O que a Mata Atlântica pode nos ensinar sobre como protegê-la?

Como transformar dados coletados em campo em ações efetivas de conservação? Essa será uma das discussões centrais do 3º Encontro Científico da Reserva Águia Branca, que será realizado no dia 2 de setembro, em Vargem Alta, no Espírito Santo. Com o tema “Da observação à ação: o monitoramento como caminho para a proteção da biodiversidade”, o evento reunirá pesquisadores e representantes de instituições ambientais para discutir o papel da ciência no conhecimento e na proteção da Mata Atlântica. As inscrições são gratuitas e limitadas.

Pesquisas realizadas nas montanhas capixabas já contribuíram para a descoberta de nova espécie e ajudam a gerar conhecimento para conservação da biodiversidade

A programação inclui discussões sobre monitoramento de aves e da biodiversidade, conservação da flora, espécies ameaçadas, ecologia de mamíferos, pesquisa participativa, educação ambiental, políticas públicas e turismo científico. Um dos objetivos é aproximar diferentes áreas da conservação e discutir como o conhecimento produzido a partir do monitoramento pode subsidiar decisões e ações concretas.

Em quatro anos, foram realizadas 13 pesquisas científicas. De acordo com a Head de Sustentabilidade do Grupo Águia Branca, os estudos contribuem para identificar espécies, compreender ecossistemas, acompanhar alterações na fauna e na flora e produzir informações que podem apoiar políticas públicas, educação ambiental e estratégias de proteção de outras áreas da Mata Atlântica.

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“Ao apoiar a pesquisa e aproximar ciência, poder público e sociedade, contribuimos para que os dados gerados em campo possam orientar ações de conservação e ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade das montanhas capixabas. E o encontro científico materializa esse propósito”, reforça Adriana.

Descoberta de nova espécie está entre resultados das pesquisas

Entre os resultados científicos obtidos a partir de trabalhos realizados na região está a contribuição para a descrição do Philodendron quartziticola, nova espécie de planta da Mata Atlântica registrada em ambientes associados aos chamados “Morros de Sal”, na região serrana do Espírito Santo.

O estudo envolveu pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio logístico da Reserva Águia Branca nas atividades de campo. A espécie foi classificada como “Em Perigo” de extinção, evidenciando como levantamentos científicos podem ajudar a identificar espécies e áreas prioritárias para conservação.

Resultados de estudos relacionados aos Morros de Sal e à conservação da flora estarão entre os conteúdos apresentados durante esta edição do encontro. Também estão previstas pesquisas envolvendo preguiças-de-coleira e a saíra-apunhalada, entre outros temas ligados à biodiversidade regional.

Para viabilizar as pesquisas de campo, a Reserva oferece aos pesquisadores alojamento, alimentação e suporte técnico e logístico, permitindo que equipes permaneçam na área durante os períodos de coleta e monitoramento.

Inserida em um importante remanescente de Mata Atlântica e no Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande, a Reserva busca ampliar sua atuação como espaço permanente de pesquisa e monitoramento da biodiversidade das montanhas capixabas. A proposta é aproximar universidades, instituições científicas, órgãos públicos e sociedade e estimular estudos de longo prazo capazes de acompanhar espécies, habitats e processos ecológicos ao longo dos anos.

“Conservar também significa criar condições para que a ciência avance. Ao abrir a Reserva para pesquisadores e oferecer suporte para os trabalhos de campo, contribuímos para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. Cada pesquisa desenvolvida aqui nos ajuda a compreender melhor esse território e, principalmente, a identificar caminhos mais efetivos para protegê-lo”, afirma Adriana

Monitoramento como ferramenta para políticas públicas

Uma das novidades desta edição será o bate-papo “Caminhos da Conservação”, que reunirá Pedro Develey, da SAVE Brasil/BirdLife, e Thais Volpi, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), com mediação de Helder Canto Resende, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

A conversa abordará monitoramento de aves, engajamento da sociedade na conservação e a utilização de dados sobre biodiversidade na formulação de políticas públicas. Na sequência, pesquisadores parceiros da Reserva apresentarão experiências, descobertas e resultados de trabalhos desenvolvidos no território.

Também participam da programação pesquisadores ligados ao Herbário VIES/UFES, Instituto Nacional da Mata Atlântica, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Instituto Tamanduá, Programa de Conservação da Saíra-Apunhalada, RPPN Kaetés e Instituto Marcos Daniel.

Confira a programação:

Bate-papo “Caminhos da Conservação”

Pedro Develey – SAVE Brasil/BirdLife
Passarinhar com propósito: monitoramento, engajamento e conservação

Thais Volpi – SEAMA
Por que monitorar a biodiversidade no âmbito das políticas públicas? O caso do Programa BioMonitora Capixaba

Mediação: Helder Canto Resende – UFV

Bate-papo com pesquisadores: Espaço dedicado à apresentação de pesquisas, descobertas e experiências relacionadas à conservação da biodiversidade.

Vagner Faller – Herbário VIES/UFES e INMA
Do conhecimento à conservação: pesquisa participativa e educação ambiental no Morro de Sal da Reserva Águia Branca

Alexandre Magno – Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Herbário VIES/UFES
Como conservar o que ainda não conhecemos? Da descoberta de novas espécies à conservação da flora

Paloma Santos – Instituto Tamanduá
Projeto Preguiça: salvando uma espécie à beira da extinção

Victor Vale – Programa de Conservação da Saíra-Apunhalada/RPPN Kaetés

Turismo científico e conservação: a saíra-apunhalada como espécie guarda-chuva

Serviço

3º Encontro Científico da Reserva Águia Branca

Tema: Da observação à ação: o monitoramento como caminho para a proteção da biodiversidade

Data: 2 de setembro de 2026

Horário: das 13h às 17h

Local: Reserva Águia Branca, Vargem Alta (ES)

Sobre o Grupo Águia Branca

Com 80 anos de história, o Grupo Águia Branca é um dos maiores conglomerados de transporte e logística do Brasil, com atuação nacional e presença na América Latina. Está organizado em três divisões de negócios: transporte de passageiros, logística e mobilidade, e comércio de veículos, e emprega mais de 20 mil profissionais, entre colaboradores próprios e terceiros.

Entre as marcas do Grupo estão Viação Águia Branca, Vix Logística, Vitória Motors, Godrive, Agaxtur, Let’s e Águia Branca Corretora de Seguros. Também fazem parte do ecossistema corporativo iniciativas como a Reserva Ambiental Águia Branca, o Eco Lodge Natureza e a AB Energias Renováveis.

fonte e foto imprensa e influenciadores | Grupo Águia Branca 

Angélica Strapasson: e Eduardo Ribeiro:

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