Páscoa deve movimentar R$ 71,9 milhões no comércio capixaba

Páscoa deve movimentar R$ 71,9 milhões no comércio capixaba

Entre ovos de chocolate, bacalhau e os ingredientes da tradicional torta capixaba, a Páscoa de 2026 deve injetar R$ 71,9 milhões na economia do Espírito Santo, confirmando o segundo ano consecutivo de crescimento do varejo no período. Mesmo em um cenário de consumo ainda cauteloso, a data mantém sua força simbólica e comercial, impulsionando as vendas em diferentes segmentos do comércio.

Nconfeiteira provando ovo de Páscoa. O crédito é Pexels.

A projeção representa alta de 3,1% em relação à Páscoa de 2025, quando o volume de vendas somou R$ 69,3 milhões. O avanço está associado à melhora gradual das condições financeiras das famílias, com redução da inadimplência e do endividamento, além do aumento da intenção de consumo.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, o crescimento reflete um equilíbrio entre recuperação e cautela. “A Páscoa deste ano combina melhora no ambiente econômico com um consumidor mais atento aos preços. Isso sustenta o crescimento, mas em um ritmo moderado”, afirmou.

Os segmentos mais diretamente ligados à data devem concentrar o maior fluxo de vendas. Supermercados, atacarejos e lojas especializadas em chocolates tendem a registrar maior procura, impulsionados pela demanda por itens típicos do período.

Apesar do cenário positivo, a inflação ainda exerce influência relevante sobre as decisões de compra. No Espírito Santo, o índice geral acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026 chegou a 4,3%, acima da média nacional (3,8%). Entre os itens mais consumidos na Páscoa, os preços apresentam comportamentos distintos.

Os chocolates seguem pressionados, com altas acumuladas de 16,51% para barras e bombons e de 11,32% para chocolate em pó. Já o bacalhau registra aumento de 13,35% no período. Por outro lado, itens importantes para a torta capixaba ajudaram a aliviar o custo das celebrações, como o azeite de oliva, que acumula queda de 29,64% em 12 meses, e os ovos, com recuo de 19,71%.

Para Spalenza, esse cenário exige atenção tanto de consumidores quanto de empresários. “A inflação continua sendo um fator determinante. O consumidor está mais criterioso, pesquisa preços e prioriza o melhor custo-benefício. Isso exige do varejo estratégias mais ajustadas e sensibilidade à demanda”.

Outro ponto de destaque é o comportamento da alimentação. Enquanto os preços da alimentação no domicílio caíram 0,7%, favorecendo comemorações em casa, a alimentação fora do lar subiu 7,8%, o que pode limitar gastos com refeições prontas. Já os custos com recreação avançaram 11%, encarecendo atividades de lazer típicas do feriado.

Diante desse cenário, a Páscoa de 2026 reflete uma tendência já observada no varejo: o consumo segue ativo, mas mais seletivo. “Mesmo com restrições orçamentárias, a data mantém sua relevância. O consumidor pode ajustar o volume ou o tipo de compra, mas dificilmente deixa de participar desse momento, que tem forte apelo cultural e afetivo”, ressaltou Spalenza.

Páscoa da experiência


O encarecimento do cacau no mercado internacional, intensificado por restrições recentes às importações de países como a Costa do Marfim, tem pressionado os custos da indústria e contribuído para a elevação dos preços dos chocolates no Brasil. Esse movimento, somado a um cenário de renda mais comprometida e consumo cauteloso, tem contribuído para uma mudança relevante no comportamento do consumidor durante a Páscoa.

Diante de produtos mais caros, parte da demanda passa a se reorganizar, deslocando o foco da compra tradicional de ovos de chocolate para experiências mais significativas e personalizadas. De acordo com o Connect Fecomércio-ES, em vez de priorizar exclusivamente o produto, cresce o interesse por vivências que reforçam o caráter simbólico e afetivo da data, como kits personalizados, ovos artesanais, oficinas de confeitaria, cestas temáticas e momentos compartilhados em família.

André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES

“Essa tendência reflete uma lógica já observada em outros segmentos do consumo: em contextos de restrição orçamentária, a experiência, entendida como a combinação entre produto, apresentação, personalização e emoção, passa a desempenhar papel central na decisão de compra”, explicou o coordenador do Observatório do Comércio.

Para o varejo, o movimento representa uma oportunidade estratégica. “Pequenos empreendedores e negócios locais, especialmente aqueles com maior flexibilidade produtiva, ganham espaço ao oferecer produtos diferenciados e adaptados ao perfil do cliente. Ao mesmo tempo, empresas de maior porte têm buscado inovar em portfólio e comunicação, incorporando elementos que ampliem a percepção de valor para além do preço”, frisou Spalenza.

Aposentados do INSS: 13° dos aposentados 2026 será paga abril e maio

Aposentados do INSS: 13° dos aposentados 2026 será  paga abril e maio

Cerca de 35,2 milhões de benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o valor do 13º salário antecipado nos meses de abril e maio deste ano, conforme Decreto nº 12.884, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

A antecipação transferirá aos beneficiários cerca de R$ 39 bilhões como pagamento da primeira parcela (abril) e cerca de R$ 39 bilhões com a segunda parcela (maio), totalizando R$ 78,2 bilhões.

Investimento federal será de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira

O calendário de pagamento da primeira parcela vai de 24 de abril até 8 de maio. A segunda metade do 13º será paga de 25 de maio a 8 de junho. A data de pagamento leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. 

Terão direito à antecipação do 13º quem recebeu, em 2026, benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão. 

Dados da folha de pagamento de fevereiro apontam que 23,3 milhões de benefícios – cerca de 66,2% do total dos benefícios do INSS – têm valor de até um salário mínimo (R$ 1.621). Outros 11,9 milhões de benefícios têm valor superior ao piso nacional. Desse total, 13,7 mil são iguais ao teto da Previdência Social (R$ 8.475,55).

Quem não recebe

Não recebem 13º salário pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência – desde que comprovem baixa renda – e beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.

De acordo com o Decreto 3028 (art. 120), o pagamento do abono é feito nos meses de agosto e novembro. A antecipação do benefício alcança todos os estados brasileiros e representa uma injeção significativa de recursos na economia dos municípios. Com INSS

69% dos bares e restaurantes esperam aumentar faturamento no 1º trimestre de 2026

69% dos bares e restaurantes esperam aumentar faturamento no 1º trimestre de 2026

As luzes das festas de dezembro ainda nem se apagaram e o otimismo já serve a mesa para o próximo ano. De acordo com a Abrasel, 69% dos donos de bares e restaurantes acreditam que o primeiro trimestre de 2026 será mais rentável do que o mesmo período deste ano. A confiança é imediata: para 56% dos entrevistados, o ritmo de crescimento deve superar inclusive os números registrados agora, no encerramento de 2025.

Aquecimento econômico de fim de ano e menor taxa de desemprego recente impulsionam confiança de empresários que projetam faturamento recorde. foto Reprodução/Freepik

O que sustenta essa aposta não é apenas o otimismo sazonal, mas o bolso do consumidor. Com a menor taxa de desemprego dos últimos anos, o volume de 13º salários circulando na economia deu o empurrão necessário para consolidar a retomada. Esse movimento refletiu diretamente no desempenho recente das empresas, que aproveitaram as confraternizações de fim de ano para reforçar o caixa.

Essa engrenagem é movida por um público diversificado, que busca desde a vibração de assistir ao time do coração no telão do bar até a sofisticação de um jantar completo. A movimentação noturna ganha força com quem sai para curtir com os amigos e consome itens de conveniência moderna, como o pod descartável, transformando o balcão em um ponto de encontro de diferentes estilos de vida. É essa sede por experiências, do brinde com cerveja gelada ao momento de descontração social, que mantém o fluxo de clientes constante.

Os sinais de saúde financeira já apareciam nos balanços de novembro, mês em que 40% dos estabelecimentos fecharam no azul e outros 40% conseguiram manter o equilíbrio das contas. Com a melhora do cenário, o índice de empresas operando no prejuízo recuou para 19%, confirmando uma tendência de recuperação em comparação aos meses anteriores.

A transição entre outubro e novembro também confirmou essa trajetória ascendente. Enquanto 44% dos negócios registraram aumento real no faturamento, 28% mantiveram a estabilidade e apenas 27% apontaram queda nas receitas. Essa fotografia do momento mostra que, mais do que sobreviver, quem empreende na gastronomia e no entretenimento está conseguindo estabilizar a operação para um verão de mesas ocupadas e investimentos renovados. Com Alan Santana

Governo do ES assina Projeto de Lei que concede benefícios fiscais ao setor de confecção

Governo do ES assina Projeto de Lei que concede benefícios fiscais ao setor de confecção

O governador do Estado, Renato Casagrande, assinou, nesta quinta-feira (19), o Projeto de Lei conhecido como “Lei da Moda”, que concede benefícios fiscais a estabelecimentos industriais dos setores de produtos têxteis, artigos de tecidos, confecção de roupas, acessórios de vestuário e aviamentos para costura. O texto foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para apreciação dos deputados estaduais.

O projeto também prevê o diferimento do ICMS em operações relacionadas à aquisição de insumos e bens destinados à atividade industrial.

A proposta institui um conjunto de incentivos fiscais com o objetivo de reduzir a carga tributária efetiva do ICMS e criar um ambiente mais favorável à produção e ao investimento no Estado. Entre os principais pontos está a concessão de crédito presumido nas vendas realizadas pelos estabelecimentos fabricantes, reduzindo a carga efetiva do imposto para 2,5%.

“Nosso Governo é o que mais investe no Brasil, com uma das menores cargas tributárias e uma gestão fiscal equilibrada. O resultado é desenvolvimento e geração de oportunidades. O envio deste projeto à Assembleia é mais um passo para fortalecer um setor importante da economia capixaba, ampliando a competitividade, a geração de emprego e a renda”, afirmou o governador.

O projeto também prevê o diferimento do ICMS em operações relacionadas à aquisição de insumos e bens destinados à atividade industrial. A medida segue parâmetros já adotados por outros estados, como o Rio de Janeiro, garantindo maior equilíbrio competitivo para as empresas capixabas.

“A proposta foi construída com responsabilidade fiscal e foco no desenvolvimento econômico. Ao reduzir a carga tributária e melhorar o ambiente de negócios, criamos condições para fortalecer a indústria local, estimular investimentos e gerar emprego e renda”, explicou o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa.

A iniciativa busca alinhar o Espírito Santo às melhores práticas nacionais de política tributária voltadas ao setor, ampliando a competitividade das empresas instaladas no Estado e incentivando a expansão da cadeia produtiva da moda.

Atualmente, o segmento já conta com benefício fiscal nas operações interestaduais, por meio da concessão de crédito presumido. A nova proposta amplia e moderniza os instrumentos disponíveis, oferecendo maior previsibilidade e atratividade para o setor produtivo.

“O objetivo é criar um ambiente ainda mais favorável à produção, atrair investimentos e ampliar a competitividade das empresas, garantindo a geração de emprego e renda. Trata-se de um setor tradicional do Espírito Santo, presente em diversos municípios e com forte impacto social. Nosso Governo mantém diálogo permanente com quem quer empreender e gerar oportunidades”, destacou o vice-governador Ricardo Ferraço.

Participaram da solenidade de assinatura do projeto o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos — município que é um dos polos do setor no Estado —, além de deputados federais e estaduais e representantes do setor produtivo.

“A Lei da Moda fortalece um setor com mais de mil empresas e que gera mais de dez mil empregos, tendo na mão de obra feminina um de seus principais pilares. Esse avanço é resultado do diálogo contínuo entre o setor produtivo e o Governo do Estado”, comentou o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona.

O presidente da Câmara Setorial da Indústria do Vestuário da Findes, Marciano Caliman Neto, também destacou a importância da iniciativa. “É um setor com grande capacidade de geração de empregos e relevante função social. O apoio do Governo do Estado é fundamental para ampliar a competitividade, inclusive frente à concorrência internacional, e garantir a continuidade desse papel”, declarou.

fonte Governo es e fotos Hélio Filho/Secom

Pesquisa do Procon aponta variação nos preços dos combustíveis em Colatina

Pesquisa do Procon aponta variação nos preços dos combustíveis em Colatina

O Procon Colatina divulgou o resultado da pesquisa de preços de combustíveis realizada nos dias 17 e 18 de março de 2026. O levantamento foi feito em 23 postos do município e interior, com o objetivo de acompanhar a variação dos valores e orientar os consumidores.

De acordo com os dados, o preço da gasolina comum apresentou variação entre R$ 6,45 e R$ 6,79. Já a gasolina aditivada foi encontrada entre R$ 6,59 e R$ 6,99. No caso do etanol, os preços variaram de R$ 4,59 a R$ 5,69.

A pesquisa de preços de combustíveis foi realizada nos dias 17 e 18 de março. Foto secom PMC

O diesel também registrou diferença significativa entre os estabelecimentos, com valores entre R$ 6,59 e R$ 7,59. Já o diesel S10 foi comercializado entre R$ 6,55 e R$ 7,69.

Segundo o coordenador executivo do Procon Colatina, Ronaldo Ferreira, os preços praticados no município estão dentro da margem de aumento observada no mercado.

“Colatina está dentro da margem do aumento, em função da elevação do preço do barril do petróleo. O aumento do diesel é devido a um volume maior de importação”, explica.

O Procon reforça que continuará realizando o monitoramento semanal dos preços. Caso sejam identificados aumentos considerados abusivos, os postos poderão ser notificados para apresentar justificativas. A orientação é que os consumidores pesquisem antes de abastecer e fiquem atentos às variações, garantindo assim economia no dia a dia.

Pesquisa completa aqui: Pesquisa de preço combustível Março 2026

FONTE E FOTO
Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Doze cidades campeãs de royalties têm condição de vida abaixo da média

Doze cidades campeãs de royalties têm condição de vida abaixo da média

Das 50 cidades brasileiras campeãs de recebimento de royalties oriundos da produção de petróleo, 12 apresentam indicadores sociais abaixo da média no país. Isso significa que essas cidades obtiveram Índice de Condições de Vida (ICV) abaixo de 0,485, patamar médio das cidades brasileiras. A escala vai de zero a um, sendo que quanto maior, melhor.

As cidades de Linhares (ES), Araucária (PR) e Resende (RJ) lideram o ranking de qualidade de vida. foto Petrobras

A constatação faz parte do estudo Pesquisa Petróleo & Condições de Vida, divulgada pela Agenda Pública, organização da sociedade civil que atua no fortalecimento da gestão pública e promoção do desenvolvimento sustentável.

Para chegar ao ranking, os pesquisadores buscaram informações sobre as 50 cidades que mais recebem royalties, como são chamadas as compensações financeiras que as empresas de petróleo pagam pela exploração do mineral. Os dados são referentes a 2024.

Em seguida, o estudo atribuiu notas a condições ostentadas por esses municípios em oito áreas: saúde, educação, infraestrutura, gestão, desenvolvimento econômico, finanças públicas, proteção social e meio ambiente.

Com o cruzamento de informações de receitas com royalties e os indicadores socioeconômicos municipais, as cidades de Linhares (ES), Araucária (PR) e Resende (RJ) lideram o ranking de qualidade de vida, mesmo não figurando entre os 15 municípios que mais receberam a compensação.

As cidades que recebem esses recursos são definidas por critérios geográficos, levando em consideração onde estão localizados os reservatórios naturais (em caso de exploração no mar, cidades com litoral defronte) ou estruturas como oleodutos, gasodutos, terminais marítimos e refinarias. Ou seja, são localidadess que sofrem impactos diretos da cadeia do petróleo. Como o petróleo é um recurso natural finito, os royalties são vistos como uma forma de o poder público se preparar para a potencial queda de arrecadação quando a atividade econômica se extinguir.

Campeãs de royalties

O Rio de Janeiro, estado cujo litoral abriga as bacias petrolíferas de Campos e Santos ─ recheadas com reservatórios do pré-sal ─ conta com o maior número de cidades que recebem a compensação financeira paga pela indústria do petróleo. São 37 municípios fluminenses contemplados, seguido por São Paulo (6) e Espírito Santo (4).

Entre as 50 cidades campeãs no recebimento dos royalties, apenas três não ficam na região Sudeste: Pilar (AL), Araucária (PR) e Coari (AM). Pilar tem reservatórios terrestres de óleo e gás; Araucária sedia a Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), da Petrobras; e Coari, no coração da Amazônia, é onde fica o reservatório de petróleo e gás Urucu, explorado pela estatal.

Os 15 municípios que mais recebem receitas do petróleo:

1. Maricá (RJ): R$ 2,7 bilhões

2. Saquarema (RJ): R$ 2 bilhões

3. Macaé (RJ): R$ 1,4 bilhão

4. Niterói (RJ): R$ 964,8 milhões

5. Campos dos Goytacazes (RJ): R$ 667,4 milhões

6. Arraial do Cabo (RJ): R$ 546,8 milhões

7. Araruama (RJ): R$ 525,5 milhões

8. Cabo Frio (RJ): R$ 374,5 milhões

9. São Sebastião (SP): R$ 341,1 milhões

10. Rio de Janeiro (RJ): R$ 314,5 milhões

11. São João da Barra (RJ): R$ 295,7 milhões

12. Ilhabela (SP): R$ 279,1 milhões

13. Angra dos Reis (RJ): R$ 245,6 milhões

14. Casimiro de Abreu (RJ): R$ 224,7 milhões

15. Paraty (RJ): R$ 224,4 milhões

Os valores foram apurados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria de petróleo, que arrecada e redivide os recursos.

Indicadores socioeconômicos

Linhares, no litoral norte capixaba, é líder entre as cidades com melhor qualidade de vida, com ICV 0,643. A cidade tem exploração de petróleo e gás em terra e é ponto estratégico próximo a campos produtores no mar. A média dos municípios brasileiros ficou em 0,485.  

Na lista dos 15 maiores recebedores de royalties do petróleo, apenas sete figuram entre os 15 municípios brasileiros com ICV mais alto:

  •  Ilhabela (4º melhor)
  •  Macaé (7º)
  •  Niterói (8º)
  •  Maricá (11º)
  •  Rio de Janeiro (12º)
  •  São Sebastião (14º)
  •  Angra dos Reis (15º)

Saquarema, segunda cidade que mais recebeu dinheiro de royalties é apenas a 16ª no ranking de qualidade de vida.

Confira a lista dos municípios com maiores ICV:

  • Linhares (ES): 0,643
  • Araucária (PR): 0,638
  • Resende (RJ): 0,625
  • Ilhabela (SP): 0,625
  • Volta Redonda (RJ): 0,620
  • Caraguatatuba (SP): 0,603
  • Macaé (RJ): 0,602
  • Niterói (RJ): 0,596
  • Presidente Kennedy (ES): 0,591
  • Quissamã (RJ): 0,591

O levantamento destaca ainda que 12 cidades, mesmo com o recebimento de royalties, aparecem com ICV abaixo da média do país. São elas:

  • Paraty (RJ): 0,484
  • Mangaratiba (RJ): 0,478
  • São Gonçalo (RJ): 0,475
  • Campos dos Goytacazes (RJ): 0,455
  • Japeri (RJ): 0,453
  • Silva Jardim (RJ): 0,451
  • Guapimirim (RJ): 0,448
  • Itaboraí (RJ): 0,443
  • Duque de Caxias (RJ): 0,430
  • Magé (RJ): 0,417
  • Coari (AM): 0,377
  • São Francisco de Itabapoana (RJ): 0,351

Neste grupo, nota-se que Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro, tem ICV abaixo da média do país, mesmo sendo a quinta cidade com maior recebimento de royalties em 2024 (R$ 667,4 milhões).

Qualidade de vida

O estudo da Agenda Pública classifica os municípios por condição de vida:

  • Até 0,499: muito baixa condição de vida
  • 0,500 a 0,599: baixa
  • 0,600 a 0,699: média
  • 0,700 a 0,799: alta
  • Acima de 0,800: muito alta

Nenhum campeão de receitas de royalties chega ao patamar de alta condição de vida. Além disso, 16 dos maiores recebedores das compensações financeiras são classificados como de muito baixa condição de vida.

Recursos x desenvolvimento social

Para os pesquisadores, os resultados do levantamento mostram que o volume de dinheiro recebido não é o principal fator que explica trajetórias de desenvolvimento mais positivas, mas sim como as prefeituras planejam, executam e monitoram o uso desses recursos.

O diretor-executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, avalia que municípios que dependem do petróleo tendem a ampliar gastos no curto prazo, mas sem regras claras que os convertam em melhoria sustentável das condições de vida.

“O desafio é institucional: planejar o uso dos royalties como instrumento de desenvolvimento de longo prazo, e não apenas como fonte de financiamento imediato”, indica.

Os pesquisadores acrescentam ao estudo recomendações para o poder público e empresas petrolíferas.  Entre as sugestões para as prefeituras, consta investimentos massivos em educação, a fim de qualificar a população local para atuar em empresas da cadeia de valor do petróleo. Também há indicação de que as capacidades estatais reforçadas pelos royalties sejam “direcionadas para resultados concretos em áreas como saúde, educação e proteção social”.

Às empresas do setor, a organização recomenda o apoio a projetos de educação e capacitação profissional, “evitando desigualdades como as observadas em municípios que  concentram alta renda média, mas também altas taxas de pobreza”.

Além disso, indicam contribuir para a diversificação econômica local, fomentando cadeias produtivas complementares para ajudar a reduzir a dependência exclusiva dos royalties. Com agência brasil

Câmara aprova urgência ao projeto que aumenta limite de faturamento do MEI para R$ 130 mil

Câmara aprova urgência ao projeto que aumenta limite de faturamento do MEI para R$ 130 mil

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação realizada nesta terça-feira (17), a urgência ao Projeto de Lei Complementar (PLP) que aumenta para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). A proposta ainda autoriza o MEI a contratar até dois empregados.

Deputado federal Da Vitória que também é autor de um projeto semelhante para aumentar o limite de faturamento.

Com isso, o PLP 108/21, do Senado Federal, será analisado diretamente pelo plenário da Câmara, sem a necessidade de passar pelas comissões.

O deputado federal Da Vitória (PP-ES) — que também é autor de um projeto semelhante para aumentar o limite de faturamento anual dos MEIs e que passou a tramitar apensado ao PLP 108/21 — destacou que o plenário precisa votar o quanto antes a proposta, devido à defasagem do valor atual de R$ 81 mil anuais.

“O MEI é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mercado formal. O teto de faturamento está muito defasado e ampliá-lo, assim como autorizar a contratação de dois funcionários, significa mais empregos, renda e oportunidade para quem movimenta a economia local. Já estamos dialogando com os demais parlamentares para que possamos ir além desses R$ 130 mil anuais e também ampliar o debate e garantir o reajuste dos limites das microempresas e das empresas de pequeno porte”, disse Da Vitória. FONTE E FOTO Pedro Calegario

Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Mutirão da Febraban para negociar dívidas com bancos vai até 31/03

Os consumidores endividados com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As vantagens disponíveis incluem alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para outras modalidades de crédito mais baratas.

Ação oferece condições especiais para quitar débitos em atraso. FOTO BC

O mutirão permite a negociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.

As regras e condições são definidas pelas instituições de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), assim como dívidas prescritas.

Como negociar

A negociação pode ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o consumidor acessa por meio de sua conta Gov.br prata ou ouro.

Para entender como participar da campanha, basta acessar a página disponibilizada pela Febraban, que conta com um vídeo de passo a passo para negociar e como acessar o portal Gov.BR, encontrar a instituição credora e abrir o pedido de negociação.

Na negociação com a instituição credora, o consumidor interessado deve informar a dívida que pretende quitar e perguntar quais são as condições oferecidas para a sua quitação.

Se concordar com o que foi proposto, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo que caiba no seu bolso.

Como saber se tenho dívidas?

Na mesma página, o consumidor também encontra conteúdo exclusivo sobre orientação financeira e acesso a outros canais, como o Registrato, sistema do Banco Central que permite acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR). O relatório contém a lista de dívidas em nome do consumidor com instituições financeiras.

“O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para negociações e prevenindo o superendividamento”, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva. Com agência brasil

Cooperados da Cooabriel somam mais de R$2,2 milhões em premiação por cafés sustentáveis

Cooperados da Cooabriel somam mais de R$2,2 milhões em premiação por cafés sustentáveis

A adoção de práticas sustentáveis na cafeicultura tem se convertido em resultado econômico direto para o produtor. Na Cooabriel, cooperativa que é referência nacional no café conilon, cerca de 1.000 cooperados certificados pelo protocolo internacional 4C somaram mais de R$2,2 milhões em premiação, conforme aponta balanço do último ciclo produtivo.

Na Cooabriel, cooperativa que é referência nacional no café conilon

A Certificação 4C (Código Comum da Comunidade Cafeeira) é reconhecida como uma das principais do setor cafeeiro, que estabelece critérios econômicos, sociais e ambientais exigidos por compradores globais. Ao atender a esses requisitos, os produtores ampliam o acesso a mercados e passam a ser remunerados por práticas alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade social. 

Para integrar a certificação, as propriedades precisam estar em conformidade com o Código de Conduta 4C, comprovando o atendimento a critérios econômicos, sociais e ambientais, incluindo o respeito à legislação trabalhista, capacitação e treinamento, preservação de áreas ambientais, uso consciente de defensivos e conservação do solo e da água.

Do total de cooperados certificados, parte integra grupos geridos diretamente pela Cooabriel, enquanto outro grupo recebe suporte da Nestlé, parceira no processo de certificação. Em 2025, os produtores vinculados ao grupo com apoio da multinacional receberam mais de R$1,22 milhão em premiações; os valores foram pagos em novembro, distribuídos de forma proporcional a cada produtor.

Já os cooperados integrantes dos grupos geridos pela própria Cooabriel, somaram mais de R$970 mil em premiações, pagos em fevereiro de 2026. Nesse caso, a remuneração leva em consideração o volume de café armazenado por cada cooperado. 

O gerente corporativo de comercialização e mercado da cooperativa, Edimilson Calegari avalia que a Certificação traz benefícios tangíveis, como o aumento da competitividade e a abertura de novas fronteiras comerciais, especialmente em destinos mais exigentes, onde a demanda por produtos sustentáveis é crescente. “O mercado busca a segurança de que está adquirindo um café produzido dentro de práticas sustentáveis. A certificação, obtida por meio de auditorias, contribui para demonstrar que o produto atende a essas exigências, gerando mais confiança ao mercado”, afirma. 

Atualmente, os cooperados da Cooabriel certificados pelo protocolo 4C, recebem o diferencial de R$10,00 na saca de café produzida em conformidade com os critérios do programa. Contudo, para além de estratégia econômica, ao agregar valor à saca de café, a certificação busca contribuir para avanços em termos de saúde e longevidade dos trabalhadores, responsabilidade ambiental e para remuneração adequada dos envolvidos no processo produtivo, conforme avalia o presidente da cooperativa, Luiz Carlos Bastianello. 

“A produção sustentável é pensada para deixar um meio ambiente melhor para as próximas gerações. Esse processo envolve a realização de um trabalho feito dentro de boas práticas, como uso correto de EPI e uso racional de defensivos, pensando na proteção das pessoas, sendo colaboradores e famílias produtoras, especialmente considerando que a maior parte do quadro social da cooperativa atua na agricultura de base familiar”, destaca Bastianello. Fonte Brendha Zamprognio – LR Comunicação

Nível de consumo das famílias capixabas é o maior dos últimos nove anos

Nível de consumo das famílias capixabas é o maior dos últimos nove anos

O Nível de Consumo Atual das famílias capixabas registrou crescimento de 5,3% em fevereiro deste ano, quando comparado a janeiro, alcançando 107 pontos. O resultado é o mais elevado para o mês nos últimos nove anos e mantém o indicador acima da linha dos 100 pontos, patamar que sinaliza satisfação e maior predisposição ao consumo. A performance do estado também supera a média nacional, que ficou em 94,2 pontos, evidenciando um maior dinamismo do comércio capixaba.

Alta de 5,3% em fevereiro coloca o Espírito Santo acima da média nacional e reforça ambiente favorável ao comércio no início de 2026.

Os dados integram o relatório mensal do Connect/Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nas informações do Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No resultado geral do ICF, o Espírito Santo atingiu 109,9 pontos em fevereiro, com alta de 1,2% em relação a janeiro (108,6 pontos). Com esse desempenho, o estado permanece acima da média do Brasil (106 pontos) e do Sudeste (107,7 pontos).

O coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, observa que, considerando dados do mês de fevereiro desde 2016 (70,3), a intenção de consumo das famílias capixabas tem alcançado os maiores patamares do índice nos últimos três anos. A partir de 2024, há uma evolução do índice, que atinge 110,7, 112,6 e 109,9 pontos.

André Spalenza

“O resultado indica consolidação de um cenário mais estável para o consumo no estado e propício para o planejamento financeiro. O crescimento do Nível de Consumo Atual, subíndice do ICF, aponta para uma confiança maior por parte das famílias capixabas na manutenção ou ampliação das compras. Mesmo com sinais de cautela em relação ao emprego e à renda, o ambiente segue favorável, com perspectivas mais positivas do que no restante da região e do país”, avaliou Spalenza.

Entre os demais itens que formam o ICF, destaque para o subíndice “Acesso ao Crédito (compras a prazo)”, que cresceu 2,7%, passando de 104,8 para 107,6 pontos em fevereiro. E, apesar de pequenas retrações nos subíndices “Segurança em relação ao Emprego Atual” (-1,4%) e “Satisfação com a Renda Atual” (-1,8%), a maior parte dos indicadores se mantém acima da zona de satisfação.

A pesquisa completa está disponível em: https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 1,4 milhão pessoas. Com mais de 30 unidades, ações itinerantes e presença em todos os municípios capixabas – de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).