O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta quarta-feira (8) que pretende marcar uma sessão do Congresso Nacional. A manifestação veio após pedidos de senadores para que seja apreciado o veto integral (VET 3/2026) ao projeto da dosimetria, que trata da redução das penas dos condenados por envolvimento nos atos do 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
Presidente do Senado informou que vai alinhar agenda com o presidente da Câmara dos Deputados. Carlos Moura/Agência Senado
Davi esclareceu que a pauta ainda deve ser definida e que não necessariamente englobará todos os itens pendentes de votação, já que essa é uma prerrogativa do presidente do Senado e do Congresso.
— Essa pauta e essa agenda cabe única e exclusivamente o presidente do Senado e eu vou exercer essa prerrogativa conferida pela Constituição. O meu desejo é o mais rápido possível nós fazemos uma sessão do Congresso Nacional para deliberarmos um assunto relevantíssimo e que carece da deliberação do Congresso, que é o veto ao projeto de lei da dosimetria.
Ao fazer o anúncio, Davi lembrou que tem conversado com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, para conciliar a agenda, já que as sessões conjuntas ocupam o Plenário da Câmara.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou na quarta-feira (8) que está em diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para definir a data da próxima sessão do Congresso, que deve avaliar vetos presidenciais, incluindo o VET 3/2026, do chamado PL da Dosimetria. Em pronunciamento, ele também destacou sua prerrogativa para decidir a pauta das sessões.
Sete candidatos foram indicados pelos líderes partidários para concorrer à indicação da Câmara dos Deputados para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga aberta pela aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. São eles:
Deputado capixaba Gilson Daniel, indicado pelo Podemos
Danilo Forte (PP-CE), indicado pela Federação PSDB/Cidadania
Hugo Leal (PSD-RJ), indicado pelo PSD
Elmar Nascimento (União-BA), indicado pelo União Brasil
Gilson Daniel (Pode-ES), indicado pelo Podemos
Odair Cunha (PT-MG), indicado pelo MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB, Republicanos, Solidariedade, PRD, PP, PV e Psol
Soraya Santos (PL-RJ), indicada pelo PL
Adriana Ventura (Novo-SP), indicada pelo Novo
Os sete candidatos serão sabatinados pela Comissão de Finanças e Tributação na próxima segunda-feira (13), às 14 horas, quando a comissão vai deliberar sobre as indicações. Em seguida, os nomes confirmados pela comissão serão encaminhados para votação no Plenário da Câmara.
O TCU é formado por nove ministros. Desses, seis são indicados pelo Congresso Nacional e três pelo presidente da República. Os nomes indicados precisam passar por sabatina e aprovação no Senado Federal.
O TCU tem, entre as atribuições, analisar as contas prestadas anualmente pelo presidente da República e fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais.
Na última terça-feira (7), o presidente da Câmara, Hugo Motta, reafirmou que o acordo de apoio à candidatura do deputado Odair Cunha está mantido. Em 2024, essa vaga foi prometida a Cunha em um acordo para que o PT apoiasse a candidatura de Motta à Presidência da Câmara. “O deputado Odair é o candidato que vamos apoiar”, disse.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, marcou para a próxima terça-feira (14/04) a eleição que escolherá os novos presidente e vice-presidente do Tribunal. O comunicado foi feito no final da sessão plenária desta quinta-feira (9). A data da posse do sucessor, que comandará o TSE durante as Eleições 2026, será anunciada até o fim de maio.
Presidente do Tribunal fixou para a próxima terça-feira (14) a eleição para o novo comando da Corte
O anúncio inicia a transição de gestão. Pelo sistema de rodízio do Tribunal, a Presidência caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. A Vice-Presidência deverá ser ocupada pelo ministro André Mendonça, também do STF.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, afirmou Cármen Lúcia.
A antecipação funciona como marco inicial para o compartilhamento de dados e o planejamento logístico com os tribunais regionais eleitorais (TREs).
Transição e estabilidade
A gestão da ministra Cármen Lúcia tem sido marcada pela celeridade processual, pelo combate à desinformação, pela valorização das mulheres na política e pelo combate integral à violência de gênero, entre outros pontos.
A ministra tem reforçado a necessidade de uma transição “serena e técnica” para evitar rupturas no cronograma eleitoral. “Sempre pensei que a mudança de titularidade no TSE, quando ocorre de forma muito próxima [ao pleito], compromete a tranquilidade administrativa. É preciso agir sem atropelos e sem afobação”, concluiu.
Diretrizes
Embora a ministra Cármen Lúcia finalize o mandato na Presidência do TSE com as diretrizes para o pleito já consolidadas, caberá ao sucessor do cargo, com apoio do Colegiado, fiscalizar a aplicação prática das normas. Em março, o TSE publicou as resoluções que regerão as próximas eleições, com foco contra o uso indevido da inteligência artificial (IA) nos conteúdos de caráter eleitoral.
Ministro Nunes Marques atual vice-presidente do TSE Foto: Andressa Anholete /STF
As regras das resoluções proíbem a disseminação de conteúdos sintéticos, como deepfakes. O conjunto de normas também reforça o combate à violência política de gênero e aprofunda ações afirmativas para comunidades tradicionais e quilombolas.
Pela primeira vez na história do Espírito Santo, a lista tríplice destinada à advocacia para o preenchimento de uma vaga de juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) será composta exclusivamente por mulheres. A medida, prevista em edital publicado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), é destacada pela OAB-ES como um marco institucional no fortalecimento da equidade de gênero no sistema de Justiça.
Presidente da OAB-ES, Erica Neves.
A iniciativa marca um avanço institucional e amplia a presença feminina em posições estratégicas do sistema de Justiça, reforçando a busca por maior equilíbrio de gênero nas cortes eleitorais.
Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, a medida é um avanço relevante ao garantir às advogadas a oportunidade de ocupar uma vaga na corte, diante de um ambiente ainda predominantemente masculino de escolha.
“O equilíbrio de gênero é importantíssimo na corte eleitoral, como também é em qualquer posição e função, pois o equilíbrio de olhares faz bem de todas as formas que analisarmos. O resultado é sempre melhor e mais conectado com a sociedade. Temos advogadas competentíssimas e a escolhida certamente prestará um serviço importante para o Espírito Santo”, afirmou.
As inscrições para as advogadas interessadas já estão abertas e seguem por prazo limitado de cinco dias, com encerramento na próxima segunda-feira, dia 13. As candidatas devem atender aos requisitos legais e observar os critérios estabelecidos no edital, disponível nos canais oficiais do Judiciário.
Após o período de inscrições, caberá ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo a formação da lista tríplice, que será posteriormente encaminhada ao Presidente da República, responsável pela nomeação da nova integrante do TRE-ES.
A OAB-ES reforça a importância da participação das advogadas no processo, destacando a qualidade técnica da advocacia feminina capixaba e seu papel crescente na construção de um sistema de Justiça mais plural, representativo e alinhado às transformações da sociedade.
O edital completo está disponível no site do TRE: https://www.tre-es.jus.br/ Fonte e foto Renata Salgueira Serra
Com a redução na quantidade de pessoas com contas atrasadas, o percentual de inadimplentes no Espírito Santo chegou a 33,6% em fevereiro. A dívida média do capixaba também caiu e ficou em R$ 5.857,76
Pagar contas em dia voltou a caber no orçamento de parte dos capixabas. Em fevereiro, 10,2 mil pessoas conseguiram sair da inadimplência no Espírito Santo, movimento que aponta para uma tendência de melhora gradual nas finanças das famílias e traz novo fôlego ao consumo. A inadimplência, que representa o percentual de pessoas com contas em atraso, registrou queda pelo terceiro mês consecutivo no estado.
A terceira queda seguida da inadimplência das famílias capixabas, que tirou mais de 10 mil pessoas do vermelho. As observações são do Connect Fecomércio-ES.
Com recuo de 0,3 ponto percentual em relação a janeiro (33,9%), o índice chegou a 33,6% em fevereiro. Já o endividamento, que indica o número de famílias com dívidas ou contas a pagar, também apresentou retração. Em fevereiro, a taxa ficou em 89,3%, uma queda de 0,2 ponto percentual frente a janeiro. A redução indica menor comprometimento mensal da renda com obrigações financeiras.
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo), com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O avanço foi puxado por diferentes faixas de renda. Entre as famílias com rendimento de até 10 salários mínimos (R$ 16.210), a inadimplência caiu de 38% para 37,8%, permitindo que cerca de 4,3 mil pessoas regularizassem suas pendências. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, aproximadamente 5,9 mil capixabas deixaram a condição de inadimplência.
Além disso, cresceu a capacidade de pagamento das dívidas em atraso. Entre as famílias que ganham até R$ 16.210, o percentual das que afirmam conseguir quitar totalmente seus débitos no próximo mês subiu para 15,1%. No grupo de maior renda, esse índice avançou de forma mais expressiva, alcançando 26,3%.
O estudo do Connect Fecomércio-ES apontou ainda que o comportamento na quitação das dívidas também variou entre os grupos. Famílias com renda de até 10 salários mínimos priorizaram débitos mais antigos, com atraso superior a 90 dias, cujo percentual caiu de 61,4% para 59,7%. Já entre as famílias de maior renda, houve aumento no pagamento de dívidas mais recentes, indicando uma estratégia distinta de organização financeira.
Outro dado relevante é a queda no valor médio das dívidas. Em janeiro, segundo dados do Serasa Experian, a dívida média no Espírito Santo foi de R$ 5.857,76, representando redução de R$ 58,72 em relação a dezembro de 2025.
Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, esse movimento tem impacto direto no bem-estar das famílias. “A queda do endividamento reduz a rigidez do orçamento doméstico e melhora a capacidade de pagamento, abrindo espaço para o consumo. Isso é fundamental em um ambiente de crédito mais caro”, explicou.
Cartão de crédito O contexto, no entanto, ainda exige cautela. Em janeiro, a taxa média de juros para pessoas físicas chegou a 37,95% ao ano, o maior nível desde 2017. Mesmo assim, o cartão de crédito segue como principal fonte de endividamento, presente em 92% das famílias com renda de até 10 salários mínimos e em 98,7% das famílias de maior renda.
Entre as famílias que recebem até R$ 16.210, outras modalidades como crédito pessoal, carnês e crédito consignado continuam relevantes, embora algumas tenham apresentado leve queda. Já entre as de maior renda, o financiamento imobiliário, o crédito pessoal e o financiamento de veículos permanecem como principais formas de endividamento.
Outro ponto de atenção é o aumento do tempo médio de comprometimento financeiro. Em fevereiro, as famílias com renda de até 10 salários mínimos permaneceram, em média, sete meses endividadas, enquanto aquelas com renda superior registraram média de 6,8 meses. Em meio às dívidas e inadimplência, o crédito consignado ganha espaço como alternativa de reorganização financeira. “Há uma migração gradual para modalidades com menor custo, como o consignado, que permite substituir dívidas mais caras e melhorar a previsibilidade do orçamento”, destacou Spalenza.
Segundo ele, o movimento não indica necessariamente aumento do consumo, mas sim uma mudança na forma como as famílias administram suas dívidas. “O consumidor está mais estratégico. Ele busca reduzir o custo financeiro e ganhar fôlego no orçamento, o que tende a influenciar positivamente os indicadores nos próximos meses”, ressaltou.
A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 431.803 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 663 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, ações itinerantes e presença em todos os municípios capixabas – de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).Fonte Kelly Kalle – Fecomércio-ES e foto Envato.
O fim da violência contra as mulheres vai fazer parte das reflexões da Festa da Penha deste ano. A ação inédita é resultado da articulação do deputado estadual João Coser (PT/ES) junto à Arquidiocese de Vitória para que o Manifesto Capixaba – Todos por Todas seja distribuído durante a tradicional Romaria dos Homens, no próximo sábado (11/04).
O manifesto “Todos por Todas”, assinado por diversas entidades capixabas, será distribuído entre os participantes da Festa da Penha. foto assessoria
O documento, escrito a muitas mãos e assinado por diversas entidades, foi uma das deliberações do Encontro Todos por Todas – Pela garantia da vida de meninas e mulheres, promovido por João Coser, no final de março, na Assembleia Legislativa. O evento contou com a participação da ministra das mulheres do Governo Lula, Márcia Lopes, autoridades e representantes de diversos segmentos da sociedade que discutiram a necessidade de sensibilizar e envolver meninos, jovens e homens em ações efetivas de combate à violência contra a mulher.
Para o deputado João Coser, o manifesto simboliza o compromisso coletivo dos homens pela construção de uma nova cultura: sem machismo, sem violência e baseada no respeito, na solidariedade e na igualdade. “Pela primeira vez realizamos um debate para discutir os desafios para eliminarmos a violência contra as mulheres. O Espírito Santo tem índices altíssimos de feminicídio. Em 2025 foram 35 casos. Neste ano já são sete casos. Nosso objetivo é ampliar esse debate e sensibilizar os homens sobre a importância de mudarmos nosso comportamento. Não é simplesmente ajudar as mulheres no combate à violência ou nos afazeres. É assumirmos, de fato, nossas responsabilidades e nosso papel na sociedade”.
O pesquisador em políticas de gênero e raça, João José Barbosa Sana, que participou do debate promovido por João Coser e contribuiu com a elaboração do manifesto destaca a importância do documento para ampliar a discussão do tema. “A iniciativa do manifesto, assinado por todas essas entidades, é extremamente importante. Ele pauta a necessidade dos homens, que são os principais autores de violência contra as mulheres, de se envolverem na luta pelo fim dessas violências, de apoiar a luta das mulheres e de se comprometerem em estabelecer relações étnico-raciais e relações de gênero igualitárias com as mulheres. Por isso a importância desse manifesto.”
João Coser comemorou a adesão da Arquidiocese de Vitória e de diversas entidades ao manifesto e a decisão de distribuir o documento durante a Romaria dos Homens. “Agradeço ao arcebispo Dom Ângelo Mezzari e ao padre Kelder Brandão, coordenador do Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese, pela confiança e por também abraçarem essa importante causa. Abordamos esse tema durante a Festa da Penha é muito importante para levarmos essa mensagem para mais pessoas.”
Entre as entidades que assinam o Manifesto Capixaba Todos por Todas estão o Fórum de Homens Capixabas pelo Fim das Violências contra as Mulheres, o Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES) e a Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória.
Confira a seguir o manifesto:
Manifesto Capixaba – Todos por Todas “Os direitos de mulheres e meninas são direitos humanos” – ONU Mulheres
Os homens capixabas reunidos no encontro “Todos por Todas”, realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, no dia 26/03/2026, manifestam o repúdio a todas as formas de violências contra as mulheres e afirmam:
A necessidade de substituir o machismo e sua ideologia dominante, marcada pela misoginia, pela dominação e pela exploração das mulheres, por uma cultura de afirmação de masculinidades não violentas que não precisam temer pela busca de relações solidárias, baseadas na complementaridade de pensamentos, sentimentos e ações com as mulheres.
O compromisso com a adoção de práticas e iniciativas que favoreçam a desconstrução de todas as formas de violências contra as mulheres, sempre na perspectiva de romper com os estereótipos que legitimam a dominação masculina.
A solidariedade a todas as pessoas atingidas direta ou indiretamente pela barbárie em que consistem os feminicídios.
E, por fim, ratificam o compromisso de apoio à luta das mulheres para assegurar os seus direitos humanos, dentre os quais, o direito mais elementar, de viver sem violência.
Vitória – ES, 26 de março de 2026
Assinam esse manifesto: Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES) Centro de Apoio aos Direitos Humanos no ES (CADH-ES) Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Serra – ES (CDDH-Serra-ES) Centro de Estudos Bíblicos no ES (CEBI-ES) Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) – Arquidiocese de Vitória – ES Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil ES (CDH-OABES) Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Espírito Santo – FETAES Fórum de Homens Capixabas pelo Fim das Violências contra as Mulheres Fórum de Mulheres de Cariacica Fórum de Mulheres do ES – (AMB-ES) Fórum Igrejas e Sociedade em Ação Intersindical Central da Classe Trabalhadora – ES Laboratório de Estudos de Gênero, Poder e Violência (LEGPV) – UFES Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) Movimento Nacional de Direitos Humanos no ES Movimento Negro Unificado (MNU-ES) Núcleo de Estudos da Violência (NEVI) – UFES Pastoral da Pessoa Idosa – Arquidiocese de Vitória – ES Pastoral do Povo de Rua – Arquidiocese de Vitória – ES
FONTE E FOTO Assessoria João Coser Dep Estadual e Presidente do PT-ES
O deputado federal Da Vitória fez, nesta terça-feira (7), defendeu, no plenário da Câmara dos Deputados, medidas mais duras no combate à violência contra a mulher. O capixaba citou casos recentes registrados no Espírito Santo, incluindo o feminicídio da universitária Thaís Ellen Barbosa, de 23 anos, em Cariacica, e o assassinato da chefe da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, como exemplos da urgência de uma resposta mais rigorosa do Estado.
Deputado cita casos recentes no Espírito Santo e reforça pacote de projetos para endurecer punições e ampliar a proteção às mulheres
“Não são casos isolados. É uma realidade que exige reação firme deste Parlamento”, afirmou.
Durante o discurso, Da Vitória defendeu o endurecimento das leis, com aumento de penas para agressores, eliminação de brechas que possam beneficiar criminosos e o fortalecimento de mecanismos de proteção às vítimas.
O deputado também destacou um conjunto de projetos de sua autoria que tramitam na Câmara e que têm como objetivo ampliar a segurança das mulheres. Entre as propostas, estão medidas que aumentam as punições para crimes de violência doméstica e feminicídio, além da criação de um banco de dados nacional para identificar e monitorar agressores.
“Feminicídio não pode ser tratado com punição branda. Quem agride e tira a vida de uma mulher precisa enfrentar o peso máximo da lei”, reforçou.
Da Vitória ainda ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser uma prioridade permanente do poder público, com ações concretas que garantam proteção às vítimas e responsabilização efetiva dos criminosos.
“Chega de impunidade. O Estado precisa estar do lado de quem precisa de proteção e ser implacável com quem escolhe a violência”, concluiu.
Representantes do setor produtivo manifestaram consenso durante debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados: a negociação coletiva entre empresas e trabalhadores é o melhor caminho para tratar da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso por semana).
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania analisa as propostas sobre o tema
A audiência, realizada nesta terça-feira (7), discutiu duas propostas de emenda à Constituição (PEC):
a PEC 8/25, que sugere quatro dias de trabalho por semana; e
a PEC 221/19, que reduz a carga semanal de 44 para 36 horas.
Os dois textos estão em análise na comissão.
Modelo flexível A superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena de Sousa, alertou que uma mudança imposta por lei pode gerar riscos econômicos severos.
Segundo ela, cerca de 30% dos acordos coletivos atuais já tratam de jornada, provando que o modelo flexível funciona.
Preços e PIB Sylvia Lorena apresentou dados da CNI segundo os quais a redução para 40 horas sem corte salarial pode elevar os preços ao consumidor em 6,2% e causar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB).
“Representa uma perda da ordem de R$ 76 bilhões para a economia brasileira. Além disso, os custos com trabalho formal podem aumentar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões, com efeitos disseminados em toda a economia.”
Segundo ela, o “caminho mais responsável é fortalecer o que já funciona no Brasil, a negociação coletiva”.
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Sylvia Lorena de Sousa alertou para riscos econômicos severos em caso de redução da jornada
Repasse para o consumidor Outros representantes de confederações reforçaram a visão da CNI. Frederico Toledo Melo, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), destacou que o setor já sofre com a escassez de motoristas e que novos custos seriam repassados aos preços, gerando inflação.
Já Roberto Luís Lopes Nogueira, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), afirmou que a diversidade do setor não comporta uma “jornada de trabalho estanque determinada pela lei”.
Experiência anterior O relator das propostas na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), apresentou contrapontos para o setor produtivo. Ele lembrou que, em 1988, a jornada caiu de 48 para 44 horas sob alertas semelhantes, mas os efeitos negativos previstos não se concretizaram na magnitude esperada.
Azi questionou a eficácia da negociação coletiva, uma vez que muitos setores não avançaram no tema voluntariamente nos últimos anos.
“Quais seriam os obstáculos e as dificuldades que hoje existem para esses setores em avançar na redução por meio da negociação coletiva e por que isso não tem sido feito?”, indagou o relator.
Em resposta, Rodrigo Hugueney, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), argumentou que o contexto de 1988 era de transição democrática e economia fechada, diferente da globalização atual.
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Paulo Azi questionou a eficácia da negociação coletiva
Trabalhadores rurais No setor rural, Hugueney apontou que a redução de dias trabalhados afetaria diretamente o bolso do trabalhador, que muitas vezes recebe por produtividade (por saca colhida, por exemplo). “Se ele vai trabalhar um dia a menos, ele vai colher menos, ele vai receber menos”, explicou.
O debate contou ainda com a participação, entre outros parlamentares, do deputado Lucas Redecker (PSDB-RS), que alertou para a dificuldade de alterar uma regra após ela ser incluída na Constituição e citou os desafios de indústrias que operam 24 horas por dia.
Dignidade humana O deputado Patrus Ananias (PT-MG) defendeu a redução para 40 horas semanais por uma questão de dignidade humana. Para ele, o Brasil ainda carrega um “legado da escravidão” e o atual modelo impede que o trabalhador tenha tempo para a família, o estudo e a saúde mental.
Ananias também contestou a eficácia da negociação coletiva hoje. “Há hoje uma fragilização dos movimentos sindicais.”
Em março, representantes de sindicatos de trabalhadores também foram ouvidos pela CCJ e defenderam a redução da jornada como estratégia para aumentar a eficiência e melhorar o convívio familiar.
Segundo o presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA), a constitucionalidade das propostas que tratam do assunto deverá ser votada no dia 14 ou 15 de abril.
A fragilidade do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e Irã, em meio a manutenção de grande mobilização de tropas estadunidenses no Oriente Médio, sugere que a trégua temporária serve para o Pentágono se preparar para um novo ataque massivo contra o Irã.
A avaliação é de especialistas em geopolítica e questões militares consultados pela Agência Brasil.
O diretor do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC), Rodolfo Queiroz Laterza, disse que o cessar-fogo, na forma como foi desenhado, sugere que a trégua é uma forma de Trump ganhar tempo.
“Estamos vendo é uma pausa operacional para finalidades de possível reabastecimento de munições e das unidades da Força Aérea norte-americana para um bombardeio massivo e/ou também um desembarque terrestre. Esse cessar-fogo é bastante precário”, disse o historiador de conflitos armados.
O especialista em geopolítica destaca que a movimentação de aeronaves na região é “colossal”, com cerca de 500 aviões dos EUA em operação, cerca de um quarto da frota aérea militar do país.
Rodolfo ainda vê uma logística “crescente” e a brigada da artilharia de Washington mobilizada.
“Isso não indica paralisia ou acordo. Os EUA têm um padrão para se retirar dos conflitos. Eles promovem uma operação de bombardeio massivo, para gerar uma verdadeira terra arrasada, declaram vitória e se retiram. Isso aconteceu antes, no Vietnã do Norte, em 1972”, explica Laterza.
A centésima onda de ataques do Irã, informada nesta quarta-feira (8), contra 25 alvos em Israel e outros países do Oriente Médio, incluindo a Arábia Saudita, reforça a fragilidade desse cessar-fogo, avaliou o diretor do GSEC.
O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que os EUA têm uma capacidade de produzir, por ano, cerca de 90 mísseis Tomahawk e cerca de 500 a 600 mísseis Patriot, o que indica um esgotamento desses armamentos.
“Só na primeira semana foram gastos 800 mísseis Patriot. Eles estão com estoques baixos. Esses mísseis também são fornecidos ao Reino Unido, Japão, Austrália, Canadá e outros países. Existe um problema de estoque muito grande e, por isso, os ataques iranianos estavam, cada vez mais, passando pelas defesas aéreas”, destacou.
Estudioso de Ásia, Teoria Militar e Defesa, Ramos também avalia que o cessar-fogo é uma pausa operacional para novo ataque massivo.
Ele destacou que aviões C-130 estão levando mais munição para o Oriente Médio. Porém, para o especialista, os EUA não teriam condições de manter uma longa guerra.
“Eles estão muito desgastados. Só que podem fazer um mega ataque, proclamar vitória e tentar fazer com que o Irã ceda mais. Tentaram isso no Vietnã também”, recordou.
Ali Ramos avalia ainda que o Irã vem sendo pressionado por China e outros países para aceitar o cessar-fogo.
“A China fez pressão para o Irã aceitar. Os países do Golfo provavelmente também. Nesse cenário, o Irã está mirando uma nova realidade estratégica na região para se posicionar como um ator moderado. Acredito que por isso que o Irã aceitou”, disse.
Israel
O ataque massivo de Israel contra o Irã nesta quarta-feira busca implodir o ainda frágil e temporário acordo de cessar fogo entre EUA e Irã, avaliou Ali Ramos.
“Israel torpedeou todos os cessar-fogo até o momento na região, foi contra todos eles. Existe uma questão de sobrevivência na política doméstica israelense para [Benjamin] Netanyahu, que depende, por conta das acusações de corrupção contra ele, permanecer em guerra. Acredito que Israel vai fazer tudo para que essa guerra retorne”, completou.
O Irã ameaça romper o cessar-fogo devido aos ataques de Israel contra o Líbano. Teerã exige que o cessar-fogo seja em todas as frentes de batalha.
Em entrevista à PBS News, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não faz parte do acordo “por causa do Hezbollah”. fonte Agência Brasil. e foto Irã
A cidade de Marilândia irá celebrar seus 46 anos de emancipação política com uma programação de maga shows que promete movimentar a cidade e atrair moradores e visitantes da região norte noroeste do Estado.
As comemorações acontecerão entre os dias 15 e 17 de maio de 2026, com três noites de festa marcadas por grandes atrações nacionais.
A programação musical contará com artistas de destaque no cenário nacional:
15 de maio (sexta-feira): Eduardo Costa – Edson Vander da Costa Batista, mais conhecido pelo nome artístico Eduardo Costa, é um cantor e compositor brasileiro nascido em Belo Horizonte.
Saiu de casa aos doze anos para seguir o sonho de ser cantor de música sertaneja e melhorar a situação de vida da família. Antes de alcançar o sucesso morou em diferentes lugares, como Juatuba, Goiás e São Paulo. Além de trabalhar em várias funções, como office boy, ajudante de floricultura e vendedor de picolé.
Em 2000, lançou a sua carreira solo após tentar emplacar em bandas e duplas sem sucesso. O primeiro álbum acústico foi composto por regravações. Na época, ganhou notoriedade com a música Coração Aberto. Três anos depois lançou o CD Eduardo Costa, seu primeiro disco de carreira, seguido por Acústico. Em 2005, divulgou o No Boteco, que consagrou as músicas Tô Indo Embora, Diz Pro Meu Olhar, Você Só Me Faz Feliz e Nos Bares da Cidade.
Em 2014, lançou o CD/DVD Cabaré, em parceria com o cantor Leonardo. Dois anos depois continuaram a parceria de sucesso com Cabaré Night Club, que foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Canção Popular – Melhor Dupla. Após controvérsias, Leonardo resolveu acabar com a parceria.
16 de maio (sábado): Hugo & Guilherme – O cenário do sertanejo universitário está sempre se renovando, e uma das duplas que mais se destacaram nos últimos anos é Hugo e Guilherme. Com um repertório que combina romantismo e músicas animadas, os cantores rapidamente conquistaram uma legião de fãs pelo Brasil.
Hugo Alves e Guilherme Aparecido nasceram em Goiânia, Goiás, e desde cedo demonstraram paixão pela música sertaneja. Influenciados por grandes nomes como Jorge & Mateus e Zé Neto & Cristiano, eles começaram a carreira se apresentando em bares e festas universitárias, até conquistarem seu espaço no mercado.
A virada na carreira de Hugo e Guilherme aconteceu quando lançaram músicas que rapidamente caíram no gosto do público. O primeiro grande hit da dupla foi ‘Coração na Cama’, seguido por sucessos como ‘Mal Feito’ (com Marília Mendonça), ‘Pingo de Dó’, ‘Oi Deus’ e ‘Pouco a Pouco’.
Com um estilo que mistura modão sertanejo com batidas modernas, a dupla soube se conectar com o público jovem e se consolidou como uma das grandes promessas do gênero.
17 de maio (domingo): Amado Batista – Amado Batista é cantor e compositor, com mais de 40 anos de carreira e 35 milhões de discos vendidos. Despontou na década de 1970 com um cancioneiro romântico, com uma confluência entre MPB, brega e música sertaneja. Entre seus maiores sucessos, estão Amor Perfeito, Processado por Amor, Serenata, Ah Se Eu Pudesse, Folha Seca e Secretária.
Seu primeiro disco, chamado Amado Batista, foi lançado em 1975 com músicas escritas por ele e Chitãozinho e Xororó, no entanto, não fez tanto sucesso. Somente no lançamento do ano seguinte que o sucesso veio. Em 1977, ele lançou seu primeiro LP, que deu o nome de “Canta o Amor” e em 1978 assinou com a gravadora Continental, o contrato que foi fundamental para expandir seu sucesso de maneira nacional.
Amado Batista é um dos nomes mais conhecidos da música popular brasileira, com carreira que atravessa gerações e sucessos como Princesa e Meu Ex-Amor. Mas além dos palcos e toda a trajetória artística, o cantor também construiu uma história sólida no agronegócio.
Durante a festa de aniversário de emancipação de 46 anos de 2026, Marilândia se transforma em palco para apresentações culturais, parque de diversões, gastronômica com pratos típicos da imigração italiana além de shows de grandes nomes da música nacional. Este ano estão confirmadas a dupla Hugo e Guilherme, Eduardo Costa e Amado Batista.
A prefeitura garante estrutura completa com segurança reforçada, banheiros químicos e equipes de saúde no local, para que moradores e visitantes aproveitem com tranquilidade a Festa da cidade de Marilândia.