Doze cidades campeãs de royalties têm condição de vida abaixo da média

Doze cidades campeãs de royalties têm condição de vida abaixo da média

Das 50 cidades brasileiras campeãs de recebimento de royalties oriundos da produção de petróleo, 12 apresentam indicadores sociais abaixo da média no país. Isso significa que essas cidades obtiveram Índice de Condições de Vida (ICV) abaixo de 0,485, patamar médio das cidades brasileiras. A escala vai de zero a um, sendo que quanto maior, melhor.

As cidades de Linhares (ES), Araucária (PR) e Resende (RJ) lideram o ranking de qualidade de vida. foto Petrobras

A constatação faz parte do estudo Pesquisa Petróleo & Condições de Vida, divulgada pela Agenda Pública, organização da sociedade civil que atua no fortalecimento da gestão pública e promoção do desenvolvimento sustentável.

Para chegar ao ranking, os pesquisadores buscaram informações sobre as 50 cidades que mais recebem royalties, como são chamadas as compensações financeiras que as empresas de petróleo pagam pela exploração do mineral. Os dados são referentes a 2024.

Em seguida, o estudo atribuiu notas a condições ostentadas por esses municípios em oito áreas: saúde, educação, infraestrutura, gestão, desenvolvimento econômico, finanças públicas, proteção social e meio ambiente.

Com o cruzamento de informações de receitas com royalties e os indicadores socioeconômicos municipais, as cidades de Linhares (ES), Araucária (PR) e Resende (RJ) lideram o ranking de qualidade de vida, mesmo não figurando entre os 15 municípios que mais receberam a compensação.

As cidades que recebem esses recursos são definidas por critérios geográficos, levando em consideração onde estão localizados os reservatórios naturais (em caso de exploração no mar, cidades com litoral defronte) ou estruturas como oleodutos, gasodutos, terminais marítimos e refinarias. Ou seja, são localidadess que sofrem impactos diretos da cadeia do petróleo. Como o petróleo é um recurso natural finito, os royalties são vistos como uma forma de o poder público se preparar para a potencial queda de arrecadação quando a atividade econômica se extinguir.

Campeãs de royalties

O Rio de Janeiro, estado cujo litoral abriga as bacias petrolíferas de Campos e Santos ─ recheadas com reservatórios do pré-sal ─ conta com o maior número de cidades que recebem a compensação financeira paga pela indústria do petróleo. São 37 municípios fluminenses contemplados, seguido por São Paulo (6) e Espírito Santo (4).

Entre as 50 cidades campeãs no recebimento dos royalties, apenas três não ficam na região Sudeste: Pilar (AL), Araucária (PR) e Coari (AM). Pilar tem reservatórios terrestres de óleo e gás; Araucária sedia a Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), da Petrobras; e Coari, no coração da Amazônia, é onde fica o reservatório de petróleo e gás Urucu, explorado pela estatal.

Os 15 municípios que mais recebem receitas do petróleo:

1. Maricá (RJ): R$ 2,7 bilhões

2. Saquarema (RJ): R$ 2 bilhões

3. Macaé (RJ): R$ 1,4 bilhão

4. Niterói (RJ): R$ 964,8 milhões

5. Campos dos Goytacazes (RJ): R$ 667,4 milhões

6. Arraial do Cabo (RJ): R$ 546,8 milhões

7. Araruama (RJ): R$ 525,5 milhões

8. Cabo Frio (RJ): R$ 374,5 milhões

9. São Sebastião (SP): R$ 341,1 milhões

10. Rio de Janeiro (RJ): R$ 314,5 milhões

11. São João da Barra (RJ): R$ 295,7 milhões

12. Ilhabela (SP): R$ 279,1 milhões

13. Angra dos Reis (RJ): R$ 245,6 milhões

14. Casimiro de Abreu (RJ): R$ 224,7 milhões

15. Paraty (RJ): R$ 224,4 milhões

Os valores foram apurados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria de petróleo, que arrecada e redivide os recursos.

Indicadores socioeconômicos

Linhares, no litoral norte capixaba, é líder entre as cidades com melhor qualidade de vida, com ICV 0,643. A cidade tem exploração de petróleo e gás em terra e é ponto estratégico próximo a campos produtores no mar. A média dos municípios brasileiros ficou em 0,485.  

Na lista dos 15 maiores recebedores de royalties do petróleo, apenas sete figuram entre os 15 municípios brasileiros com ICV mais alto:

  •  Ilhabela (4º melhor)
  •  Macaé (7º)
  •  Niterói (8º)
  •  Maricá (11º)
  •  Rio de Janeiro (12º)
  •  São Sebastião (14º)
  •  Angra dos Reis (15º)

Saquarema, segunda cidade que mais recebeu dinheiro de royalties é apenas a 16ª no ranking de qualidade de vida.

Confira a lista dos municípios com maiores ICV:

  • Linhares (ES): 0,643
  • Araucária (PR): 0,638
  • Resende (RJ): 0,625
  • Ilhabela (SP): 0,625
  • Volta Redonda (RJ): 0,620
  • Caraguatatuba (SP): 0,603
  • Macaé (RJ): 0,602
  • Niterói (RJ): 0,596
  • Presidente Kennedy (ES): 0,591
  • Quissamã (RJ): 0,591

O levantamento destaca ainda que 12 cidades, mesmo com o recebimento de royalties, aparecem com ICV abaixo da média do país. São elas:

  • Paraty (RJ): 0,484
  • Mangaratiba (RJ): 0,478
  • São Gonçalo (RJ): 0,475
  • Campos dos Goytacazes (RJ): 0,455
  • Japeri (RJ): 0,453
  • Silva Jardim (RJ): 0,451
  • Guapimirim (RJ): 0,448
  • Itaboraí (RJ): 0,443
  • Duque de Caxias (RJ): 0,430
  • Magé (RJ): 0,417
  • Coari (AM): 0,377
  • São Francisco de Itabapoana (RJ): 0,351

Neste grupo, nota-se que Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro, tem ICV abaixo da média do país, mesmo sendo a quinta cidade com maior recebimento de royalties em 2024 (R$ 667,4 milhões).

Qualidade de vida

O estudo da Agenda Pública classifica os municípios por condição de vida:

  • Até 0,499: muito baixa condição de vida
  • 0,500 a 0,599: baixa
  • 0,600 a 0,699: média
  • 0,700 a 0,799: alta
  • Acima de 0,800: muito alta

Nenhum campeão de receitas de royalties chega ao patamar de alta condição de vida. Além disso, 16 dos maiores recebedores das compensações financeiras são classificados como de muito baixa condição de vida.

Recursos x desenvolvimento social

Para os pesquisadores, os resultados do levantamento mostram que o volume de dinheiro recebido não é o principal fator que explica trajetórias de desenvolvimento mais positivas, mas sim como as prefeituras planejam, executam e monitoram o uso desses recursos.

O diretor-executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, avalia que municípios que dependem do petróleo tendem a ampliar gastos no curto prazo, mas sem regras claras que os convertam em melhoria sustentável das condições de vida.

“O desafio é institucional: planejar o uso dos royalties como instrumento de desenvolvimento de longo prazo, e não apenas como fonte de financiamento imediato”, indica.

Os pesquisadores acrescentam ao estudo recomendações para o poder público e empresas petrolíferas.  Entre as sugestões para as prefeituras, consta investimentos massivos em educação, a fim de qualificar a população local para atuar em empresas da cadeia de valor do petróleo. Também há indicação de que as capacidades estatais reforçadas pelos royalties sejam “direcionadas para resultados concretos em áreas como saúde, educação e proteção social”.

Às empresas do setor, a organização recomenda o apoio a projetos de educação e capacitação profissional, “evitando desigualdades como as observadas em municípios que  concentram alta renda média, mas também altas taxas de pobreza”.

Além disso, indicam contribuir para a diversificação econômica local, fomentando cadeias produtivas complementares para ajudar a reduzir a dependência exclusiva dos royalties. Com agência brasil

Câmara aprova urgência ao projeto que aumenta limite de faturamento do MEI para R$ 130 mil

Câmara aprova urgência ao projeto que aumenta limite de faturamento do MEI para R$ 130 mil

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação realizada nesta terça-feira (17), a urgência ao Projeto de Lei Complementar (PLP) que aumenta para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). A proposta ainda autoriza o MEI a contratar até dois empregados.

Deputado federal Da Vitória que também é autor de um projeto semelhante para aumentar o limite de faturamento.

Com isso, o PLP 108/21, do Senado Federal, será analisado diretamente pelo plenário da Câmara, sem a necessidade de passar pelas comissões.

O deputado federal Da Vitória (PP-ES) — que também é autor de um projeto semelhante para aumentar o limite de faturamento anual dos MEIs e que passou a tramitar apensado ao PLP 108/21 — destacou que o plenário precisa votar o quanto antes a proposta, devido à defasagem do valor atual de R$ 81 mil anuais.

“O MEI é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mercado formal. O teto de faturamento está muito defasado e ampliá-lo, assim como autorizar a contratação de dois funcionários, significa mais empregos, renda e oportunidade para quem movimenta a economia local. Já estamos dialogando com os demais parlamentares para que possamos ir além desses R$ 130 mil anuais e também ampliar o debate e garantir o reajuste dos limites das microempresas e das empresas de pequeno porte”, disse Da Vitória. FONTE E FOTO Pedro Calegario

Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Os consumidores endividados com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As vantagens disponíveis incluem alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para outras modalidades de crédito mais baratas.

Ação oferece condições especiais para quitar débitos em atraso. FOTO BC

O mutirão permite a negociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.

As regras e condições são definidas pelas instituições de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), assim como dívidas prescritas.

Como negociar

A negociação pode ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o consumidor acessa por meio de sua conta Gov.br prata ou ouro.

Para entender como participar da campanha, basta acessar a página disponibilizada pela Febraban, que conta com um vídeo de passo a passo para negociar e como acessar o portal Gov.BR, encontrar a instituição credora e abrir o pedido de negociação.

Na negociação com a instituição credora, o consumidor interessado deve informar a dívida que pretende quitar e perguntar quais são as condições oferecidas para a sua quitação.

Se concordar com o que foi proposto, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo que caiba no seu bolso.

Como saber se tenho dívidas?

Na mesma página, o consumidor também encontra conteúdo exclusivo sobre orientação financeira e acesso a outros canais, como o Registrato, sistema do Banco Central que permite acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR). O relatório contém a lista de dívidas em nome do consumidor com instituições financeiras.

“O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para negociações e prevenindo o superendividamento”, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva. Com agência brasil

Cooperados da Cooabriel somam mais de R$2,2 milhões em premiação por cafés sustentáveis

Cooperados da Cooabriel somam mais de R$2,2 milhões em premiação por cafés sustentáveis

A adoção de práticas sustentáveis na cafeicultura tem se convertido em resultado econômico direto para o produtor. Na Cooabriel, cooperativa que é referência nacional no café conilon, cerca de 1.000 cooperados certificados pelo protocolo internacional 4C somaram mais de R$2,2 milhões em premiação, conforme aponta balanço do último ciclo produtivo.

Na Cooabriel, cooperativa que é referência nacional no café conilon

A Certificação 4C (Código Comum da Comunidade Cafeeira) é reconhecida como uma das principais do setor cafeeiro, que estabelece critérios econômicos, sociais e ambientais exigidos por compradores globais. Ao atender a esses requisitos, os produtores ampliam o acesso a mercados e passam a ser remunerados por práticas alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade social. 

Para integrar a certificação, as propriedades precisam estar em conformidade com o Código de Conduta 4C, comprovando o atendimento a critérios econômicos, sociais e ambientais, incluindo o respeito à legislação trabalhista, capacitação e treinamento, preservação de áreas ambientais, uso consciente de defensivos e conservação do solo e da água.

Do total de cooperados certificados, parte integra grupos geridos diretamente pela Cooabriel, enquanto outro grupo recebe suporte da Nestlé, parceira no processo de certificação. Em 2025, os produtores vinculados ao grupo com apoio da multinacional receberam mais de R$1,22 milhão em premiações; os valores foram pagos em novembro, distribuídos de forma proporcional a cada produtor.

Já os cooperados integrantes dos grupos geridos pela própria Cooabriel, somaram mais de R$970 mil em premiações, pagos em fevereiro de 2026. Nesse caso, a remuneração leva em consideração o volume de café armazenado por cada cooperado. 

O gerente corporativo de comercialização e mercado da cooperativa, Edimilson Calegari avalia que a Certificação traz benefícios tangíveis, como o aumento da competitividade e a abertura de novas fronteiras comerciais, especialmente em destinos mais exigentes, onde a demanda por produtos sustentáveis é crescente. “O mercado busca a segurança de que está adquirindo um café produzido dentro de práticas sustentáveis. A certificação, obtida por meio de auditorias, contribui para demonstrar que o produto atende a essas exigências, gerando mais confiança ao mercado”, afirma. 

Atualmente, os cooperados da Cooabriel certificados pelo protocolo 4C, recebem o diferencial de R$10,00 na saca de café produzida em conformidade com os critérios do programa. Contudo, para além de estratégia econômica, ao agregar valor à saca de café, a certificação busca contribuir para avanços em termos de saúde e longevidade dos trabalhadores, responsabilidade ambiental e para remuneração adequada dos envolvidos no processo produtivo, conforme avalia o presidente da cooperativa, Luiz Carlos Bastianello. 

“A produção sustentável é pensada para deixar um meio ambiente melhor para as próximas gerações. Esse processo envolve a realização de um trabalho feito dentro de boas práticas, como uso correto de EPI e uso racional de defensivos, pensando na proteção das pessoas, sendo colaboradores e famílias produtoras, especialmente considerando que a maior parte do quadro social da cooperativa atua na agricultura de base familiar”, destaca Bastianello. Fonte Brendha Zamprognio – LR Comunicação

Nível de consumo das famílias capixabas é o maior dos últimos nove anos

Nível de consumo das famílias capixabas é o maior dos últimos nove anos

O Nível de Consumo Atual das famílias capixabas registrou crescimento de 5,3% em fevereiro deste ano, quando comparado a janeiro, alcançando 107 pontos. O resultado é o mais elevado para o mês nos últimos nove anos e mantém o indicador acima da linha dos 100 pontos, patamar que sinaliza satisfação e maior predisposição ao consumo. A performance do estado também supera a média nacional, que ficou em 94,2 pontos, evidenciando um maior dinamismo do comércio capixaba.

Alta de 5,3% em fevereiro coloca o Espírito Santo acima da média nacional e reforça ambiente favorável ao comércio no início de 2026.

Os dados integram o relatório mensal do Connect/Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nas informações do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No resultado geral do ICF, o Espírito Santo atingiu 109,9 pontos em fevereiro, com alta de 1,2% em relação a janeiro (108,6 pontos). Com esse desempenho, o estado permanece acima da média do Brasil (106 pontos) e do Sudeste (107,7 pontos).

O coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, observa que, considerando dados do mês de fevereiro desde 2016 (70,3), a intenção de consumo das famílias capixabas tem alcançado os maiores patamares do índice nos últimos três anos. A partir de 2024, há uma evolução do índice, que atinge 110,7, 112,6 e 109,9 pontos.

André Spalenza

“O resultado indica consolidação de um cenário mais estável para o consumo no estado e propício para o planejamento financeiro. O crescimento do Nível de Consumo Atual, subíndice do ICF, aponta para uma confiança maior por parte das famílias capixabas na manutenção ou ampliação das compras. Mesmo com sinais de cautela em relação ao emprego e à renda, o ambiente segue favorável, com perspectivas mais positivas do que no restante da região e do país”, avaliou Spalenza.

Entre os demais itens que formam o ICF, destaque para o subíndice “Acesso ao Crédito (compras a prazo)”, que cresceu 2,7%, passando de 104,8 para 107,6 pontos em fevereiro. E, apesar de pequenas retrações nos subíndices “Segurança em relação ao Emprego Atual” (-1,4%) e “Satisfação com a Renda Atual” (-1,8%), a maior parte dos indicadores se mantém acima da zona de satisfação.

A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 1,4 milhão pessoas. Com mais de 30 unidades, ações itinerantes e presença em todos os municípios capixabas – de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).

Fiscalização da Sefaz recupera mais de R$ 63 mil em operação de trânsito em Colatina

Fiscalização da Sefaz recupera mais de R$ 63 mil em operação de trânsito em Colatina

A Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, recuperou R$ 63,4 mil para os cofres públicos durante uma operação de fiscalização de trânsito realizada na manhã dessa quinta-feira (05), no município de Colatina. A ação aconteceu na Rodovia ES-080, nas proximidades do posto do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES).

Foram lavrados três autos de infração relacionados ao transporte de mercadorias sem a devida documentação fiscal.

Coordenada pela Subgerência Fiscal da Região Noroeste, a operação contou com a participação de sete auditores fiscais da Receita Estadual. Ao longo da fiscalização, foram lavrados três autos de infração relacionados ao transporte de mercadorias sem a devida documentação fiscal. O valor total das autuações foi recolhido no momento da abordagem, não sendo necessária a apreensão de mercadorias.

Entre os produtos que motivaram as autuações estavam gêneros alimentícios, produtos de frigorífico, açaí e ferramentas em geral, todos transportados em desacordo com as exigências fiscais.

Para o auditor fiscal e subgerente fiscal da Região Noroeste, José Luís Silva Marques, a fiscalização de cargas nas rodovias é essencial tanto para assegurar a arrecadação de tributos quanto para garantir a regularidade e a procedência das mercadorias que circulam pelo Estado.

“A documentação fiscal é um instrumento importante para assegurar a rastreabilidade e a procedência dos produtos transportados. No caso de alimentos, esse controle se torna ainda mais relevante, pois a nota fiscal ajuda a garantir a origem da mercadoria e oferece mais segurança para toda a cadeia de consumo”, destacou.

FONTE E FOT Sefaz

Governador Renato Casagrande abre agenda 2026 do Café de Negócios da ASES

Governador Renato Casagrande abre agenda 2026 do Café de Negócios da ASES

A Associação dos Empresários da Serra (ASES) realiza, no próximo dia 10 de março, o 231º Café de Negócios (Caneg). A edição integra a agenda de eventos de 2026 da entidade e contará com a palestra do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, que apresentará o tema “Cenário Econômico do Espírito Santo 2026”.

O encontro acontece a partir das 7h40, no Steffen Centro de Eventos, em Jardim Limoeiro, na Serra, reunindo empresários, lideranças e representantes de diversos setores produtivos para uma manhã de conteúdo estratégico, networking e conexão. Tradicional na agenda empresarial capixaba, o Caneg se consolida como um espaço qualificado de diálogo entre iniciativa privada e poder público.

No próximo dia 10 de março, o 231º Café de Negócios (Caneg)

A escolha do tema reforça o momento de planejamento e tomada de decisões das empresas, que buscam compreender tendências, perspectivas de crescimento e desafios econômicos que impactam diretamente o ambiente de negócios.
Para a presidente da ASES, Leonelle Lamas, a presença do governador fortalece o compromisso da entidade com informação de qualidade e diálogo institucional.

“Ouvir o governador sobre as perspectivas econômicas do Espírito Santo é fundamental para que os empresários possam planejar investimentos, gerar empregos e tomar decisões mais seguras. O Caneg é um espaço de conexão, escuta e construção coletiva de soluções para o desenvolvimento da Serra e de todo o Estado”, destaca.

231º Café de Negócios da ASES – CANEG
Tema: Cenário Econômico do Espírito Santo 2026
Palestrante: Renato Casagrande
10 de março (terça-feira)
A partir das 7h40
Steffen Centro de Eventos – Serra/ES
Inscrições: www.caneg.com.br

Movimentação turística no estado cresce e atinge o maior patamar desde 2014

Movimentação turística no estado cresce e atinge o maior patamar desde 2014

O turismo capixaba encerrou 2025 em ritmo acelerado e com resultados históricos. Em um cenário de intensa concorrência entre destinos nacionais, o Espírito Santo alcançou, em dezembro, o maior volume de atividades turísticas desde janeiro de 2014 (112,3 pontos), ou seja, o melhor desempenho do setor nos últimos 11 anos. O avanço reflete o estado como um destino cada vez mais competitivo no mapa do turismo brasileiro.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Índice de Atividades Turísticas (Iatur), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Volume de atividades aumentou 6,7% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2024, com recorde de passageiros no transporte aéreo e rodoviário. O Espírito Santo ficou atrás apenas do Rio de Janeiro (15,2%) e do Paraná (6,8%). foto setur

Em dezembro de 2025, o volume de atividades turísticas no Espírito Santo cresceu 6,7% frente a dezembro de 2024, configurando a terceira maior variação entre os estados brasileiros, atrás apenas do Rio de Janeiro (15,2%) e do Paraná (6,8%). No Brasil, o crescimento ficou praticamente estável, em apenas 0,1%.

“Os dados mostram que o turismo capixaba ganhou tração ao longo do ano e fechou dezembro em um patamar historicamente elevado. Esse resultado reflete tanto a recuperação do setor quanto a consolidação de uma agenda mais ativa de eventos, lazer e turismo no estado”, explicou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Tradicionalmente aquecido pelas festas de Natal e Réveillon, pelas confraternizações corporativas e pelo início da temporada de verão, o mês concentrou forte demanda por bares, restaurantes, hospedagem e serviços ligados ao lazer. “O resultado evidencia a capacidade do estado de ampliar sua atratividade turística, disputando espaço com destinos tradicionais, como o Rio de Janeiro e estados do Nordeste, e consolidando uma imagem cada vez mais associada à diversidade de experiências”, avaliou Spalenza.

Impulsionado pelo desempenho expressivo de dezembro, o turismo capixaba alcançou, em 2025, o melhor quarto trimestre de toda a série histórica, iniciada em 2011. O volume de atividades superou em 2,7% o registrado em 2012, até então o maior resultado para o período. Outubro, novembro e dezembro concentraram os maiores volumes do ano, reforçando o dinamismo do setor e abrindo perspectivas favoráveis para a continuidade da alta temporada e para o início de 2026.

A movimentação intensa também se refletiu no transporte de passageiros. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 167.966 pessoas desembarcaram no Aeroporto de Vitória em dezembro, alta de 16,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de 2025, o total de passageiros chegou a 1.744.147, crescimento de 14,5% frente ao ano anterior, o que representa 221.398 desembarques adicionais.

No transporte fretado, modalidade diretamente ligada ao turismo por atender excursões, passeios e eventos, foram registrados 43.607 passageiros em dezembro, avanço de 12,2% na comparação anual. Ao longo de 2025, 471.854 pessoas desembarcaram no estado por meio desse tipo de transporte, alta de 1,3% frente a 2024.

Para José Antônio Bof Buffon, secretário-executivo da Câmara Empresarial do Turismo do Espírito Santo (CET-ES), os números indicam um momento particularmente favorável para o setor. “O que estamos observando é um crescimento do turismo no Espírito Santo, especialmente em 2025, com resultados que, na minha avaliação, são os melhores dos últimos 10 anos. Há uma combinação entre fatores conjunturais e mudanças mais estruturais no mercado”, afirmou.

Segundo ele, embora ciclos de alta e baixa façam parte da dinâmica do turismo, o desempenho recente aponta para um processo de amadurecimento. “Se conseguirmos manter bons resultados tanto no verão quanto no inverno, esse pode ser um modelo sustentável para o turismo local. O estado tem conseguido disputar turistas que antes escolheriam destinos mais tradicionais, além de reter o consumo interno e fortalecer o fluxo regional”, completou.

Na avaliação do Connect Fecomércio-ES, os dados reforçam a trajetória positiva do turismo capixaba, marcada pela diversificação da oferta, fortalecimento do calendário de eventos, expansão do transporte e maior circulação de pessoas. “Esse conjunto de fatores tem contribuído para ampliar a geração de renda, o emprego e a circulação econômica, indicando o turismo como um dos vetores estratégicos do desenvolvimento do Espírito Santo”, concluiu André Spalenza.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kelly Kalle- Fecomércio-ES

Governo do ES apresenta novas etapas da implantação da fábrica de veículos da GWM

Governo do ES apresenta novas etapas da implantação da fábrica de veículos da GWM

O Governo do Estado e executivos da Great Wall Motors apresentaram, nesta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, em Vitória, as novas etapas do Projeto GWM no Espírito Santo. A iniciativa de implantação da GWM no Estado é conduzida com apoio da Agência de Atração de Investimentos do Estado (Nova ES) e consolida o município de Aracruz como polo estratégico para a indústria automotiva nacional.

O vice-governador Ricardo Ferraço, que esteve em missão oficial na China em janeiro tratando do projeto com executivos da empresa. Foto: Hélio Filho/Secom

O empreendimento será implantado no Parque Industrial de Aracruz, na região de Barra do Riacho, em área útil de aproximadamente 1.700.000 metros quadrados, dentro de um perímetro declarado de utilidade pública pelo Decreto nº 125-S, de 26 de janeiro de 2026. A destinação é a implantação de projeto industrial estratégico e sua integração à estrutura logística do ParklogBR/ES.

“Esse é um passo importantíssimo para o Espírito Santo. Se a empresa decidiu instalar sua indústria aqui é porque confia na gente. Temos uma boa interlocução com o meio empresarial, pois criamos um ambiente saudável e com resultados. Temos o maior investimento em infraestrutura do País. A política industrial gera soberania e fortalece outras atividades. Para nós, é fundamental termos indústrias fortes para continuar gerando emprego e renda, já que outras empresas vão fornecer peças e equipamentos, diversificando ainda mais nossa economia”, afirmou o governador do Estado, Renato Casagrande.

O vice-governador Ricardo Ferraço, que esteve em missão oficial na China em janeiro tratando do projeto com executivos da empresa, também comentou a iniciativa. “Esse é um projeto de Estado, muito mais que de governo. A empresa tem um plano de investimentos de R$ 10 bilhões para o Brasil e conseguimos atrair para o Espírito Santo uma parte significativa. Em plena capacidade, estamos falando de até 10 mil empregos de qualidade. Esse é o foco: desenvolvimento inclusivo e compartilhado com as pessoas”, destacou.

Ricardo Ferraço também explicou o processo de atração do investimento e o impacto do anúncio para a economia capixaba: “Começamos esse trabalho mostrando aos executivos as vantagens competitivas do nosso Estado: incentivos, segurança jurídica e infraestrutura disponível e em expansão. Fomos à China mais de uma vez com nossa equipe. No ano passado, o desempenho da economia capixaba superou o do Brasil e teve destaque no Sudeste. A GWM é uma fabricante com estrutura sofisticada e tecnológica. Trabalhamos a verticalização da cadeia produtiva para produzir com maior valor agregado. A instalação da empresa vai atrair novos fornecedores e fortalecer a cadeia. Tenho dito que o Espírito Santo é o Brasil que dá certo, e a GWM não veio para cá por acaso. Se seguirmos nesse ritmo, ninguém segura o Espírito Santo. Hoje é mais um dia histórico para os capixabas.”

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, a futura planta automotiva contará com processo produtivo completo — estamparia, soldagem, pintura e montagem final — e capacidade de produção de até 200 mil veículos por ano, posicionando-se como a mais avançada fábrica da GWM nas Américas. “Já na fase de implantação, a expectativa é de geração de 1.500 a 3.500 postos de trabalho, principalmente na construção civil. Na fase operacional, o projeto poderá alcançar até 10 mil empregos, entre diretos e indiretos, impulsionando cadeias produtivas e o setor de serviços”, pontuou.

O impacto econômico também se reflete na demanda por insumos: durante a implantação, estima-se consumo entre 200 mil e 350 mil toneladas de concreto e de 40 mil a 70 mil toneladas de aço. Na fase operacional, a aquisição de matérias-primas e componentes no mercado local deverá estimular fornecedores e promover o crescimento do setor terciário, com reflexos sociais relevantes para a região.

Durante o encontro, o diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, destacou que a decisão de instalar a fábrica no Estado foi resultado de avaliação nacional conduzida pela empresa. “Rodamos por vários estados da federação e encontramos no Espírito Santo as condições ideais de competitividade, que fazem parte do DNA da marca chinesa”, declarou.

“A assinatura deste contrato representa o resultado de uma estratégia clara de desenvolvimento liderada pelo Governo do Estado. A Nova ES atua estruturando o ecossistema, organizando informações, articulando atores públicos e privados e promovendo o Espírito Santo nos cenários nacional e internacional. Nosso papel é preparar o terreno, reduzir assimetrias, dar previsibilidade e acelerar processos para que empresas como a GWM encontrem aqui as condições ideais para investir e crescer. Estamos organizados para atrair novos investimentos como esse”, destacou o diretor de Negócios da Nova ES, Danilo Pescuma.

Durante a solenidade, representaram a empresa chinesa o diretor de Assuntos Institucionais, Ricardo Bastos; o CFO (Chief Financial Officer), Way Chien; o head de Comunicação, Zeca Chaves; e o gerente de ESG & Projetos Estratégicos, Thiago Sugahara. Também esteve presente o prefeito de Aracruz, Luiz Carlos Coutinho.

Construção do projeto e articulações institucionais

O projeto é resultado de intensa agenda de interações, negociações e missões internacionais iniciadas em 2023. Entre os marcos estão visitas técnicas da GWM ao Estado, agendas com órgãos como Iema, Sefaz, ES Gás e EDP, discussão de áreas, assinatura de acordo de confidencialidade (NDA) e rodadas de negociação.

Em janeiro de 2026, foi assinado o Termo de Compromisso de Investimento, após missão oficial à China com a presença do vice-governador Ricardo Ferraço, do secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume, do diretor de Negócios da Nova ES, Danilo Pescuma, e do presidente da GWM, Jack Wey. A agenda incluiu visitas técnicas a centros de pesquisa e fábricas da montadora, além de participação no Beijing Auto Show, consolidando o alinhamento estratégico entre as partes.

O projeto é classificado como estratégico, de alto impacto social e econômico, alinhado ao plano de desenvolvimento do Governo do Estado. Atende às demandas estruturais apresentadas pela empresa, envolvendo áreas, benefícios, infraestrutura, gás, água, energia, logística e qualificação de mão de obra.

“Estamos falando de um investimento transformador, que posiciona o Espírito Santo em um novo patamar industrial. A GWM é uma gigante global, referência em tecnologia automotiva e mobilidade sustentável. A construção dessa parceria foi técnica, responsável e estratégica, envolvendo infraestrutura, segurança jurídica e planejamento de longo prazo. A implantação da fábrica em Aracruz significa geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva e inserção do Estado no mapa mundial da indústria automotiva de alta tecnologia”, completou o secretário de Desenvolvimento, Rogério Salume.

Próximos passos

As próximas etapas incluem levantamentos topográficos e sondagens, licenciamento ambiental e início da terraplanagem e preparação do terreno.

Com o Projeto GWM, o Espírito Santo reafirma sua estratégia de atração de investimentos estruturantes, consolidando-se como ambiente competitivo, com infraestrutura, localização logística privilegiada e ambiente institucional favorável a empreendimentos de grande porte. fonte secom e Foto: Hélio Filho/Secom

Atendimento hospitalar e serviços de urgência lideram contratações na saúde no Espírito Santo

Atendimento hospitalar e serviços de urgência lideram contratações na saúde no Espírito Santo

O atendimento hospitalar e os serviços móveis de urgência foram os principais responsáveis pela geração de empregos na saúde capixaba em dezembro de 2025. Juntos, os segmentos sustentaram o saldo positivo do setor, mesmo em um cenário de retração no conjunto das atividades de serviços. O dado é do Connect Fecomércio-ES, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Segmentos garantem saldo positivo em dezembro e consolidam crescimento de 3,1% no emprego formal em 2025 – foto Envato.

Foram 1.364 admissões e 1.169 desligamentos, gerando saldo positivo de 195 vínculos nas atividades de atendimento hospitalar, o melhor desempenho entre todas as atividades analisadas. O segmento concentra aproximadamente 37 mil postos formais, consolidando-se como o principal empregador da saúde no estado. Já os serviços móveis de atendimento a urgências e remoção de pacientes tiveram saldo de 37 postos, reforçando a expansão da atenção pré-hospitalar e a importância estratégica dessas atividades na organização das redes assistenciais.

O coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, ressaltou que o desempenho do atendimento hospitalar e dos serviços de urgência reflete a manutenção de uma demanda estruturalmente estável na saúde. “Mesmo diante de ajustes no mercado de trabalho, esses segmentos seguem sustentando a geração de empregos”, explicou.

De forma geral, a área de atenção à saúde humana registrou 2.188 admissões e 2.140 desligamentos no mês, resultando em saldo positivo de 48 postos de trabalho e estoque total de 61.513 vínculos formais no Espírito Santo. Na comparação anual, o setor confirma sua trajetória de crescimento. O total de empregos formais na atenção à saúde humana foi de 59.668 vínculos em 2024, um acréscimo de 1.845 postos e variação positiva de 3,1%, acima do crescimento registrado no setor de serviços em geral (2%).

“Ao longo de 2025, o comportamento foi predominantemente positivo, com saldos favoráveis em 10 dos 12 meses do ano. O período de maior expansão ocorreu no meio do ano, especialmente em julho (447 postos) e agosto (270)”, pontuou André Spalenza.

Regionalmente, a geração de empregos se concentrou na Região Metropolitana da Grande Vitória. Vitória liderou o ranking estadual no mês, com saldo positivo de 77 vínculos, seguida por Cariacica (37) e Vila Velha (28), reforçando a centralidade da infraestrutura hospitalar e da oferta de serviços especializados nesses municípios.

“O que podemos dizer é que a saúde permanece como um dos segmentos mais resilientes do mercado de trabalho capixaba, com expansão do estoque de empregos, dinamismo nas áreas de maior complexidade assistencial e menor sensibilidade às oscilações econômicas de curto prazo”, finalizou Spalenza.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo.
A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kelly Kalle – Fecomércio-ES