Pesquisa da Quaest confirma Ricardo Ferraço na liderança pela disputa ao Governo com 32%

Pesquisa da Quaest confirma Ricardo Ferraço na liderança pela disputa ao Governo com 32%

No principal cenário, o que apresenta quem já declarou pré-candidatura ao Palácio Anchieta, Ricardo Ferraço (MDB/ES) lidera com 32%, enquanto o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES), aparece com 24% e o deputado Federal Helder Salomão (PT/ES) registra 9%. Quem se declarou indeciso soma 18%, branco/nulo/não votaria 17%.

A pesquisa Quaest, divulgada na noite desta quinta-feira (30/04), coloca o governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) em primeiro na disputa pelo Governo do Estado do Espírito Santo.

Encomendada por A Gazeta, a pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de abril, com 804 entrevistas. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) ES-03176/2026, noutro cenário, incluindo o senador Magno Malta (PL/ES) e sem Lorenzo Pazolini, o governador Ricardo Ferraço repete o desempenho do primeiro cenário, em primeiro com 32% das intenções de voto. O senador Magno Malta registra 24% das menções e o deputado Helder Salomão 10%. Indecisos são 16% e branco/nulo/não votaria 18%.

Desde a última segunda-feira (27/04), a Quaest está divulgando rodada de pesquisas mostrando como estão as disputas pelos governos de Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará, Ceará, Goiás e no Sudeste em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Marilândia: cacau e goiaba são apostas do Arranjos para diversificar produção no município

Marilândia: cacau e goiaba são apostas do Arranjos para diversificar produção no município

Agricultores familiares de Marilândia vão potencializar a agricultura local, hoje dependente da monocultura do café, com o cultivo de goiaba e cacau. Eles receberam cerca de 3 mil mudas do Projeto Arranjos Produtivos, da Assembleia Legislativa (Ales). Essa é mais uma etapa do processo, iniciado há cerca de um ano, por meio de assistência técnica com palestra e estudos de campo na região.

Entrega de mudas teve a presença de autoridades locais, agricultores e equipe do Arranjos Produtivos / Foto: José Carlos Proximozer

Entre os agricultores beneficiados está Ailton Rabelo. Junto com a família ele planta café há mais de 40 anos e já perdeu a conta das vezes que sofreu com as quedas de preço bruscas do grão. “O café varia muito o preço, né? E a diversificação é aquilo que a gente precisa buscar na lavoura. Então é muito importante esse apoio que o pessoal está dando. Se tivesse que comprar a muda e pagar toda a assistência técnica, ia ficar muito mais difícil. Sozinho a gente não consegue”, explica.

Outro produtor, Júlio Aires, conhecido como Noventa, já colhe experiências da diversificação para não ficar refém do mercado de café. “A gente mexe com diversas culturas, café, banana, cacau e pimenta. Agora a gente reservou bons lugares na propriedade com irrigação para plantar e cuidar bem das mudas que o projeto doou. Daí, se o café cai de preço, a gente pula para o outro galho. A gente tira um dinheirinho ali e aqui”, garante.
Joelma Costalonga, secretária da Casa dos Municípios, setor da Ales responsável pela execução do projeto Arranjos Produtivos, explicou que o tipo das mudas foi escolhido por conselho entre os produtores.

“O papel da Ales é ajudar eles a enxergar a importância da diversificação. Cacau e goiaba são as duas culturas que eles decidiram inserir. E foi decisão deles. Já fizeram o estudo do solo pra ver qual é a adaptação, qual é o insumo que precisaria. (…)E não é só entregar a muda, é garantir que ela frutifique. É garantir que eles tenham acesso ao conhecimento para que eles possam olhar para o plantio deles e ter certeza daquilo que eles estão fazendo”, afirma.

Crédito de carbono

Durante a entrega de mudas, o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), reforçou a importância dos agricultores buscarem práticas que reduzam a emissão de gás carbônico para poderem ter acesso aos créditos de carbono, assim como entenderem a dinâmica deste mercado, que é foco do terceiro ciclo do Projeto Arranjos Produtivos

O presidente destacou que a maior parte dos produtores sequer sabe que tem direito. “Se você está na terra, cuidando dela, protegendo ela, você tem direito ao crédito carbono. Nós trouxemos para dentro do Arranjos Produtivos uma certificadora, que é uma das maiores do mundo, para garantir 40 anos recebendo aquilo que é direito de vocês”, explicou Marcelo.

O projeto

O projeto Arranjos Produtivos começou em 2023 e é desenvolvido pela Casa dos Municípios da Ales, com diversos parceiros, entre eles o governo do Estado e as prefeituras. Presente atualmente em 36 municípios, o projeto é voltado à diversificação produtiva, geração de renda e sustentabilidade. As ações de apoio à agricultura familiar capixaba ocorrem por meio do fornecimento de mudas, insumos e assistência técnica. Por Patrícia Bravin, ALES

Arranjos Produtivos: mais de 200 agroindústrias e associações foram regularizadas no ES

Arranjos Produtivos: mais de 200 agroindústrias e associações foram regularizadas no ES

Além de levar conhecimento, apoio técnico e insumos para o homem e a mulher do campo, o projeto Arranjos Produtivos é uma “mão na roda” na formação de agroindústrias, ajudando a agregar valor à produção, e na organização dos trabalhadores em associações, para que eles possam atuar de forma coletiva. 

Apoio do Arranjos na certificação do café Bela Vista fez o produto de Carolini ganhar mercado / Foto: Arquivo Pessoal

Desde o início do projeto, em 2023, foram mais de 200 agroindústrias e associações que a iniciativa da Assembleia Legislativa (Ales) ajudou a constituir ou regularizar. 

De Rio Novo do Sul, Região Sul do Espírito Santo, vêm dois bons exemplos do apoio do Arranjos. Carolini de Freitas Menegardo, proprietária do Bela Vista Café Especial, conta que começou com a marca em 2023, sendo pioneira no café especial no município. Naquele mesmo ano, fez o “lote teste” e, em 2024, entrou definitivamente no mercado de cafés especiais.

“A nossa maior dificuldade foi conseguir regularizar o café para ter mais mercado. No início a gente vendia só para o consumidor final, mas com o passar dos anos veio a demanda para entrar em supermercados, conveniências, delicatessens e nos mercados digitais. Para isso, a gente precisava se certificar e era muito difícil procurar essa informação e as pessoas que pediam para fazer isso cobravam um valor alto e a gente não sentia confiança nelas”, relata.

Nesse cenário entrou o trabalho de Alessandra Vasconcelos Albergaria, consultora de Agroindústria do Arranjos Produtivos. “Ela fez todo o processo de rotulagem dos cafés. Hoje, ele está todo certificado para entrar em qualquer mercado. (…) Estamos vendendo também pela Shopee e temos e-commerce próprio no nosso site. A gente pode comercializar para o Brasil todo. (…) E foi muito rápido esse processo com a Alessandra, e gratuito. Já estamos pensando em ter a nossa própria torrefação”, afirma.

Quem também recebeu o auxílio do Arranjos e viu seu negócio deslanchar foi Drielem Perim Zambe, dona da IceDri Sorvetes e Picolés Artesanais Juçara. A empreendedora começou a produção de forma artesanal, buscando valorizar a juçara, uma palmeira que produz frutos roxos semelhantes ao açaí. “Com o tempo fui aprimorando a produção de sorvetes e trabalhando com a polpa, sempre com foco na qualidade e na valorização da agricultura familiar”, diz.

Entretanto, Drielem enfrentou dificuldades em seu negócio na parte de estrutura, regularização e orientação técnica, e foi aí que o atendimento dos técnicos do Arranjos Produtivos fez toda a diferença. “Eles ajudaram a esclarecer dúvidas e a organizar melhor o processo produtivo. A regularização do espaço está em andamento, com avanços importantes graças a esse acompanhamento”, frisa.

Essas duas mulheres de sucesso são unânimes em recomendar o trabalho do projeto. “O Arranjos faz toda a diferença para quem está começando ou enfrentando dificuldades, porque oferece suporte, orientação e incentiva o crescimento dos pequenos empreendedores, fortalecendo toda a cadeia da juçara”, comenta Drielem. 

“A gente indica e recomenda o projeto, porque foi através dele que a gente conseguiu atingir os mercados e aumentar a nossa renda por conta dos registros. Hoje, a gente consegue comercializar a maior quantidade de produtos. E, principalmente, o Arranjos tem profissionais adequados e capacitados para atender, e muito humanos”, reforça Carolini.

Regularização

Alessandra menciona que, até o momento, o projeto Arranjos Produtivos atendeu 103 estabelecimentos e que 65 agroindústrias foram regularizadas. As principais áreas foram: torrefação e moagem de café (pó de café), polpa de frutas e leite e derivados (em especial, queijo e iogurte).

Duas consultoras atuam nos 36 municípios abrangidos pelo projeto: uma é a responsável pelas regiões Noroeste e Norte; e a outra pelo Sul e Caparaó. Em cada região existe um mobilizador e em cada município tem um técnico, são essas pessoas que têm contato direto com o produtor e trazem as demandas para as consultoras organizarem as agendas de atendimento.

“As consultorias são realizadas de forma presencial, e as visitas técnicas são para avaliação do terreno, ou local de produção, medição dos estabelecimentos etc. De forma remota, realizamos a elaboração dos documentos técnicos, como requerimentos, projetos de adequação ou construção das agroindústrias (plantas baixas), rotulagem do produto (tabela nutricional e demais dizeres técnicos) e outros documentos, a depender da necessidade de cada agroindústria”, explica. 

Para a consultora, a maior dificuldade que os empreendedores enfrentam está relacionada ao acesso ao recurso financeiro para adequação ou construção dos espaços para atender a legislação sanitária referente à produção de alimentos.

Alessandra ressalta que a regularização das agroindústrias traz uma série de benefícios, como aumento da renda, agregação de valor ao produto, melhoria na qualidade, identificação da marca por meio dos rótulos, possibilidade de emissão de notas fiscais e ampliação da segurança jurídica e sanitária.

“Essa regularização permite que o produtor deixe a informalidade e acesse novos mercados. Com o registro sanitário, é possível vender para supermercados, mercearias e participar de licitações públicas, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos)”, salienta.

Associação

Outro braço do projeto ajuda na constituição e regularização de instituições. Já foram 139 até o momento, entre institutos, associações e cooperativas. A maior parte delas (116) são de associações compostas por agricultores familiares, como esclarece João Passos, consultor de Associativismo e Cooperativismo do Arranjos Produtivos. 

“Os produtores nos procuram demais. Muitos têm falta de conhecimento ou uma associação que foi criada sem objetivos. A regularização traz várias vantagens. Eles se tornam mais independentes, mais recursos chegam para o coletivo e ainda podem participar dos projetos em programas governamentais”, enfatiza.

Um dos agricultores apoiados pelo projeto é Matheus Pancieri Sellin, que produz café e limão. Em julho de 2025, foi formalizada a Associação Princesa do Campo, em Montanha, que já conta com três produtores. Ele fala que conheceu o Arranjos pelas redes sociais e se interessou pela iniciativa. 

“Recebemos orientação técnica para construção de ata saneadora para regularização da associação. A maior dificuldade era ter a formação técnica para elaboração dessa ata e conseguimos com o Arranjos Produtivos, por isso recomendo fazer parte do projeto”, destaca.

Segundo a secretária da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, o projeto opera na regulamentação das associações em várias vertentes, como na formalização jurídica, organização administrativa, acesso a políticas públicas e enquadramento em programas como economia solidária (via Aderes). Isso permite que os associados tenham acesso a crédito, participem de editais e comercializem seus produtos.

Já no suporte às agroindústrias, o projeto oferece consultoria técnica especializada, apoio à legalização e licenciamento, orientação estrutural (instalações, produção e normas sanitárias) e melhoria de processos e agregação de valor. “O foco é transformar a produção primária em produto com valor agregado (queijo, derivados etc)”, conclui. fonte Por Gleyson Tete ales