Levando em consideração a recente informação de que o Pix acaba de bater recorde de uso no Brasil: são quase 3 mil transações por segundo, de acordo com o Banco Central, a deputada federal Jack Rocha (PT-ES) manifesta sua preocupação com as recentes medidas e declarações do presidente dos Estados Unidos que envolvem temas estratégicos para a economia brasileira, como questionamentos ao sistema de pagamentos Pix e a adoção de barreiras comerciais contra produtos nacionais. Para a parlamentar, além de afetar a soberania do país, essas ações podem gerar consequências diretas para milhares de trabalhadores e pequenos empreendedores do Espírito Santo.

A deputada federal Jack Rocha alerta que agricultores familiares, pescadores, quilombolas, cooperativas e pequenos empreendedores capixabas podem ser os mais afetados por medidas que enfraqueçam a economia brasileira e ferramentas como o Pix.
Segundo a deputada, embora os impactos das tensões econômicas internacionais sejam frequentemente associados às grandes empresas exportadoras, quem costuma sentir os efeitos mais rapidamente são os pequenos negócios, os trabalhadores autônomos e as economias locais.
“O Espírito Santo tem uma economia fortemente integrada ao comércio nacional e internacional, mas também é sustentado por milhares de pequenos empreendedores, agricultores familiares, pescadores artesanais, cooperativas, comunidades quilombolas e trabalhadores da economia solidária. Quando há instabilidade econômica, são eles que possuem menos capacidade de absorver os prejuízos”, afirma Jack Rocha.
Dados do Sebrae mostram que os pequenos negócios representam cerca de 89,5% das empresas capixabas e respondem por mais de 55% dos empregos formais gerados no Estado. Além disso, quase metade das empresas exportadoras do Espírito Santo é formada por micro e pequenas empresas, demonstrando que os efeitos de barreiras comerciais e da redução da atividade econômica alcançam diretamente esse segmento.
Para a parlamentar, ao contrário dos grandes grupos econômicos, que contam com reservas financeiras, acesso facilitado ao crédito e capacidade de redirecionar operações, os pequenos empreendedores dependem da circulação diária de renda para manter suas atividades.
“Quando uma exportação diminui, não é apenas a grande indústria que é afetada. Toda a cadeia econômica sente os reflexos. Isso impacta comerciantes, prestadores de serviço, agricultores familiares, pescadores e trabalhadores que dependem da movimentação da economia para garantir sua renda”, destaca.
Jack Rocha também chama atenção para a importância do Pix na rotina econômica de milhões de brasileiros. A ferramenta criada pelo Banco Central se tornou fundamental para microempreendedores, feirantes, produtores rurais, artesãos e comerciantes que utilizam o sistema diariamente para realizar vendas e receber pagamentos sem custos adicionais.
“Hoje, muitos pequenos produtores e empreendedores recebem pelo Pix porque ele reduz despesas, facilita as vendas e amplia a inclusão financeira. Defender o Pix é defender uma tecnologia brasileira que trouxe mais autonomia e oportunidades para quem trabalha e produz”, afirma.
A deputada ressalta ainda que o Espírito Santo possui uma forte presença da agricultura familiar, responsável por parcela significativa da produção de alimentos consumidos no Estado. Comunidades quilombolas, associações rurais, cooperativas agrícolas e grupos da economia solidária também dependem diretamente de um ambiente econômico estável para comercializar seus produtos e gerar renda.
“Quando falamos em soberania nacional, estamos falando também da capacidade de proteger quem mais precisa. Quem sente primeiro os impactos das crises não são as multinacionais. É a agricultora familiar que vende na feira, o pescador artesanal que depende da renda diária, a artesã quilombola, o microempreendedor e o pequeno comerciante do bairro. Defender a soberania econômica do Brasil é defender essas pessoas”, afirma.
Para a deputada, o fortalecimento da economia brasileira passa necessariamente pela valorização dos trabalhadores, dos pequenos empreendedores e das comunidades tradicionais, que historicamente contribuem para o desenvolvimento do país.
“Precisamos garantir que agricultores familiares, pescadores, quilombolas, cooperativas e pequenos empreendedores tenham condições de crescer e prosperar. O desenvolvimento econômico precisa chegar a todos os territórios e beneficiar quem produz riqueza todos os dias, mas muitas vezes permanece invisível nas grandes discussões econômicas”, conclui.
fonte e foto Rachel Martins/ Assessoria de Comunicação