O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, na próxima quinta-feira (29/01).
Governador de São Paulo havia cancelado visita anterior por “motivos de agenda”
Bolsonaro pode receber visitas entre quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h; 11 às 13h; ou 14h às 16h.
Além de Tarcísio, que estará entre 11h e 13h da quinta, outras duas pessoas estarão com Bolsonaro na quarta-feira (28). O ministro do STF confirmou a visita na próxima quinta, e também liberou as visitas de Jorge Antônio de Oliveira, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), e do senador Rogério Marinho (PL-RN).
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) classificou como vitória da mobilização da categoria o anúncio do reajuste do piso salarial nacional do magistério para 2026, definido em medida provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para este ano, o valor será elevado em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para profissionais da rede pública de educação básica de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. O percentual representa um ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.
MP eleva mínimo salarial para R$ 5,1 mil, aumento de 5,4%. foto MEC
Para a presidente da CNTE, Fátima Silva, a conquista precisa ser celebrada, mas ela apontou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que põe o Brasil entre os países que pior remuneram os professores, o que mostra o problema estrutural da categoria.
“Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública”, afirmou, em nota publicada pela entidade.
De acordo com a CNTE, o critério de reajuste foi amplamente debatido no âmbito do Fórum Permanente do Piso, com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária. Ainda segundo a entidade, as organizações representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, “reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão”.
O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. A lei também fixa que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC.
Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil
Responsáveis pelos pagamentos dos salários em âmbito municipal, os prefeitos reclamaram do valor do reajuste. Em nota, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, manifestou inconformidade com a decisão. Segundo ele, o impacto estimado será de até R$ 8 bilhões aos cofres municipais.
“É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais — como os de 33,24% em 2022, e de 14,95% em 2023 —, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobilize para editar uma MP sob o argumento de ‘injustiça’ no cálculo. Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidencia o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, apontou.
Para a CNM, entidade que representa os municípios de pequeno porte, aumentos reais nos vencimentos devem ser negociados entre o governo de cada município e o respectivo quadro do magistério, “pois dependem das condições fiscais e orçamentárias dos entes locais e dos limites de despesas com pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.
Na semana passada, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que representa cerca de 400 municípios com mais de 80 mil habitantes, já havia apontado preocupação com o reajuste. A entidade se manifestou após reunião entre os ministro da Educação, Camilo Santana, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, com prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que presidente a FNP.
“Antes do encontro, a FNP encaminhou ofício ao ministro manifestando preocupação com o anúncio da edição da Medida Provisória. No documento, assinado pelo prefeito Pedro Almeida (Passo Fundo/RS), presidente da Comissão Permanente de Educação da entidade, a FNP reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação, mas destaca que qualquer alteração no piso deve considerar a capacidade fiscal dos municípios e vir acompanhada de responsabilidade orçamentária”, disse, em nota.
A federação também reforçou a necessidade de previsão de aporte de recursos da União para custear eventuais aumentos que extrapolem os parâmetros atualmente previstos em lei, e pontuou que o reajuste do piso poderia comprometer o equilíbrio fiscal dos entes locais.
As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb, bem como de complementações da União. Por ser uma MP, a medida tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.
A medida provisória será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (22). Com agência brasil
Com o início de 2026, muitos brasileiros colocam as finanças pessoais no centro das metas de ano novo. Mesmo com todos os motivos e determinação real, se questionam por onde começar. A criação de uma reserva de emergência surge como o ponto de partida essencial para quem busca segurança e equilíbrio nas contas. Esse recurso auxilia na criação de uma rotina de reservas especificamente para emergências, como uma possível perda de renda, despesas médicas inesperadas ou reparos urgentes em casa ou carro. Sem essa proteção, é comum recorrer a empréstimos caros ou ao cartão de crédito, agravando o endividamento em tempos de incerteza econômica.
Especialista ensina o primeiro passo para autonomia e tranquilidade em 2026. Cecília Perini, sócia e líder da XP no ES.
Cecília Perini, sócia e líder da XP no ES, recomenda acumular o equivalente de três a seis meses de despesas essenciais, priorizando aplicações conservadoras de baixo risco e liquidez diária. O mercado financeiro, hoje mais democratizado, oferece opções que incluem CDBs pós-fixados, Tesouro Selic ou fundos de renda fixa simples, que acompanham a taxa básica de juros e protegem o poder de compra contra a inflação.
“A autonomia financeira é uma jornada que requer disciplina e planejamento. O primeiro passo, eu diria que é definir quanto você pretende acumular para atingir esse objetivo. Em seguida, analisar o seu fluxo de caixa atual e como chegar lá, considerando todos os rendimentos e despesas”, destaca Cecília. Mais do que um hábito isolado, manter uma reserva de emergência é um exercício de disciplina e planejamento de longo prazo. Para quem não sabe a quantia exata de quanto começar, comece com valores pequenos, como aportes mensais de 10% da renda, ajustando o orçamento para cortar supérfluos, é o que orienta a líder da XP.
Em um cenário de volatilidade econômica, como o atual no Brasil, essa reserva garante tranquilidade e liberdade para decisões financeiras assertivas ao longo do ano. O gerenciamento eficiente de recursos pessoais é crucial para superar barreiras como falta de educação financeira, endividamentos e dependência excessiva. Cecília ainda destaca que investir a reserva de emergência em produtos financeiros de maior rentabilidade pode ser mais benéfico do que na poupança.
“Para que a reserva não só proteja, mas também cresça ao longo do tempo, opte por investimentos conservadores que rendem acima da inflação e ofereçam liquidez imediata. CDBs pós-fixados atrelados ao CDI, Tesouro Selic e fundos de renda fixa simples são ideais, pois acompanham a taxa básica de juros garantindo rentabilidade real positiva”, orienta.
Nesse aspecto, o assessor de investimentos desempenha um papel fundamental na construção de um planejamento financeiro completo, entendendo a jornada financeira e as particularidades, oferecendo orientação técnica, acompanhamento contínuo e auxiliando na definição de objetivos de curto, médio e longo prazo. Com uma estratégia bem definida, é possível reduzir riscos e maximizar os retornos, garantindo um futuro financeiramente seguro. Investir em planos com orientação especializada reduz a carga tributária, protege bens contra riscos e assegura transições tranquilas para herdeiros. Definir objetivos claros, diversificar investimentos e gerir dívidas são pilares para estabilidade. Assim, a reserva de emergência não só cobre o presente, mas valoriza o patrimônio ao longo do tempo, promovendo uma vida econômica saudável e sustentável em 2026. Fonte e foto Renata Salgueira Serra
O hábito de sair para comer, cuidar da saúde, investir em bem-estar ou aproveitar momentos de lazer deixou de ser exceção e passou a ocupar lugar central na rotina dos capixabas. Esse movimento ajuda a explicar por que o Espírito Santo assumiu a liderança nacional no segmento de serviços prestados às famílias, que avançou 12,6% no acumulado de 12 meses até novembro de 2025, o maior crescimento entre todos os estados brasileiros.
Em novembro de 2025, o setor de serviços no Espírito Santo manteve-se em patamar elevado de atividade, ainda que com sinais de acomodação no curto prazo após o forte avanço registrado em outubro (4,6%). A variação mensal negativa de 1,2% frente a outubro indica um ajuste pontual, comum após meses de aceleração mais intensa, sem descaracterizar a trajetória positiva do setor ao longo do ano. Mesmo com essa oscilação, o nível do índice permaneceu elevado, em 120 pontos, acima da média nacional, de 110,63.
Segmento, ligado ao lazer, alimentação fora de casa e cuidados pessoais, teve alta de 12,6% no acumulado entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025. foto Envato
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação interanual, o desempenho segue robusto. O volume de serviços cresceu 5,3% em relação a novembro de 2024, mais que o dobro do resultado observado no Brasil, que ficou em 2,5%. Esse diferencial reforça o dinamismo da economia capixaba e confirma que o setor de serviços no estado segue operando em ritmo mais intenso do que o cenário nacional, mesmo em um contexto de desaceleração pontual em alguns segmentos.
“O recuo mensal observado em novembro não representa perda de fôlego, mas sim um movimento natural de acomodação após um outubro muito forte. O mais importante é que o setor segue em nível elevado de atividade e com desempenho superior ao do Brasil”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.
O principal motor desse desempenho continua sendo o segmento de serviços prestados às famílias, que avançou 8,3% na comparação com novembro de 2024, enquanto o Brasil registrou retração de 1% no mesmo período. O resultado evidencia a força do consumo presencial no Espírito Santo, sustentado por atividades como alimentação fora de casa, lazer, turismo, eventos e cuidados pessoais.
“Esse dado mostra que o consumo presencial se consolidou como base estrutural do crescimento dos serviços no estado. Restaurantes, bares, academias, salões de beleza, clínicas de estética e atividades de lazer seguem encontrando demanda consistente, mesmo após um período de forte expansão”, explicou Spalenza.
A liderança capixaba fica ainda mais clara quando se observa o horizonte mais longo. No acumulado de 12 meses, os serviços prestados às famílias cresceram 12,6% no Espírito Santo, colocando o estado na primeira posição do ranking nacional, com ampla vantagem sobre os demais. Estados como Santa Catarina, Paraná e Ceará aparecem bem atrás, com variações significativamente menores, de 4,1%, 3,4% e 2,9%, respectivamente.
Entre os demais segmentos, o destaque positivo ficou para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceram 12% na comparação interanual, muito acima do resultado nacional (2,5%), refletindo o dinamismo das atividades logísticas e de mobilidade.
A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br. fonte Kelly Kalle – Fecomércio es
Entrar e sair de Colatina ficará mais fácil nos próximos anos. A Prefeitura avançou, nesta semana, no planejamento da obra da nova entrada da cidade, um projeto que promete mudar a forma como moradores e motoristas circulam pelo município, reduzindo congestionamentos e criando um novo acesso à região central.
O encontro, que aconteceu na última quarta-feira (21), reuniu equipes de engenharia da Secretaria Municipal de Obras e o secretário da pasta, Nilo Locatelli, teve como foco discutir detalhes do projeto executivo da nova via que vai ligar o bairro Barbados à região central, passando pela Avenida Beira-Rio e áreas estratégicas da cidade.
Nova via, que vai conectar o bairro Barbados à Área Verde, terá pistas duplas, ciclovia, pista de caminhada e novas calçadas.
Com investimento que ultrapassa os R$ 50 milhões, a obra é considerada uma das mais importantes intervenções viárias para Colatina, tanto pelo impacto no trânsito quanto pelo potencial de crescimento urbano e econômico que ela viabilizará.
O projeto prevê a abertura de uma nova via beirando o Rio Doce, conectando o bairro Barbados à Rua Pedro Epichim e à região central, criando uma alternativa moderna de acesso e saída da cidade. Ao longo de quase seis quilômetros de extensão, a intervenção inclui pistas duplas, ciclovia, pista de caminhada, calçadas, drenagem, urbanização completa e nova sinalização viária.
Vem aí
Durante a reunião, foram debatidos pontos sensíveis do traçado, questões de acessibilidade, especialmente na região da Segunda Ponte, além de ajustes técnicos necessários antes da conclusão do projeto, que está em fase final de elaboração. Nilo ressalta que a intervenção vai muito além de uma simples revitalização:
“Essa obra vai mudar a cara da cidade. Além de desobstruir e ampliar a capacidade do trânsito, ela melhora a segurança e amplia as possibilidades de crescimento econômico e urbano de Colatina”, destacou.
Parte da obra será construída em trechos onde atualmente não existem vias, enquanto outros segmentos passarão por reestruturação e ampliação. A Avenida Beira-Rio, por exemplo, passará a operar em mão única em determinado trecho, enquanto uma nova via será aberta na Área Verde para melhorar o fluxo de entrada em Colatina.
O deslocamento diário da população será facilitado, além de encurtar trajetos e oferecer mais qualidade de vida para quem mora e trabalha na cidade. A nova configuração também vai favorecer o escoamento da produção agrícola e industrial, estimular novos empreendimentos e valorizar áreas estratégicas do município.
“É qualidade de vida, é deixar o trajeto mais descomplicado. A obra melhora a mobilidade urbana e prepara Colatina para um novo ciclo de crescimento”, afirmou Nilo.
Próximas etapas
A reunião marcou uma fase decisiva do projeto, que está sendo executado por meio de uma contratação integrada, modelo que reúne elaboração do projeto e execução da obra. Os recursos são provenientes de convênio com o Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), e já estão disponíveis para o município.
Nos próximos meses, a Prefeitura deve avançar para etapas de esclarecimento público, incluindo audiências com a comunidade, especialmente em áreas que poderão passar por intervenções mais profundas.
“Antes de qualquer desapropriação ou ação concreta, a ideia é dialogar com a população, explicar o que vai acontecer, quando e como. Esse cuidado é fundamental”, ressaltou o secretário.
fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
No dia 2 de fevereiro, a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realiza, às 15 horas, a Sessão Solene de Instalação dos Trabalhos Legislativos de 2026, ato que inaugura oficialmente o início do ano legislativo no Parlamento capixaba.
A solenidade atende a uma exigência constitucional. De acordo com o parágrafo 4º do artigo 58 da Constituição do Estado do Espírito Santo, a abertura dos trabalhos legislativos deve ocorrer, obrigatoriamente, por meio de uma sessão solene.
A abertura dos trabalhos legislativos deve ocorrer, obrigatoriamente, por meio de uma sessão solene. Foto: Lucas S. Costa
Para o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União/ES), para além do simbolismo do evento, o retorno oficial dos trabalhos reafirma o compromisso da Casa com todos os capixabas.
“Todo início de ano legislativo é um momento de alinhar prioridades. Entramos em 2026 sabendo do tamanho da responsabilidade que a Assembleia tem. O foco é simples e claro: trabalhar pelo que realmente importa, fazendo o que precisa ser feito para melhorar a vida das pessoas nos 78 municípios do Espírito Santo, com diálogo, responsabilidade e respeito entre os Poderes e as instituições”, afirmou o presidente.
Rito
Segundo o secretário-geral da Mesa Diretora da Ales, Carlos Eduardo Casa Grande, o ato é essencial para a validade do funcionamento da Casa ao longo do ano. “Essa sessão marca formalmente o início do ano legislativo. É um momento institucional que valida o início dos trabalhos legislativos e constitui um requisito essencial e constitucional para que as atividades parlamentares possam ocorrer durante todo o ano”, explicou.
O rito da sessão prevê que o presidente da Assembleia Legislativa declare oficialmente a finalidade da sessão e instale os trabalhos legislativos, conforme determina a Constituição Estadual. Após a abertura, o presidente passa a condução dos trabalhos ao Cerimonial, responsável pela organização protocolar da solenidade, incluindo a composição da mesa de honra com a participação de autoridades convidadas.
Tradicionalmente, são convidados o governador do Estado, o presidente do Tribunal de Justiça (TJES), além de representantes de órgãos como o Tribunal de Contas (TCE-ES), o Ministério Público (MPES) e a Defensoria Pública (DPES), entre outras autoridades. A programação inclui, ainda, a execução do Hino Nacional, além de outros elementos cerimoniais definidos previamente.
Pronunciamentos
Durante a sessão, o presidente da Ales costuma conceder a palavra a autoridades presentes, como os chefes do Executivo estadual e demais poderes, e eventualmente, a parlamentares, para manifestações institucionais de boas-vindas ao novo ano legislativo. Ao final, o presidente faz seu pronunciamento e declara oficialmente encerrada a solenidade.
A Sessão Solene de Instalação dos Trabalhos Legislativos representa, assim, o momento inaugural do calendário parlamentar de 2026, reafirmando o papel constitucional da Assembleia Legislativa no funcionamento do Estado. Com ales
A “caminhada da liberdade”, encabeçada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), atingiu os 90 km percorridos nesta quarta-feira (21), seu terceiro dia. O deputado saiu do município de Paracatu (MG) e percorrerá 240 km até Brasília, pela BR-040.
Ao atingir a marca, o deputado gravou um vídeo em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos réus dos atos de 8 de janeiro e contra as penas aplicadas pela suposta trama golpista: “A gente sabe que um golpe precisa ter outros demais elementos, não teve nenhuma arma. As pessoas cometeram a depredação de patrimônio público, que é um crime com uma pena até de três anos. E o Bolsonaro, é uma pena maior do que pessoas comandantes de crime organizado. Então, também é por vocês. Jair Bolsonaro, nós estamos aqui.”
Liderados por Nikolas Ferreira, parlamentares da oposição e simpatizantes caminham para Brasília. (Foto do site gazeta do povo)
A caminhada vem reunindo parlamentares e influenciadores ao longo da trajetória, incluindo o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho de Bolsonaro. Nesta quarta-feira (21), Carlos interrompeu sua participação para visitar o pai na penitenciária da Papudinha. Na ocasião, ele lamentou a condição de Bolsonaro e de aliados: “É inacreditável ver o estado do ministro da Justiça Anderson Torres, de Silvinei Vasques e do meu pai, presos em um complexo penitenciário que abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade. Fico imaginando o que se passa na mente desses inocentes, condenados à revelia da lei, submetidos a uma situação como essa. É humanamente impossível aceitar isso como normal – algo que nem a lógica mais básica permitiria.”
A chegada a Brasília está prevista para domingo (25). Na ocasião, será realizada uma manifestação de encerramento. Políticos de direita também convocaram atos em outras cidades do país. Fonte gazeta do povo – Por Vinicius Macia
A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde em 2025, alcançando R$ 2,89 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal, junto aos resultados do mês de dezembro.
Em comparação com 2024, houve aumento anual real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Foi o melhor desempenho arrecadatório também para o mês de dezembro. foto BC
Também é o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,72 bilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 7,46%.
Os bons resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação.
“São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior [2024]”, destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados.
Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros.
Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.
Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado em 2025 ficou em R$ 2,76 trilhões, representando acréscimo real de 4,27%.
Já no mês passado, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 285,21 bilhões, alta real de 7,67%.
A base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025.
Em 2024, houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu em 2025.
A lei que muda o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023.
Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. Em 2024, o recolhimento extra foi R$ 4 bilhões, enquanto no ano passado chegou a R$ 3 bilhões.
“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,82% na arrecadação do período de janeiro a dezembro de 2025”, informou a Receita Federal.
Destaques no ano
Os resultados foram influenciados positivamente, principalmente, pelas variáveis macroeconômicas, diante do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços. O setor teve um crescimento de 2,72% de dezembro de 2024 a novembro de 2025 (fator gerador da arrecadação do acumulado do ano).
A produção industrial subiu apenas 0,17% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,11% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período.
Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,16% no período.
A elevação do IOF influenciou o desempenho da arrecadação que somou R$ 86,48 bilhões de janeiro a dezembro de 2025, alta de 20,54% na comparação com o acumulado de 2024.
“Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita.
Em junho do ano passado, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente.
A arrecadação previdenciária teve aumento de 3,27%, chegando a R$ 737,57 bilhões, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial.
A alta da arrecadação do PIS/Cofins em função também do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets) em 2025 é outro destaque apontado pela Receita. Ela chegou a R$ 581,95 bilhões no ano passado, alta de 3,03% em relação a 2024.
Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 10.000%, passando de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no acumulado do ano.
Também houve crescimento da arrecadação dos tributos sobre comércio exterior, diante da alta das taxas de câmbio e do aumento das alíquotas médias desses tributos.
Em 2025, houve crescimento real de 9,49% da arrecadação desse item e de 12,91% sobre rendimentos de residentes no exterior.
Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.
Apesar do recorde do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho, especialmente, do setor industrial e vendas de bens. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de apenas 1,27%, enquanto o IPI aumentou os mesmos 1,27%, diante da atividade industrial praticamente estável. Com agência brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli marcou para 26 e 27 de janeiro os depoimentos no inquérito que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Na mesma decisão, o relator autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação, que corre sob sigilo.
As oitivas serão realizadas na sede do STF, em Brasília, com parte dos depoimentos por videoconferência.
Interrogatórios foram condensados em dois dias, por ordem do ministro. foto BM
Na semana passada, Toffoli determinou que os interrogatórios fossem concentrados em apenas dois dias, e não nos seis inicialmente pedidos pela Polícia Federal (PF). O ministro citou limitações de pessoal e falta de disponibilidade de salas no tribunal para estender o prazo de depoimentos.
O ministro é relator do inquérito que apura crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à venda de carteiras de crédito supostamente inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Depoimentos em 26 de janeiro
Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB: videoconferência
André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada: videoconferência
Henrique Souza e Silva Peretto, empresário: vídeoconferência
Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master: videoconferência
Depoimentos em 27 de janeiro
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB: presencial
Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master: presencial
Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master: videoconferência
Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master: presencial
O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não será ouvido neste momento. Ele prestou depoimento à PF em 30 de dezembro e participou de uma acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também não deverá ser ouvido novamente nesta fase.
Investigação e próximos passos
As oitivas estavam inicialmente previstas para ocorrer de 23 a 28 de janeiro, mas o cronograma foi revisto após determinação de Toffoli. O ministro pediu à PF um calendário concentrado e determinou à Secretaria Judiciária do STF a reserva de salas e servidores para a realização dos depoimentos.
O inquérito chegou ao Supremo no fim de 2025 e ganhou novo impulso após decisões de Toffoli que envolveram a reorganização da perícia do material apreendido na Operação Compliance Zero. As provas passarão por análise com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acesso da Polícia Federal.
A investigação segue sob sigilo, e todas as diligências dependem de autorização direta do relator. Com agência brasil
A partir desta terça-feira (20), os pedidos de isenção de ICMS e IPVA referentes a veículos automotores passam a ser realizados exclusivamente por meio da plataforma E-Flow. A ferramenta, integrada ao sistema de gestão de documentos do Governo do Estado (E-Docs), permite o envio de formulários e documentos de forma totalmente digital.
A adoção do E-Flow traz benefícios tanto para os contribuintes quanto para a administração tributária, ao conferir maior celeridade, organização e eficiência à tramitação dos processos. O sistema somente permite o encaminhamento do requerimento após o correto preenchimento de todos os campos obrigatórios e a anexação da documentação exigida, evitando devoluções por pendências ou informações incompletas.
A ferramenta, integrada ao sistema de gestão de documentos do Governo do Estado (E-Docs).
Além disso, o pedido é direcionado automaticamente à circunscrição fiscal do contribuinte, eliminando etapas desnecessárias no fluxo do processo. A padronização da apresentação dos documentos, sempre na mesma ordem, facilita a análise técnica e contribui para a agilidade do atendimento por parte dos servidores públicos.
Com layout intuitivo e orientações claras ao longo do preenchimento, a plataforma também auxilia o requerente na identificação dos documentos necessários para cada tipo de solicitação, promovendo maior transparência e segurança no procedimento.