Secretaria do Estado do Rio Doce poderá receber crédito especial

Secretaria do Estado do Rio Doce poderá receber crédito especial

Ales vai analisar em urgência autorização para recursos em favor do Rio Doce / Foto: Fred Loureiro/Secom ES

Autorizar a abertura de crédito especial no valor de R$ 617.151.509,20 em favor da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (Serd). Esse é o objetivo do Projeto de Lei (PL) 194/2025, que será analisado em urgência pela Assembleia Legislativa (Ales). Na sessão ordinária desta quarta-feira (9), os deputados aprovaram requerimento para priorizar a votação da matéria. Assim, o projeto está apto a ser incluído na pauta da próxima plenária, na segunda-feira (14). 

O valor será incluído no Orçamento vigente para as seguintes ações: Remuneração de Pessoal Ativo e Encargos Sociais; Administração da Unidade; Capacitação e Treinamento de Recursos Humanos; e Apoio e Execução de Projetos e Ações Integradas para Cumprimento do Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva relativa ao Rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (MG).

Na mensagem enviada ao Legislativo estadual, o governo explica que os recursos necessários para a execução crédito especial serão provenientes do superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício de 2024, do excesso de arrecadação e de anulação parcial de dotação orçamentária do Programa de Trabalho dos Encargos Gerais do Estado.

Se o projeto for aprovado e virar lei, a nova legislação entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial. O Poder Executivo ainda poderá, mediante decreto, suplementar essa programação do Orçamento.

Acompanhe o andamento do PL 194/2025. fonte Por Gleyson Tete, com edição de Angèle Murad

STF mantém acordo de reparação pela tragédia de Mariana

STF mantém acordo de reparação pela tragédia de Mariana
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Após recursos, Corte entendeu que não há irregularidades nas decisões. foto senado federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (9) manter o acordo de reparação pelos danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015.

A Corte julgou cinco recursos que contestavam a legalidade da homologação e, por unanimidade, entendeu que não há irregularidades na decisão que homologou o acordo. As ações foram protocolados por entidades que não são partes no processo.

Em novembro do ano passado, o Supremo homologou o acordo de reparação, que prevê o montante de R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação pelo desastre ambiental.

O acordo foi assinado pelo governo federal e municípios envolvidos no desastre. Na época do acidente, a barragem era administrada pela Samarco, empresa controlada pelas mineradoras Vale (brasileira) e BHP Billiton (anglo-australiana).

Do total de recursos, R$ 100 milhões serão repassados para a União, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além dos municípios afetados pelos rejeitos. O dinheiro deverá ser aplicado em programas ambientais e de transferência de renda.

O restante deverá ser aplicado na recuperação de áreas degradadas, reassentamento de comunidades e no pagamento de indenizações às famílias atingidas. 

A fiscalização do cumprimento do acordo pelas mineradoras será feita pela Justiça Federal em Minas Gerais. 

Londres

Também hoje, o Tribunal Superior de Londres marcou para 2 e 3 de julho as audiências de gerenciamento da segunda fase do julgamento da mineradora anglo-australiana BHP. A Samarco, controladora da barragem,  é uma joint venture da brasileira Vale com a subsidiária da BHP no Brasil.

Nesta etapa, a análise da Justiça levará em conta os danos provocados pelo rompimento da barragem e as indenizações aos atingidos, caso a empresa seja condenada. fonte ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Redução da taxação para 75 países será de 90 dias. Foto arquivi-Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai elevar a taxação das importações da China para 125%, com efeito imediato. Até então, a taxação adicional da China estava em 104%.

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou aumentando a tarifa cobrada da China pelos EUA para 125%. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ​​ou aceitáveis”, informou Trump em uma rede social.

Por outro lado, Trump disse que vai reduzir a taxação de 75 países para 10% por 90 dias, enquanto negocia com os chefes de Estado e governo desses países.

“Com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA para negociar uma solução para os assuntos em discussão, e que esses países não retaliaram de forma alguma os EUA, por minha forte sugestão, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, completou o presidente estadunidense.

Guerra comercial

O atual governo dos Estados Unidos iniciou neste ano uma guerra de tarifas que se intensificou no último dia 2 de abril, quando Washington promoveu um tarifaço contra quase todos os parceiros comerciais. 

A China retaliou e elevou as tarifas para produtos dos EUA para 84%. Ao mesmo tempo, argumenta que tem capacidade para transformar o tarifaço em oportunidade.  

“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.   

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a guerra comercial busca reverter a perda de competitividade da economia estadunidenses nas últimas décadas, em especial, para países asiáticos.Fonte LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

MDB Mulher de Itaguaçu debate a participação da mulher na política

MDB Mulher de Itaguaçu debate a participação da mulher na política

O Encontro Com Elas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), aconteceu em Itaguaçu. foto dovulgação

No dia 04 de abril deste, às 18 horas, na Câmara Municipal de Itaguaçu, na Avenida 17 de Fevereiro, 324, aconteceu o Encontro Com Elas do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) Mulher de Itaguaçu, com um amplo debate sobre a participação da mulher itaguaçuense na política municipal, estadual e nacional.

O encontro com o tema, Com Elas do MDB Mulher, foi aberto pela presidente do MDB AFRO municipal Flávia Ferreira, e contou com a participação da Presidente MDB Mulher Rose Eugênia Gomes, da vereadora Ana Brígida Saad de Menezes (Presidente Podemos Mulher de Itaguaçu) e das lideranças que sempre aborda a questão democrática enfocando a dinâmica na política municipal.

Para abrilhantar ainda mais o evento Com Elas do MDB de Itaguaçu, a palestrante Alcione Tonini da Fundação Ulisses Guimarães, deu um show no encontro, e estimulou também a participação das mulheres na política para construir um futuro mais igualitário e justo para todas. Para MDB Mulher e a executiva do Diretório Municipal do MDB de Itaguaçu, foi um evento que traz a mulher para política de Itaguaçu, e abre também um amplo debate de política pública voltadas as mulheres da nossa cidade.

Os organizadores da sigla agradece o apoio da sociedade e também do vice-prefeito e Presidente do MDB de Itaguaçu Mário João Sarnaglia.

Secretaria de Recuperação do Rio Doce visita São Domingos do Norte e discute projetos de saneamento

Secretaria de Recuperação do Rio Doce visita São Domingos do Norte e discute projetos de saneamento

Secretário Guerino Balestrassi e a prefeita Ana visitaram a Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Domingos do Norte

Seguindo o cronograma do Governo do Estado de visitar as cidades capixabas impactadas pelo desastre ambiental de Mariana, a equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce esteve em São Domingos do Norte, um dos municípios que fazem parte da Bacia Hidrográfica.

Na companhia da prefeita Ana Malacarne, o secretário estadual Guerino Balestrassi conheceu os projetos da administração municipal na área de saneamento e de ações ambientais. A intenção é potencializar o abastecimento de água e aprimorar o tratamento de esgoto na cidade.

Depois da reunião na sede da Prefeitura, com apresentação de projetos e de relatórios sobre a infraestrutura da região, o secretário Guerino e a prefeita Ana visitaram a Estação de Tratamento de Água (ETA) de São Domingos do Norte.

“Estas visitas aos municípios são determinantes para encaminharmos as decisões junto com o governador Renato Casagrande. Quero parabenizar a prefeita Ana Malacarne pela disponibilidade de nos atender e pelos projetos estruturantes apresentados”, afirmou Guerino Balestrassi.

Saiba mais

Criada em dezembro de 2024, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce tem como finalidade apoiar, coordenar, orientar, monitorar e fiscalizar o planejamento e a execução dos projetos e ações voltados à reparação, restauração e compensação de danos socioambientais e socioeconômicos.

O objetivo é garantir o cumprimento das obrigações assumidas pelo Estado no acordo judicial para reparação integral e definitiva relativa ao rompimento da barragem de Fundão. O acordo judicial envolve o Governo Federal, os Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU), os Ministérios Públicos e Defensorias Estaduais e as empresas Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil, tendo sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 novembro de 2024.

CCJ: senadoras não abrem mão de percentual de candidaturas femininas

CCJ: senadoras não abrem mão de percentual de candidaturas femininas

Senadoras na audiência: projeto cria reserva de vagas, mas neutraliza punição por não cumprir cota de candidatas; Saulo Cruz/Agência Senado

Na primeira das três audiências públicas destinadas a debater o projeto do novo Código Eleitoral (PLP 112/2021) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadoras protestaram contra o trecho do projeto que isenta de punição os partidos que não cumprirem o mínimo de 30% de candidaturas femininas em eleições.

O percentual obrigatório de candidaturas femininas já existe, mas não há punição na legislação eleitoral para a desobediência a essa regra. O projeto veio da Câmara dos Deputados com a previsão de indeferimento do registro do partido que não a cumprisse. O relator no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), manteve a punição, mas acrescentou uma cláusula que a torna inaplicável durante um período de 20 anos. O motivo para isso, segundo o relatório de Castro, é a implantação da reserva de 20% das cadeiras do Legislativo para mulheres.

Durante o debate na CCJ nesta terça-feira (8), as senadoras rejeitaram a permuta. Para Professora Dorinha Seabra (União-TO), o Senado estará “possibilitando a fraude” quando flexibiliza a cota de candidaturas e extingue a punição pelo não cumprimento dos percentuais.

— Somos plenas de direito para votar e sermos votadas, somos mais de 50% da população. Não estamos querendo segmentar votos, o que estamos colocando aqui é sobre condições de disputa, de representação. Nós não vamos ceder nenhuma concessão: candidaturas, recursos e cadeiras. Excelente avançarmos nas cadeiras, desde que não tenhamos que abrir mão das candidaturas — resumiu.

Além dos 30% de candidaturas, a lei eleitoral atual reserva 30% do Fundo Eleitoral para as mulheres. A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) alertou que essa regra também poderia estar em risco.

— Não abrimos mãos dos 30% das candidaturas e não vamos abrir mão dos recursos. Isso é uma questão das mulheres deste país, que são mais de 50% e precisam estar representadas — afirmou.

Líder da bancada feminina, a senadora Leila Barros (PDT-DF) afirmou que “a democracia é decidida pela maioria”, e observou que as mulheres não estão representadas no Congresso Nacional de acordo com a sua proporção na sociedade. Para ela, deixar de punir quem não cumprir as cotas seria um “retrocesso”. A senadora Augusta Brito (PT-CE) também salientou que é preciso combinar o que já existe — a cota de candidaturas — com a reserva de vagas, que é uma inovação.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também defendeu mais paridade, afirmando que é preciso entender a participação das mulheres na política.

— Como queremos que o Congresso legisle de forma plural se não temos uma representatividade maior das mulheres? Eu queria muito que, aqui no Senado, tivéssemos representatividade maior das mulheres, da população preta, parda, indígena, quilombola, LGBTQIA+, dos pobres. É muito fácil legislar de forma incisiva contra uma camada socioeconômica menos favorecida.

Projeto

Marcelo Castro propôs a troca do modelo atual de obrigatoriedade de candidaturas para o modelo de reserva de cadeiras. A proposta do relator é a reserva de vaga 20% para as mulheres nas casas legislativas, o que ele define “como um piso e não como um teto”.

Castro afirmou que a reserva de candidaturas “não elege mulheres”, e destacou a inovação do modelo de reserva de vagas no Parlamento, que valeria para os níveis federal, estadual e municipal.

— Estamos trocando um modelo de candidaturas por um modelo de cadeiras de deputadas federais e estaduais e vereadoras eleitas. Eu entendo que isso é uma grande vantagem. Nós não deixaríamos nenhuma Câmara de Vereadores do Brasil sem duas vereadoras. Hoje nós temos 1,7 mil que só têm uma e mais de 700 que não têm nenhuma. Nós aumentaríamos expressivamente o número de mulheres aqui na Câmara [dos Deputados] — afirmou.

Castro também lembrou que só se observou uma diferença real no percentual de mulheres eleitas a partir de 2018, primeira eleição após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a destinação de recursos para as candidaturas femininas. Antes disso.

— Nós aumentamos a participação feminina de 2014, quando não tinha obrigatoriedade do recurso, para 2018, quando já tinha obrigatoriedade do recurso, em 50%. Foi um salto expressivo. E aumentamos de 2018 para 2022 em 20%. Contra números não há argumento. Reserva de candidaturas, obrigatoriedade de candidaturas femininas, não elege deputadas. Obrigatoriedade de recurso elege sim.

O senador também propõe colocar no Código Eleitoral que os mandatos de parlamentares mulheres sejam contados em dobro para efeito de distribuição dos fundos Eleitoral e Partidário entre os partidos.

A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), apoiou a versão apresentada por senador Marcelo Castro. Ela salientou que a flexibilização não vai desestimular o lançamento de candidatas e que o projeto ainda contém medidas para evitar que os partidos burlem a cota de candidaturas.

— Essas vagas não podem ser preenchidas por homens. Se o partido não colocar mulheres, ele tem que deixar [a vaga] vazia. E nenhum partido quer manter vazia, porque atrapalha o quociente eleitoral. Então, nenhum partido vai trabalhar para não ter mulheres candidatas. O que vai acontecer é que não vão criar candidatos laranjas, não vão criar factoides. E eu acho que isso é um avanço. Porque serão candidatas mulheres que querem ser candidatas, o recurso vai ser investido nas mulheres que querem ser candidatas — disse a deputada.

Para o senador Carlos Portinho (PL-RJ), o tema não precisa ser tratado como um “tabu”.  

— A reserva de vaga é um estímulo, mas não está garantindo igualdade. Aceito a proposta que a bancada feminina conseguiu encaminhar ao senador Marcelo Castro, mas tem que combinar com a Câmara. A minha sugestão seria garantir para as mulheres 50% de fundo, 50% de tempo de TV e investimento na formação de mulheres, sem reserva de vaga e de cadeira.

Comentários

Para a diretora do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral e representante da Transparência Eleitoral Brasil, Marilda de Paula Silveira, com a atual versão do relatório a participação de mulheres na política vai “retroceder”.

— Nem em 150 anos haverá um número maior de mulheres viáveis do que temos hoje. A primeira [consequência] é um completo desincentivo para que os partidos lancem candidatas acima dos 20% [de vagas reservadas]. A segunda é a manutenção das candidatas reeleitas. Terceira, a gente cria o que é pior: uma separação na disputa das mulheres com os homens. As mulheres vão se matar pelos 20%, enquanto os homens vão continuar disputando a sua eleição dos 80% com 70% do dinheiro, o que não me parece justo. 

Consultora legislativa do Senado, Flávia Magalhães explicou que a reserva de vagas precisa considerar que o Brasil usa um sistema eleitoral de lista aberta para o Legislativo — ou seja, os partidos ganham cadeiras de acordo com a sua votação proporcional, mas essas cadeiras são preenchidas pelos candidatos individualmente mais votados. O contrário é um sistema de lista fechada, onde o preenchimento das cadeiras é feito a partir da ordem dos candidatos em uma lista estabelecida pelos partidos antes da eleição.

— Podemos ver que os países que têm maior participação feminina nos Parlamentos adotam o sistema eleitoral de lista fechada. É muito mais fácil, porque você faz alternado. Isso possibilita que os Parlamentos aumentem a diversidade com um prazo menor. Aqui no Brasil, parecemos não ter disposição, intenção de mudar o sistema eleitoral. Temos que trabalhar com o que temos, que é o sistema aberto — disse.

Professora de Ciência Política na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Teresa Sacchet afirmou que é importante pensar em mecanismos que possam viabilizar uma maior entrada das mulheres na politica, com regras bem desenhadas.

— Adotar uma reserva de cadeira de 20% num contexto em que já estamos quase perto disso? Por que não 30%, sendo que a nossa cota [de candidaturas] é de 30%?

A audiência pública foi presidida pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), vice-presidente da CCJ. Fonte: Agência Senado

Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Dívida bruta está em 76,2% do PIB.   FOTO AGÊNCIA BRASIL

As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado do déficit do Governo Central. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 18,973 bilhões no segundo mês de 2025.

O valor, entretanto, é menor que o resultado negativo de R$ 48,692 bilhões registrado no mesmo mês de 2024. Na comparação interanual, houve melhora nas contas públicas também em razão da melhora nas contas do Governo Central, que inclui Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional, ainda que continue com déficit. A redução se deve, basicamente, pelo aumento das receitas e queda das despesas.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do ano, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 85,122 bilhões. Em 12 meses – encerrados em fevereiro – as contas acumulam o resultado negativo de R$ 15,885 bilhões, o que corresponde a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

Esferas de governo

Em fevereiro último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 28,517 bilhões ante resultado negativo de R$ 57,821 bilhões em fevereiro de 2024. O montante do déficit difere do resultado divulgado no último dia 27 de março pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 31,7 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais registraram superávit no mês de fevereiro de R$ 6,633 bilhões, ante superávit de R$ 7,486 bilhões em fevereiro do ano passado. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 2,611 bilhões em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2024, houve superávit de R$ 1,160 bilhão para esses entes.

Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 9,244 bilhões em fevereiro passado contra resultado negativo de R$ 8,646 bilhões no mesmo mês de 2024.

Da mesma forma, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para redução do déficit das contas públicas, com o resultado positivo de R$ 299 milhões em fevereiro de 2024. No mesmo mês do ano passado, o déficit foi de R$ 483 milhões.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 78,253 bilhões em fevereiro deste ano, um aumento em relação aos R$ 65,166 bilhões registrados em fevereiro de 2024. De janeiro para fevereiro, também houve uma alta significativa. No primeiro mês do ano, os gastos com juros foram de R$ 40,358 bilhões.

De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Mas no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a piora da conta de juros em setembro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em fevereiro de 2024, a conta de juros do Banco Central ficou positiva em R$ 6,021 bilhões, enquanto em janeiro e fevereiro deste ano os saldos foram negativos em R$ 28,981 bilhões e R$ 1,127 bilhão, respectivamente.

Também contribuíram para o aumento dos gastos com juros o aumento da taxa básica de juros, a Selic, o maior número de dias úteis e o próprio crescimento da dívida no período.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 97,226 bilhões contra o resultado negativo de R$ 113,858 bilhões em igual mês de 2024.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 939,839 bilhões, ou 7,91% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,296 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 61,4% do PIB. Em janeiro, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1% (R$ 7,220 trilhões).

No mês de fevereiro deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,045 trilhões ou 76,2%, com aumento em relação ao mês anterior, em termos de percentual do PIB (R$ 8,939 trilhões ou 75,7% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Eleições 2026: Casagrande pode disputar o senado ou terminar o mandato de governador

Eleições 2026: Casagrande pode disputar o senado ou terminar o mandato de governador

Governador do Espírito Santo Renato Casagrande. FOTO DIVULGAÇÃO

Ontem dia 07 deste, às 21h30, o governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB/ES), foi sabatinado no Programa Direto ao Ponto da TV Jovem Pan em São Paulo, apresentado por Nelson Kobayash, com a participação da jornalista Helen Braun, economista Bruno Lavieri. Professor de direito da PUC Thulio Nassa e o comentarista da TV Fábio Piperno, onde foram abordados diversos temas como: Segurança Pública, Meio Ambiente, Anistia. Gestão Governamental do estado e federal, eleições 2026 e assuntos gerais.

O governador do Espírito Santo Renato Casagrande, concedeu uma entrevista tranquila, descontraída e serena, onde se posicionou em favor do desenvolvimento do Estado com investimento nos municípios para gerar mais oportunidades ao povo capixaba. Ele disse também que é a favor de um governo que uso os recursos (Federal, Estadual e Município) com responsabilidade e transparência.

Ainda na entrevista da TV Jovem Pan, o apresentador Nelson Kobayash perguntou se ele deixaria o governo do estado para disputar uma vaga no senado federal, já que a recente pesquisa realizada no Espírito Santo sobre a corrida eleitoral para o Senado feita pelo Instituto FlexConsult, o governador Renato Casagrande lidera com folga uma vaga para o Senado.

O governador Casagrande, disse ao apresentador, que hoje existem dois caminhos para 2026: pode ser candidato e pode não ser candidato ao senado, e concluir o seu terceiro mandando de governador. Ele lembrou ainda, que é importante aguardar o processo politico estadual, se a sucessão estiver organizada com a mínima garantia de manter o estado equilibrado e continuar caminhando (passo a frente) no processo do desenvolvimento, neste caso posso deixar o governo e ser candidato ao Senado. Concluiu Renato.

Filme certo para a estufa pode potencializar a produção

Filme certo para a estufa pode potencializar a produção

Entenda os critérios essenciais para selecionar o material ideal, garantir produtividade. foto Kassiana Bonissoni

A agricultura protegida, por meio do uso de estufas, vem ganhando destaque no Brasil, especialmente em regiões com condições climáticas extremas. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), esse tipo de produção pode aumentar a produtividade em até 30%, além de prolongar os ciclos. No entanto, o desempenho dessas importantes soluções depende diretamente da seleção correta do filme plástico utilizado.

Essa escolha deve estar sempre no radar do agricultor, conforme endossa o especialista da Nortène, formado em Ciências Agrícolas e técnico em plasticultura, Bruno Rossafa, o papel do filme da estufa vai muito além de apenas cobrir e proteger as plantas contra intempéries. “Isso tem impacto na sustentabilidade do sistema de produção. Com opções no mercado que variam de acordo com a cultura, clima e tecnologias disponíveis, saber quais critérios priorizar é essencial para maximizar os resultados e minimizar custos operacionais”, diz.

Segundo dados da Associação Brasileira de Horticultura (ABH), a utilização dessas estruturas com filmes tecnológicos pode reduzir perdas em até 25%, especialmente em culturas de alto valor agregado, como pimentões, tomates e flores. E para garantir o máximo desempenho delas, alguns fatores devem ser considerados.

O especialista cita o tipo de cultura é um dos primeiros pontos a serem avaliados. “Hortaliças como alface e tomate, por exemplo, necessitam de maior controle térmico e alta transmissão de luz difusa, enquanto flores ornamentais podem demandar filmes com propriedades específicas na seleção de comprimentos de ondas especifico e também para proteger contra queimaduras solares”, explica.

Além disso, as condições climáticas locais são determinantes, por exemplo, regiões de alta incidência solar exigem filmes com proteção contra raios UV, que aumentam a durabilidade do material e protegem as plantas do estresse térmico.  Dependendo do nível tecnológico de cada região, áreas com ventos fortes ou chuvas intensas, optar por filmes com maior resistência mecânica é indispensável para evitar danos estruturais à estufa e evitar perdas.

Outros pontos

A durabilidade e sustentabilidade também devem ser analisadas e consideradas pelo produtor. Filmes tratados contra radiação UV geralmente têm vida útil superior, reduzindo a necessidade de trocas frequentes. Opções fabricadas que possam ser reutilizadas em outras demandas ou recicladas ao fim do ciclo de vida são ideais para agricultores preocupados com o impacto ambiental.

“Nossa experiência mostra que o investimento em um filme de qualidade traz retorno significativo. Ele protege a lavoura, reduz perdas e ainda ajuda a conservar recursos naturais, como água e energia”, afirma Rossafa.

Produzindo mais e melhor

Muitos são os benefícios do uso das estufas, a transmissão de luz, por exemplo, favorece o crescimento das plantas com alta transparência e luz difusa, garantindo iluminação uniforme e reduzindo sombreamentos. O controle térmico regula temperaturas, refletindo calor durante o dia e mantendo o ambiente aquecido à noite, protegendo contra inversões térmicas. “Além disso, a resistência mecânica assegura durabilidade em regiões de ventos fortes e chuvas intensas, enquanto tratamentos como propriedades antigotejo evitam o acúmulo de gotas d’água nas superfícies dos filmes, melhorando a transmissão de luz e diminuindo a umidade superficial das folhas, reduzindo riscos de ataque de pragas e doenças”, finaliza o técnico da Nortène. 

Grupo Nortène – Fundada em 1981 e sediada em Barueri/SP, a Nortène é pioneira no fornecimento de: reservatórios de geomembrana, filmes agrícolas, mulching, telas plásticas tecidas, telas plásticas termo-soldadas, silo-bolsa, lonas para silagem. A Nortène contribui também com sua tecnologia exclusiva em plásticos na fabricação e na comercialização dos produtos das empresas: Engepol Geossintéticos, Santeno Irrigação, Tecnofil Soluções em telas e Silox armazenagem. Fonte e foto Kassiana Bonissoni Rural Press

Região de Afonso Cláudio pede instalação de batalhão da PM

Região de Afonso Cláudio pede instalação de batalhão da PM

Hoje 2ª Cia Independente cobre Afonso Cláudio, Conceição do Castelo, Laranja da Terra e Venda Nova. foto arquivo Câmara Municipal

Na audiência pública da Comissão de Segurança realizada na noite desta quinta-feira (3) em Afonso Cláudio, na Região Serrana, moradores e líderes políticos solicitaram ajuda à Comissão de Segurança da Ales para levar ao governador Renato Casagrande (PSB) o pedido de transformar a 2ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada no município, em um batalhão da PM.

Além de Afonso Cláudio, seriam beneficiados com a iniciativa os municípios de Conceição do Castelo, Laranja da Terra e Venda Nova do Imigrante, que juntos compõem atualmente a 2ª Cia da PM.

O prefeito Luciano Pimenta (PP) afirmou que os vereadores de Afonso Cláudio já autorizaram a municipalidade a doar terreno de 4.000 m2 para a construção do batalhão. 

“O próprio governador sugeriu que a prefeitura doasse uma área para a implantação do batalhão, pois já há intenção dele de construir. Mas queremos que ele nos receba para agilizarmos esses entendimentos; essa audiência realizada aqui hoje (pelo colegiado de Segurança) é muito significativa neste sentido”, disse o prefeito.

Furtos e homicídios 

A representante da PM na audiência pública, tenente-coronel Marinete Félix Cordeiro, disse que o batalhão contribuirá muito para diminuir a violência, haja vista a alta incidência de furtos, homicídios e tráfico de drogas na área abrangida pela 2ª Cia Independente de Afonso Cláudio. Ela afirmou que, apesar de a região já necessitar de uma estrutura de batalhão, a unidade vem funcionando há 33 anos como companhia independente. 

“Estou aqui como convidada dos organizadores da audiência na condição de subcomandante do 5° CPOR, designada pelo meu comandante, e o que posso dizer é que estamos na torcida para a viabilização do batalhão em Afonso Cláudio, pois vai ajudar a incrementar muito os trabalhos da nossa corporação”, explicou. 

A tenente-coronel acrescentou que o 5° CPOR da PM abrange não só as quatro cidades da região de Afonso Cláudio, mas os 18 municípios de toda a Região Serrana. 

Antes de ser promovida a tenente-coronel, Marinete Cordeiro atuou como major no comando da 2ª Cia da PM em Afonso Cláudio e foi identificada na audiência como “grande conhecedora” da realidade da segurança pública na região, cujo destaque é a produção de café. 

Crimes no campo 

O cafeicultor Paulo Dann mostrou-se otimista com a possibilidade de implantação do Batalhão da PM em Afonso Cláudio e região.

“Aqui a violência aumenta muito com a chegada da colheita do café; há muitos furtos e roubos de cargas do produto e também de veículos no meio rural. A companhia da PM faz o que pode com a equipe que tem, mas vindo um batalhão para cá vai aumentar o número de policiais, viaturas e o reforço no serviço de inteligência”, previu. 

O vice-presidente do colegiado de Segurança, deputado Coronel Weliton (PRD), anunciou que os deputados da comissão vão intermediar o encontro solicitado pelos líderes da região com o governador. “Estamos engajados nessa luta, e o governador Renato Casagrande, que tem na segurança pública uma prioridade, não tenho dúvida de que vai agilizar essa instalação do batalhão da PM em Afonso Cláudio”, avaliou o parlamentar. 

Participaram também da audiência vice-prefeitos e vereadores da região, além de representantes da Promotoria de Justiça, da OAB, das polícias Civil e Rodoviária Federal e de conselhos de segurança dos municípios da região da 2ª Cia independente da PM de Afonso Cláudio. Por Wanderley Araújo, com a edição de Angèle Murad – ales