Mais de 546 mil afastamentos por saúde mental no Brasil acendem alerta para empresas na Serra

Mais de 546 mil afastamentos por saúde mental no Brasil acendem alerta para empresas na Serra

Mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais foram concedidos no Brasil em 2025, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O dado foi abordado pela psicóloga Sátina Pimenta durante o 236º Café de Negócios da Associação dos Empresários da Serra (Ases), realizado nesta quarta-feira (12), no Steffen Centro de Eventos, na Serra. O encontro reuniu empresários, gestores e lideranças para discutir como os riscos psicossociais podem afetar produtividade, custos, relações de trabalho e sustentabilidade dos negócios

Palestrantes Karol Cavêda e Sátina Pimenta. Credito Fabricio Lima

O número que representa um crescimento de aproximadamente 15,6% em relação ao ano anterior, acendeu um alerta para empresas sobre os efeitos do adoecimento mental no ambiente de trabalho. Entre os principais fatores de impacto estão custos com recrutamento e seleção, integração de novos profissionais, perda de produtividade, afastamentos e desligamentos. A psicóloga, mestre em Gestão de Pessoas e especialista em Saúde Mental Organizacional Sátina Pimenta destacou que a gestão empresarial precisa atuar antes que esses fatores resultem em consequências maiores. “Quando falamos de riscos psicossociais, não estamos falando apenas de saúde e bem-estar. Estamos falando de produtividade, lucratividade e sustentabilidade do negócio. O papel da empresa não é eliminar os problemas pessoais dos funcionários, mas garantir que o ambiente de trabalho não seja um produtor de adoecimento. Por isso, é preciso identificar os riscos, avaliar, intervir e acompanhar.”

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Segundo ela, o objetivo não é eliminar todos os riscos existentes no ambiente de trabalho, mas identificar, avaliar, priorizar, intervir e monitorar. A especialista também ressaltou que a empresa não deve ser responsável por resolver problemas pessoais dos funcionários, mas precisa evitar que o próprio ambiente profissional seja um fator de adoecimento.

O avanço dos afastamentos reforça a dimensão do desafio. Em 2025, somente ansiedade e depressão responderam por mais de 293 mil afastamentos no país, com 166.489 licenças relacionadas a transtornos de ansiedade e 126.608 a episódios depressivos.

Durante o encontro, a diretora Comercial e de Marketing da Up Health, Karol Cavêdo, apresentou medidas adotadas pela empresa para transformar a gestão dos riscos psicossociais em prática cotidiana. Entre as ações estão o mapeamento dos riscos, a criação de comitês, o envolvimento de diferentes áreas e o acompanhamento das medidas implementadas.

Para Karol, a responsabilidade não pode ficar restrita a um departamento. “A gestão dos riscos psicossociais não pode ficar restrita ao RH. É uma responsabilidade de toda a empresa, que envolve líderes, gestores e diferentes áreas. Precisamos identificar os riscos, planejar as ações, implementar, acompanhar e, principalmente, registrar e evidenciar tudo o que está sendo feito. A cultura da empresa é construída pelos comportamentos que ela tolera, reconhece e repete.”

A executiva também chamou atenção para a necessidade de registrar e evidenciar as ações adotadas. “Não basta identificar o risco e criar um plano de ação. É preciso implementar, acompanhar e registrar tudo o que está sendo feito. Quando falamos de riscos psicossociais, evidenciar essas medidas é fundamental para mostrar que a empresa não apenas reconheceu o problema, mas está efetivamente trabalhando para gerenciá-lo e reduzir seus impactos.”

Na avaliação do presidente da Ases, Leonelle Lamas, o debate também precisa considerar a forma como a rotina profissional tem sido conduzida. Ele defendeu uma reflexão sobre o excesso de compromissos, cobranças e velocidade no dia a dia. “Sim, precisamos tratar de negócios e cuidar das empresas, mas é importante desacelerar. Cuidar da saúde mental também é cuidar da sustentabilidade das empresas. Precisamos aprender a desacelerar, valorizar as pessoas e entender que resultados consistentes não são construídos apenas com metas e números, mas também com relações mais saudáveis e com qualidade de vida.”

O CEO da Le Card, Erly Vieira, reforçou a importância de compreender as pessoas dentro das organizações. Para ele, empresas que dependem diretamente do relacionamento entre profissionais precisam desenvolver uma cultura de escuta e compreensão dos colaboradores. “Nós trabalhamos diretamente com pessoas e, por isso, precisamos entender de gente. Ouvir, compreender e estar atento ao que os colaboradores estão vivendo é fundamental para construir um ambiente de trabalho mais saudável. Debates como esse nos ajudam a refletir sobre como podemos melhorar a gestão e as relações dentro das empresas.”

O debate ocorreu em meio às discussões sobre a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui os riscos psicossociais entre os aspectos relacionados à gestão de saúde e segurança no trabalho. A discussão sobre o tema reforça que saúde mental deixou de ser exclusivamente uma pauta de bem-estar e passou a fazer parte da gestão de riscos, da produtividade e da sustentabilidade empresarial.

Promovido mensalmente pela Ases, o Café de Negócios reúne empresários, especialistas e lideranças para discutir temas que impactam diretamente o ambiente empresarial e a competitividade das empresas. fonte Renata Salgueira Serra

Senado aprova empréstimos de US$ 1,8 bi para estados e municípios

Senado aprova empréstimos de US$ 1,8 bi para estados e municípios

O plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (13), 16 empréstimos externos que somam US$ 1,87 bilhão para estados e municípios com a garantia da União.

Como as unidades da Federação não têm autonomia para firmar empréstimos externos, as operações de crédito passaram por análise do governo federal, que, por sua vez, encaminhou mensagens ao Senado para que a Casa autorize a tomada de crédito por estados e municípios.

As operações de crédito são firmadas com bancos internacionais

O município de São Paulo (SP) teve três empréstimos aprovados que somam US$ 701 milhões, sendo todos firmados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

São US$ 496,6 milhões para financiar o Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes, por meio da eletrificação da frota de ônibus da capital paulista. Outros US$ 205,3 milhões serão destinados ao financiamento do Programa de Reestruturação e Qualificação da Rede Hospitalar e de Atenção Especializada da Cidade de São Paulo.

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O segundo ente federativo com maior empréstimo aprovado foi o município de Belo Horizonte (MG), com operação de crédito de US$ 204 milhões com o BID, para financiar o Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento dos Fundos de Vale e Córregos em Leito Natural de Belo Horizonte.

Veja outros empréstimos aprovados pelo Senado

  • US$ 150 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD, o Banco dos Brics) para Maceió (AL), para financiar o Programa de Integração, Desenvolvimento Social e Sustentável de Maceió “MCZ3i”, que prevê obras para corredores de ônibus da capital alagoana;
  • US$ 120 milhões do BID para Salvador (BA), para financiar o Projeto Salvador Social, que amplia o acesso a serviços públicos de saúde, educação e assistência social;
  • US$ 100 milhões do BID para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para financiar políticas ambientais do programa para Descarbonização e Resiliência Climática;
  • US$ 100 milhões do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) para Sergipe, para financiar o Projeto Crema, de manutenção de rodovias estaduais sergipanas;
  • US$ 80 milhões do BID para o Mato Grosso do Sul (MS), para o projeto de parceria público-privado do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul;
  • US$ 70 milhões do BID para Salvador (BA), para o Programa SCA – Salvador Capital Afro, com iniciativas para promover o turismo da capital baiana ligado à valorização da cultura negra;
  • US$ 60 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF) para Maracanaú (CE), para o Programa Maracanaú Sustentável, com saneamento básico e melhoria das infraestruturas públicas de saúde, educação e mobilidade, entre outras;
  • US$ 50 milhões do BIRD para a Paraíba, para financiar o projeto “Paraíba Rural Sustentável II”, de apoio a agricultores familiares;
  • US$ 50 milhões da CAF para Águas Lindas de Goiás (GO), para projeto de infraestrutura, saneamento, mobilidade, digitalização, entre outras iniciativas;
  • US$ 20 milhões do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) para Petroliona (PE), para o programa Petrolina Crescer Mais;
  • US$ 15 milhões do BID para o Pará, para o projeto de Concessão para Restauração Ecológica da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu Altamira.

TSE nega hackeamento após Flávio Bolsonaro aparecer filiado ao Missão

TSE nega hackeamento após Flávio Bolsonaro aparecer filiado ao Missão

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13/8) a abertura de uma investigação para apurar a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao Missão.

 A abertura de uma investigação para apurar a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A medida foi tomada após a divulgação de matérias jornalísticas informando que a equipe da campanha não conseguiu formalizar a candidatura no sistema do TSE devido à filiação ao outro partido. O prazo termina no próximo sábado (15/8). 

Pelas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que o registro de filiação ao Missão foi “fraudado”.

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Em nota, o TSE negou que a inclusão do nome do senador tenha ocorrido por meio do hackeamento do sistema da Corte e disse que houve “uso indevido” da ferramenta. 

Além disso, o tribunal informou que o presidente da Corte acionou o Ministério Público Eleitoral e determinou a abertura de uma investigação interna.

“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, declarou o TSE.

Após a repercussão do caso, o PL entrou no TSE com um pedido de desfiliação do Missão. O pedido já está em análise pelo tribunal.

O Missão afirmou que chegou a detectar a filiação indevida, mas não conseguiu cancelar o ato no sistema do TSE.

“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, declarou partido.  fonte ANDRE RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Com Nota A+ garantida em gestão, governador Ricardo vai priorizar novos investimentos no Espírito Santo

Com Nota A+ garantida em gestão, governador Ricardo vai priorizar novos investimentos no Espírito Santo

Por três anos consecutivos o Espírito Santo é a Nota A+ em gestão fiscal, na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A classificação máxima é resultado da combinação de duas avaliações: o Estado obteve Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), que mede a saúde financeira e a capacidade de honrar compromissos, e Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, que verifica a precisão, a integridade e a qualidade dos dados apresentados pelos entes federativos.

Estado segue no topo em gestão fiscal no Brasil, o que favorece a aplicação eficiente de recursos para cuidar e mudar a vida das pessoas

A confirmação do resultado veio nesta terça-feira (11) pela STN, em Nota Técnica encaminhada à Secretaria da Fazenda (Sefaz). Com ele, o Espírito Santo mantém a classificação máxima nesse indicador há 15 anos consecutivos. Já a Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal foi divulgada em junho.

Para o governador Ricardo Ferraço, a responsabilidade fiscal deve ser entendida como um instrumento para garantir investimentos e transformar a vida da população. “A Nota A+ é uma conquista dos capixabas. Desde 2012 temos um Estado organizado. Ter uma situação fiscal responsável não pode ser o fim, mas um meio de transformar vidas. Com um Estado organizado, podemos garantir recursos para o que mais importa para a população, que são as obras e serviços que mudam a vida de forma direta. Precisamos seguir nesse caminho sólido e organizado, pois, com a base sólida que construímos nos últimos anos, vamos avançar muito mais e seguir referência para o País”, afirmou o governador.

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Na prática, a Nota A+ coloca o Espírito Santo entre os Estados com melhor desempenho em gestão fiscal, refletindo equilíbrio das contas públicas, capacidade financeira e elevado padrão de qualidade e confiabilidade das informações fiscais e contábeis.

Desde que a STN passou a utilizar a classificação A+, em 2024, o Espírito Santo alcança a nota máxima. O resultado reforça a solidez das contas públicas e o compromisso do Estado com a responsabilidade fiscal, a transparência e a qualidade das informações.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, a solidez das contas públicas também contribui para a atração de investimentos. “A solidez das contas públicas garante recursos para investimentos em áreas estratégicas, diretamente voltados à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Além disso, favorece um ambiente de negócios íntegro e atrativo para a chegada de novas empresas e investimentos, contribuindo para a geração de empregos e oportunidades”, observou.

O subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, destacou que a Nota A+ amplia a confiança na capacidade do Estado de cumprir seus compromissos e reforça sua credibilidade perante investidores e instituições financeiras. “É um reconhecimento que traduz a qualidade da gestão fiscal e a responsabilidade na condução dos recursos públicos”, completou.

A Nota Técnica da STN atesta, ainda, o cumprimento das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (PAF), que considera indicadores relacionados ao endividamento, ao resultado primário, às despesas com pessoal, à arrecadação, à gestão pública e à disponibilidade de caixa líquido.

O que significa a Nota A+

A classificação A+ foi instituída pela STN em 2024 para distinguir os entes federativos que alcançam o mais elevado nível de excelência na gestão fiscal e na qualidade das informações contábeis e fiscais.

Para obter a classificação máxima, o Estado precisa alcançar Nota A nos três indicadores que compõem a Capacidade de Pagamento (Capag): endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Esses indicadores avaliam, respectivamente, a capacidade de solvência, o equilíbrio entre receitas e despesas correntes e a disponibilidade de recursos em caixa. A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União.

Além disso, é necessário obter Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Neste ano, a avaliação considerou 207 quesitos, 24 a mais que no levantamento anterior. Foram analisadas informações constantes da Declaração de Contas Anuais (DCA), do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e da Matriz de Saldos Contábeis (MSC), além da compatibilidade entre os dados contábeis e fiscais informados pelos entes públicos.

Estudo mostra que saneamento segue entre as principais estratégias de prevenção em saúde

Estudo mostra que saneamento segue entre as principais estratégias de prevenção em saúde

O Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, reforça uma discussão que começa antes do atendimento médico. Um estudo recém-publicado pelo Instituto Trata Brasil mostra que ampliar o acesso ao saneamento básico continua sendo uma das medidas mais efetivas para prevenir doenças e melhorar os indicadores de saúde da população.

A importância do saneamento básico para a qualidade de vida da população.

.Elaborado com base nos dados mais recentes consolidados do DataSUS (2024), o levantamento contabiliza mais de 344 mil internações no Brasil por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado, evidenciando a relação direta entre infraestrutura urbana e saúde pública.

No Espírito Santo, o estudo registra 5.421 internações. Os números reforçam a importância da ampliação da coleta e do tratamento de esgoto como estratégia permanente de prevenção e melhoria da qualidade de vida.

Segundo a diretora-presidente das concessionárias da Aegea no Espírito Santo, Bruna Buldrini, o saneamento produz resultados que vão além da infraestrutura.

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“Quando investimos em saneamento, estamos investindo em saúde, dignidade e desenvolvimento. Cada nova rede implantada representa mais qualidade de vida para milhares de famílias e um legado permanente para as cidades.”

Além da expansão dos sistemas, a executiva destaca que a participação da população também influencia diretamente os resultados.

“Universalizar o saneamento depende da expansão dos serviços, mas também do compromisso coletivo com a utilização correta das redes, da educação ambiental e do cuidado com o patrimônio público.”

No Espírito Santo, as parcerias público-privadas entre a Cesan e a Aegea, desenvolvidas por meio das concessionárias Ambiental Serra, Ambiental Vila Velha e Ambiental Cariacica, atendem cerca de 1,4 milhão de moradores, o equivalente a aproximadamente 40% da população capixaba.

Bruna Buldrini, diretora-presidente da Aegea no Espírito Santo

Ao longo dos últimos 11 anos, os investimentos realizados contribuíram para ampliar de forma significativa a cobertura de esgotamento sanitário nos municípios atendidos. Na Serra, o índice passou de 58% para 94%. Em Cariacica, a cobertura já se aproxima de 70%, enquanto, em Vila Velha, os serviços alcançam mais de 57 bairros.

Os avanços registrados no Espírito Santo acompanham a atuação nacional da Aegea, presente em 893 municípios de 15 estados brasileiros e responsável por cerca de 37% do mercado privado de saneamento. A companhia figura entre as maiores operadoras privadas do setor e tem concentrado investimentos voltados à ampliação da infraestrutura e da cobertura dos serviços nos municípios onde atua. Fonte Renato Salgueira Serra

Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.

Dos partidos registrados no TRE-ES a candidatura ao governo do ES

Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais. 

Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial.

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A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais:

  • Augusto Cury (Avante)
  • Clariana Barão (DC)
  • Edmilson Costa (PCB)
  • Flávio Bolsonaro (PL)
  • Hertz Dias (PSTU)
  • Leonardo Avalanche (PRTB)
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Renan Santos (Missão)
  • Romeu Zema (Novo)
  • Ronaldo Caiado (PSD)
  • Rui Costa Pimenta (PCO)
  • Samara Martins (UP)
  • Wilson Grassi Júnior (Democrata)

Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE.

Consulta

Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.

Confira a lista dos candidatos ao governo do Espírito Santo (ES) nas eleições 2026

Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo

Ricardo Ferraço (MDB)

Breno Barcelos (Missão)

Helder Salomão (PT)

Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Rafael Demuner (UP)

Pazolini reúne profissionais da educação para ouvir propostas e construir propostas para o Plano de Governo

Pazolini reúne profissionais da educação para ouvir propostas e construir propostas para o Plano de Governo

Ouvir quem vive a educação todos os dias para construir, junto com esses profissionais, os caminhos para os próximos anos. Foi com esse propósito que o candidato ao Governo do Espírito Santo pelo Republicanos, Lorenzo Pazolini, se reuniu na noite desta segunda-feira (10) com profissionais da educação, no bairro Jabour, em Vitória.

Os participantes analisaram o que já foi realizado em Vitória durante a gestão de Pazolini, identificando iniciativas que podem ser replicadas na rede estadual ou adaptadas para fortalecer a articulação e a colaboração do Estado com os municípios.

O encontro teve uma recepção calorosa e foi marcado pelo diálogo e pela participação dos profissionais, que tiveram a oportunidade de apresentar experiências, apontar desafios e sugerir caminhos para a educação capixaba. A proposta foi transformar a escuta em colaboração efetiva para a construção do Plano de Governo de Pazolini.

A atividade foi organizada como um movimento de cocriação, com discussões sobre diferentes temas considerados estratégicos para a educação. Os participantes analisaram o que já foi realizado em Vitória durante a gestão de Pazolini, identificando iniciativas que podem ser replicadas na rede estadual ou adaptadas para fortalecer a articulação e a colaboração do Estado com os municípios.

Vitória foi um dos pontos de partida dessa conversa. Durante a gestão de Pazolini como prefeito, a capital ampliou de quatro escolas em tempo integral, em 2021, para 50 em 2026, uma expansão que transformou a oferta de educação em tempo integral na cidade.

Os resultados também aparecem nos indicadores de aprendizagem. Os dados do IDEB divulgados pelo Ministério da Educação em agosto de 2026 mostram Vitória em primeiro lugar entre as capitais do Sudeste e entre as cinco melhores capitais do país em relação ao ano de 2025. Vitória saiu da 15ª colocação entre as capitais em 2019 para a 5ª nos anos iniciais; e da 14ª capital em 2019 para a 2ª capital do país nos anos finais, uma conquista histórica.

Priorizando o diálogo e a liberdade de opiniões, Pazolini e os profissionais da educação discutiram o que pode ser levado para o Governo do Estado, seja diretamente nas escolas estaduais, seja na construção de políticas de colaboração com os municípios. Também foram apontados os pontos considerados frágeis na educação e as potencialidades de cada área.

Além da discussão coletiva, cada participante teve a oportunidade de registrar individualmente, como cidadão e profissional, qual compromisso gostaria que o futuro governador assumisse com a educação.

“Esse encontro é muito mais do que uma reunião. É uma conversa de verdade com quem está na escola, com quem conhece a realidade da educação por dentro. Eu aprendi muito ouvindo os profissionais durante a nossa gestão em Vitória e acredito que é assim que a gente precisa construir um plano para o Estado: olhando para aquilo que deu certo, reconhecendo aquilo que ainda precisa melhorar e, principalmente, ouvindo quem está todos os dias com os nossos estudantes”, afirmou Pazolini.

Para o candidato, o resultado alcançado por Vitória demonstra que políticas públicas bem planejadas, acompanhamento dos indicadores e valorização dos profissionais podem produzir mudanças concretas na educação.

“Vitória mostrou que é possível fazer diferente. Nós saímos de quatro escolas em tempo integral para 50, em menos de 5 anos, e avançamos na alfabetização com um IDEB que coloca a nossa capital entre as melhores do Brasil. Mas isso não significa que há uma receita pronta para o Estado. Por isso, é imperativo ouvir, olhar olho no olho e estar perto dos profissionais, para entender de forma mais direta o sentimento deles, as diferenças e peculiaridades de cada região. É construir juntos. O que funciona em Vitória pode inspirar, mas, sem dúvida, pode ser aprimorado e adaptado à realidade de cada município e de cada escola”, destacou.

Todo o material produzido durante o encontro será sistematizado e analisado para contribuir com a elaboração do Plano de Governo de Lorenzo Pazolini para o Espírito Santo.

Os dez temas trabalhados foram:

  1. Alfabetização na idade certa
  2. Educação Infantil e colaboração com os municípios
  3. Recomposição e aprendizagem no Ensino Fundamental
  4. Ensino Médio, juventudes e Projeto de Vida
  5. Educação em Tempo Integral
  6. Educação Profissional e conexão com o mundo do trabalho
  7. Escola segura, acolhedora e protetora
  8. Valorização, formação e condições de trabalho dos profissionais
  9. Tecnologia, inovação e Inteligência Artificial
  10. Gestão, equidade, infraestrutura e monitoramento