursos naturais.
“A água é um dos recursos mais preciosos para a agricultura do Estado. Cerca de dois terços do nosso território enfrentam balanço hídrico negativo, e as mudanças climáticas intensificam ainda mais esse desafio. Por isso, investir na preservação dos recursos hídricos e na gestão integrada do armazenamento de água é fundamental”, ressaltou o secretário Enio Bergoli.
O Espírito Santo é o maior produtor nacional de café conilon, o segundo maior produtor de café (considerando as variedades arábica e conilon) e o terceiro maior produtor de café arábica, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Acordos de cooperação como este atendem à crescente demanda da sociedade por práticas sustentáveis na cadeia produtiva do café e posicionam o Estado como referência nacional em sustentabilidade da cafeicultura.
Programa Reflorestar
O Programa Reflorestar é uma iniciativa do Governo do Estado que visa promover a restauração do ciclo hidrológico por meio da conservação e recuperação da cobertura florestal, gerando oportunidades e renda para o produtor rural e estimulando a adoção de práticas sustentáveis no uso do solo.
Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia do Café do Espírito Santo
Iniciativa estratégica da Seag, voltada para a valorização, modernização e consolidação da cafeicultura capixaba como uma das mais relevantes do mundo em qualidade, diversidade e sustentabilidade. O programa contempla ações integradas que promovem a sustentabilidade ambiental, a inovação tecnológica, a valorização social dos produtores e a agregação de valor aos cafés capixabas.
Programa Café Produtor de Água
Criado em 2021 pelo Conselho Nacional do Café, o Programa tem como objetivo promover a sustentabilidade na cafeicultura, com foco na conservação da água e na revitalização ambiental das bacias hidrográficas onde o café é cultivado.
A integração desses programas fortalece o compromisso do Espírito Santo com uma cafeicultura sustentável, unindo preservação ambiental e desenvolvimento rural para garantir um futuro promissor ao setor.
Além do governo do Estado, assinaram o acordo os prefeitos de Anchieta, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, São Mateus e Serra. foto samarco
Os auditores do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) vão fiscalizar os R$ 15,2 bilhões que serão repassados ao governo do Estado e a seis municípios capixabas que assinaram o acordo de reparação e compensação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Além do governo do Estado, assinaram o acordo os prefeitos de Anchieta, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, São Mateus e Serra.
Segundo explica o auditor de Controle Externo Anderson Rolim, os valores totais do acordo chegam a aproximadamente R$ 170 bilhões. Desse total, R$ 100 bilhões serão pagos em parcelas anuais ao longo de 20 anos, sendo R$ 40 bilhões aplicados pelo Governo Federal e Governo do Estado diretamente em território capixaba.
“Exclusivamente ao governo do Estado serão pagos cerca de R$ 14,8 bilhões. Já os municípios que assinaram o acordo irão receber, juntos, aproximadamente R$ 400 milhões”, disse Rolim. E esses valores já serão fiscalizados este ano.
Pelo acordo, não existem investimentos específicos a serem feitos pelos gestores, mas existem diferentes temáticas que podem ser trabalhadas – como meio ambiente, saúde, educação, assistência social, entre outros.
“Por enquanto, estamos fazendo um levantamento para identificar como esses gestores estão se preparando para receber os recursos. Será criada uma secretaria específica, como fez o governo estadual, ou será com a estrutura que já existe nos municípios? Além disso, também estamos querendo saber como vão ser definidas as diretrizes para o uso do recurso e a transparência em sua aplicação”, destacou o auditor.
Anderson ainda ressaltou a orientação que a equipe vem dando aos gestores para que validem essas definições e busquem participação popular na definição das diretrizes de utilização dos recursos.
Próximos Passos
Anderson Rolim também explicou que os auditores do TCE-ES estão planejando uma auditoria para saber como os gestores estão utilizando os recursos já recebidos e que ainda serão repassados. Juntos, governo do Estado e municípios já receberam cerca de R$ 1,8 bilhão.
“Ainda esse ano devemos começar uma auditoria voltada para as obras e serviços de engenharia que vão ser contratados. Teremos o foco em cinco aspectos: governança, planejamento, transparência, regularidade das licitações e qualidade das execuções contratuais – avaliando preço e qualidade dos serviços”, adiantou.
A assinatura do acordo aconteceu em outubro do ano passado. Até 30 dias depois da assinatura, os signatários receberam a primeira parcela. Já a segunda parcela foi paga em até 180 dias após o pagamento do primeiro recebimento. Da terceira parcela até o final do acordo a parcela será paga anualmente até o dia 30 de abril.
Resumo em tópicosFiscalização milionária: TCE-ES vai fiscalizar R$ 15,2 bilhões repassados ao governo do Estado e a seis municípios capixabas pelo acordo de reparação da tragédia de Mariana.Planejamento inicial: Auditores estão levantando como os gestores estão se preparando para receber os recursos e definir diretrizes de uso e transparência.Participação popular: TCE-ES orienta gestores a validarem decisões e envolverem a população na definição das prioridades para aplicação dos recursos.Auditoria futura: Ainda este ano será iniciada auditoria focada em obras e serviços, avaliando governança, planejamento, licitações, transparência e qualidade.
Para que tudo ocorra conforme o previsto, algumas ruas próximas terão o trânsito alterado para pedestres e motoristas a partir de meia-noite até as 15h, do dia 22.
A Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Segurança Pública definiu as mudanças no tráfego e nos pontos de ônibus em razão do desfile cívico que será realizado no dia 22 de agosto. O evento integra a programação do “Viva Colatina”, em comemoração aos 104 anos de emancipação política do município.
O desfile terá início às 8h, na Avenida Getúlio Vargas. A concentração será na Avenida Ângelo Giuberti e na Avenida Luiz Dalla Bernardina. A dispersão será na rua próxima ao Iate Clube perto do Camelódromo.
Para que tudo ocorra conforme o previsto, algumas ruas próximas terão o trânsito alterado para pedestres e motoristas a partir de meia-noite até as 15h, do dia 22. A avenida Getúlio Vargas será interditada totalmente. A avenida Ângelo Giuberti será interditada nos dois sentidos, do Bar Beer Nigth até a Empresa de Luz Santa Maria. A rua Luiz Dalla Bernardina será interditada no trecho do Sesc até a Banca Sol Poente. No bairro Esplanada, as ruas Aurélio Gatti, Virgínio Gomes Barreto e Papa Pio XII, serão interditadas totalmente. A rua Melvin Jones, terá interdição total e na rua Moacir Avidos, a interdição será do trecho em frente a Padaria Bolão em diante.
No centro, as laterais da Praça Frei José (Catedral) e a rua Quinze de Novembro serão interditadas totalmente. A Travessa Rotary (Cartório), e entre o Camelódromo e a Praça Municipal e a Travessa José Toledo (Rua da Escola Mundo Mágico) também serão interditadas totalmente.
As ruas Bartovino Costa, e do Edifício Barão de Mauá, rua Santa Maria estarão livres para a passagem de motocicletas e automóveis, que poderão seguir e sair na rua da Casa do Fazendeiro. Na Ponte Agostinho Galdino Breda (Ponte do Irajá), os blocos serão retirados na parte da manhã no dia 22 de agosto e recolocados ao término do desfile.
Não será permitido estacionar nenhum tipo de veículo ao longo da Avenida Getúlio Vargas, rua Professor Arnaldo de Vasconcelos Costa (rua da Câmara Municipal), Ponto de Táxi da Praça Municipal.
As mudanças nos pontos de ônibus vão acontecer das 5 às 14h do dia 22. A Estação Central de Ônibus ficará fechada neste horário e o embarque e desembarque de passageiros será na Avenida Delta. Os ônibus do bairro Moacir Brotas vão descer até a Catedral e retorna ao bairro, e o ponto de embarque e desembarque de passageiros será nas proximidades do Supermercado Três Irmãos.
Os passageiros dos bairros Barbados, São Vicente, Santa Margarida e Bela Vista, devem embarcar próximo a loja Unipar (Casa dos Parafusos). O ponto de ônibus do INSS será transferido para a Avenida Delta e mantido o ponto do Supermercado Romano. O ponto de ônibus em frente a Escola Aristides Freire será transferido para as proximidades da subida da Ponte Florentino Avidos em gente a Estação de Tratamento.
A Secretaria de Trânsito informa ainda que, os caminhões que transportam cargas pesadas vindos dos municípios vizinhos (São Roque do Canaã, Itarana, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, etc) ficarão impedidos de circular no centro da cidade a partir de meia-noite até as 15h do dia 22.
ATENÇÃO: De acordo com o Decreto nº 31.661, de 11 de agosto de 2025, é proibida a entrada de caminhões e veículos de carga classificados como N2 e N3, com peso Bruto Total (PTB) acima de 3,5 toneladas, no perímetro urbano de Colatina no dia 22 de agosto, entre meia-noite e 15h.
ARTE Secretaria Municipal de Comunicação Social
FONTE E FOTO Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
As vagas são para professor regente de classe, com carga horária de 25 horas semanais. FOTO MEC
A Prefeitura Municipal de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (SEGEDP) e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), publicou nesta terça-feira (12) o Edital nº 003/2025, que estabelece normas para seleção e contratação de professores para atuar na educação básica, Educação Infantil e Ensino Fundamental, em regime de designação temporária.
O processo seletivo visa atender às necessidades da rede municipal de ensino, formando uma reserva técnica para a substituição de professores titulares afastados por exoneração, demissão, falecimento, aposentadoria, licenças, capacitações, exercício de cargos comissionados ou funções gratificadas, além de atender à expansão das instituições de ensino e outras situações previstas em lei.
As vagas são para professor regente de classe, com carga horária de 25 horas semanais. A referência salarial para Professor DT Carreira I e II varia de R$ 3.042,36 a R$ 3.872,23, acrescida de ticket alimentação no valor de R$ 600,00 para todos os contratados.
As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no site oficial da Prefeitura de Colatina (www.colatina.es.gov.br), no período de 13 a 18 de agosto de 2025. Ao se inscrever, o candidato declara estar ciente e de acordo com todas as condições estabelecidas no edital. fonte secom PMC
Haddad diz que Brasil está sendo sancionado por ser “mais democrático. foto agência brasil
O governo federal lança nesta quarta-feira (13) pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.
Durante anúncio do plano de socorro, no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil está sendo sancionado “por ser mais democrático que o agressor”.
“Estamos numa situação muito inusitada. O Brasil é um país que está sendo sancionado por ser mais democrático que o seu agressor. É uma situação inédita e muito incomum no mundo. Um país que não persegue adversários, não persegue a imprensa, não persegue escritórios de advocacia, não persegue universidades, não persegue imigrantes legais ou ilegais está sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político e econômico.”
“Vamos enfrentar, como já enfrentamos várias situações difíceis neste país. E vamos superar mais essa dificuldade que é imposta de fora para dentro, mas infelizmente com o apoio de alguns setores radicalizados da sociedade brasileira”, completou o ministro durante o evento.
Prioridades
De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis. “A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, disse o presidente nesta terça-feira, em entrevista ao canal Band News.
O pacote de medidas também busca preservar os empregos e ampliar os mercados alternativos para os setores afetados.
“Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém.”
As medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. fonte PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Em julho, Brasil embarcou 313 mil toneladas, alta de 17,2% em 12 meses. DIVULGAÇÃO/ABIECfoto
No mês anterior à entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde. Em julho, foram embarcadas 313.682 toneladas, crescimento de 15,6% em relação a junho e de 17,2% na comparação com julho de 2024 (267.885 toneladas). Em termos de valores, as vendas de carne bovina renderam US$ 1,67 bilhão.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.
A China liderou com folga as compras no mês, com 160,6 mil toneladas (51,2% do total), que somaram US$ 881,9 milhões, alta de 18,1% sobre junho e de 16,7% frente a julho de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas (US$ 119,9 milhões), seguidos por México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).
Segundo a Abiec, a carne bovina in natura concentrou 88,27% dos embarques, com 276,9 mil toneladas, avanço de 14,8% sobre junho e de 16,7% em relação a julho de 2024. A exportação de miúdos respondeu por 6,23% do total, e a venda de industrializados, 3,27%. Essas duas categorias registraram crescimentos expressivos em relação ao mês anterior.
Acumulado do ano
De janeiro a julho, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, gerando US$ 8,9 bilhões em receitas. Isso representa alta de 14,1% em volume e de 30,2% em valor na comparação com o mesmo período de 2024.
A China continua na liderança anual, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões, seguida por Estados Unidos (199,7 mil toneladas; US$ 1,16 bilhão), Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões).
Em relação ao crescimento no acumulado do ano, as maiores variações em volume foram registradas em mercados como México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Também registraram altas expressivas Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%).
Diversificação
Em 2025, segundo a Abiec, o Brasil vendeu carne bovina para aproximadamente160 mercados, consolidando-se como o maior exportador mundial. Além dos destinos tradicionais, houve aumento relevante da presença em mercados estratégicos no Oriente Médio, Sudeste Asiático e Leste Europeu.
Na avaliação da Abiec, os resultados reforçam a competitividade da carne bovina brasileira e o trabalho integrado da cadeia produtiva para atender a diferentes perfis de consumo no mundo. Apesar de a carne ter sido incluída na tarifa de 50% do governo de Donald Trump, a entidade estima que o cenário continuará positivo no segundo semestre, com expectativa de manutenção da demanda e de novas oportunidades comerciais. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Investimento de aproximadamente R$ 160 milhões foi confirmado em reunião com a presença do vice-governador Ricardo Ferraço.
Com apoio dos incentivos do Governo do Estado, a multinacional WEG S.A. vai construir uma fábrica de fios condutores no município de Linhares. O investimento de aproximadamente R$ 160 milhões foi confirmado nessa terça-feira (12), em encontro com o vice-governador Ricardo Ferraço, além do prefeito Lucas Scaramussa e executivos da empresa.
“O trabalho de adensamento das cadeias produtivas e verticalização da indústria é um modelo que estamos consolidando em diversos setores estratégicos e tradicionais que temos aqui. Trazer para perto outras etapas do processo industrial para otimizar, melhorar a competitividade. Isso está acontecendo nos setores de celulose e papel, rochas naturais, café e também na siderurgia, por exemplo”, destacou Ferraço.
Garantida no Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES), a nova estrutura será erguida na área da fábrica de motores que a WEG possui em Linhares desde 2011. O início da operação está previsto para o ano de 2027.
“Iniciamos essa negociação há algum tempo com muito equilíbrio e transparência, apresentando à empresa todas as vantagens de trazer o investimento para nosso Espírito Santo. A confirmação reflete o bom momento que o nosso Estado atravessa há alguns anos. Serão mais 170 novos empregos permanentes gerados não só para Linhares, mas para toda a região. O Espírito Santo é um Estado organizado, com estabilidade jurídica, incentivos e capacidade real de investimentos. Isso reunido à disposição do empreendedor faz muita diferença na hora da decisão”, completou o vice-governador.
A fábrica da WEG em Linhares produz diariamente mais de 50 mil motores elétricos e a unidade para produção de fios condutores vai trazer para perto o fornecimento de um componente essencial à composição dos motores. O projeto contempla, principalmente, a construção de um novo prédio industrial com 12 mil metros quadrados e a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos. Com isso, a empresa reforça sua estratégia de verticalização, aumentando o controle sobre a cadeia produtiva e elevando a eficiência operacional.
“Conseguimos elaborar um projeto robusto, bom para a empresa e muito bom para contribuir com o desenvolvimento do estado. Estado onde o profissionalismo no trato tem sido uma constância e isso tem sido um diferencial dentro do Brasil. Isso é fato! A empresa está no Espírito Santo desde 2011 e vemos sempre o compromisso de fazer dar certo, do jeito certo. Agradecemos em nome da WEG. Esse é um ponto muito importante para consolidação dos empreendimentos”, ressaltou o gerente geral da WEG Linhares e Manaus, Eduardo Hummess.
No detalhamento exposto pelos executivos da empresa, durante as obras para a fábrica de fios serão contratados cerca de 100 trabalhadores. Já para a operação serão 170 postos fixos de trabalho. Com operação prevista para 2027, a unidade terá capacidade inicial de produzir 140 toneladas por mês de fios condutores, com ampliação para 320 toneladas/mês em 2030.
“Comemoramos aqui as novas oportunidades aos linharenses. Iniciamos essa construção em janeiro e já estamos confirmando agora. Esse processo de verticalização, de crescimento da WEG, capacidade econômica do Governo do Estado de conceder incentivos, junto com o município de Linhares, para planejar um ambiente fantástico de oportunidades e renda para o linharense. A empresa faz parte da nossa terra, é muito importante e a gente junto com ela só vai crescer”, comentou o prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa.
Invest-ES
O Programa de Incentivo ao Investimento no Estado do Espírito Santo (Invest-ES) é instrumento de política pública coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) que tem por objetivo contribuir para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo, estimulando a realização de investimentos, a implantação e a utilização de armazéns e infraestruturas logísticas existentes, renovação tecnológica das estruturas produtivas, otimização da atividade de importação de mercadorias e bens e o aumento da competitividade estadual, com ênfase na geração de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais e regionais.
Sobre a WEG
Fundada em 1961, a WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, que atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização. A WEG se destaca em inovação pelo desenvolvimento constante de soluções para atender as grandes tendências voltadas a eficiência energética, energias renováveis e mobilidade elétrica.
Com operações industriais em 18 países e presença comercial em mais de 135 países, a companhia possui mais de 47 mil colaboradores distribuídos pelo mundo. Em 2024, a WEG atingiu faturamento líquido de R$ 38 bilhões, destes 57% proveniente das vendas realizadas fora do Brasil.