De olho no ecoturismo, projeto cria rota em Santa Teresa

De olho no ecoturismo, projeto cria rota em Santa Teresa

Vandinho enxerga a rota como potencial para desenvolver o empreendedorismo local / Foto: Ellen Campanharo

Apostando no turismo sustentável atrelado ao desenvolvimento econômico e social, o deputado Vandinho Leite (PSDB) quer instituir a Rota da Pedra da Onça no município de Santa Teresa. A proposta da rota está no Projeto de Lei (PL) 23/2025, que também declara a área como de relevante interesse turístico e cultural.

“A Pedra da Onça é um dos mais importantes atrativos naturais e culturais da localidade, com um vasto potencial para atrair turistas que buscam, cada vez mais, experiências ligadas ao ecoturismo e ao contato com a natureza, além de um mergulho no rico patrimônio cultural da região”, defende Vandinho em mensagem aos demais deputados. A Pedra dos Olhos está localizada na divisa entre Santa Teresa e Itarana. 

Na justificativa, o autor também cita as “características distintas” da rota. Em 48 km de extensão a partir do centro de Santa Teresa, o percurso se estende por áreas de valor natural e cultural e com pequenos comércios locais; forte e diversificada tradição agrícola (café, leguminosas, flores). Lá também é possível apreciar a agroindústria local (queijos, doces e outros itens típicos); o patrimônio arquitetônico com casarões de aproximadamente 100 anos; a forte herança italiana; e a tradição religiosa.

“O valor histórico e cultural se alia à infraestrutura local, que conta com espaços para lazer, como a quadra de esportes e o campo de futebol, que são utilizados para eventos culturais, religiosos e esportivos, fortalecendo a identidade da população local”, explica.

Vandinho enxerga a rota como potencial para o empreendedorismo local, “com oportunidades para a criação de serviços de hospedagem, gastronomia, atividades de lazer e turismo, como trilhas e passeios ecológicos”. Cita ainda a biodiversidade e as características geográficas e climáticas favoráveis para os turismos ecológico e de aventura.

“A consolidação dessa rota como um ponto turístico de relevância estadual e nacional contribuirá para o fortalecimento da economia local e a melhoria das condições de vida da comunidade, ao gerar novos postos de trabalho, impulsionar o comércio local e preservar o patrimônio natural e cultural”, finaliza Vandinho Leite.

O PL 23/2025 será analisado pelas comissões de Justiça, de Cultura, de Turismo e de Finanças da Ales. Se aprovado e transformado em lei, a medida será incluída no Anexo I da Lei 12.017/2023 (Consolidação de Rotas Turísticas).

Acompanhe o andamento do PL 23/2025. https://www.al.es.gov.br/Noticia/2025/02/48205/de-olho-no-ecoturismo-projeto-cria-rota-em-santa-teresa.html

https://www.al.es.gov.br/Noticia

Fundo Cidades: mais R$ 200 mi para adaptação às mudanças climáticas

Fundo Cidades: mais R$ 200 mi para adaptação às mudanças climáticas

Presidente Marcelo Santos, governador Casagrande, secretária Emanuela Pedrosa e vice Ricardo Ferraço / Foto: Ellen Campanharo

Para 2025, serão mais R$ 200 milhões alocados pelo Estado do Espírito Santo ao Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas, lançado em 2023. O anúncio do novo aporte foi feito em evento com a presença de diversos prefeitos e autoridades na tarde desta quarta-feira (19), no Centro de Convenções de Vitória. Vários deputados estaduais compareceram ao anúncio. 

Fotos do evento

Em discurso, o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União),  destacou que o momento único de investimentos do Espírito Santo merece comemoração, mas responsabilidade. “Temos que comemorar, mas temos uma responsabilidade. Não podemos deixar o Espírito Santo sair desse rumo do desenvolvimento econômico e social”, defendeu. O presidente da Ales enalteceu a capacidade de diálogo dos Poderes estaduais com as prefeituras a favor da sociedade.

“Mas a pergunta que eu quero fazer aqui, a ideologia partidária fez com que nós pudéssemos fazer esse programa mais uma vez de Funcidades? Respondo, não. A ideologia partidária fez o governo do Estado levar Caminhos do Campo, calçamento rural, equipamento para agricultura, e, principalmente, para agricultura familiar?  (…) A ideologia não leva alimento para as famílias capixabas que ainda passam fome. Eu tenho posição mas a minha posição, primeiro, é a população do Espírito Santo”, afirmou.

O deputado estadual e líder do governo, Vandinho Leite (PSDB), destacou a importância de uma postura municipalista por parte da máquina estadual para o bem-estar real da sociedade:

“(Fundo Cidades) Um investimento que o Estado tem feito ano após ano. Recordes de investimento. Para nós que estamos na Assembleia Legislativa, é um prazer participar nesse momento. Trabalho junto, de forma municipalista. O dia a dia do meu gabinete, governador, é um entra e sai de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, todos os dias, o dia quase todo. Onde as coisas efetivamente acontecem são os municípios”.

Vandinho também destacou a solidez da base do governo na Ales. “A nossa base na Assembleia, uma base sólida, para defender só o governo? Não. Para defender o Espírito Santo. Porque o governo é um governo com gestão mobilizadíssima”, defendeu.

Executivo

O governador Renato Casagrande (PSB) e seu vice, Ricardo Ferraço (PSDB), ao anunciarem detalhes sobre o novo aporte, ressaltaram aos prefeitos e presentes a importância de uma administração pública organizada.

“Cuidar das contas é uma premissa, mas não pode ser fim, tem que ser meio, fim é o investimento. (…) É por isso que no ano de 2024 nós fizemos o maior investimento da história do nosso Estado. Então, numa asa, responsabilidade fiscal e, na outra asa, muito investimento. Nós fazemos responsabilidade fiscal como ninguém, fazemos investimento como ninguém e somos o governo do Estado mais municipalista desse país”, afirmou o vice-governador.

O governador Renato Casagrande reforçou que para além do recurso financeiro que chega via fundo a fundo, é tarefa municipal o planejamento das obras para mitigação das mudanças climáticas que a sociedade já vive no cotidiano.

“Não adianta você fazer uma obra num local perigoso de muitos anos. Lá, há perigo para a população, mas se você não controla a ocupação desordenada em outra área, não adianta nada.  (…) tem que ter o controle da ocupação do solo, na área rural, mas especialmente na área urbana. Tem que ter o controle do desmatamento, o controle da água”, pediu.

“Você tem que ter equipe, tem que organizar o município, porque nós não temos recurso para fazer esse projeto. Quem tem que ter recurso para fazer o projeto é o município. Então é bom que vocês se organizem. Organize o seu município. Organize a sua equipe para poder buscar a captação desses recursos. Nós temos a disposição para continuar ajudando e continuar colaborando”, completou Casagrande.

Apresentação

A apresentação de detalhes mais técnicos do Fundo Cidades foi feita pelos secretários de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, e de Governo, Emanuela Pedroso. Rigoni lembrou que o fundo, dentro do contexto mais amplo do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas, representa o eixo da adaptação. E destacou que desde 2019, entre obras e metas, o governo já desembolsou mais de R$ 2 bilhões.

“Entendendo que os efeitos das mudanças climáticas já estão acontecendo, como que a gente consegue se adaptar, adaptar as sociedades, adaptar os lugares que a gente vive, para aguentar esse novo mundo. (…) você vai ter cada vez mais chuvas, mais frequência, mais intensas, menos previsíveis. Cada vez mais secas, mais frequentes, mais intensas, menos previsíveis, cada vez mais incêndios, cada vez mais problemas ocasionados pela questão climática”. 

Já a secretária de Governo dedicou uma fala de explanação sobre o instrumento aos prefeitos de início de mandato.

“Para os prefeitos que estão chegando, o Funcidades 2025 tem como objetivo apoiar ações de prevenção e mitigação a eventos climáticos extremos. Essa é a finalidade do fundo. E o mais importante aqui, o repasse é feito por um fundo a fundo. Transferência direta ao Poder municipal. E aí a responsabilidade direta dos municípios, da correta aplicação dos recursos, a responsabilidade técnica pelos projetos e também pelas escolhas de obras. A meta do fundo é ampliar a qualidade de vida da nossa população, a preservação e proteção dos nossos recursos naturais e também a promoção do equilíbrio regional”, explicou Emanuela Pedroso.

O fundo

Instituído pela Lei Complementar (LC) 712/2013, o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEADM), denominado Fundo Cidades, opera na modalidade “fundo a fundo”, garantindo recursos diretamente às contas municipais para ações de prevenção e mitigação, com a meta de propiciar aos municípios maior resiliência em uma era em que chuvas extremas ou escassez hídrica são fortes realidades.

Em 2025 a proposta é realizar em todas as regiões capixabas obras para prevenção em áreas de risco de desastres; recuperação de áreas atingidas; prevenção a eventos hidrológicos extremos e conservação ou revitalização de recursos hídricos. O novo aporte se soma a mais de R$ 364 milhões já investidos em projetos estruturantes e execução de obras. Fonte ales

CASO MARIANA: MPMG sedia a primeira reunião do Comitê Estadual de Minas Gerais para fiscalizar acordo do Rio Doce

CASO MARIANA: MPMG sedia a primeira reunião do Comitê Estadual de Minas Gerais para fiscalizar acordo do Rio Doce

Grupo terá função de verificar o cumprimento das obrigações das mineradoras responsáveis pela reparação dos rompimentos de barragens de Mariana e Brumadinho. foto MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sediou nesta segunda, 17 de fevereiro, a primeira reunião do Comitê Estadual de Minas Gerais, em novo passo da implementação do acordo judicial referente ao desastre do Rio Doce. O comitê atuará na fiscalização do cumprimento de obrigações de fazer acordadas na porção mineira do Rio Doce referente ao rompimento da barragem de Fundão em Mariana, assim como na emissão de quitações para as obrigações cumpridas, com o suporte de auditorias externas independentes.

Além dos membros do Núcleo de Acompanhamento das Reparações por Desastres (Nucard), recém-instituído pelo Procurador-Geral de Justiça para acompanhamento das reparações em Mariana e Brumadinho, o encontro contou com a presença de representantes do governo de Minas Gerais, da Defensoria Pública Estadual, do Ministério Público Federal e das empresas Samarco, Vale e BHP.

O principal objetivo da reunião foi estabelecer as bases para o acompanhamento da execução efetiva do Acordo e discutir estratégias para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, a partir da repactuação firmada em outubro de 2024.

“Esta primeira reunião representa um marco significativo em nosso compromisso de garantir a reparação de danos, a partir do acordo de repactuação firmado em outubro de 2024 no caso do Rio Doce. A colaboração entre as diversas instituições envolvidas e a manutenção do diálogo permanente com as empresas responsáveis pelo cumprimento de obrigações e indenizações são cuidados essenciais para o sucesso deste processo”, afirmou o coordenador do Nucard, promotor de Justiça Leonardo Maia.

Próximos Passos

Na reunião, o comitê definiu os próximos passos para o trabalho do Comitê Mineiro. As empresas deverão enviar cronograma e detalhamento das ações específicas dos anexos 1 e 2 do acordo, além de relatórios contendo o andamento e execução das ações já desenvolvidas e informações a respeito das ações de comunicação do anexo 2.

“É preciso garantir que ampla campanha de divulgação sobre as opções de indenização esteja sendo feita, bem como regularizados diversos pontos do processo que estão sendo questionados pelas pessoas atingidas, para que ninguém seja prejudicado por falta de informação ou dificuldades de acesso”, destacou a coordenadora adjunta do Nucard, promotora de Justiça Shirley Machado.

Retrospectiva dos acordos de Mariana 

O rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, ocorrido em 2015, resultou em um dos maiores desastres ambientais do Brasil, com graves impactos socioambientais e econômicos. Após inúmeras ações judiciais, um primeiro acordo, o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), foi firmado em 2016 entre entes públicos e as empresas responsáveis, visando implementar programas de reparação através de uma fundação privada, a Fundação Renova, supervisionada por um Comitê Interfederativo (CIF). 

O TTAC não teve a participação do Ministério Público e tinha poucos mecanismos de participação social. Por isso, em 2018, foi celebrado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC-Gov), com a participação dos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas.

O TAC-Gov tinha como objetivos: 

• Alterar o processo de governança previsto no TTAC. 

• Aprimorar os mecanismos de participação dos atingidos na execução do acordo. 

• Estabelecer um processo de negociação para repactuação dos programas, com um prazo de dois anos. 

Porém, houve baixo cumprimento do TTAC e TTAC-gov pelas mineradoras e houve grande litigiosidade, gerando a paralisia de parte das ações.  

Assim, um novo modelo de reparação se fez necessário. Após a celebração do Acordo de Brumadinho, em 2021, indicando a viabilidade de retomada dos esforços de repactuação, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) assumiu a responsabilidade pelas negociações do caso de Mariana, resultando em um novo acordo, firmado em 25 de outubro de 2024, que destina R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação. Este acordo visa superar as ineficiências do modelo anterior, extinguindo a Fundação Renova e o Comitê Interfederativo. 

Além disto, o novo acordo representa uma mudança significativa em relação ao TTAC e ao TAC-Gov, focando na transferência de recursos diretamente aos entes públicos (R$100 bilhões) e na execução de obrigações de fazer pela Samarco (R$32 bilhões), além de R$ 8 bilhões para povos indígenas, quilombolas e tradicionais. Ele também estabelece o direito de ação dos entes federativos, dos indivíduos e dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, condicionando os efeitos sobre as ações judiciais ajuizadas à adesão voluntária de seus titulares. Além disso, os danos futuros, supervenientes ou desconhecidos até a assinatura do acordo foram excluídos da negociação. 

O acordo abrange diversas áreas, incluindo: 

• Abrangente Plano de Recuperação Socioambiental, com estimativa de R$ 32 bilhões e obrigações de fazer, além de R$ 8 bilhões de investimento da União e R$ 6 bilhões pelos Estados 

• Reassentamento das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, com um cronograma detalhado para a finalização das obras e indenizações para atrasos. 

• Um Fundo Popular de Participação Social, com investimentos de R$ 5 bilhões de reais.  

• Um grande programa de melhoria do Saneamento Básico, com R$ 11 bilhões de investimentos. 

• Fundo de Resposta à Enchentes e Recuperação Produtiva das Margens do Rio Doce, com R$ 2 bilhões de investimentos. 

• Um programa de melhoria da mobilidade, com R$ 4,3 bilhões, incluindo a duplicação da rodovia até Mariana. 

• Programas de transferência de renda, com recursos da ordem de R$ 3,7 bilhões. 

• Indenizações aos beneficiários do reassentamento, por atrasos e outros prejuízos. 

• Programa de Retomada Econômica, com investimentos de R$ 6,5 bilhões.  

• Compensação pelos danos e impactos negativos à saúde coletiva, com investimentos de R$ 12 bilhões de reais, incluindo um Fundo Perpétuo. 

• Ações para povos indígenas, quilombolas e tradicionais, com um modelo de governança compartilhada, que investirá R$ 8 bilhões de reais. Fonte e foto MPMG

Três Cristos Redentores marcam turismo religioso no Espírito Santo

Três Cristos Redentores marcam turismo religioso no Espírito Santo

A novidade é a reabertura da visitação ao Cristo de Colatina, um dos principais cartões-postais da cidade.. foto setur

O Espírito Santo abriga três estátuas do Cristo Redentor, localizadas em Colatina, Guaçuí e Mimoso do Sul. Os monumentos, além de representarem a fé cristã, são pontos turísticos que atraem visitantes em busca de história, cultura e belas paisagens. A novidade é a reabertura da visitação ao Cristo de Colatina, um dos principais cartões-postais da cidade.

Cristo Redentor de Colatina

O Cristo Redentor de Colatina, com 35 metros de altura, foi inaugurado em 1975 e esculpido pelo capixaba Antônio Francisco Moreira, o mesmo artista responsável pelas estátuas de Guaçuí e Mimoso do Sul. O monumento oferece uma vista privilegiada do município e do Rio Doce, sendo um importante ponto de contemplação e lazer para moradores e turistas. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com o acompanhamento de guias turísticos que compartilham a história do local.

O secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho, destacou a importância desses monumentos para Espírito Santo. “As três estátuas são símbolos das cidades onde estão localizadas e representam uma importante herança cultural e religiosa do Espírito Santo. Além disso, são atrativos turísticos que proporcionam belas paisagens e reforçam o potencial do Estado para o turismo religioso”, afirmou.

Cristo Redentor de Guaçuí

O primeiro Cristo Redentor do Espírito Santo foi construído em 1956, também esculpido por Antônio Francisco Moreira. Com 20 metros de altura, a estátua está localizada no Centro da cidade de Guaçuí, sendo um dos principais símbolos do município. A visitação pode ser feita todos os dias da semana, das 8h às 19h.


Cristo Redentor de Mimoso do Sul

A última estátua do Cristo Redentor a ser construída no Espírito Santo foi a de Mimoso do Sul, inaugurada em 1982. O monumento, que tem 30 metros de altura, está localizado no bairro Monte Cristo e se destaca como um dos principais cartões-postais da cidade. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

Fonte e foto Comunicação da Setur

EM BRASÍLIA: Prefeito Renzo quer contrapartida para Colatina pelo desastre de Mariana

EM BRASÍLIA: Prefeito  Renzo quer contrapartida para Colatina pelo desastre de Mariana

Renzo discutiu com o coordenador da bancada, deputado Da Vitória, as prioridades de Colatina. (foto M. Rosetti)

AGENCIA CONGRESSO –O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD/ES), esteve em Brasília na semana passada para discutir investimentos e melhorias estruturais para o seu município.

Entre as principais demandas apresentadas a integrantes da Bancada Capixaba, está a construção de um barramento entre Linhares e Marilândia, ou Colatina e Marilândia, que segundo o prefeito seria essencial.

O objetivo da obra é prevenir enchentes e garantir mais segurança para a população. A proposta do prefeito é que os recursos para a construção sejam provenientes da indenização como contrapartida.

O barramento teria a função de represar ou desviar a água do Rio Doce, evitando enchentes que afetam a população de Colatina e outros municípios vizinhos.

Além disso, a obra poderia auxiliar no abastecimento de água, na irrigação agrícola e na geração de energia hidrelétrica, trazendo benefícios para o desenvolvimento econômico da região.

Além do barramento, Vasconcelos também quer a implementação de um Porto Seco em Colatina, criando uma barreira alfandegária que facilitaria as operações de importação e exportação.

O projeto tem como finalidade atrair investimentos para o setor industrial, gerar empregos e impulsionar a economia local.

Segundo levantamento, aproximadamente 65% das famílias colatinenses vivem com uma renda mensal de até dois salários mínimos, e a criação do porto seria uma forma de estimular o crescimento econômico da cidade.

“O barramento é essencial para evitar novos desastres ambientais e garantir a segurança da população. Com essa estrutura, poderemos minimizar os impactos de enchentes e fortalecer o abastecimento hídrico da região”, destacou Vasconcelos.

“Se o nosso polo industrial sair do papel e essa alfândega for instalada, poderemos atrair novas indústrias para Colatina, o que terá um impacto direto na vida dos moradores, com mais oportunidades de emprego e renda”, afirmou. Fonte site agencia congresso

Denúncia contra Bolsonaro provoca embate entre deputados governistas e da oposição

Denúncia contra Bolsonaro provoca embate entre deputados governistas e da oposição

O ex-presidente foi denunciado sob acusação de liderar a tentativa de golpe após perder eleições de 2022. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados governistas e da oposição se manifestaram no Plenário da Câmara logo após receberem a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado, após perder as eleições de 2022, para impedir a posse de Lula (PT).

Em discurso pela liderança do governo, o deputado Rogério Correia (PT-MG) comemorou na tribuna afirmando que se tratava de um “dia feliz”. “É o dia que a gente comemora que a democracia vale mais que meia dúzia de golpistas”, afirmou.

O discurso provocou a reação de deputados da oposição, que vaiaram e entoaram gritos pedindo a prisão de Lula. Governistas, por sua vez, apoiaram a comemoração de Correia com gritos pedindo a prisão de Bolsonaro.

O deputado José Rocha (União-BA), que presidia a sessão no momento, pediu ordem e recriminou as manifestações.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

PGR denuncia 34 pessoas por atos contra o Estado Democrático de Direito

PGR denuncia 34 pessoas por atos contra o Estado Democrático de Direito

Ministério Público Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal cinco denúncias contra os líderes e integrantes de organização criminosa. foto  Antônio Augusto/ Comunicação MPF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, ofereceu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (18), denúncia contra 34 pessoas acusadas de estimular e realizar atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito. Os fatos foram divididos em cinco peças acusatórias.

Os 34 denunciados são acusados de cometer os seguintes crimes:

  • organização criminosa armada (art. 2º, caput, §§2º, 3º e 4º, II, da Lei n. 12.850/2013);
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
  • golpe de Estado (art. 359-M do CP);
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art.163, parágrafo único, I, III e IV, do CP);
  • deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei n. 9.605/1998).


As peças acusatórias baseiam-se em manuscritos, arquivos digitais, planilhas e trocas de mensagens que revelam o esquema de ruptura da ordem democrática. E descrevem, de forma pormenorizada, a trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas.

A organização tinha como líderes o então presidente da República e o seu candidato a vice-presidente. Aliados a outras pessoas, dentre civis e militares, eles tentaram impedir, de forma coordenada, que o resultado das eleições presidenciais de 2022 fosse cumprido.

Ação planejada – De acordo com as investigações, o plano teve início em 2021, com os ataques sistemáticos ao sistema eletrônico de votação, por meio de declarações públicas e na internet. Em julho do ano seguinte, o então presidente da República se reuniu com embaixadores e representantes diplomáticos acreditados no país para verbalizar as conhecidas e desmentidas acusações sobre fraudes nas urnas eletrônicas, na tentativa de preparar a comunidade internacional para o desrespeito à vontade popular nas eleições presidenciais.

Durante o segundo turno das eleições, foram mobilizados aparatos de órgãos de segurança para mapear e impedir eleitores de votar no candidato da oposição. E as pessoas envolvidas nessa etapa atuavam na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, facilitando os atos de violência e depredação, em 8 de janeiro de 2023.

Ao não encontrarem falhas no sistema eleitoral, os envolvidos mantiveram o discurso de fraude e mantiveram a militância com os acampamentos montados em frente a quartéis do Exército em várias capitais do país.

Em outra frente, a organização criminosa pressionou o Comandante do Exército e o Alto Comando, formulando cartas e agitando colegas em prol de ações de força no cenário político para impedir que o presidente eleito assumisse o cargo. A denúncia aponta a elaboração de minutas de atos de formalização de quebra da ordem constitucional, dentre os quais se cogitava a prisão de ministros do STF.

As investigações revelaram a operação de execução do golpe, em que se admitia até mesmo a morte do presidente e do vice-presidente da República eleitos, bem como a de ministro do STF. O plano teve anuência do então presidente da República.

A violência no dia 8 de janeiro foi a última tentativa. A organização incentivou a mobilização do grupo de pessoas em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, que pedia a intervenção militar na política. Os participantes fizeram o percurso acompanhados e escoltados por policiais militares do DF, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. O episódio gerou prejuízos de mais de R$ 20 milhões.

Próximos passos – As denúncias serão analisadas pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes.

PET 12100

Fonte Comunicação Social Procuradoria-Geral da República

Apoio aos pequenos negócios é tema de reunião entre Secretaria de Recuperação do Rio Doce e Aderes

Apoio aos pequenos negócios é tema de reunião entre Secretaria de Recuperação do Rio Doce e Aderes

Na pauta, o fortalecimento das políticas públicas já existentes e a criação de novas ações que possibilitem a capacitação de empreendedores. foto divulgação

O desastre ambiental de Mariana, ocorrido em 2015, continua trazendo impactos negativos para as comunidades que dependem economicamente da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Por isso, além das ações ambientais e das obras de infraestrutura nas cidades capixabas, o apoio aos micro e pequenos negócios é fundamental para potencializar o desenvolvimento sustentável no Espírito Santo.

Para elaborar o planejamento de investimento nestas comunidades atingidas, o secretário estadual da Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi, se reuniu com o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Alberto Gavini.

Na pauta, o fortalecimento das políticas públicas já existentes e a criação de novas ações que possibilitem a capacitação de empreendedores, o desenvolvimento e fomento do artesanato, da economia solidária, do turismo, da agroindústria familiar e do empreendedorismo rural.

“O desastre ambiental de Mariana provocou perdas significativas na pesca, na agricultura, no turismo e no comércio das cidades da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Junto com a Aderes, nós iremos dar a agilidade e a transparência na aplicação dos recursos da repactuação e apoio ao cooperativismo regional”, afirmou o secretário Guerino.

Ainda de acordo com Balestrassi, a criação da Secretaria Estadual de Recuperação do Rio Doce será fundamental para que as ações de desenvolvimento econômico na região sejam mais abrangentes e duradouras. “A Aderes tem um forte contato com os segmentos econômicos afetados pelo desastre ambiental e vêm trabalhando para apoiar os pequenos negócios da região. Na parceria com a nossa secretaria, vamos potencializar os programas de capacitação, empreendedorismo, de inovação e de crédito, trazendo mais dinamismo para as cidades e para as comunidades”, pontuou Guerino.

Primeiro ecossistema do agro capixaba inicia trabalhos de 2025

Primeiro ecossistema do agro capixaba inicia trabalhos de 2025

O evento contou com a presença de pesquisadores, gerentes de pesquisas, de planejamento e diretores do Incaper, além de representantes do Ifes e empresários do setor

A primeira reunião estratégica do ecossistema Agro Meet – Fruit aconteceu nesta terça-feira (11/2) durante visita técnica na Docebela, empresa de produção e comercialização de banana, em Linhares. O encontro teve o intuito de conectar o ecossistema ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e ao Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes Campus Linhares.

O evento contou com a presença de pesquisadores, gerentes de pesquisas, de planejamento e diretores do Incaper, além de representantes do Ifes e empresários do setor.

O diretor técnico do Incaper, Antônio Elias Souza da Silva, destacou que o encontro possibilitou uma conexão entre pesquisadores das instituições públicas e técnicos na área privada para discutir sobre fruticultura, um setor importante na geração de emprego e renda.

“Tivemos a oportunidade de mostrar o trabalho que estamos desenvolvendo e conhecer as demandas deste setor produtivo, entendendo o que realmente está impactando de forma negativa na produção, para entramos com pesquisa aplicada para oferecer soluções tecnológicas para as dores que o setor vem enfrentando”, comentou o diretor do Incaper.

O Ifes foi representado pelo diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Campus Linhares, Geovani Alipio N. Silva. “Quando olhamos para os números vemos o quão relevante é a fruticultura na economia do Espírito Santo. Nós como instituição de pesquisa e inovação temos que colocar nossos pesquisadores e conectar nossos laboratórios para trazer inovação, fazer estudos e entender também quais são as demandas. Falamos de banana, de mamão, por exemplo, e saímos com uma série de projetos na cabeça. Esperamos voltar com as soluções”, disse.

O anfitrião do encontro, o sócio-diretor da empresa Docebela, Fabricio Carraretto Barreto, comentou da satisfação em receber os profissionais em seu empreendimento e da importância dos produtores, que lidam diretamente com a produção, apresentarem suas demandas.

“Alegria em receber em nossa casa esse encontro que reuniu duas instituições tão importantes. Também foi uma oportunidade de mostrarmos nossas dores, fazer parcerias para gerar novas pesquisas que podem ser mais diretamente aplicadas no nosso negócio e comunidade como um todo, e trabalhamos cada vez mais a sustentabilidade da nossa produção” frisou Barreto.

Os trabalhos do ecossistema tiveram início em setembro de 2024, sendo realizadas desde então reuniões e visita técnica ao Porto da Imetame, lembrou o coordenador do Agro Meet – Fruit, Caio Francisco Fiorot.

“Temos avançado nos trabalhos e, nessa primeira reunião de 2025, nosso objetivo foi reunir profissionais de duas instituições importantes, conectando-as com os mantenedores do ecossistema, além de identificarmos oportunidades de cooperação na pesquisa aplicada e na inovação, para potencializar nossa fruticultura, que é um segmento muito importante para a economia capixaba”, frisou Fiorot.

Agro Meet – Fruit

O ecossistema foi criado para fortalecer o setor e criar ambientes, unindo instituições públicas e privadas, por meio de ações estratégicas para identificar oportunidades e desafios.

Também contará com uma agenda de encontros com temas e pautas definidos junto aos mantenedores, relatórios de inteligência, canais de comunicação alimentados com informações atualizadas sobre a fruticultura regional, nacional e internacional.

Os mantenedores do Agro Meet – Fruit são: AGC Frutas, Agro Bianvirc, Campo Vivo, Docebela, Lithoplant, Nortefrut, Sicredi e UGBP. FONTE E FOTO Campo Vivo