Inglaterra leva 3ª lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas

Inglaterra leva 3ª lugar e Mbappé vira maior artilheiro das Copas

O penúltimo jogo da Copa do Mundo foi daqueles inacreditáveis. Dez gols – um deles histórico e inúmeras oportunidades. Uma goleada que virou pandemônio.

O duelo em Miami (Estados Unidos) proporcionou entretenimento, principalmente na etapa final. A Inglaterra levou a melhor, venceu a França por 6 a 4 e garantiu lugar no pódio, naquela que foi a disputa de terceiro lugar com mais gols na história dos Mundiais, superando o triunfo francês sobre a Alemanha na Copa de 1958, na Suécia. 

Inglaterra vence França por 6 a 4, leva o bronze e faz melhor campanha desde 1966

Talvez o maior ganhador do dia, ao menos no individual, esteja do lado francês. O atacante Kylian Mbappé se isolou na artilharia desta Copa, com dez gols, e ultrapassou Lionel Messi como maior goleador da história do evento.

Com as duas bolas na rede deste sábado (18), ele chegou a 22 – uma a mais que o argentino – em três participações no mundial. Messi terá a final de domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey (Estados Unidos), a partir das 16h (horário de Brasília), para tentar reassumir o posto.

Os ingleses tomaram um susto enorme. Abriram 4 a 0 no primeiro tempo, criando a expectativa de pelo menos repetirem a maior goleada dos confrontos de terceiro lugar, que foi o triunfo da Suécia sobre a Bulgária em 1994, também nos Estados Unidos. A etapa final, porém, teve incríveis seis gols e um quase empate francês, que deixou o torcedor em Miami de pé.

No fim, o 6 a 4 superou os nove gols do 6 a 3 aplicado justamente pela França em cima da Alemanha na Copa de 1958.

Mudou tudo

A disputa do terceiro lugar costuma ser uma partida com mais cara de amistoso do que propriamente uma decisão. Não à toa, as duas seleções foram a campo bem modificadas em relação às semifinais, ambas com sete mudanças na equipe.

Os gols encheram a seleção francesa de confiança, e eles continuaram rondando a área com muito perigo

Na França, a única alteração por questões físicas foi na zaga, com Maxence Lacroix no lugar do contundido Willian Saliba. Dos titulares na derrota para a Espanha, o técnico Didier Deschamps mandou a campo apenas o goleiro Mike Maignan, o volante Adrien Rabiot, o meia Michael Olise e Mbappé, na briga pela artilharia.

Do lado inglês, o zagueiro Marc Guehi, o lateral-direito Djed Spence, o volante Declan Rice e o meia Morgan Rogers foram os únicos titulares mantidos por Thomas Tuchel na comparação com a formação que perdeu da Argentina. O zagueiro Jarell Quansah, que cumpriu a suspensão de dois jogos pela expulsão contra o México, nas oitavas de final, retornou ao time, no lugar de John Stones.

Passeio inglês

Se a ideia era dar oportunidade a quem não teve tantos minutos na Copa, a Inglaterra claramente aproveitou melhor a proposta e não teve dificuldade para construir a goleada ainda no primeiro tempo. Demonstrando muito mais interesse pelo jogo que a França, os ingleses fizeram o primeiro aos dois minutos. O atacante Desiré Doué errou passe fácil pelo meio, Rice conduziu a bola sem ser ameaçado e chutou da entra da área, no canto esquerdo de Maignan.

Os Bleus (apelido da seleção francesa) sinalizaram uma reação aos dez minutos, em finalização do meia Rayan Cherki, na sobra de um desarme de Guehi em Mbappé, mas Dean Henderson, substituto de Jordan Pickford, defendeu. A resposta veio no lance seguinte, em gol do atacante Bukayo Saka, anulado por impedimento.

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A superioridade inglesa se confirmou aos 17 minutos. Depois de cobrança de escanteio de Rice pela esquerda, Ezri Konsa, de cabeça, acertou outra vez o canto esquerdo do goleiro francês. A bola ainda triscou na trave antes de balançar as redes.

Mbappé até tentava alguma coisa do lado da França, mas foi a Inglaterra que marcou de novo. Dois minutos depois, Marcus Rashford foi lançado em contra-ataque pela esquerda. O atacante invadiu a área com liberdade e chutou em cima de Maignan. O rebote ficou com Saka, mas a batida explodiu em Lacroix. Na sobra, Rashford conseguiu tirar do goleiro dos Bleus e rolar para Saka, enfim, mandar para o gol.

E o camisa 7 inglês balançaria as redes mais uma vez. Aos 45, Saka recebeu do meia Eberechi Eze às costas da zaga e chutou no canto esquerdo de Maignan, transformando o placar em goleada.

Para a história

O atropelo fez com que Deschamps voltasse do intervalo com quatro alterações. Uma delas foi a entrada de Dayot Upamecano no lugar de Ibrahima Konate. E foi a partir de um desarme do zagueiro, na intermediária ofensiva, logo aos dois minutos, que Olise aproveitou e lançou Mbappé nas costas de Konsa. O camisa 10 chutou cruzado para recolocar a França no jogo.

Coube a outra novidade francesa para o segundo tempo diminuir mais um pouco a diferença no placar. Seis minutos depois, Mbappé lançou o atacante Bradley Barcola, que surpreendeu a marcação de Quansah e finalizou para vencer Henderson.

Em choque, a Inglaterra se viu acuada em meio à pressão dos Bleus. Olise, Upamecano e o atacante Ousmané Dembélé, outro titular que entrou na volta do intervalo, tiveram chances. E foi Dembélé que iniciou a jogada do terceiro. Aos 20 minutos, ele avançou pela esquerda e tocou para Olise, que deixou a bola passar e chegar em Mbappé. O camisa 10 tabelou com o companheiro e mandou para as redes. Gol dez nesta Copa e 22 na história dos Mundiais.

Aos 29, Olise pecou na finalização dentro da área, após jogada do lateral Malo Gusto pela esquerda. Aos 36, ele voltou a desperdiçar grande chance, desta vez por exagerar no lance individual depois de boa trama com Dembélé e Mbappé. Isso porque, um minuto antes, foi o meia Jude Bellingham, que tinha acabado de entrar, que exagerou no preciosismo ao demorar a chutar e finalizar em cima de Maignan.

Como se fosse uma punição a Olise pelas oportunidades perdidas, aos 39 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Saka cobrou a penalidade e marcou o terceiro dele na partida.

Alívio inglês? Que nada. Aos 50, Dembélé recebeu de Upamecano pela esquerda, invadiu a área, levou para a perna esquerda e fez o quarto da França. O pandemônio estava reinstalado para os dois minutos finais dos acréscimos. Até que, no último lance, Bellingham resolveu a vida da Inglaterra com um golaço. O meia driblou Lacroix, enganou Upamecano e chutou entre as pernas do zagueiro para definir o jogo em Miami. Fonte LINCOLN CHAVES – REPÓRTER DA EBC e foto FIFA

TRF6 mantém suspensão de cláusulas abusivas de escritório inglês contra vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG)

TRF6 mantém suspensão de cláusulas abusivas de escritório inglês contra vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG)

O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) manteve decisão provisória que suspende diversas cláusulas consideradas abusivas em contratos de prestação de serviços advocatícios firmados entre o escritório inglês Pogust Goodhead Law Ltd. (PGMBM), com sede em Londres, e as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A determinação atende a pedido formulado em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com os Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e do Espírito Santo (MPES), Defensorias Públicas da União (DPU), de Minas Gerais (DPMG) e do Espírito Santo (DPES).

Rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Com a decisão, as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem em 2015 – considerado o maior desastre socioambiental do país – terão liberdade para escolher entre manter suas ações no exterior contra a empresa BHP Billiton ou aderir ao Programa Indenizatório Definitivo (PID) no Brasil, sem sofrer retaliações, penalidades ou cobranças financeiras indevidas por parte dos advogados estrangeiros. A determinação busca preservar a liberdade de escolha dos atingidos em relação à reparação, além de impedir novos prejuízos decorrentes das cláusulas abusivas e assegurar transparência.

Justiça brasileira soberana – O escritório inglês propôs ação coletiva contra a empresa BHP Billiton na justiça inglesa, representando mais de 700 mil brasileiros. Os contratos preveem, por exemplo, que a desistência da ação coletiva em Londres acarreta pagamento de indenização ao escritório, o que limita a autonomia dos clientes brasileiros; impõem a cobrança de honorários sobre acordos firmados no Brasil, mesmo quando não há atuação direta dos estrangeiros; e determinam que disputas sejam resolvidas em Londres, o que, segundo o MPF, representa uma violação aos princípios de acesso à Justiça e de proteção à parte vulnerável. Há ainda falta de transparência na comunicação com os clientes, que não foram devidamente informados sobre os impactos financeiros dessas previsões.

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Por unanimidade, os desembargadores da 4ª Turma do TRF-6 reafirmaram a competência da Justiça brasileira para analisar o caso e afastaram a validade das cláusulas que impunham o foro e a arbitragem em Londres para resolver disputas entre o escritório e seus clientes brasileiros. Como os contratos foram celebrados no Brasil, por cidadãos residentes no país e decorrem de um desastre ocorrido em território nacional, aplica-se no caso o direito brasileiro.

A decisão destaca a “hipervulnerabilidade” das vítimas e caracteriza a relação como uma “advocacia de massa”, com contratos de adesão padronizados impostos a milhares de pessoas com baixo poder de negociação, poucos conhecimentos técnicos e jurídicos e vulnerabilidade econômica, o que justifica a incidência do Código de Defesa do Consumidor brasileiro.

O procurador regional da República Patrick Salgado Martins, que atuou no caso perante o TRF6, destaca que a decisão é “fundamental para assegurar a transparência e a dignidade das vítimas, impedindo que o acesso à justiça seja cerceado por práticas que favoreçam excessivamente os escritórios de advocacia em detrimento da reparação real das famílias”.

Cláusulas suspensas – Entre as cláusulas consideradas abusivas e suspensas pelo TRF-6, destacam-se:

• Proibição de acordos no Brasil: o escritório impedia que os clientes realizassem acordos diretos no Brasil (como o PID) sem o seu consentimento prévio e por escrito.
• Cobrança de honorários sobre indenizações nacionais: os contratos previam a dedução de honorários sobre valores recebidos pelos atingidos no Brasil, mesmo em negociações das quais o escritório não participou.
• Barreiras à rescisão: cláusulas dificultavam ou oneravam excessivamente o desejo do cliente de encerrar o contrato com os advogados ingleses.
• Responsabilização por supostos danos: previsão de que o cliente responderia por eventuais prejuízos sofridos pelos advogados caso decidisse fechar um acordo por conta própria.

Prazo estendido para adesão ao PID – Devido à incerteza jurídica gerada por essas cláusulas, que impediam muitos atingidos de buscar a reparação no Brasil por medo de penalidades, o MPF, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público do Espírito Santo, Defensoria Pública da União e defensorias estaduais atuaram para que o sistema de adesão ao Programa de Indenização Definitiva (PID) tivesse o prazo estendido. Fruto de um acordo recente, o PID estabelece critérios e valores para compensação dos atingidos, mas exige assinatura de termo de quitação abrangendo todos os processos movidos contra as empresas responsáveis pelo desastre.

Em julho de 2026, as empresas mineradoras concordaram em reabrir a plataforma de ingresso no PID por um período adicional de 45 dias. Com essa prorrogação, os atingidos elegíveis que ainda não formalizaram sua adesão têm agora até o dia 15 de agosto de 2026 para ingressar no programa.

Agravo de Instrumento nº 6006362-33.2025.4.06.0000 e nº 6006987-67.2025.4.06.0000


Fonte
Ministério Público Federal
Procuradoria Regional da República da 6ª Região

Argentina vira sobre Inglaterra e vai à final contra Espanha em busca do tetra

Argentina vira sobre Inglaterra e vai à final contra Espanha em busca do tetra

A final da Copa do Mundo da FIFA 2026™ está definida: a Argentina venceu de virada a Inglaterra por 2 a 1 na última semifinal e agora vai enfrentar a Espanha em 19 de julho pelo quarto título de sua história. O jogo na região de Nova York-Nova Jersey também pode valer um raro bicampeonato consecutivo, algo que não acontece desde 1962, com uma dobradinha do Brasil.

Dois gols nos últimos nove minutos de jogo definiram a “remontada” argentina, ambos com assistências de Lionel Messi. O craque argentino segue em uma jornada mágica nos gramados norte-americanos.

Os espanhóis garantiram a vaga na final no dia anterior com uma vitória sobre a França por 2 a 0. Agora, os franceses enfrentarão justamente a Inglaterra na decisão do bronze, em Miami, no dia 18.

“É só uma partida de futebol”, alertou o técnico Lionel Scaloni, ao longo dos últimos dias, tentando conter a animosidade para o confronto. Porém, como esperado para uma semifinal de Copa do Mundo com rivalidade histórica, o jogo foi cercado por tensão desde o início, com marcações intensas e discussões entre os jogadores – além do grande barulho e da bonita festa que as duas torcidas compartilhavam no estádio de Atlanta, é claro.

Aos 36 minutos, por exemplo, Messi passou por Harry Kane, Anthony Gordon e Djed Spence antes de sofrer a falta de Elliot Anderson. Pouco depois da cobrança, Enzo arriscou um chute de longe e tirou tinta do travessão.

O segundo tempo contrariou totalmente o estilo do primeiro. Embora a animosidade e a tensão ainda estivessem ali, o futebol truncado deu lugar a boas jogadas. Começando por uma oportunidade argentina, com finalização de Julián Álvarez para defesa de Jordan Pickford. Mas foi do outro lado do campo que o gol finalmente saiu.

Na marca dos 10 minutos, em um lance que começou com um tiro de meta curto de Pickford, Harry Kane deu um lançamento longo promissor a partir do campo de defesa – o goleador fazendo a função de armador. Nicolás Tagliafico tentou afastar, mas a bola sobrou para Declan Rice, que tocou para Morgan Rogers. O inglês fez um cruzamento perfeito para Gordon, que surgiu na pequena área para marcar com um toque de direita.

Naturalmente, a Argentina tentou usar o gol da Inglaterra como combustível e motivação para atacar pouco depois do reinício do jogo, e o lançamento de Enzo para Giuliano Simeone levou perigo à defesa europeia; porém, Spence aplicou um carrinho perfeito, na bola, para afastar o risco.

No entanto, foram outros os lances que fizeram o lado albiceleste do estádio se levantar e lamentar como nunca: primeiro, aos 24 minutos, Nico González cabeceou para uma grande defesa de Pickford; depois, aos 31, Mac Allister tocou de cabeça na área depois de ótimo cruzamento de De Paul e carimbou a trave direita.

Talvez fosse uma tentativa de encontrar o cabeceador Otamendi – que é famoso por gols salvadores na carreira – ou apenas consequência do posicionamento de uma Inglaterra que se fechou muito após abrir o placar, mas a Argentina passou a ter a bola aérea como principal recurso. Em lances consecutivos, Mac Allister e González voltaram a cabecear com perigo, mas não conseguiram balançar a rede. E a tensão crescia.

Quando entenderam que o empate não sairia pelo alto, os sul-americanos enfim igualaram o placar com um chute impecável de Enzo Fernández aos 40 minutos, aproveitando a assistência de Messi e o espaço deixado pelos ingleses na entrada da área.

A pressão continuou nos lances seguintes. E a Argentina evitou jogar mais uma prorrogação: primeiro, a finalização de Mac Allister bateu na trave. Na sobra, Messi fez ótima jogada pela direita e cruzou na medida para Lautaro Martínez. O centroavante subiu e cabeceou para o fundo da rede e para a história.

Você sabia?

  • Esse foi o sexto confronto de Copa do Mundo da FIFA™ entre as duas equipes. Contando esta partida, cada uma das equipes venceu três vezes.
  • A Inglaterra buscava chegar à final pela primeira vez desde 1966 – o ano do único título foi também o único em que a equipe inglesa disputou a decisão.
  • A Argentina nunca perdeu uma semifinal de Copa do Mundo. Fonte e foto FIFA

Em sessão histórica, Conselho Pleno da OAB-ES aprova Desagravo Público em face de desembargadora do TRT-17

Em sessão histórica, Conselho Pleno da OAB-ES aprova Desagravo Público em face de desembargadora do TRT-17

O Conselho Pleno da OAB-ES aprovou, em Sessão Extraordinária realizada nesta segunda-feira (13/7), conduzida pelo presidente em exercício Carlos Augusto da Motta Leal, o Desagravo Público em face da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17). Durante a sessão, o Conselho também definiu a realização do Ato de Desagravo Público para o dia 22 de julho, às 13h, em frente à sede do TRT-17, em Vitória.

O tesoureiro da OAB-ES, José Antônio Neffa Júnior; o ex-presidente da OAB-ES, Homero Mafra; a secretária-geral adjunta da OAB-ES, Camila Brunhara Biazati Helal; o presidente em exercício da OAB-ES, Carlos Augusto da Motta Leal, o ex-presidente da OAB-ES, Luiz Antônio de Souza Basílio.

A aprovação ocorreu na presença dos ex-presidentes da OAB-ES Homero Mafra e Luiz Antônio de Souza Basílio. Ao se manifestar durante a sessão, Basílio destacou a importância da defesa dos princípios institucionais.

“A minha satisfação de estar nesta Casa é muito grande. Deixo uma convicção amadurecida ao longo de quase um século de vida: as instituições permanecem fortes quando defendem seus princípios com coragem, equilíbrio, sabedoria e respeito. Com essas considerações, acompanho o relator”, afirmou.

O ex-presidente da OAB-ES Homero Mafra ressaltou a postura adotada pela presidente da Seccional, Erica Neves, além de reforçar o papel institucional da Ordem no Sistema de Justiça.

“Foi uma sessão histórica, na qual a postura da presidente Erica foi louvável. Se tem um momento em que a Ordem se torna grande, um desses momentos foi quando a presidente Erica reagiu da forma como fez. Erica me fez lembrar o ensinamento do mestre Agesandro da Costa Pereira, dizendo que o advogado precisa ter coragem cívica, a mesma que a presidente demonstrou naquele momento, engrandecendo toda a advocacia capixaba. Acho que, além do voto de desagravo, esse Conselho tem que dizer à presidente Erica que ela foi brava. O ato da desembargadora atingiu não apenas a presidente, mas toda a advocacia, quando indaga o que a Ordem estava fazendo ali.”

O relator do processo, conselheiro seccional Robson Louzada, afirmou que se sentiu honrado por relatar a matéria e destacou a gravidade dos fatos. Segundo ele, a Ordem foi profundamente ofendida ao comparecer a um ambiente em que, embora não tenha sido formalmente chamada, deveria ter sido convidada a participar do debate.

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“Isso causou um enorme constrangimento para a advocacia capixaba e para a presidente Erica. A conduta adotada mostrou-se desalinhada com os deveres impostos à magistratura, especialmente quanto à urbanidade, à polidez e ao tratamento cortês dispensado às partes, aos interessados e aos representantes das instituições”, afirmou o relator, ressaltando que esses princípios devem nortear a atuação do Poder Judiciário.

Para o presidente em exercício da OAB-ES, Carlos Augusto da Motta Leal, a aprovação do Desagravo Público reafirma o compromisso da Ordem com a defesa intransigente das prerrogativas da advocacia, do respeito entre as instituições e do livre exercício profissional.

Desagravo aprovado por unanimidade

A medida foi adotada após a magistrada proferir ofensas e críticas à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES) durante sessão do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17) realizada na última quarta-feira (8).

Na ocasião, a presidente da OAB-ES, Erica Neves, havia requerido o adiamento do julgamento sobre a reestruturação para que a Seccional pudesse se manifestar. Durante a sessão, porém, a desembargadora fez críticas e manifestações ofensivas à OAB-ES e à magistratura de primeiro grau. Diante do ocorrido, a presidente reagiu em defesa da instituição, reafirmando a importância e o respeito devido à Ordem dos Advogados do Brasil e declarando que “ninguém destrata a OAB-ES”.

Em resposta aos fatos, a OAB-ES protocolou, na última semana, uma Reclamação Disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), requerendo o afastamento cautelar da desembargadora do exercício da jurisdição até a conclusão do processo administrativo disciplinar. Horas após o protocolo do pedido, foi divulgada a decisão que determinou o afastamento cautelar da magistrada.

Duelo entre Argentina e Inglaterra é prova de fogo na Copa do Mundo da FIFA 2026

Duelo entre Argentina e Inglaterra é prova de fogo na Copa do Mundo da FIFA 2026

A seleção inglesa de futebol entra em campo nesta quarta-feira (15/7) contra a seleção da Argentina, às 16h, e os olhos do mundo se voltam tanto para o experiente Lionel Messi, da albiceleste, que faz sua última Copa do Mundo, quanto para a estrela inglesa, o meio-campo Jude Bellingham

Um clichê do esporte diz que “não há ganho sem dor” – uma verdade que persegue as campanhas de Inglaterra e Argentina na Copa do Mundo da FIFA 2026™. Para as duas equipes, chegar à semifinal foi um exercício de sobrevivência física e, acima de tudo, psicológica. Por isso, antes do histórico duelo desta quarta-feira (15) em Atlanta, é preciso olhar para as cicatrizes que as duas seleções acumularam no mata-mata até aqui.

Na maior Copa do Mundo de todos os tempos, enganou-se quem achou que as potências atropelariam os “azarões”.

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A Inglaterra precisou sangrar para superar a RD do Congo na fase de 16-avos, o México nas oitavas de final e a Noruega nas quartas.

A Argentina transformou seus confrontos contra Cabo Verde, Egito e Suíça em verdadeiros testes de cardiologia para seus torcedores, sobrevivendo a prorrogações e cenários de pura pressão – até que foi criado um meme argentino de um convite de festa que diz “você está convidado para meu quarto ataque cardíaco” (a semifinal).

A Inglaterra precisou sangrar para superar a RD do Congo na fase de 16-avos, o México nas oitavas de final e a Noruega nas quartas.

A Argentina transformou seus confrontos contra Cabo Verde, Egito e Suíça em verdadeiros testes de cardiologia para seus torcedores, sobrevivendo a prorrogações e cenários de pura pressão – até que foi criado um meme argentino de um convite de festa que diz “você está convidado para meu quarto ataque cardíaco” (a semifinal).

Scaloni foi sincero após o triunfo argentino sobre os suíços: “Nós sofremos. Sabíamos que seria um jogo difícil e não fomos capazes de sair de certas situações. A sorte esteve conosco. É preciso ser realista, temos coisas para melhorar”.

O mesmo tom de alerta ecoou do lado europeu na voz de Tuchel, que espera que a Inglaterra suba alguns degraus se quiser reconquistar o mundo depois de 60 anos: “Não fiquei muito satisfeito com a atuação. O nosso comprometimento estava ali, mas nós dificultamos muito a nossa própria vida. Tivemos sorte e mentalidade, mas temos uma questão com a qualidade da nossa atuação. Precisamos e vamos jogar melhor”.

A visão de Harry Kane sobre isso é positiva. “Se estamos em uma semifinal de Mundial e ainda temos como melhorar, podemos ver isso como algo bom”, disse o goleador.

Por outro lado, Inglaterra e Argentina mostram virtudes em como sobreviver ao caos e responder à pressão com coragem. No fim, é evidente que o “coração” tem entrado em campo – simbolizado pelo canto de “Wonderwall” dos ingleses com a torcida após cada vitória e no choro copioso de Lionel Messi depois do triunfo sobre o Egito nas oitavas de final. É essa combinação que torna esse embate de semifinal tão imprevisível.

O coração e a técnica podem atuar juntos, como é o caso do craque resiliente Jude Bellingham. “Lutamos em 90 ou 120 minutos ou mais. Uma coisa é ter qualidade, e todo esse elenco tem, mas vocês não sabem quanta mentalidade e quanto coração é preciso ter em situações como essa. O jogo tem muitas facetas. O aspecto técnico importa, mas para mim o mais importante é o psicológico e como você lida com adversidade. Esse time mostrou mais uma vez que pode fazer isso”, disse o decisivo camisa 10 da Inglaterra.

A capacidade de operar no limite também está no DNA da Argentina, liderada por um Messi que, mesmo após ganhar tudo, recusa-se a aceitar o comodismo. “Esse elenco compete e nunca deixa de insistir, de querer mais. Não é normal o que faz esse grupo: ser campeão do mundo, ganhar duas vezes a Copa América e voltar a estar em uma semifinal de Mundial”, afirmou o astro, que enfrentará a Inglaterra pela primeira vez na carreira.

Com tantas reviravoltas e prorrogações no caminho, o aspecto físico dos dois times tem sido testado ao extremo, mas a vaga na final pode ser decidida na mente. Afinal, como explicou o atacante argentino Flaco Lopez: “Quando as pernas não respondem, nós olhamos para a torcida, e o coração bate um pouquinho mais e nos dá energia.” Fonte e foto FIFA

Espanha controla França e volta à final da Copa do Mundo

Espanha controla França e volta à final da Copa do Mundo

A Espanha está na final da Copa do Mundo da FIFA 2026™ pela segunda vez em sua história. Após 16 anos, quando conquistou seu primeiro título mundial na África do Sul, a equipe ibérica está na decisão que vale o troféu mais desejado do futebol. Nesta terça-feira, em Dallas, La Roja venceu o clássico europeu com a França por 2 a 0 e impediu que Les Bleus chegassem pela terceira vez seguida à decisão.

A final da Copa ocorre no próximo domingo, 19 de julho, no Estádio de Nova York-Nova Jersey. A Espanha agora aguarda quem passar da semifinal entre Inglaterra e Argentina. Já a França volta a campo um dia antes, no sábado, em Miami, para a decisão do bronze.

Finalista da Copa masculina, Espanha pode “unificar” títulos mundiais. FOTO FIFA

classificação da Espanha à final da Copa do Mundo abre a possibilidade de um país ser detentor, simultaneamente, de forma inédita, dos títulos mundiais entre homens e mulheres. As espanholas são justamente as atuais campeãs do naipe feminino.

Neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), a Fúria (apelido do time espanhol) mede forças, em Nova Jersey (Estados Unidos), com quem se classificar na outra semifinal da Copa masculina, entre Argentina e Inglaterra. A seleção ibérica, campeã pela primeira vez em 2010, busca o bi, o que a colocaria no topo da modalidade, pelo menos, até 2030, quando será uma das sedes do evento, junto de Portugal e Marrocos.

Entre as mulheres, o reinado da Espanha foi proclamado em 2023, com a inédita conquista da Copa do Mundo Feminina, realizada na Austrália e na Nova Zelândia. A vitória sobre a Inglaterra na final, por 1 a 0, no Sydney Stadium, premiou uma campanha quase perfeita, com seis vitórias e apenas uma derrota. Foram 18 gols marcados e sete sofridos.

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O detalhe é que aquela decisão de 2023 pode se repetir na Copa masculina. Para isso, os ingleses têm de superar os argentinos nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta (Estados Unidos).

O título na Austrália alçou de vez a craque Aitana Bonmatí, eleita a melhor jogadora da competição, aos primeiros The Best – que é concedido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) – e Bola de Ouro da carreira. Ídola do Barcelona, a meia ganhou os prêmios mais duas vezes e é a atual detentora de ambos.

A Copa de 2023 também foi marcada por um beijo não consensual do então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, na atacante Jenni Hermoso durante a premiação das campeãs. O dirigente afirmou que o ato foi permitido pela atleta, o que a mesma negou. Pressionado por jogadores e coletivos femininos, Rubiales pediu demissão da RFEF e foi banido pelo Comitê Disciplinar da Fifa por três anos.

Vale lembrar que a Espanha chegou a ter “unificados”, entre 2024 e 2025, os títulos da Liga das Nações, torneio entre seleções europeias que ocorre a cada duas temporadas. Campeã nas duas primeiras edições femininas (2024 e 2025), a Fúria venceu a competição masculina em 2023, mas ficou com o vice no ano passado, superada por Portugal.

O primeiro país a vencer a Copa nos dois naipes foi a Alemanha, que conquistou o torneio feminino – criado em 1991 – nas edições de 2003 (Estados Unidos) e 2007 (China). Esta última, aliás, batendo o Brasil na final. Os títulos, porém, não foram simultâneos ao período em que a seleção alemã masculina era campeã mundial.

A próxima Copa do Mundo Feminina será no Brasil, em 2027. Entre as seleções que ainda estão na briga pelo título masculino em 2026, Espanha e Argentina estão garantidas no Mundial do próximo ano. A Inglaterra ainda terá que disputar a repescagem europeia.

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Argentina, França, Espanha e Inglaterra nas semifinais da Copa do Mundo

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Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.

Após 36 anos, Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais. Foto Fifa

O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira (14), no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira (15), argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.

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Semi de gigantes

Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.

Lionel Messi, Julián Álvarez, Lamine Yamal, Rodri, Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Harry Kane e Jude Bellingham carregam a esperança das semifinalistas de 2026.

Argentina: Messi e Álvarez

Lionel Messi conhece quase todos os sentimentos que uma Copa do Mundo pode proporcionar, mas ainda consegue encontrar experiências inéditas. Aos 39 anos, o capitão argentino enfrentará a Inglaterra pela primeira vez.

“Será um jogo especial porque eu nunca joguei contra a Inglaterra e também por ser uma seleção grande, uma potência, e é sempre lindo jogar contra times assim. Um jogo como esse já é grande, ainda mais em uma semifinal de Copa do Mundo”, disse o astro.

Ao lado dele, Julián Álvarez parece crescer na hora certa. Herói argentino nas quartas de final com um golaço diante da Suíça, o atacante não esconde a emoção e a esperança de alcançar sua melhor versão justamente quando a margem para erros desaparece.

“Foi importante fazer aquele gol. Tenho evoluído ao longo do Mundial e espero ser ainda melhor na semifinal. O importante é que o time vença, mas como atacante quero ajudar com gols. Eu fico emocionado. Imagino como deve ter sido na Argentina”, afirmou Julián.

Inglaterra: Kane e Bellingham

Assim como a adversária Argentina, a Inglaterra também vem de uma sequência de jogos difíceis, com pressão até o fim – aí entra a importância de jogadores que sabem transformá-la em combustível. Agora, Harry Kane sabe que falta uma conquista mundial para transformar as boas campanhas inglesas em um legado definitivo.

“Estamos vivendo uma fase bem-sucedida da seleção e queremos subir um degrau a mais. O título é a peça que falta. Estamos juntos há seis semanas e mostramos muita vontade de conquistar o troféu”, declarou o camisa 9.

Kane não carrega esse peso sozinho, já que Jude Bellingham tem sido decisivo no caminho até a semifinal: “Isso aqui provavelmente está além dos meus sonhos de infância. Eu era um garoto confiante, mas não é sempre que você sonha em decidir jogos como esse. É bom ter um impacto, mas o esforço de todos os jogadores me deixa orgulhoso.”

França: Mbappé e Dembélé

Para muitos, a França é o time a ser batido nesta Copa, mas Kylian Mbappé recusa qualquer sensação de dever cumprido. O capitão francês acredita que a reputação de uma equipe dominante precisa ser confirmada até o último jogo.

“Não sei se eu chamaria isso de uma ‘missão’, mas todos nós temos consciência de que só podemos relaxar se ganharmos. Antes disso, não podemos baixar a guarda. Ainda temos muito a provar se quisermos que nos reconheçam como um ‘time invencível’.”

O tom de Ousmane Dembélé é um pouco mais brando. Assim como Mbappé, ele chega à terceira semifinal de Copa do Mundo da carreira sentindo que sua evolução acompanha o avanço da França, embora coloque o coletivo acima do próprio protagonismo.

“Estou muito feliz. Eu me sinto bem nessa posição que exerço na seleção e no Paris Saint-Germain. Estou ficando mais forte ao longo da competição, mas o time vem antes de tudo”, declarou o jogador.

Espanha: Yamal e Rodri

No confronto europeu com a França, a Espanha deposita parte de sua esperança no talento de Lamine Yamal. Em busca de uma atuação que traduza plenamente sua capacidade neste Mundial, o jovem atacante não demonstra receio diante do tamanho do adversário.

“Desde que começou o Mundial, muita gente esperava por esse jogo. Para mim, são as duas melhores seleções nessa Copa do Mundo. Mas não temos medo: se alguém pode vencer a França, somos nós”, declarou o jovem.

Se Yamal representa a possibilidade do imprevisível, Rodri oferece controle. O meio-campista é o jogador com mais passes certos da competição até agora e dá ordem ao futebol espanhol, sobretudo quando a tensão ameaça acelerar as decisões.

“A França será provavelmente o nosso maior teste. Temos muita motivação e vontade para ganhar a partida. Precisamos potencializar nossas virtudes: a França é um grande time, mas a Espanha também”, comentou Rodri. Foto fifa e fontes Fifa e agência Brasil

Argentina elimina Suíça e enfrenta Inglaterra na semifinal

Argentina elimina Suíça e enfrenta Inglaterra na semifinal

A Argentina se garantiu na semifinal da Copa do Mundo de 2026 e mantém vivo o sonho do tetracampeonato. A atual campeã sofreu, mas fez 3 a 1 na Suíça em Miami (Estados Unidos) no final da noite deste sábado (11/7).

Julián Álvarez e Lautaro definem vitória por 3 a 1 na prorrogação

Mac Allister, da equipe Argentina, abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Ndoye empatou no início da etapa final. Na prorrogação, Julián Álvarez e Lautaro Martínez garantiram a classificação argentina. Agora, na semifinal, enfrenta a Inglaterra, na quarta-feira (15/07), às 16h (Brasília).

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Essa foi a primeira vez que o técnico Lionel Scaloni repetiu a escalação de um jogo para outro. O time enfrentou muitas dificuldades. Depois de abrir o placar logo no início, a equipe passou a encontrar dificuldades para manter a intensidade e criar oportunidades, e viu o rival empatar ainda no começo da etapa final. Aos 25 minutos da etapa final, o atacante suíço Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso com o auxílio do Var. Mesmo assim, a Argentina continuou administrando a partida, monstrando estar sofrendo fisicamente. Na prorrogação a superioridade numérica só foi transformada em vantagem quando Julián Álvarez marcou um belo gol e Lautaro Martínez aproveitou rebote para fechar o placar. 

Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

De um lado da chave, França e Espanha; de outro uma incógnita. A dúvida será tirada neste sábado (11/7), com os dois últimos jogos da fase de quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026. 

Haaland x Kane de um lado; do outro, Argentina pega a Suíça. Foto FIFA

A atual campeã, Argentina, enfrenta a Suíça; enquanto noruegueses e ingleses duelam pela outra vaga na semifinal.

Duelo de centroavantes

Dois dos principais centroavantes do futebol mundial se enfrentam neste sábado. Haaland, pela Noruega, e Harry Kane, pela Inglaterra, prometem dar trabalho às defesas. As duas seleções jogam às 18h (horário de Brasília), em Miami. 

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Algoz do Brasil nas oitavas-de-final, Haaland é o típico atacante camisa 9. Alto e forte, com boa presença de área e exímio finalizador.

Os mesmos adjetivos podem ser dispensados a Harry Kane. A maior esperança de gols dos ingleses há anos, ele tem em seus ombros a responsabilidade de tirar seu país de uma fila de seis décadas. Desde 1966 que a Inglaterra não sabe o que é ganhar uma Copa do Mundo.

Para ter noção da importância dos dois para suas seleções, basta ver a artilharia da Copa. Haaland tem 7 gols e é o vice-artilheiro até o momento. Logo atrás, vem Kane, com 6 gols.

Mas os dois times não têm estrelas solitárias. Do lado norueguês, o meia Odegaard e o atacante Antonio Nusa podem desequilibrar caso tenham espaço para jogar. Já a torcida inglesa conta com um bom desempenho do meia Bellingham e do atacante Saka para chegar à semifinal.

VARgentina?

O termo provocativo foi cunhado por torcedores nas redes sociais após algumas decisões bastante discutíveis a favor dos atuais campeões mundiais. A Argentina não tem jogado bem nas partidas eliminatórias. Contra Cabo Verde e Egito, foram vitórias suadas, conquistadas nos últimos minutos.

Contra os egípcios, a classificação veio com polêmica. O Egito teve um gol anulado e a Argentina, por sua vez, teve um gol validado em uma jogada parecida com a invalidada pela arbitragem no gol egípcio. Com erro de arbitragem ou não, os atuais campeões transformaram um 2 a 0 contra em um 3 a 2 a favor e jogam hoje.

A Argentina conta, sempre, com a estrela de Lionel Messi para brilhar. O grande garoto-propaganda desta Copa, Messi, que atualmente mora e joga em Miami, nos Estados Unidos, já tem 8 gols no torneio. Ele divide a artilharia com Mbappé, da França.

A Suíça entra em campo com uma missão indigesta, parar os atuais campeões mundiais. Os suíços, no entanto, têm mostrado resiliência ao longo do torneio e já fazem história. Igualaram o melhor desempenho do país em Copas. A última vez que tinha ido tão longe, havia sido em 1954, quando eram os anfitriões do torneio.

Para chegar às quartas-de-final, os Suíços eliminaram a Colômbia nos pênaltis e interromperam uma série de bons jogos dos Cafeteros. Se os suíços não têm um futebol exuberante, compensam com incansável resiliência e uma defesa forte. Sofreram apenas 3 gols, todos na fase de grupos.

Se vencerem os atuais campeões, voltam para Berna como heróis. Não importa o que aconteça depois.

Jogos deste sábado, 11 de julho 

  • 18h – Inglaterra X Noruega (Miami)
  • 22h – Suíça X Argentina (Kansas City) MARCELO BRANDÃO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Vitória recebe ministros do STF e do TST em congresso que debate os desafios da Justiça brasileira

Vitória recebe ministros do STF e do TST em congresso que debate os desafios da Justiça brasileira

Nos dias 12 e 13 de agosto, Vitória será palco de um dos mais importantes encontros jurídicos do país. A OAB-ES realiza o Congresso Estadual da Advocacia, reunindo ministros de tribunais superiores, juristas, professores e especialistas para discutir os principais desafios da Justiça contemporânea, em uma programação voltada ao fortalecimento da advocacia, das instituições e da cidadania.

A presidente Erica Neves no Congresso Estadual da Advocacia 2025. Evento promovido pela OAB-ES reunirá algumas das maiores autoridades do Judiciário e do Direito nacional nos dias 12 e 13 de agosto

O principal destaque da programação será a participação da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, uma das mais respeitadas magistradas do país. Sua presença confere dimensão nacional ao congresso e reforça a proposta do evento de promover um debate qualificado sobre os desafios da Justiça brasileira e o papel da advocacia diante das transformações institucionais, sociais e tecnológicas.

O congresso também contará com a participação dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maurício Godinho Delgado e Delaíde Miranda Arantes, referências nacionais na Justiça do Trabalho. As transformações nas relações de trabalho, os novos desafios enfrentados pela advocacia e a evolução da jurisprudência trabalhista estarão entre os temas debatidos durante o encontro.

Além das autoridades do Judiciário, o evento reunirá importantes nomes da advocacia e da academia jurídica brasileira, como José Roberto de Castro Neves, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Carlos Ari Sundfeld, Marcello Terto, Ulisses Rabaneda, Pablo Arruda, Giovanni Machado, além dos professores Rodrigo Reis Mazzei e Flávio Cheim Jorge. A programação também contará com a participação da desembargadora federal Simone Schreiber, ampliando o debate sobre temas estruturantes do Direito contemporâneo.

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Os painéis abordarão assuntos de grande relevância para a advocacia e para a sociedade, como Direito Administrativo, reforma do Código Civil, Direito Público, Direito Eleitoral, relações de trabalho e os desafios impostos pelas mudanças institucionais e tecnológicas ao sistema de Justiça.

Ministra Cármen Lúcia

Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, o congresso representa um marco para a advocacia capixaba. “Será um encontro histórico, que reúne algumas das maiores autoridades do Judiciário brasileiro e referências acadêmicas do Direito. Um momento essencial de diálogo sobre os desafios da Justiça, da cidadania e o papel da advocacia diante das transformações do nosso tempo”, destaca.

O Congresso Estadual da Advocacia será realizado no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo endereço jacredenciei.com.br/e/congressoestadualdaadvocacia2026. Mais informações também estão disponíveis no portal da OAB-ES.

PROGRAMAÇÃO

12 DE AGOSTO (quarta-feira)
16h30 – Credenciamento

16h45 – Café de boas-vindas

17h30 – Sessão Solene de Abertura

18h00 – Conferência de Abertura
Palestrante: Ministra Cármen Lúcia
Tema: A confirmar

18h40 – Palestra
Palestrante: José Roberto de Castro Neves
Tema: A Importância da Literatura para a Advocacia

19h20 – Palestra
Palestrante: Maria Sylvia Zanella Di Pietro
Tema: Novos Paradigmas do Direito Administrativo

20h00 – Palestra
Palestrante: Rodrigo Reis Mazzei
Tema: A Reforma do Código Civil na Perspectiva da Advocacia

20h40 – Palestra
Palestrante: Carlos Ari Sundfeld
Tema: Desafios da Advocacia no Direito Público Atual

21h20 – Conferência de Encerramento
Palestrante: Desembargadora Federal Simone Schreiber
Tema: A confirmar

22h00 – Sorteio de brindes aos participantes
22h10 – Encerramento das atividades

13 DE AGOSTO (quinta-feira)
16h00 – Café de boas-vindas

16h00 – Lançamento de obras jurídicas de autores capixabas e sessão de autógrafos

16h40 – Sorteio de brindes aos participantes

17h00 – Conferência de Abertura
Palestrante: Ministro Maurício Godinho Delgado
Tema: Assédio Eleitoral nas Relações de Trabalho – Desafios Contemporâneos

17h40 – Palestra
Palestrante: Ulisses Rabaneda
Tema: A confirmar

18h20 – Palestra
Palestrante: Pablo Arruda
Tema: A confirmar

19h00 – Palestra
Palestrante: Flávio Cheim Jorge
Tema: A Advocacia Eleitoral nos Dias Atuais

19h40 – Palestra
Palestrante: Marcello Terto
Tema: A confirmar

20h20 – Palestra
Palestrante: Ministra Delaíde Miranda Arantes
Tema: A confirmar

21h00 – Palestra
Palestrante: Giovanni Machado
Tema: A confirmar

21h40 – Sorteio de brindes aos participantes presentes
21h50 – Encerramento oficial do evento. Fonte Renata Salguera Serra