Espírito Santo cria 7.392 empregos com carteira assinada

Espírito Santo cria 7.392 empregos com carteira assinada

O mercado de trabalho capixaba acelerou em março e registrou o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. O Espírito Santo criou 7.392 empregos formais com carteira assinada, resultado que praticamente quadruplicou o saldo registrado no mesmo período do ano passado, quando haviam sido abertas 1.875 vagas. O avanço indica a retomada consistente da economia estadual após o fechamento de mais de 10 mil postos de trabalho em dezembro de 2025.

Setores de serviços e comércio foram os destaques, com 4.394 contratações formais em março. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento de vagas no estado foi quase quatro vezes maior

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os setores de serviços e comércio lideraram a geração de empregos no estado, com saldo conjunto de 4.394 vagas em março. O setor de serviços abriu 2.965 postos formais, enquanto o comércio registrou 1.429 novas contratações, revertendo o cenário negativo observado no início do ano e também no mesmo mês de 2025, quando o setor havia fechado 650 vagas.

Para André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o desempenho demonstra uma retomada mais disseminada entre os setores da economia capixaba. “O resultado positivo ocorreu em todos os setores e mostra um ambiente econômico mais favorável para contratações, impulsionado tanto pela retomada do consumo quanto pela melhora gradual das condições econômicas”.

Com o resultado de março, o Espírito Santo passou a contabilizar 935.791 vínculos formais de trabalho com carteira assinada, crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor terciário segue como principal motor da economia estadual, concentrando 71,6% dos empregos formais do estado, sendo 46,1% em serviços e 25,5% no comércio.

André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES

Além disso, o Espírito Santo acumulou saldo de 12.814 empregos formais no primeiro trimestre de 2026, volume 51,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. “O primeiro trimestre mostra uma aceleração importante do mercado formal de trabalho. O comércio, por exemplo, apresentou uma recuperação acima do esperado para o período, já que tradicionalmente as contratações do setor ganham força apenas no segundo semestre. Isso indica uma antecipação da recomposição das vagas e um ambiente de maior confiança por parte das empresas”, explicou Spalenza.

O comércio varejista foi o principal destaque dentro do setor, com a criação de 764 vagas. O desempenho foi puxado principalmente pelos supermercados, responsáveis por 750 empregos no mês. No atacado, foram criadas 491 vagas, com destaque para os segmentos de produtos alimentícios, bebidas e materiais de construção. Já o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas gerou 174 postos formais.

O setor de serviços manteve a liderança na geração de empregos e respondeu sozinho por 53,1% das vagas criadas no Espírito Santo no primeiro trimestre do ano. Entre os segmentos que mais contrataram em março, destacaram-se saúde humana e serviços sociais, com 916 vagas, além das áreas de informação e comunicação, atividades imobiliárias e serviços administrativos.

A indústria e a construção civil também tiveram resultados expressivos, com a criação de 1.423 e 1.338 empregos, respectivamente. Na agropecuária, foram abertas 238 vagas, com expectativa de aceleração nos próximos meses por causa do início da safra do café.

Outro fator que tende a contribuir para a expansão do mercado formal de trabalho é a redução gradual da taxa básica de juros, segundo Spalenza. Em março, a taxa caiu de 15% para 14,75%, chegando a 14,50% no fim de abril. “A redução dos juros, mesmo ainda em patamar elevado, ajuda a estimular investimentos e fortalecer o consumo das famílias. Esse cenário tende a favorecer novas contratações ao longo dos próximos meses”, avaliou o coordenador do Observatório do Comércio.

Contratações nos municípios
O levantamento também mostra que o interior do Espírito Santo teve papel decisivo na geração de empregos. Embora as cidades da Grande Vitória tenham respondido por 45% das vagas criadas em março (3.329), com destaque para Serra (1.610 contratações), Vitória (1.089) e Vila Velha (426), o interior lidera o acumulado do mês (4.063) e de todo o primeiro trimestre (7.666).

Aracruz aparece como o principal município gerador de empregos em 2026, com 1.970 vagas no acumulado do ano, impulsionado principalmente pela indústria. Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus também apresentaram desempenho positivo.

“Quando a geração de empregos avança no interior, o desenvolvimento econômico se torna mais equilibrado e sustentável. Isso amplia a circulação de renda nas diferentes regiões do estado e reduz a concentração econômica na Grande Vitória”, ressaltou Spalenza.

Vitória Coffee Summit 2026 vai reunir líderes do Brasil, Colômbia e Vietnã no Cais das Artes, em agosto

Vitória Coffee Summit 2026 vai reunir líderes do Brasil, Colômbia e Vietnã no Cais das Artes, em agosto

O lançamento oficial do Vitória Coffee Summit 2026, realizado nesta terça-feira (2/6), no Palácio do Café, em Vitória, marcou o início da contagem regressiva para um dos mais importantes encontros do setor cafeeiro nacional e internacional. Marcado para os dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes, o evento receberá especialistas, pesquisadores, empresários e representantes de importantes países produtores e consumidores de café, entre eles Brasil, Colômbia e Vietnã, além de outras origens que serão confirmadas nos próximos meses. A proposta é reunir diferentes visões do mercado global para discutir desafios, oportunidades e tendências que estão redesenhando a cadeia cafeeira mundial.

O lançamento reuniu autoridades, produtores, lideranças empresariais e representantes da imprensa, antecipando a dimensão do evento que será realizado em agosto.

Integrando as comemorações dos 80 anos do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Summit deve reunir algumas das principais lideranças do setor cafeeiro mundial e projetar o Espírito Santo como um dos protagonistas das discussões que irão definir os rumos da cafeicultura nas próximas décadas. Com foco em conhecimento, inovação, geração de negócios e conexões internacionais, o encontro vai colocar Vitória no centro do mercado global do café e deixar um legado que pretende marcar os próximos 80 anos de história do CCCV. O lançamento reuniu autoridades, produtores, lideranças empresariais e representantes da imprensa, antecipando a dimensão do evento que será realizado em agosto.

Durante a abertura, o secretário executivo do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), Sandro Rodrigues, destacou a transformação vivida pela cafeicultura capixaba na última década. Ele relembrou que a severa estiagem de 2016 e 2017 reduziu drasticamente a oferta de café no Espírito Santo, seguida pelos efeitos das geadas no Brasil em 2021 e 2022 e pela reorganização das cadeias globais de suprimento após a pandemia e os conflitos geopolíticos, fatores que contribuíram para um ciclo de valorização do café que se estendeu até o início de 2026.

Segundo ele, esse cenário permitiu que produtores ampliassem investimentos em tecnologia, irrigação, sustentabilidade, renovação de lavouras e expansão da produção. Como resultado, o Espírito Santo alcançou um novo patamar de competitividade, consolidando-se como uma origem de escala, qualidade e regularidade de fornecimento, especialmente de cafés canephora, cada vez mais reconhecida pelos compradores internacionais como uma fonte confiável para grandes volumes.

Responsável pela curadoria técnica do evento, Marcus Magalhães destacou que o encontro foi estruturado sobre três pilares considerados fundamentais para o futuro da cafeicultura: origem, mercado e futuro.

Segundo ele, a proposta é conectar sustentabilidade, tecnologia, inovação, geopolítica e negócios em uma agenda capaz de preparar produtores, exportadores e empresas para os novos desafios do setor. “O Vitória Coffee Summit vai transformar Vitória na capital do café”, afirmou.

Marcus também ressaltou o simbolismo da escolha do Cais das Artes como sede do encontro. Para ele, o espaço representa a capacidade de o Espírito Santo olhar para o futuro sem perder de vista sua trajetória, criando uma ponte entre tradição, conhecimento, cultura e desenvolvimento econômico.

Presidente do CCCV, Fabrício Tristão afirmou que o lançamento do Summit representa muito mais do que a divulgação de um evento. Trata-se da reafirmação de uma visão estratégica para o papel que o Espírito Santo pode ocupar nas discussões internacionais sobre o café.

“O futuro do setor não será construído por um único país. Ele será construído por aqueles que forem capazes de dialogar, cooperar e inovar”, afirmou.

Tristão destacou que o encontro acontecerá em um momento de profundas transformações no mercado global, marcado por questões geopolíticas, exigências ambientais, avanços tecnológicos, inteligência artificial, logística, segurança alimentar e mudanças regulatórias. Para enfrentar esses desafios, segundo ele, será necessário ampliar a cooperação entre países, empresas, instituições e diferentes gerações.

O presidente do CCCV também reforçou que o Espírito Santo reúne condições únicas para assumir protagonismo internacional. Além de ser o maior produtor brasileiro de café conilon, o Estado possui uma vantagem logística estratégica: a proximidade entre as regiões produtoras e os portos de exportação. A expectativa é que essa condição atraia ainda mais a atenção do mercado global para o café capixaba.

Participaram do lançamento o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, o secretário de Governo da Prefeitura de Vitória, Luciano Forrechi, além de produtores, empresários e representantes do setor.

Sobre o CCCV

O Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) é uma associação privada, sem fins lucrativos, fundada em 1947. Reúne e representa exportadores, comerciantes, cooperativas e indústrias de café solúvel. Atua como órgão consultivo do Governo do Estado do Espírito Santo em temas relacionados ao café, é reconhecido como entidade de utilidade pública pelo Município de Vitória e exerce a função de agência certificadora da Organização Internacional do Café no Estado.

O CCCV posiciona-se como interlocutor estratégico do agronegócio café, com atuação dedicada às áreas de qualidade, sustentabilidade, logística, regulamentação, tributação, análise de mercado e promoção de debates técnicos de alto nível.

Serviço

Vitória Coffee Summit 2026
Datas: 20 e 21 de agosto
Local: Cais das Artes, Enseada do Suá, Vitória


fonte e foto
LR Comunicação

Editais do Governo Federal disponibilizam R$ 450 milhões para projetos na Bacia do Rio Doce

Editais do Governo Federal disponibilizam R$ 450 milhões para projetos na Bacia do Rio Doce

Atenção, capixabas das cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana! As organizações da sociedade civil, cooperativas, coletivos formalizados e coletivos informais, sem fins lucrativos, devem ficar atentos aos prazos, elaborarem seus projetos e participarem do edital e do chamamento público do Fundo de Participação Social do Rio Doce.

O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB)

De acordo com o Governo Federal, serão disponibilizados um total de R$ 450 milhões para o fortalecimento das organizações sociais e a recuperação dos modos de vida nos territórios atingidos, recursos oriundos do Novo Acordo do Rio Doce. 

Edital ‘Rio Doce Participativo e Comunitário’

Para os projetos capilarizados com foco no fortalecimento direto das comunidades atingidas, serão designados R$ 225 milhões. As propostas apresentadas precisam estar em cinco eixos principais: “Economia Popular e Solidária”, com foco na geração de renda e fomento à agricultura familiar e pesca; “Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida”, com projetos de educação, cultura e lazer; “Resiliência Comunitária e Transição Climática”, priorizando a recuperação de recursos naturais e acesso à água potável; “Autonomia dos Povos e Comunidades Tradicionais”, voltada para indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais; e “Igualdade e Não-Discriminação”, para projetos de direitos das mulheres e de vulnerabilizados.

Acesse afolhaonlie.com

O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB), e o prazo para encaminhamento de propostas é até o dia 22 de junho. Todas as informações sobre critérios de participação e de encaminhamento de propostas podem ser obtidas em fbb.org.br/edital-publico/editalriodoce/

Chamamento Público ‘Rio Doce Participativo’

Para os projetos estruturantes com foco em desenvolvimento territorial, serão destinados outros R$ 225 milhões. São duas prioridades: fortalecimento institucional, aprimorando a gestão e a governança das organizações sociais; e estruturação de serviços e empreendimentos produtivos coletivos, ampliando a capacidade de comercialização e a integração das cadeias produtivas regionais. 

As propostas para esta modalidade de chamamento público, colaboração do Governo Federal com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), poderão ser encaminhadas até o dia 30 de dezembro. A íntegra do documento e mais detalhes para a seleção de propostas podem ser acessadas em bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/fundos-governamentais/fundo-rio-doce/chamada-rio-doce-participativo

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Assessoria de Comunicação da Serd = Renato Costa Neto / Karina Soares / Caroline Pignaton

Clima de Copa: 74% dos brasileiros vão gastar e bares esperam recorde de vendas

Clima de Copa: 74% dos brasileiros vão gastar e bares esperam recorde de vendas

A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a paixão pelo futebol já começou a movimentar intensamente a economia do país. Uma pesquisa inédita realizada pela fintech Creditas, em parceria com o instituto Opinion Box, revela que 74% dos brasileiros pretendem abrir o bolso e gastar dinheiro durante o período do torneio. O otimismo do torcedor já se reflete no comércio varejista e no setor de serviços, que registram uma corrida por produtos temáticos em verde e amarelo, artigos esportivos e um aumento expressivo nas reservas de mesas em bares e restaurantes.

Levantamento aponta que quase metade dos torcedores pretende gastar mais a cada vitória do Brasil; bares e restaurantes já registram reservas esgotadas. Foto: Reprodução/Freepik

O estudo acende um alerta positivo para os comerciantes, mas também joga luz sobre o comportamento impulsivo do consumidor. Entre os entrevistados que planejam gastar, impressionantes 80% admitiram que podem realizar compras sem nenhum tipo de planejamento financeiro prévio. Além disso, a empolgação com o desempenho do time em campo promete inflar o faturamento das empresas ao longo das semanas: cerca de 47% dos torcedores afirmaram que pretendem gastar cada vez mais dinheiro a cada vitória conquistada pelo Brasil.

Nas ruas e nos centros comerciais, o “clima de Copa” já é uma realidade visível. Vitrines decoradas, promoções especiais para os dias de jogos e estoques renovados de camisas oficiais e petiscos mostram que os empresários decidiram “entrar em campo” antes mesmo dos jogadores.

Esse comportamento de consumo também reflete novas tendências de comportamento do público jovem durante as celebrações. Nos preparativos para as festas e transmissões dos jogos, a busca por itens de conveniência social disparou; além de cerveja e petiscos, cresce a procura por dispositivos eletrônicos de uso recreativo, como os vapes da Elf Bar, que se tornaram frequentes em rodas de amigos e eventos sociais, impulsionando o mercado informal e os comércios de tabacaria urbana.

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Para o setor de bares e restaurantes, a expectativa geral é de faturamento recorde. Muitos estabelecimentos já estão com pacotes de reserva esgotados para as datas dos jogos da primeira fase. A combinação de telas de alta definição, cardápios temáticos e a tradicional reunião de amigos promete transformar os comércios locais nos principais pontos de concentração da torcida.

A chegada do torneio gera um efeito cascata na economia, concentrando o maior volume de receitas em segmentos específicos de mercado. Entre os setores que registram o maior impacto positivo e aumento na busca por parte dos consumidores, destacam-se:

Alimentos e Bebidas: Supermercados, distribuidoras e açougues registram picos de vendas para os tradicionais churrascos e reuniões familiares em dias de partidas.

Bares e Restaurantes: Estabelecimentos físicos se beneficiam diretamente com a transmissão dos jogos, apostando em telões e promoções para atrair o público.

Vestuário e Artigos Esportivos: Lojas de roupas e comércio popular veem a procura por camisas da seleção, bandeiras e adereços verde e amarelo disparar.

Eletroeletrônicos: O período que antecede o campeonato historicamente impulsiona a venda de televisores de polegadas maiores, aparelhos de som e projetores.

Embora o gasto por impulso exija cautela por parte das famílias para evitar o endividamento de fim de ano, o evento esportivo funciona como um combustível essencial para o aquecimento do comércio de serviços e bens de consumo, gerando empregos temporários e injetando um otimismo necessário no mercado nacional. Fonte Alan Santana

Governo do ES assegura estação de recarga de carro elétrico em condomínios

Governo do ES assegura estação de recarga de carro elétrico em condomínios

A Assembleia Legislativa (Ales) deve analisar em regime de urgência proposta do Poder Executivo que garante a instalação de estação de recarga individual de carros elétricos em vagas de garagem privativas em edificações residenciais e comerciais para “equilibrar de forma harmoniosa os direitos individuais do proprietário e a segurança coletiva dos condomínios”. O Projeto de Lei (PL) 342/2026 será lido na sessão ordinária desta terça-feira (2/06), quando também será votado requerimento para priorizar a votação na Ales. Uma vez aprovado esse requerimento, a matéria estará apta a ser incluída na pauta da próxima sessão plenária, que poderá ser, inclusive, extraordinária, na tarde desta terça.

Proprietário da unidade deve arcar com custos e seguir normas de segurança / Foto: Freepik

“Atualmente, muitos cidadãos capixabas encontram barreiras burocráticas e negativas infundadas por parte de administrações condominiais para exercerem o direito de instalar carregadores em suas próprias vagas privativas, mesmo dispondo-se a arcar integralmente com os custos”, defende o governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) na mensagem da proposta.

Portanto, o PL 342/2026 assegura ao morador tal direito, desde que assuma os gastos e haja compatibilidade com a carga elétrica e conformidade com as regras da distribuidora de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

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De acordo com a iniciativa, o interessado deve ainda contratar um profissional habilitado para o serviço e contar com o amparo de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT); também precisa fazer a comunicação formal à administração do condomínio.

O texto dá ao condomínio liberdade para especificar como a comunicação deve ser feita e quais são os padrões técnicos e responsabilidades do proprietário da unidade em caso de danos ou consumo. No entanto, veda à administração proibir a instalação sem apresentar justificativa técnica ou de segurança. 

Conforme o PL 345/2026, se houver recusa “imotivada ou discriminatória”, a pessoa prejudicada poderá recorrer a fim de estabelecer seus direitos junto aos órgãos públicos.

Construções cujos projetos forem aprovados após a entrada em vigor da virtual lei deverão dispor de sistemas elétricos com capacidade mínima para suportar a instalação dessas estações de recarga. Uma vez publicada a lei, caberá ao Poder Executivo editar a regulamentação técnica. 

Acompanhe a tramitação do PL 342/2026 na Assembleia FONTE ALES

Pesquisa do Connect Fecomércio-ES aponta impactos da mudança da lei relacionada à escala 6×1

Pesquisa do Connect Fecomércio-ES aponta impactos da mudança da lei relacionada à escala 6×1

A discussão sobre o futuro da escala 6×1 tem mobilizado o setor produtivo brasileiro. No Espírito Santo, onde comércio e serviços concentram a maior parte da atividade econômica e do emprego formal, empresários avaliam que o fim da escala 6×1 vai elevar custos operacionais, podendo impactar os preços de produtos e serviços, além de exigir adaptações significativas para manter a operação em funcionamento, principalmente das empresas que utilizam escala 6×1 e operam aos finais de semana.

André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Levantamento do Connect Fecomércio-ES indica que a maioria das empresas, 64,1% dos entrevistados, enxerga a proposta como um fator de pressão sobre suas operações.

“O debate envolve muito mais do que a carga horária. Para as empresas, especialmente aquelas que funcionam aos fins de semana ou dependem de atendimento presencial contínuo, a discussão passa pela capacidade de manter equipes, organizar escalas, preservar a qualidade do atendimento e administrar custos operacionais”, explicou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.
O principal ponto de atenção apontado pela pesquisa é o aumento dos custos operacionais. Entre os entrevistados, 60,3% esperam algum crescimento das despesas caso a mudança seja implementada. Desse total, 33% acreditam que os custos podem aumentar mais de 10%, enquanto 21,5% estimam elevação entre 5% e 10%. Apenas 22% afirmam não esperar impactos financeiros e 2,4% acreditam em redução de custos.

“Os resultados mostram que a principal preocupação empresarial está relacionada ao impacto financeiro da medida. Dependendo do setor, a empresa pode precisar reorganizar suas operações e estrutura para manter o mesmo nível de atendimento”, afirmou André Spalenza.

O estudo mostra que essa preocupação é ainda maior entre empresas que utilizam atualmente a escala 6×1. Nesse grupo, 68,8% estimam aumento de custos. Entre as organizações que não utilizam esse modelo, o percentual cai para 43,7%. A percepção também se intensifica entre negócios que funcionam aos finais de semana. Entre eles, 68,8% projetam aumento dos custos, enquanto entre empresas que não operam aos sábados ou domingos esse percentual é de 36,4%.

A pesquisa revela ainda que muitos empresários já avaliam medidas para absorver eventuais impactos financeiros. Entre as alternativas citadas, o aumento de preços aparece como a principal estratégia, mencionada por 44,5% dos entrevistados. Na sequência, surge o ajuste das escalas internas (44%), investimentos em automação (24,9%), redução do horário de funcionamento (23,9%) e contratação de novos funcionários (23%). Entre as empresas que estimam aumento dos custos, 63,5% afirmam que o reajuste de preços seria uma das medidas adotadas.

“O dado chama atenção porque mostra que parte relevante das empresas considera repassar custos ao consumidor para preservar a sustentabilidade financeira da operação. Isso pode gerar efeitos indiretos sobre preços, especialmente em atividades intensivas em mão de obra e atendimento presencial”, observou Spalenza.

Os resultados também indicam que não há um cenário claro sobre os efeitos da mudança na geração de empregos. A maioria das empresas (57,9%) pretende manter o quadro atual de funcionários. Por outro lado, 22,5% avaliam a possibilidade de contratar mais trabalhadores para garantir o funcionamento das operações, enquanto 19,6% consideram reduzir equipes.

A preocupação é especialmente relevante no Espírito Santo porque comércio e serviços respondem por, aproximadamente, 66% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Além disso, os serviços concentram 46% dos trabalhadores formais e o comércio reúne 25,8% dos empregos com carteira assinada. Juntos, os dois setores representam mais de 70% dos vínculos formais existentes no estado.

Outro dado que amplia a relevância do tema é o perfil da força de trabalho capixaba. Atualmente, cerca de 644,6 mil trabalhadores formais atuam entre 41 e 44 horas semanais, o equivalente a 57,9% dos empregos formais do Espírito Santo.
“A Federação entende que mudanças dessa magnitude exigem amplo diálogo. Os dados da pesquisa do Connect Fecomércio-ES demonstram a importância de aprofundar o debate para que sejam construídos mecanismos equilibrados, capazes de preservar a competitividade das empresas, a sustentabilidade dos negócios e, ao mesmo tempo, promover qualidade de vida e bem-estar aos trabalhadores do comércio”, explicou Wagner Corrêa, superintendente da Fecomércio-ES.

Impactos maiores em atividades de atendimento contínuo
A pesquisa identificou que os setores mais dependentes de atendimento presencial e funcionamento contínuo são os que demonstram maior preocupação com a mudança. No comércio varejista, 49,5% das empresas afirmam que poderiam aumentar preços, 42,1% pretendem ajustar escalas internas e 28% avaliam reduzir horários de funcionamento.

Nos segmentos de alimentação, que incluem bares, restaurantes e serviços de delivery, os percentuais são ainda mais elevados. Dois terços dos entrevistados (66,7%) indicaram aumento de preços e ajuste de escalas como principais medidas de adaptação. Já no setor de hospedagem, o principal movimento seria a reorganização das escalas, apontada por 77,8% das empresas, seguida pela contratação de novos funcionários (55,6%).

“Os setores que dependem de atendimento contínuo apresentam maior sensibilidade porque precisam manter operações ativas justamente nos períodos de maior demanda, como noites, finais de semana e feriados. Por isso, qualquer alteração na jornada tende a exigir adaptações mais complexas”, explica Spalenza.

SAIBA MAIS SOBRE O ESTUDO
Perfil dos entrevistados:

  • O levantamento mostra que a escala 6×1 continua sendo o modelo mais utilizado entre os negócios participantes da pesquisa, presente em 65,6% das empresas. A escala 5×2 aparece em segundo lugar, com 28,2%.
  • A amostra é formada majoritariamente por empresas do comércio varejista, que representam 51,2% dos respondentes. Outros serviços somam 21,5%, comércio atacadista 7,2%, alimentação 6,7% e hospedagem 4,3%.
  • Outro aspecto relevante é o porte dos negócios entrevistados. Somando microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas, esse grupo representa 74,6% da amostra.

Fonte Kelly Kalle – Fecomércio

Governador do ES realiza abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo

Governador do ES realiza abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo

O governador do Estado, Ricardo Ferraço, realizou, nesta terça-feira (26/05), a abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo. A cerimônia aconteceu no Sítio Toinzé, em Iúna, na região do Caparaó capixaba, e reuniu produtores rurais, pesquisadores, autoridades e lideranças do setor. Foram entregues ainda novos veículos ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

A cerimônia foi encerrada com uma colheita simbólica realizada pelas autoridades presentes, marcando oficialmente o início da safra 2026 de café arábica no Estado. .foto seag

“Essa solenidade marca, de forma simbólica, o início da colheita do café arábica. E como é bom ver nossos produtores buscando conhecimento e tecnologia para agregar valor aos seus produtos. Quem lidera a produção de café no Estado são as propriedades de base familiar. Nossos profissionais do Incaper estão no dia a dia ajudando nossos produtores rurais. A gente estima colher aproximadamente cinco milhões de sacas de café, o que nos coloca entre os três maiores produtores do Brasil”, afirmou o governador Ricardo.

O evento foi promovido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), pelo Incaper e pela Prefeitura de Iúna. A programação contou com palestras técnicas sobre a importância da irrigação para a sustentabilidade da cafeicultura e sobre as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável, iniciativa que incentiva a adoção de boas práticas ambientais, sociais e produtivas nas propriedades cafeeiras capixabas.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou a importância da cafeicultura arábica para a economia e o desenvolvimento regional do Espírito Santo. “A cafeicultura arábica tem papel estratégico para as regiões de montanha, movimentando a economia, gerando renda e fortalecendo milhares de famílias da agricultura familiar. A expectativa de crescimento da safra 2026 demonstra a força do setor e o avanço dos investimentos em tecnologia, irrigação, manejo e sustentabilidade, fatores que têm contribuído para ampliar a qualidade e a competitividade do café capixaba”, disse.

A cerimônia foi encerrada com uma colheita simbólica realizada pelas autoridades presentes, marcando oficialmente o início da safra 2026 de café arábica no Estado.

Safra 2026

A safra 2026 de café arábica traz perspectivas positivas para os produtores capixabas. De acordo com o segundo levantamento da safra brasileira de café, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve colher 4,4 milhões de sacas de café arábica em 2026, crescimento de 34% em relação à safra anterior.

O resultado é impulsionado pelo ciclo de alta bienalidade das lavouras, característica natural da cultura que alterna anos de maior e menor produtividade. A expectativa é de maior movimentação econômica nos municípios produtores, impulsionando atividades ligadas à colheita, beneficiamento e comercialização do café.

Com mais de 26 mil propriedades cultivando café arábica, o Espírito Santo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da espécie no Brasil. Concentrada principalmente nas regiões de montanha, a atividade é uma das principais bases da agricultura familiar capixaba e tem se destacado pela qualidade dos grãos produzidos.

Mais entregas

Durante o evento, o governador realizou a entrega de sete novos automóveis modelo Renault Duster para o Incaper. Deste total, cinco veículos serão destinados aos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural de Ibitirama, Apiacá, Alegre, Conceição do Castelo e Iconha. Outros dois veículos serão incorporados à estrutura dos Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDIs) Serrano e Sul, fortalecendo o suporte às atividades de pesquisa agropecuária desenvolvidas pelo Instituto.

A entrega faz parte dos investimentos do Governo do Estado na renovação da frota do Incaper. Outros sete veículos do mesmo modelo serão entregues nos próximos dias, totalizando 14 novos automóveis.

“Esses veículos vão contribuir diretamente para o trabalho realizado pelos extensionistas e pesquisadores do Incaper. O investimento do Governo do Estado em estrutura e mobilidade garante melhores condições de trabalho para nossas equipes e amplia nossa capacidade de atendimento aos produtores rurais. Com isso, fortalecemos a presença do Instituto no campo e levamos conhecimento, tecnologia e inovação a um número cada vez maior de propriedades rurais”, destacou o diretor-geral do Incaper, André Barros.

Na ocasião, também foram entregues certificados a produtores da região assistidos pelo Projeto Cafeicultura Sustentável, em reconhecimento à adoção de tecnologias e boas práticas que contribuem para o aumento da sustentabilidade, da eficiência produtiva e da competitividade da cafeicultura capixaba. fonte incaper

Governo do Brasil destina R$ 450 milhões para projetos sociais na Bacia do Rio Doce

Governo do Brasil destina R$ 450 milhões para projetos sociais na Bacia do Rio Doce

Com recursos do Novo Acordo do Rio Doce, o Governo do Brasil lançará, em 22 de maio, um edital e um chamamento público voltados ao fortalecimento das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Serão disponibilizados R$ 450 milhões que possibilitarão que a própria comunidade proponha projetos para fortalecer a organização social e a recuperação dos modos de vida nos territórios.

Recursos possibilitarão que a própria comunidade proponha projetos para fortalecer a organização social. foto pmc

Os instrumentos serão anunciados por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República durante ato realizado em Governador Valadares (MG). Os recursos serão divididos, com R$ 225 milhões para projetos estruturantes em desenvolvimento territorial e R$ 225 milhões para projetos capilarizados para fortalecimento direto das comunidades atingidas. As iniciativas passaram pela análise do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, que deliberou quanto aos critérios de priorização dos projetos.

PARCERIA – O edital é realizado em parceria com o Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil (FBB) e o chamamento público em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Os recursos são advindos do Fundo de Participação Social, uma reserva de R$ 5 bilhões destinada a ações conduzidas pelas próprias comunidades atingidas, implementada no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce.

COMO VÃO FUNCIONAR – Os novos mecanismos de fomento estão divididos em duas grandes frentes: projetos capilarizados, que serão selecionados por meio de edital, e projetos estruturantes, que serão escolhidos por chamamento público. Enquanto os projetos capilarizados focam em ações comunitárias diretas com valores de R$ 50 mil a R$ 400 mil por proposta, os projetos estruturantes preveem propostas de desenvolvimento variando entre R$ 5 milhões e R$ 23 milhões e que atuem como vetores de desenvolvimento regional, articulando as iniciativas menores em redes mais robustas.

LINHAS PRIORITÁRIAS – As ações dos projetos capilarizados estão organizadas em cinco linhas prioritárias:

Economia Popular e Solidária , com foco na geração de renda e fomento à agricultura familiar e pesca;

Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida , que abrange educação, cultura, lazer e fortalecimento de vínculos sociais;

Resiliência Comunitária e Transição Climática , que traz possibilidades de projetos nas áreas de  recuperação de recursos naturais e de tecnologias sociais de acesso à água potável;

Autonomia dos Povos e Comunidades Tradicionais , voltada para indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais; e

Igualdade e Não-Discriminação , para projetos que vão priorizar, por exemplo, direitos das mulheres e de grupos vulnerabilizados.

Poderão propor via edital de projetos capilarizados organizações da sociedade civil sem fins lucrativos e coletivos informais – estes com apoio de instituições parceiras que tenham ao menos dois anos de experiência na defesa dos direitos das pessoas atingidas e estejam localizadas em algum dos 49 municípios listados no Novo Acordo.

DIVERSIDADE – Um diferencial importante desse lançamento é a diversidade na gestão. Pelo menos 50% das organizações apoiadas devem ser coordenadas por mulheres, além de haver cotas específicas de 5% para jovens e 5% para povos e comunidades tradicionais.

Os projetos estruturantes, por sua vez, atuarão em dois eixos principais: fortalecimento institucional, para aprimorar a gestão e a governança das organizações sociais, e estruturação de serviços e empreendimentos produtivos coletivos, a fim de ampliar a capacidade de comercialização e a integração das cadeias produtivas regionais.

Dessa categoria poderão participar também organizações da sociedade civil e coletivos informais, desde que participem como organizações apoiadas em conjunto com entidades executoras, que serão organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, de maior porte e experiência na gestão de grandes projetos.

PRAZOS E INSCRIÇÕES

LANÇAMENTO DO EDITAL22/05/2026
DATA LIMITE PARA RECEBIMENTO DE PROPOSTAS22/06/2026
PREVISÃO DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO PARCIAL13/07/2026
APRESENTAÇÃO DE RECURSO13/07/2026 a 16/07/2026
PUBLICAÇÃO DO RESULTADO FINAL31/07/2026
PREVISÃO DA FORMALIZAÇÃO07/08/2026

Para o chamamento público, a submissão será contínua até 30/12/2026.

GOVERNO DO BRASIL NA RUA – O ato de lançamento está integrado à programação do Governo do Brasil na Rua, que levará ao município uma série de serviços gratuitos para a população. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso a políticas públicas e a atendimentos essenciais em um único espaço. Estarão disponíveis serviços como o Desenrola 2.0, atendimentos e perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de suporte oferecido pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

Também serão disponibilizados atendimentos relacionados a programas como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e informações sobre acesso a mercados institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Serviço

Governo do Brasil na Rua

Data: 22 de maio

Hor á rio: 8h30 às 15h

Abertura: 11h

Local : Ginásio Poliesportivo Municipal / IFMG-GV

Endereço : Av. Minas Gerais, nº 5.189 – Bairro Ouro Verde, Governador Valadares-MG

NOVO ACORDO DO RIO DOCE – O Novo Acordo do Rio Doce é um instrumento jurídico firmado entre o Governo do Brasil, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas responsáveis pela barragem de Fundão, em Mariana-MG. O acordo repactua as ações de reparação que vinham sendo executadas desde 2016 e que não asseguraram, à época, a reparação integral dos danos. O valor global é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos – dos quais R$ 49,1 bilhões à União –, R$ 32 bilhões em indenizações individuais e obrigações de fazer, e R$ 38 bilhões já executados anteriormente.

O rompimento da estrutura, no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro de Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, desencadeou o maior desastre envolvendo barragens de rejeitos de mineração no país. O colapso da estrutura da Samarco Mineração S/A, uma joint venture da Vale e da BHP Billiton Brasil, resultou na morte de 19 pessoas, deixou três desaparecidas e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente, contaminando a Bacia do Rio Doce até o mar territorial brasileiro. fonte Agência Gov | via Secom – governo federal

Fim da taxa das blusinhas causará prejuízo à economia, avaliam FINDES e CNI

Fim da taxa das blusinhas causará prejuízo à economia, avaliam FINDES e CNI

Para as instituições, mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a chamada “taxa das blusinhas” representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional.  

presidente da FINDES, Paulo Baraona, aponta que a medida pode causar prejuízos à economia brasileira.

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliam que o fim da cobrança de imposto sobre as importações de até US$ 50 (cinquenta dólares) será prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país.  

“O fim dessa taxa fará com que o país tenha um desbalanceamento concorrencial. Ou seja, crie condições diferentes entre produtos nacionais e importados em prejuízo dos varejistas e das indústrias nacionais. Precisamos valorizar e criar mecanismos para que a nossa indústria seja mais competitiva e não o oposto”, declara. 

A medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos, segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban

“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma. 

Na avaliação do dirigente, isentar produtos estrangeiros enquanto os nacionais permanecem tributados fere um princípio básico da isonomia e da coerência econômica. “Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial”, pontua Alban. 

Decisão é retrocesso 

A CNI acrescenta que a decisão anunciada nesta terça-feira (12) é um retrocesso, já que a instituição da “taxa das blusinhas” havia sido uma conquista para a indústria e o comércio nacional. As plataformas de e-commerce estrangeiras passaram a pagar algum tipo de imposto no país, em 2023, com o ICMS estadual, e, em 2024, passou a incidir uma taxação de 20% do imposto federal de importação. 

Desde então, o Brasil viu dados positivos de empregos no varejo e na indústria, o que contribuiu para o país atingir o menor desemprego de sua história. Estudo recente da CNI revela que a “taxa das blusinhas” impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil. Essa redução ajudou a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira. 

“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. A medida anunciada hoje vai na contramão do bom senso, pois tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que possamos manter empregos e gerar renda. Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

Com informações da CNI 

Cachaça de Domingos Martins conquista cinco medalhas e leva o nome do Espírito Santo ao cenário nacional

Cachaça de Domingos Martins conquista cinco medalhas e leva o nome do Espírito Santo ao cenário nacional

Produzida em Domingos Martins, a Cachaça Mais Uma conquistou três medalhas de ouro e duas de mérito sensorial no Concurso New Spirits 2026, uma das mais importantes premiações do setor de destilados no Brasil. O desempenho reforça a qualidade e a tradição do alambique da família Schunk, além de marcar o terceiro ano consecutivo em que a marca é reconhecida na competição.

A Alambique Mais Uma tornou-se a única cachaça do Brasil a alcançar esse feito na atual edição do concurso.

A trajetória de premiações da cachaçaria vem se consolidando ano após ano. Em 2024, a Mais Uma conquistou uma medalha de ouro e uma de prata no New Spirits, além da primeira medalha de ouro internacional no Spirit Selection, realizado em Bruxelas. Já em 2025, foram três medalhas nacionais — ouro, prata e mérito sensorial — e duas medalhas de bronze em competições internacionais. Em 2026, o reconhecimento alcançou um novo patamar: com cinco medalhas conquistadas, o Alambique Mais Uma tornou-se a única cachaça do Brasil a alcançar esse feito na atual edição do concurso.

A excelência da produção artesanal capixaba ganhou destaque nacional com a conquista de cinco medalhas pela Cachaça Mais Uma em concurso especializado do segmento de destilados. O reconhecimento inclui três medalhas de ouro na categoria Madeiras Brasileiras (02) e Estrangeira s(01) e duas medalhas por Mérito Sensorial (madeiras brasileiras e brancas), reafirmando a qualidade da bebida produzida no interior de Domingos Martins.

As medalhas de ouro foram conquistadas pelas versões Mais Uma Amburana, Mais Uma Castanha do Pará e Mais Uma Premium Carvalho Americano, todas avaliadas pela excelência no envelhecimento e nas características sensoriais proporcionadas pelas madeiras utilizadas. Já as medalhas de Mérito Sensorial ficaram com os rótulos Mais Uma Bálsamo e Mais Uma Cana Caiana.
A premiação representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela agroindústria familiar localizada no distrito de Paraju. Fundada em 1982 por Deuclério José Schunk, a empresa nasceu de forma simples, construída com esforço braçal, apoio da família e dedicação ao aperfeiçoamento constante da produção artesanal de cachaça.

Atualmente, o empreendimento é conduzido por Camila e Clóvis Luiz Schunk, que cresceu acompanhando o funcionamento do alambique com seu pai, Sr. Deuclério, e buscou especialização técnica para elevar ainda mais o padrão de qualidade da marca. Para Clóvis, o reconhecimento nacional funciona como incentivo para continuar investindo na qualidade da produção e amplia a visibilidade da cachaça produzida no Espírito Santo. Segundo ele, as premiações mostram que o Estado tem potencial para competir entre os melhores produtores do país.

O resultado desse empenho agora ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo e até mesmo do Brasil, projetando a cachaça capixaba em competições de relevância nacional e internacional.

A estrutura da fábrica reúne processos modernos aliados à tradição artesanal. O alambique conta com equipamentos como alambiques de cobre, tanques de inox, caldeira, setor de moagem coberto e barris de madeira utilizados no envelhecimento das bebidas. Todo o processo é realizado com foco na qualidade da matéria-prima e no controle rigoroso da fermentação e destilação.

Outro diferencial da Cachaça Mais Uma está no compromisso com a sustentabilidade. O bagaço da cana-de-açúcar é reaproveitado para alimentar a caldeira, adubar o solo e servir de alimentação para o gado. Já o vinhoto resultante da destilação é utilizado como fertilizante orgânico nas lavouras da propriedade. Além disso, a família mantém áreas de preservação permanente e reserva legal em seu sítio.

Mais do que medalhas, o reconhecimento reforça a força da produção artesanal capixaba e evidencia o potencial do Espírito Santo na produção de destilados de alta qualidade. A conquista também fortalece o turismo rural e gastronômico de Domingos Martins, município conhecido pela valorização da agricultura familiar e dos produtos artesanais. Por Nety Façanha