Em uma reedição de uma das semifinais da Copa do Catar (2022), a França derrotou Marrocos por 2 a 0 nesta quinta-feira (9), em Boston, e se tornou a primeira seleção a se classificar para as semifinais desta edição do Mundial. O duelo teve domínio dos franceses, que marcaram na segunda etapa com Mbappé e Dembélé e agora aguardam pelo vencedor do jogo entre Espanha e Bélgica para saber quem enfrentarão na próxima fase.
Mbappé e Dembélé garantiram classificação com gols no segundo tempo. foto FIFA
Desde o começo, a seleção francesa pareceu determinada a não dar chances ao adversário. Por outro lado, o goleiro Bono também estava inspirado em busca de evitar os gols franceses.
Logo nos primeiros minutos, Mbappé teve boa chance e posteriormente Upamecano desperdiçou grande oportunidade cabeceando a bola após escanteio para defesa de Bono no reflexo.
Ocupando o campo de ataque, a França logo foi premiada com uma chance de ouro. Mazraoui derrubou Mbappé dentro da área e o pênalti foi confirmado. No entanto, na cobrança, o craque francês bateu fraco e Bono defendeu.
Pouco depois da pausa para a hidratação, a França retomou o ritmo. Doué recuperou bola e chutou forte para outra grande defesa de Bono. Mais alguns minutos e Digne chutou para Bono desviar com a ponta dos dedos antes de a bola carimbar o travessão da meta marroquina.
No segundo tempo, o panorama não se alterou: França ditando o ritmo e Marrocos se defendendo. Aos 15, enfim, o muro caiu. Mbappé recebeu próximo à entrada da área e finalizou com categoria no ângulo esquerdo de Bono para abrir o placar. Foi o oitavo gol do atacante nesta Copa, se igualando a Messi como artilheiro da competição. Na artilharia de todos os mundiais, este foi o 20º gol de Mbappé, que tem um a menos do que o argentino.
Seis minutos depois, a França deu seu golpe final. Dembélé avançou e chutou colocado de perna direita, no canto esquerdo de Bono, marcando o segundo.
Em desvantagem, Marrocos tentou se soltar e a França diminuiu a pressão, mas os números mostram que o domínio francês se manteve até o fim: foram 21 finalizações contra apenas quatro dos marroquinos, sendo oito delas na direção do gol.
O resultado representou o fim de uma invencibilidade de 34 jogos da seleção de Marrocos, enquanto a França alcança sua terceira semifinal consecutiva, que pode se tornar a terceira final consecutiva caso a equipe passe por Espanha ou Bélgica, na próxima terça-feira (14), em Dallas.
Você sabia?
Aos 27 anos e 201 dias, Kylian Mbappé se tornou o jogador mais jovem a disputar 20 partidas de Copa do Mundo da FIFA. Todas elas foram sob o comando de Didier Deschamps.
Com o tento que abriu o placar, Mbappé chegou a 20 gols em 20 jogos de Copa do Mundo.
A França continua invicta contra o Marrocos. São 7 jogos na história, com 5 vitórias e 2 empates. Esse foi apenas o segundo duelo entre eles em Copas. Em 2022, pela semifinal, os franceses também venceram por 2 a 0.
Próximo jogo
A França volta a campo na próxima terça-feira (14), em Dallas, pela semifinal da Copa do Mundo. Essa é a terceira Copa do Mundo consecutiva em que os franceses chegam a esta fase do Mundial. O adversário será o vencedor do confronto entre Espanha e Bélgica. Fonte IGOR SANTOS – REPÓRTER DA EBC e Fifa e foto Fifa
A caminhada da França em busca de se tornar apenas a segunda seleção europeia a disputar três finais consecutivas de Copas continua diante da mesma equipe que derrotou na semifinal de 2022. Naquela ocasião, o Marrocos ficou muito perto da decisão, mas entrou para a história como a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial, feito que tentará repetir na Copa do Mundo da FIFA 2026™.
Les Bleus levaram a melhor quando as duas seleções se enfrentaram na semifinal da Copa do Mundo do Catar 2022. Agora, os Leões do Atlas buscam o troco e tentam alcançar a semifinal do Mundial pela segunda edição consecutiva. foto Fifa
A França tem apresentado um futebol de alto nível em sua oitava participação consecutiva em Copas. Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise vêm atormentando as defesas adversárias, conduzindo Les Bleus à liderança do Grupo I com 100% de aproveitamento após vitórias sobre Senegal (3 a 1), Iraque (3 a 0) e Noruega (4 a 1). Em seguida, a equipe derrotou a Suécia por 3 a 0 nos 16-avos de final — com Bradley Barcola mostrando que o poder ofensivo francês vai muito além de seu trio de estrelas — e, nas oitavas de final, demonstrou força e determinação ao superar um resistente Paraguai por 1 a 0, graças a um pênalti convertido por Mbappé.
A trajetória do Marrocos até aqui foi mais acidentada, mas o time comandado por Mohamed Ouahbi mostrou qualidade e espírito de luta em sua terceira participação consecutiva em Copas do Mundo. Depois de estrear com um expressivo empate por 1 a 1 diante do Brasil, os Leões do Atlas garantiram a segunda colocação do Grupo C ao vencer a Escócia por 1 a 0 e superar o Haiti por 4 a 2 em um duelo eletrizante. Nos 16-avos de final, Issa Diop marcou de cabeça o gol de empate nos instantes finais contra a Holanda, levando a partida para a prorrogação, antes de os marroquinos avançarem nos pênaltis. Já nas oitavas de final, um doblete de Azzedine Ounahi e um gol tardio de Soufiane Rahimi garantiram uma convincente vitória por 3 a 0 sobre o Canadá.
Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) aprovaram na sessão desta terça-feira (07) o envio de uma nota recomendatória alertando o Estado e municípios capixabas sobre o risco do El Niño neste e no próximo ano. O material foi produzido pela área técnica da Corte de Contas e cita riscos tanto de alagamentos quanto de estiagem e ondas de calor. A nota foi publicada no Diário Oficial de Contas desta quarta-feira (8).
Corte emitiu recomendações sobre defesa civil, saneamento, saúde, assistência social e comunicação. foto tcees
Segundo análises do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e simulações do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), o El Ninõ de 2026 poderá ser considerado um ‘super El Niño’, com aquecimento superior a 2ºC acima da média no Pacífico Central. O relatório também utiliza informações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, e do serviço meteorológico australiano.
Os pesquisadores do Cemaden destacam que o El Niño, em si, não causa desastres diretos, mas influencia as probabilidades de eventos extremos. Contudo, quanto mais vulneráveis estão os municípios, maiores tendem a ser a gravidade dos eventos extremos. Por esse motivo, o estudo é direcionado ao governador do Estado, prefeitos e autoridades que, em última instância, respondem pela implementação da Política de Proteção e Defesa Civil.
Impactos
Para as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, o Cemaden avalia que o El Niño 2026/2027 pode comprometer parte da estação chuvosa, acompanhado de temperaturas acima da média. “Esse cenário afeta diretamente a recuperação de reservatórios, eleva o risco hidrológico em bacias estratégicas e favorece a ocorrência de ondas de calor mais intensas e frequentes. No Espírito Santo, o estresse hídrico e a irregularidade das precipitações são os principais vetores de risco, conforme documentado no El Niño de 2023/2024”, aponta o relatório.
Nos próximos meses, o fenômeno climático pode provocar eventos extremos de precipitação. “A diminuição das chuvas, associada ao aumento das temperaturas, agrava o déficit hídrico, comprometendo a recarga de aquíferos, os níveis de reservatórios e a disponibilidade de água”, apresenta o estudo.
Por outro lado, a combinação entre ondas de calor, alta umidade e entrada de frentes frias tem a capacidade de causar perigosas pancadas de chuva. “No caso do sul do Espírito Santo, esse risco é agravado pela topografia acidentada, pelo histórico de assoreamento dos rios e pela urbanização em áreas de risco, conforme identificado pela Defesa Civil Estadual e Incaper após a tragédia de Mimoso do Sul”, apresenta a área técnica do TCE-ES.
Riscos
As possibilidades de seca prolongada e pancadas isoladas de chuva aumentam os riscos sanitários em diversas áreas. Esses riscos também são apresentados no material produzido pela Corte de Contas capixaba.
Entre eles estão o aumento da proliferação do Aedes aegypti, e consequente aumento dos casos de dengue; a sobrecarga do sistema de saúde; prejuízos na aprendizagem por conta das ondas de calor; aumento das demandas por benefícios sociais; agravamento da insegurança alimentar e pobreza; entre outros pontos.
Recomendações
De modo geral, é recomendado aos gestores a elaboração ou revisão dos instrumentos de planejamento e gestão que permitam uma ação organizada caso se confirme a previsão de ocorrência dos eventos extremos. Entre esses instrumentos estão os Planos Municipais de Contingência de Proteção e Defesa Civil; treinamento das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil; entre outros planos de contingência.
O material recomenda a realização de contratações preventivas, com planejamento antecipado de demandas por insumos, equipamentos e serviços de resposta à estiagem ou inundações. Também há destaque para que as administrações façam as devidas reservas e adequações orçamentárias.
O documento aborda ações em vigilância em saúde, respostas do setor educacional, socioassistencial, articulação interinstitucional, como:
– Saúde: intensificação das ações de vigilância entomológica; dimensionamento, capacitação e eventual reforço de Agentes de Endemias; levantamento preventivo e manutenção de estoque mínimo de medicamentos, insumos e materiais estratégicos; reforço da vigilância epidemiológica de doenças associadas a enchentes e inundações; entre outros.
– Educação: realização, em articulação com a Defesa Civil, do mapeamento completo de todas as escolas localizadas em áreas de risco de alagamento, deslizamento ou inundação; instituição de programas para a climatização das escolas da rede pública; e adoção de unidades escolares como abrigo provisório de famílias afetadas por situação de inundações, deslizamentos e alagamentos, somente em casos excepcionais; entre outros.
– Socioassistencial: identificação prévia das famílias residentes em áreas sujeitas a enchentes, deslizamentos, alagamentos, estiagens severas e demais riscos climáticos; fortalecimento da abordagem de moradores de rua, em especial em dias de calor extremo; e estabelecimento de estratégias de acompanhamento das famílias atingidas após o evento climático; entre outros.
– Comunicação: implementação de campanhas públicas sobre uso racional da água e prevenção da dengue; de riscos de foco de incêndio e de disposição correta de lixo; capacitação das equipes de defesa civil, saneamento, saúde e obras; realização de simulação com moradores e alunos quanto as rotas; entre outras.
“A janela de tempo entre a presente data e o período de maior risco climático (primavera-verão 2026/2027) é suficiente para que municípios e o Estado adotem medidas preventivas efetivas – desde que orientados e mobilizados a agir agora. A inação transformará riscos previsíveis em emergências dispendiosas, com potencial de responsabilização dos gestores omissos perante este Tribunal”, conclui o material apresentado pela área técnica.
Resumo em tópicosNota recomendatória: O TCE-ES aprovou o envio de nota ao Estado e aos municípios alertando sobre os riscos do El Niño em 2026 e 2027, com possibilidade de estiagens, ondas de calor e eventos extremos de chuva.Impactos climáticos: Estudos indicam que o fenômeno pode comprometer a estação chuvosa, elevar temperaturas, agravar o estresse hídrico e aumentar os riscos de alagamentos, enchentes e deslizamentos.Riscos associados: O relatório destaca possíveis impactos na saúde, educação e assistência social, incluindo aumento de casos de dengue, sobrecarga dos serviços públicos, insegurança alimentar e prejuízos à aprendizagem.Medidas preventivas: A nota recomenda revisão de planos de contingência, contratações preventivas, reforço das ações de saúde, preparação das escolas, apoio socioassistencial e campanhas de conscientização.Ação antecipada: O Tribunal ressalta que ainda há tempo para adoção de medidas preventivas e alerta que a omissão dos gestores pode transformar riscos previsíveis em emergências de alto custo.
Quatro dias de atividades por semana, com duas aulas por dia. É por meio dessa rotina de aprendizado, disciplina e convivência que 60 crianças de 7 a 13 anos, moradoras principalmente dos bairros São Benedito e Itararé, em Vitória, vêm descobrindo novos caminhos por meio da dança.
Elas integram o Projeto Travessia, realizado pela associação Mover-se, que oferece formação em balé a meninos e meninas do chamado Território do Bem da capital capixaba. Mais do que ensinar passos e movimentos, a iniciativa busca ampliar o repertório cultural, fortalecer a autoestima e criar perspectivas de formação profissional para crianças que, até então, tinham pouco acesso a esse universo.
Formação intensiva oferecida a alunos de 7 a 13 anos culmina no espetáculo “Encanto – o verdadeiro milagre”, em 12 de julho, no Teatro Sesc Glória. foto Vini Kava/Projeto Travessia
No dia 12 de julho de 2026, às 17 horas, parte dessa transformação poderá ser vista no palco do Teatro Sesc Glória, em Vitória. Os alunos serão os protagonistas do espetáculo “Encanto – o verdadeiro milagre”, apresentado para uma plateia formada por convidados e familiares das crianças.
Transformação que ultrapassa a sala de aula
Selecionados em escolas públicas da capital com o apoio do Serviço de Engajamento Comunitário (SECRI), uma organização social sem fins lucrativos fundada em 1988, e da Secretaria Municipal de Educação de Vitória, os alunos participam das atividades na escola de dança Duetto Arte e Movimento, em Vitória. A carga horária intensiva permite que a formação técnica avance de maneira acelerada.
Segundo o diretor artístico do projeto, Marcelo Lages, o desenvolvimento alcançado pelas crianças do Travessia em aproximadamente um ano pode ser comparado ao de quatro ou cinco anos de aulas em um modelo convencional de ensino. Os efeitos, no entanto, não ficam restritos à técnica.
“Eles chegaram sem conhecer o universo e a disciplina da dança. Aos poucos, incorporaram a rotina de um bailarino, o cuidado com o uniforme e o penteado, a dedicação durante as aulas e a busca pelo melhor movimento. Hoje, já vemos tudo isso refletido no dia a dia, em casa e na relação com as famílias”, afirma Lages.
Relatos das famílias e dos profissionais que acompanham as crianças também apontam mudanças na postura, na responsabilidade, na autoconfiança e no comprometimento com os estudos. A transformação individual acaba alcançando as casas e as comunidades onde os alunos vivem.
“O projeto social leva para dentro da comunidade acessos, informações, ideias e novas possibilidades de futuro. As crianças que estamos formando hoje poderão se tornar bailarinos, professores e multiplicadores, levando a dança para outras crianças. Pensamos em legado, futuro e transformação”, destaca Marcelo.
Um sonho transformado em projeto
O Projeto Travessia nasceu em 2024, a partir do encontro de pessoas que compartilhavam o desejo de ampliar o acesso à formação profissional em dança no Espírito Santo.
Para Karla Ferreira, sócia-proprietária da Duetto e diretora-geral do projeto, a iniciativa concretizou um sonho que começou ainda no início de sua trajetória como professora.
“O Projeto Travessia nasceu de um sonho que carrego desde os meus 19 anos, quando comecei a dar aulas de balé. Eu já acreditava no poder transformador da dança e desejava oferecer essa oportunidade a crianças que talvez nunca tivessem acesso a essa arte. Desde o início, percebemos que o impacto vai muito além do aprendizado técnico. A transformação é visível no comportamento, na disciplina, na responsabilidade, na convivência e na autoestima”, conta Karla.
Ao lado dela, a também sócia-proprietária da Duetto e diretora-geral do Travessia, Patricia Brotto Castro, acompanha os reflexos do projeto na vida dos alunos e de suas famílias.
“Os depoimentos dos pais nos emocionam profundamente. Eles relatam mudanças na postura dos filhos, no comprometimento com os estudos, na confiança e até mesmo na forma de sonhar. A dança é o caminho, mas o verdadeiro objetivo é formar seres humanos mais confiantes, sensíveis, disciplinados e preparados para construir um futuro com mais oportunidades e esperança”, afirma Patricia.
A família como centro do espetáculo
A escolha de “Encanto – o verdadeiro milagre”, inspirado na animação Encanto, da Disney, dialoga diretamente com a realidade trabalhada pelo projeto. A montagem aborda a importância dos vínculos, da união e do apoio familiar na superação dos desafios. “Escolhemos essa história porque ela traz um tema muito presente na vida das crianças: a importância da família. O espetáculo fala sobre união e sobre a força que nasce desses vínculos. Queremos que essa mensagem também faça parte da formação delas”, explica o diretor artístico, Marcelo Lages.
A escolha de “Encanto – o verdadeiro milagre”, inspirado na animação Encanto, da Disney, dialoga diretamente com a realidade trabalhada pelo projeto. A montagem aborda a importância dos vínculos, da união e do apoio familiar na superação dos desafios. “Escolhemos essa história porque ela traz um tema muito presente na vida das crianças: a importância da família. O espetáculo fala sobre união e sobre a força que nasce desses vínculos. Queremos que essa mensagem também faça parte da formação delas”, explica o diretor artístico, Marcelo Lages.
A produção contará com figurinos, cenografia, iluminação e projeções concebidos para proporcionar aos alunos uma experiência artística completa. O objetivo é fazer com que as crianças e seus familiares se reconheçam ocupando um dos principais espaços culturais da capital.
“Para muitos deles, esta será a primeira experiência em um teatro como o Sesc Glória. É muito simbólico que as crianças e suas famílias se vejam em um espaço de destaque na cidade, participando de um espetáculo preparado com qualidade e cuidado”, acrescenta o diretor artístico.
Formação para o futuro
O espetáculo representa uma etapa visível de um projeto pensado para o longo prazo. O objetivo do Travessia é preparar os alunos para uma possível atuação profissional na dança, inclusive para integrar futuramente a companhia BALES – Balé do Espírito Santo e construir carreiras no Espírito Santo, em outros estados e até no exterior. O projeto conta com nomes de peso do balé capixaba, nacional e internacional, com coordenação de Andressa Viana, mestre em Pedagogia de Ballet pela tradicional Academia Vaganova de São Petersburgo, na Rússia, e bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2013 e 2018; a bailarina e professora Priscila Lages, solista do Balé Teatro Guaíra de Curitiba; e o bailarino e professor Matheus Segrini, formado pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, com passagem pelo Slovak National Theater.
Mais do que formar bailarinos, a iniciativa pretende criar uma rede de transformação: crianças que hoje recebem formação poderão, no futuro, tornar-se professores, artistas e agentes culturais dentro das próprias comunidades. Essa é a segunda vez que essas crianças irão subir ao palco. Em agosto do ano passado, elas protagonizaram o espetáculo “Ballerina”, realizado na Casa da Música Sônia Cabral.
O Projeto Travessia é realizado pela associação Mover-se, em parceria com a Duetto e o SECRI, e por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC). A iniciativa conta com patrocínio Master da EDP; patrocínio Ouro do Carone e do Banestes; e patrocínio Bronze da Fundação Jônice Tristão e da Zucchi Luxury Stones.
FonteFiorella Gomes | Assessoria de Imprensa do Projeto Travessia e foto Vini Kava/Projeto Travessia
“Agora é aprender a lição e pedir desculpa ao povo brasileiro”. Foi desta forma que o zagueiro Marquinhos se expressou após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, com a derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5). Capitão do Brasil, ele também pediu tranquilidade para a nova geração de jogadores que venham a vestir a Amarelinha.
Marquinhos em ação durante Brasil x Noruega, pelas oitavas de final da CopaCRÉDITOS: RAFAEL RIBEIRO/CBF
“(…) Agora é aprender com a lição e pedir desculpa ao povo brasileiro. Peço que o povo apoie desde já, são quatro anos para que eles possam trabalhar para conseguir coisas grandes na próxima Copa”, disse.
O defensor também lamentou o resultado, em um jogo no qual a Seleção teve as chances de balançar as redes algumas vezes.
“É mesmo difícil falar, pela experiência que a gente tem, esses jogos são muito difíceis, qualquer bola é decisiva. Eles conseguiram ser eficazes, a gente perdeu muito nas chances que a gente teve. Tivemos um pênalti, outras chances. Em Copa do Mundo, quem erra menos acaba conseguindo sair vitorioso”, comentou.
Artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com quatro gols, Vinícius Júnior pediu desculpas à torcida pela eliminação nas oitavas de final da competição. Em entrevista neste domingo (5), após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o atacante disse ainda que a meta de ajudar a seleção brasileira a conquistar o hexa segue inabalável.
“É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta”, disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa na saída da delegação.
O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes na comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador com mais erros forçados (15) na partida, segundo estatística da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que leva em conta ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.
“Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção”, reconheceu o camisa 7.
O atacante também foi questionado sobre o porquê de não ter sido ele a bater o pênalti que o Brasil teve a favor no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.
“O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti”, finalizou o artilheiro do Brasil. fonte agência brasil e foto cbf
O técnico Carlo Ancelotti lamentou a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, neste domingo (5/7), com o revés por 2 a 1 para a Noruega, no Estádio de Nova York, nas oitavas de final. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a derrota representa o “princípio de um novo ciclo”.
Carlo Ancelotti lamentou a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do MundoCRÉDITOS: RAFAEL RIBEIRO/CBF
“É óbvio que estamos todos profundamente tristes, porque o time até agora tinha feito não uma Copa espetacular, mas uma boa Copa. Acho que no jogo de hoje a gente também poderia merecer ganhar o jogo. Quando acontece um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Acredito que essa derrota não é um fim, é um princípio de um novo ciclo”, disse.
Diante do adeus precoce à Copa do Mundo, Ancelotti explicou que ele e sua comissão técnica terão que administrar esta derrota e focar no ciclo para o próximo Mundial.
“Vamos seguir trabalhando para a Seleção, tentando melhorar e buscar novas ideias. O mesmo que fizemos esse ano. Acho que o trabalho foi bom, o futebol é assim, às vezes tem que administrar a tristeza de uma derrota. Estou acostumado a isso. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores”, concluiu. Fonte e foto CBF
A Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SEDUMA), iniciou o cadastro de protetores independentes de animais no município.
Cadastro integra ações do Programa Municipal de Castração Gratuita executado pelo PetMobi e fortalece a rede de proteção animal no município. foto afolhaonline.com
A iniciativa tem como objetivo identificar, organizar e fortalecer o trabalho realizado por protetores que atuam no resgate, acolhimento e cuidado de cães e gatos, além do acompanhamento de animais comunitários, que não possuem tutor definido mas recebem cuidados da população.
Por meio do cadastro, serão reunidas informações sobre os protetores e sobre os animais sob sua responsabilidade, incluindo quantidade de animais assistidos, espécies, histórico de resgates e demandas relacionadas ao cuidado e acompanhamento. O cadastramento será realizado por meio de formulário disponibilizado pela Prefeitura. Após o preenchimento, a ficha deverá ser entregue presencialmente na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SEDUMA), responsável pela análise e organização das informações.
A ação está vinculada ao Programa Municipal de Castração Gratuita, executado pelo PetMobi, que realiza atendimentos semanais no Centro de Bem-Estar Animal de Colatina, contribuindo para o controle populacional de cães e gatos e o fortalecimento das políticas públicas de bem-estar animal. Com o cadastro efetivado, os protetores e os animais sob sua responsabilidade passam a compor a base de acompanhamento do município, garantindo prioridade dentro das ações do programa.
Acesse o formulário de cadastro de protetor independente: CLIQUE AQUI
fonte Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
Além da classificação às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil mira o fim de dois tabus no jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos). A seleção canarinho busca a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial.
Seleção não bate rivais da Europa em jogos eliminatórios desde o penta. FOTO CBF
A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha. São quatro partidas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico.
O primeiro embate foi realizado em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1 a 1. Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o também atacante Edmar, medalhista de prata na Olimpíada de Seul (Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.
Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela seleção brasileira contava com três nomes que seriam tetracampeões do mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração. Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o também atacante Alexander Sorloth.
Torcedor do Brasil e da Noruega festejam jogo entre suas seleções – Caean Couto/Reuters
Os países voltaram a se encontrar em 30 de maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do tetra, em 1994. Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a seleção dirigida por Zagallo levou 4 a 2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro (m).
Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da seleção norueguesa. Os negócios da família têm Ostenstad – que fez o quarto gol do triunfo nórdico – como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.
O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha. Pela última rodada da fase de grupos, em 23 de junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada. Flo, “carrasco brasileiro”, deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 2 a 1.
Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto. Em 16 de agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o também meia Daniel Carvalho garantiu o 1 a 1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time canarinho.
“Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória”, projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (3).
Cinco Mundiais de jejum
Ganhar da Noruega neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do penta em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama (Japão), com dois gols do atacante Ronaldo. Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.
A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas quartas de final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o vice-campeonato de 1998. O problema é que o “carrasco” daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante. Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.
Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção brasileira teve pela frente a Holanda. No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem. Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2 a 1 em Port Elizabeth.
Partida entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo de 2014, quando os alemães venceram por 7 a 1 – Marcello Casal jr/Agência Brasil
A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa. Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o penta, já que a equipe foi as semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte. Os volantes Toni Kroos (dois) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (dois) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.
Em 2018, na primeira Copa da “era Tite”, nova eliminação nas quartas de final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 2 a 1 em Kazan (Rússia). O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo. O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.
Já na Copa anterior, outra eliminação dolorida nas quartas. Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A quatro minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis. Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4 a 2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.
“Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta. Por LINCOLN CHAVES – REPÓRTER DA EBC
A principal novidade no treino da seleção brasileira nesta sexta-feira (3) foi a presença de Raphinha. O atacante, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, no último dia 19 de junho, deu mais um passo no processo de recuperação e trabalhou em campo ao lado dos companheiros.
Atacante faz 1ª atividade com o grupo desde a lesão na coxa esquerda. foto CBF
Durante os 15 minutos de atividade que a imprensa pôde acompanhar no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey (Estados Unidos), Raphinha participou dos exercícios de aquecimento e das rodas de bobinho. Após tratamento intensivo nos últimos dias, o atacante demonstrou bom humor e sinalizou estar recuperado da lesão.
A volta do camisa 11, comunicada pelo técnico Carlo Ancelotti ao grupo, teve aplausos e o tradicional “corredor polonês”, com o atacante passando no meio de duas filas de jogadores para ser “agraciado” com tapinhas. Quando retornou aos treinos após se recuperar da lesão grau dois na panturrilha direita, Neymar passou pela mesma “recepção”.
A presença de Raphinha entre os relacionados para o jogo deste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), diante da Noruega, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, é pouco provável. A expectativa é que ele fique à disposição apenas se o Brasil for às quartas de final.
O caso de Neymar serve como termômetro. O atacante, que se apresentou à seleção brasileira, ainda na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), já contundido, voltou a treinar com o grupo, de maneira integral, quatro dias antes da partida contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami (Estados Unidos). Ele foi relacionado para o jogo e esteve 14 minutos em campo.
A única ausência no treino foi Lucas Paquetá. O meia iniciou o tratamento de uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, que o tirou da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), ainda no intervalo. O camisa 20 está fora da partida contra a Noruega. O atacante Rayan, poupado na quinta-feira (2) por controle de carga, participou normalmente da atividade.
No período em que os trabalhos desta sexta estiveram liberados à imprensa, Ancelotti não realizou nenhuma atividade que desse indícios de quem será o substituto de Lucas Paquetá. As opções são o volante Danilo Santos e os atacantes Gabriel Martinelli, Endrick e até Neymar. O técnico tem ainda o treino deste sábado (4) para definir quem será o titular.
A equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) representou o Governo do Espírito Santo na 8ª Audiência de Monitoramento e Supervisão do Novo Acordo do Rio Doce, realizada na quarta-feira (1), no Plenário do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte (MG).
Ainda durante a audiência no TRF6, a equipe da Serd ressaltou a importância do debate sobre entraves ainda identificados no Novo Acordo do Rio Doce e que merecem a atenção dos Estados, das Instituições de Justiça e da União.
O desembargador federal Edilson Vitorelli presidiu a audiência, que contou com a participação dos técnicos do Governo Federal, do Ministério Público Federal (MPF), dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além dos representantes das empresas Vale, Samarco e BHP.
Pela Serd, estiveram presentes o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Neomar Pezzin; a subsecretária de Ações Socioambientais, Saneamento e Infraestrutura, Margareth Saraiva; a subsecretaria de Ações Socioeconômicas e Participação Social, Juliane Barroso; e o analista jurídico João Vinicius Tonini.
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como responsável pelo monitoramento do acordo por já estar envolvido com a homologação dos documentos de reparação entre as mineradoras e os Estados.
A Secretaria de Recuperação do Rio Doce apresentou um balanço das ações desenvolvidas nos últimos 17 meses, detalhando cada anexo do Novo Acordo.
Entre os destaques, o programa ambiental Reflorestar Doce, que tem a finalidade de recuperar os processos naturais de circulação da água por meio da conservação e recuperação da cobertura florestal; o programa Águas do Doce, com implantação de 2.438 biodigestores em seis municípios prioritários; as ações estaduais de reestruturação da gestão da Pesca e Aquicultura; a estruturação do Fórum Estadual de Participação Social; e as diversas obras de infraestrutura nas cidades capixabas impactados pelo rompimento da barragem da Samarco.
“Já são 75 ações e projetos iniciados, com 60 em execução, 13 iniciativas em estruturação e quatro obrigações concluídas. Os 33 municípios de atuação da Secretaria de Recuperação do Rio Doce estão contemplados nas ações do Governo do Estado, dentro das diretrizes do Novo Acordo”, afirmou o secretário Neomar Pezzin.
Ainda durante a audiência no TRF6, a equipe da Serd ressaltou a importância do debate sobre entraves ainda identificados no Novo Acordo do Rio Doce e que merecem a atenção dos Estados, das Instituições de Justiça e da União.
No Anexo 8, que trata da Saúde, o Espírito Santo apontou a necessidade de diálogo entre os Estados e o Governo Federal acerca da composição do Fundo Perpétuo. No Anexo 9, que diz respeito ao Saneamento, a Serd ressaltou a continuidade do debate sobre os pleitos ao Comitê Orientador e as particularidades nos serviços de água e esgoto dos municípios capixabas impactados, em paralelo à modelagem do BNDES.
E em relação ao Anexo 10, que trata da Pesca, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce apontou a necessidade de priorizar o diálogo entre o Ministério Público Federal e a União na formação do Fundo de Reestruturação da Aquicultura e Pesca (FRAP) e a agilidade nos trabalhos de ordenamento e zoneamento pesqueiro participativo na área de proibição da pesca no litoral norte capixaba.
“As reuniões no TRF6 são importantes para o nivelamento entre os signatários do novo Acordo, sendo espaço estratégico para busca ágil de soluções para dissenso na execução das ações”, pontuou a subsecretaria Margareth Saraiva.
Ao final da audiência, o desembargador federal Edilson Vitorelli marcou uma agenda online para o próximo dia 7, em que serão debatidos os dissensos da Pesca e da Saúde.
fonte e foto Assessoria de Comunicação da Serd Renato Costa Neto / Karina Soares / Caroline Pignaton