Espírito Santo como líder nacional na produção e exportação de pimenta-do-reino. foto incaper
O Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), está avançando na estruturação de uma proposta de Programa de Desenvolvimento Sustentável da Pipericultura Capixaba. Na última quinta-feira (06), equipes técnicas dos órgãos se reuniram na sede do Incaper, em Vitória, para discutir a iniciativa, que tem foco no fortalecimento da cadeia produtiva da pimenta-do-reino.
Durante o encontro, que teve a participação de pesquisadores e extensionistas com atuação na área da pipericultura, foram debatidos os principais desafios do setor, que tem grande relevância econômica para o Espírito Santo. O Estado lidera a produção e exportação do produto no Brasil, sendo responsável por 61% da produção nacional. Além disso, a especiaria ocupa a terceira posição na pauta de exportações do agronegócio capixaba.
O subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural da Seag, Michel Tesch, que coordenou a reunião, salientou que a criação do programa busca fortalecer a produção de pimenta-do-reino de forma sustentável, em alinhamento com as diretrizes do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag-4).
“Com base nas demandas e iniciativas levantadas no Pedeag-4, mobilizamos a equipe técnica do Sistema Público Agrícola para discutirmos e avançarmos na construção de um amplo programa, com ações efetivas para apoiar e impulsionar o setor, priorizando a sustentabilidade”, destacou Tesch.
Um dos principais pilares do programa será a criação de um currículo de sustentabilidade específico para a pimenta-do-reino, inspirado no modelo bem-sucedido já aplicado à cafeicultura no Estado.
“O Espírito Santo tem um Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura, que é referência nacional e internacional pelos seus resultados. Agora, queremos replicar essa experiência positiva na pipericultura”, frisou o subsecretário.
O diretor-geral do Incaper, Antonio Elias Souza da Silva, reforçou a importância da iniciativa. “Nossas equipes estão empenhadas em contribuir com a elaboração do programa e com ações em pesquisa, assistência técnica e extensão rural destinadas a tornar a cadeia produtiva capixaba de pimenta-do-reino ainda mais robusta, sustentável e competitiva”, pontuou o diretor.
Próximos passos
A proposta do programa será apresentada e debatida com representantes do setor de pipericultura e organizações parceiras ligadas à agricultura capixaba. A expectativa é que, após esse processo de discussão, o programa seja lançado oficialmente nos próximos meses, contribuindo para consolidar o Espírito Santo como líder nacional na produção e exportação de pimenta-do-reino.
Das mais de 6,3 milhões de doses distribuídas, 3,2 foram aplicadas. foto MS
Um ano após o início da vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), a procura pelo imunizante no país está bem abaixo do esperado. De fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, 6.370.966 doses foram distribuídas. A Rede Nacional de Dados em Saúde, entretanto, indica que apenas 3.205.625 foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo-alvo definido pela pasta.
A faixa etária, de acordo com o ministério, concentra o maior número de hospitalizações por dengue depois de pessoas idosas, grupo para o qual o imunizante Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O esquema vacinal utilizado pela pasta é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.
Entenda
Em janeiro de 2024, 521 municípios foram inicialmente selecionados para iniciar a imunização contra a dengue na rede pública já em fevereiro. As cidades compunham 37 regiões de saúde consideradas endêmicas para a doença e atendiam a três critérios: municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e maior predominância do sorotipo 2.
Atualmente, todas unidades federativas recebem doses contra a dengue. Os critérios de distribuição, definidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), seguem recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). Foram selecionadas regiões de saúde com municípios de grande porte, alta transmissão nos últimos 10 anos e/ou altas taxas de infecção nos últimos meses.
A definição de um público-alvo e de regiões prioritárias, segundo o ministério, se fez necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo fabricante. A primeira remessa, por exemplo, chegou ao Brasil em janeiro do ano passado e contava com apenas cerca de 757 mil doses. A pasta adquiriu todo o quantitativo disponibilizado pelo fabricante para 2024 – 5,2 milhões de doses e contratou 9 milhões de doses para 2025.
Prioridade para o SUS
Em comunicado divulgado no ano passado, a Takeda informou a decisão de priorizar o atendimento de pedidos feitos pelo ministério para o fornecimento de doses da Qdenga. De acordo com a nota, o laboratório suspendeu a assinatura de contratos diretos com estados e municípios e limitou o fornecimento da vacina na rede privada, suprindo apenas o quantitativo necessário para que pessoas que tomaram a primeira dose completassem o esquema vacinal com a segunda dose.
“Em linha com o princípio da equidade na saúde, a Takeda está comprometida em apoiar as autoridades de saúde, portanto, seus esforços estão voltados para atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações que considera faixa etária e regiões para receberem a vacina. Conforme já anunciado, temos garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025.”
Vacina
A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Anvisa em março de 2023. Na prática, o processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro do mesmo ano, o ministério anunciou a incorporação do imunizante ao SUS.
Em 2024, o imunizante também foi pré-qualificado pela OMS. A entidade define a Qdenga como uma vacina viva atenuada que contém versões enfraquecidas dos quatro sorotipos do vírus causador da dengue e recomenda que a dose seja aplicada em crianças e adolescentes de 6 a 16 anos em locais com alta transmissão da doença.
“A pré-qualificação é um passo importante na expansão do acesso global a vacinas contra a dengue, uma vez que torna a dose elegível para aquisição por parte de agências da ONU [Organização das Nações Unidas], incluindo o Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] e a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde]”, avalis, à época, o diretor de regulação e Pré-qualificação da OMS, Rogerio Gaspar.
“Com apenas duas vacinas contra a dengue pré-qualificadas até o momento, esperamos que mais desenvolvedores de vacinas se apresentem para avaliação, para que possamos garantir que as doses cheguem a todas as comunidades que necessitam delas”, completou. A outra dose pré-qualificada é a da Sanofi Pasteur.
Alerta
No mês passado, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) emitiu um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a dengue. A entidade destacou que o imunizante está disponível, atualmente, para um grupo restrito de pessoas em 1,9 mil cidades nas quais a doença é mais frequente e que apenas metade das doses distribuídas pelo ministério para estados e municípios foi aplicada.
O alerta acompanha ações recentes de prevenção e monitoramento do Ministério da Saúde e chega em um momento de preocupação por conta da detecção do sorotipo 3 da dengue em diversas localidades. O sorotipo, de acordo com o ministério, não circula no país de forma predominante desde 2008 e, portanto, grande parte da população está suscetível à infecção.
Procurada pela Agência Brasil, a pasta informou que a baixa disponibilidade para aquisição da Qdenga faz com que a vacinação não seja a principal estratégia do governo contra a doença. O ministério destacou ainda o lançamento do Plano de Ação para Redução da Dengue e Outras Arboviroses, que prevê a intensificação do controle vetorial do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
No início de janeiro de 2025, o ministério voltou a instalar o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE), com o objetivo de ampliar o monitoramento de arboviroses no Brasil.
Números
Em 2024, o país registrou a pior epidemia de dengue, com 6.629.595 casos prováveis e 6.103 mortes por causa do vírus. Em 2025, o Painel de Monitoramento das Arboviroses já registra 230.191 casos prováveis da doença e 67 mortes confirmadas, além de 278 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 108 casos para cada 100 mil habitantes. FOTO Agência Brasil E FOTO MS
Decisão responde a pedido de promotor que pediu valores retroativos, foto thiago-melo-flickr-
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta segunda-feira (10) o pagamento de supersalários no Judiciário e disse que não pode ocorrer um “vale-tudo” no recebimento de gratificações.
As críticas estão na decisão na qual Flávio Dino negou pedido de um promotor para receber auxílio-alimentação retroativo ao período entre 2007 e 2011, quando ocupava cargo de juiz federal.
Ele entrou na Justiça para cobrar do governo federal R$ 25,7 mil, sob a alegação de que o pagamento do auxílio foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2011, por meio da Resolução 133.
Na decisão, Dino disse que a norma do CNJ autorizou o pagamento, mas não permite o repasse retroativo do auxílio.
“Trata-se de orientação fundamental para evitar abusos, como rotineiramente tem sido noticiado acerca de pagamentos denominados de supersalários. Até mesmo auxílio-alimentação natalino já chegou a se anunciar, exatamente em face desse contexto de pretendido e inaceitável vale-tudo.”
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a limitação dos supersalários no serviço público está entre as 25 prioridades da equipe econômica no Congresso para 2025 e 2026.
O deputado federal Da Vitória (PP) com o governador Renato Casagrande (PSB), os deputados Dr. Victor e Mazinho dos Anjos em Brasília (DF). foto reproduzido do jornal da serra
Nesta semana na capital federal, o governador Renato Casagrande lança deputado Da Vitória (PP/ES) para o governo, publicou o site da Agencia Congresso em Brasília e informou que: ainda não sabe se vai deixar o governo para disputar o Senado.
O governador Renato Casagrande (PSB/ES), disse em Brasília que ainda não sabe se vai deixar o governo para disputar o Senado. E lançou mais um nome à sua sucessão, o deputado federal Da Vitória (PP/ES). A eleição será em outubro do ano que vem (2026) mas as articulações para o pleito já estão sendo feitas desde dezembro do ano passado (2024).
O próprio governador antecipou o processo ao lançar nomes à sua sucessão. Mas na entrevista em Brasília ele citou o nome do deputado federal Da Vitória, após citar o nome do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). Em seguida citou Sérgio Vidigal, -‘ex-prefeito da Serra’ e Arnaldinho, prefeito de Vila Velha.
Casagrande afirmou ter duas opções, sair, -“para disputar o Senado” ou ficar no Palácio Anchieta e conduzir seu processo sucessório. Ainda em Brasília ele se reuniu com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com a bancada capixaba.
E foi ao gabinete de Da Vitória onde concedeu entrevista a Agência Congresso após conversar a portas fechadas com Da Vitória. Agência Congresso (AGC):
O senhor fica no governo ou sai para disputar o Senado? Renato Casagrande – (RC): Posso ficar no governo e conduzir o processo ou sair para ser candidato ao Senado, tenho essas duas opções.
AGC – Quais nomes o senhor trabalha para sua sucessão? RC – Quem tem condições no nosso grupo político de se colocar num cargo majoritário, além do vice-governador Ricardo Ferraço, tem Da Vitória (deputado) Sergio Vidigal (ex-prefeito) Arnaldinho, -“prefeito de Vila Velha”, Euclério, -“prefeito de Cariacica-“ e Gilson Daniel (deputado), nomes que tem estrutura.
Plano B O nome do deputado Da Vitória ganha força principalmente se o prefeito da capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES), recuar em seu projeto de disputar o governo. Para concorrer ao Anchieta, Pazolini teria que renunciar ao mandato que renovou ano passado de prefeito da capital. De qualquer forma o PP ganha porque a vice de Pazolini é do Progressista, Cris Samorini. Fonte e foto Agência Congresso (AGC) – reproduzido do jornal da Serra
Hoje (sexta-feira, 07), o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, debateu ações imediatas para dar uma resposta à criminalidade na cidade. foto divulgação
Integrantes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Promotoria, Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Segurança estiveram com o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos (PSD), nesta sexta-feira, 07, debatendo ações imediatas para dar uma resposta à criminalidade na cidade.
De acordo com Renzo Vasconcelos, duas medidas são imediatas:
“A primeira é pedir ao Governo do Estado a recomposição do efetivo policial militar em Colatina, desfalcado devido à necessidade da corporação em atender outras cidades do Norte e Noroeste do Espírito Santo. Outra medida é fortalecer a Guarda Municipal para que ela possa dar apoio operacional mais efetivo ao sistema de Segurança Pública na cidade”, afirmou o prefeito de Colatina.
Ainda de acordo com o prefeito, a ideia é juntar as forças de Segurança para garantir ao cidadão a tranquilidade necessária para ajudar no desenvolvimento da cidade.
“Vamos usar a inteligência aliada à atuação ostensiva das polícias para reprimir os crimes e preservar vidas em nossa cidade e região”, afirmou Renzo Vasconcelos. Fonte e foto Secom Prefeitura de Colatina
Definidos os jogos da 1ª fase da Copa do Brasil masculina de futebol. foto CBF
Foram definidos por sorteio nesta sexta-feira (7) os 40 confrontos eliminatórios (jogos únicos) da primeira fase da Copa do Brasil, torneio mais democrático do país por reunir times de todas as divisões do futebol nacional. Na cerimônia realizada pela CBF em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, também foi anunciada a data base dos jogos: 19 e 26 de fevereiro. A tabela detalhada com datas, horário e locais das partidas ainda serão divulgados.
Dos 80 times na primeira fase estão clubes da elite do futebol brasileiro (os mais bem ranqueados) que estrearão fora de casa. É o caso do Atlético-MG, atual vice-campeão, que enfrentará o Tocantinópolis-TO; do Grêmio que medirá forças com o São Raimundo-RR; e do Vasco que vai encarar o União-MT (confira todos os jogos ao final do texto).
Também há equipes debutantes na competição: Barcelona de Ilhéus (BA), Concórdia-SC, Guarany de Bagé-RS, Barcelona-RO, CSE-AL, Jequié-BA, Capital-DF, Dourados-MS e Maracanã-CE.
Este ano o regulamento do torneio prevê uma mudança relevante: o fim da vantagem do empate para o time visitante no tempo regulamentar. Sendo assim, em caso de igualdade, a classificação se dará após cobrança de pênaltis.
A Copa do Brasil reúne ao todo 92 clubes: além dos 80 times da primeira fase, outros 12 entrarão no torneio somente na terceira etapa, quando começam os jogos de ida e volta. Entre eles estão as equipes que disputam a Copa Libertadores (Botafogo, Palmeiras, Flamengo, Fortaleza, Internacional, São Paulo, Corinthians e Bahia); o Cruzeiro (nono colocado no Brasileirão); os campeões Santos (Série B), e Paysandu (Copa Verde); e o CRB, vice-campeão da Copa do Nordeste.
Antes do início do sorteio, Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, ressaltou que o torneio nacional adotará o protocolo da Fifa de combate ao racismo e aproveitou para revelar o valor da premiação.
“Em 2025, a Copa do Brasil terá novamente recorde de premiação, vai distribuir mais de R$ 500 milhões aos clubes participantes ao longo da competição. Os dois finalistas vão receber mais de R$ 110 milhões na grande decisão”, destacou o dirigente.
O Cruzeiro detém o maior número de títulos – são ao todo seis – seguido por Grêmio e Flamengo – ambos com cinco troféus, sendo que o Rubro-Negro carioca é o atual campeão.
Confrontos da primeira fase
Grupo 1
ASA-AL x Atlético-GO
Jequié-BA x Retrô-PE
Grupo 2
Tuna Luso-PA x Sampaio Corrêa-MA
Boavista-RJ x CSA-AL
Grupo 3
União-MT x Vasco-RJ
Barcelona-RO x Nova Iguaçu-RJ
Grupo 4
Humaitá-AC x Operário-PR
CSE-AL x Tombense-MG
Grupo 5
Pouso Alegre-MG x Athletico-PR
Guarany-RS x Altos-PI
Grupo 6
Ceilândia-DF x Coritiba-PR
Maracanã-CE x Ferroviário-CE
Grupo 7
Porto Velho-RO x Cuiabá-MT
Capital-DF x Portuguesa-RJ
Grupo 8
Sergipe-SE x Ceará-CE
Parnahyba-PI x Confiança-SE
Grupo 9
Maringá-PR x Juventude-RS
União Tocantinópolis-TO x América-RN
Grupo 10
Concórdia-SC x Ponte Preta-SP
Portuguesa-SP x Botafogo-PB
Grupo 11
São Raimundo-RR x Grêmio-RS
Barcelona-BA x Athletic-MG
Grupo 12
Maranhão-MA x Vitória-BA
Santa Cruz-RN x Náutico-PE
Grupo 13
Sousa-PB x Bragantino-SP
Oratório-AP x São José-RS
Grupo 14
Operário-MS x Criciúma-SC
Grêmio Sampaio-RR x Remo-PA
Grupo 15
Cascavel-PR x América-MG
Votuporanguense-SP x Aparecidense-GO
Grupo 16
Inter de Limeira-SP x Vila Nova-GO
Rio Branco VN-ES x Amazonas-AM
Grupo 17
Tocantinópolis-TO x Atlético-MG
Independência-AC x Manaus-AM
Grupo 18
Trem-AP x Brusque-SC
Olaria-RJ x ABC-RN
Grupo 19
Águia de Marabá-PA x Fuminense-RJ
Dourados-MS x Caxias -RS
Grupo 20
Operário VG-MT x Sport-PE
Rio Branco-ES x Novorizontino-SP – Fonte agência Brasil/CBF
Guerino Balestrassi se reuniu no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, com a equipe da nova pasta. foto divulgação
Após o convite do governador Renato Casagrande para assumir a Secretaria de Estado da Recuperação do Rio Doce (Serd), o ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi se reuniu no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, com a equipe da nova pasta, criada pelo Governo do Espírito Santo em dezembro de 2024.
O objetivo da Serd é cumprir as obrigações do acordo de reparação relativo ao desastre ambiental de Mariana e dar mais agilidade e transparência nas ações de recuperação dos danos ambientais e econômicos para os municípios capixabas, movimentos sociais e famílias atingidas pela maior tragédia ambiental do Brasil.
Junto com Balestrassi, estavam presentes, na reunião de quinta-feira (6), os secretários Ricardo Ianotti, Margareth Saraiva e Harlen Silva, que estavam conduzindo os trabalhos iniciais da nova Secretaria desde a sua criação. Neste primeiro encontro, o grupo debateu a criação do planejamento estratégico para os próximos anos, tanto para a recuperação do Rio Doce quanto para os investimentos em infraestrutura e desenvolvimento social para as cidades capixabas atingidas pelo desastre de 2015.
“Seguindo as orientações do governador Renato Casagrande, estamos elaborando um plano estratégico para os próximos seis anos, com diagnóstico físico e financeiro para compatibilizar os recursos oriundos da repactuação com a implantação dos projetos estruturantes para o Espírito Santo. A previsão é de que esse plano seja apresentado em cerca de 30 dias.
Nesse plano estratégico estão ações na área do saneamento, represas, contenções, reflorestamento, capacitação, consultorias, investimentos na área da saúde, da assistência social, turismo, agricultura, empreendedorismo e economia. “Temos uma previsão inicial de investimento de R$ 1 bilhão até 2026 na recuperação e prevenção do Rio Doce. E nos próximos 20 anos, mais R$ 1 bilhão a cada ano”.
Guerino Balestrassi reforçou a importância e a competência do trabalho de Ricardo Ianotti, Margareth Saraiva e Harlen Silva, que estavam liderando a Secretaria desde sua criação, e afirmou que todos irão trabalhar em conjunto na Serd. “Ianotti desenvolveu um trabalho espetacular no acordo de reparação relativo ao desastre ambiental de Mariana. Estivemos juntos nas audiências em Brasília e acompanhei sua dedicação. Seguiremos trabalhando em parceria para implementar com maior agilidade possível os projetos de infraestrutura e de recuperação ambiental para o Espírito Santo”.
Saiba mais
Guerino Balestrassi aceitou o convite feito pelo governador Renato Casagrande na terça-feira (4), em reunião no Palácio Anchieta. Engenheiro, professor e prefeito de Colatina por três mandatos (2001 a 2004, 2005 a 2008 e 2021 a 2024), Guerino também já foi Presidente do Bandes, Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Secretário Estadual de Planejamento e Presidente da Associação dos Municípios Capixabas, a Amunes.
Na área ambiental, Guerino Balestrassi sempre teve atuação importante na preservação e recuperação do Rio Doce. Foi fundador e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce; representante do Comitê Interfederativo do Espírito Santo (CIF-ES), órgão que orienta e valida as ações da Fundação Renova.
Guerino também foi vice-presidente do Fórum Permanente de Prefeitos da Bacia do Rio Doce, atuando de forma decisiva e defendendo os interesses das cidades capixabas nas audiências no Espírito Santo, Minas Gerais e Brasília que resultaram no acordo histórico de repactuação do acordo com as empresas causadoras do desastre ambiental.
De 2021 a 2024, Guerino Balestrassi representou as cidades capixabas atingidas pelo rompimento da barragem de Mariana nas audiências realizadas em Londres, já que uma das empresas poluidoras do Rio Doce tem sede na Europa. Na Corte Inglesa, Guerino participou ativamente das discussões junto com advogados, procuradores, especialistas da área ambiental e representantes dos movimentos populares.
Ainda como prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi organizou, em 2006, o Fórum das Águas. O evento foi um dos primeiros do Brasil a discutir o meio ambiente e os recursos da bacia hidrográfica do Rio Doce.
“Quero agradecer o convite e a confiança do governador Renato Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço. Estou preparado para conduzir os trabalhos desta Secretaria tão importante. Desde 2001, quando fui prefeito de Colatina pela primeira vez, venho atuando firmemente na preservação e recuperação do Rio Doce e do arranjo produtivo dos municípios capixabas. Além dos investimentos e obras de saneamento e de infraestrutura para os municípios, a preservação ambiental e o apoio aos movimentos sociais será decisivo para a recuperação econômica das cidades e famílias atingidas”. Fonte e foto assessoria
A apresentação do programa foi realizada na terça-feira (4), para todas as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), por meio de uma live, com a participação do prefeito Lorenzo Pazolini. foto ales
O município de Vitória deu um passo importante para a melhoria do ambiente escolar com o lançamento do Programa “EntreNós: convivência ética e democrática na escola e na sociedade”. O projeto é fruto de um convênio assinado em 2024 entre a Secretaria Municipal de Educação (Seme) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A apresentação do programa foi realizada nesta terça-feira (4), para todas as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), por meio de uma live, que contou com a participação do prefeito Lorenzo Pazolini, da vice-prefeita Cris Samorini, e da secretária de Educação, Juliana Rohsner.
O programa é destinado aos anos finais do Ensino Fundamental, e busca aprimorar o clima escolar e promover a convivência entre estudantes, professores e gestores por meio de ações que priorizam a resolução de conflitos, o enfrentamento da violência e a promoção de valores éticos, democráticos e inclusivos. O programa segue os princípios estabelecidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e busca garantir a formação integral e cidadã dos estudantes.
Em 2025, o “EntreNós” integrará o plano de ação das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) de Vitória, promovendo um processo coletivo de transformação. O programa incluirá momentos de formação contínua e planejamento de atividades junto aos estudantes do 6º ao 9º ano e suas famílias, com o objetivo de fortalecer e contribuir para a melhoria da qualidade da convivência nas instituições escolares.
Durante a abertura do programa, Pazolini reconheceu o trabalho dos educadores e destacou os investimentos em infraestrutura escolar. “Saímos de 9 para 40 escolas climatizadas e de quatro para 41 escolas em tempo integral. Esses avanços só terão impacto se mantivermos o brilho nos olhos de todos vocês, que são os verdadeiros líderes dessa transformação”, afirmou o prefeito. Ele reforçou a importância de manter a motivação da equipe escolar, essencial para a criação de um ambiente motivador e produtivo para o aprendizado dos estudantes.
Cris Samorini também se mostrou otimista com o andamento das ações e o compromisso da gestão com a melhoria da educação. “Estamos em um estágio muito melhor do que nos últimos anos, e Vitória continuará sendo referência na educação, buscando sempre os melhores resultados para nossos estudantes”, declarou. Ela também enfatizou o papel transformador da educação, que cria novas oportunidades para aqueles que enfrentaram desafios no passado.
Compromisso
A secretária Juliana Rohsner destacou a importância de um trabalho colaborativo entre a Seme e as escolas, para o avanço ainda maior na qualidade educacional. “A Secretaria de Educação não é um órgão de controle, mas sim um parceiro que acredita e investe na educação como ferramenta de transformação social”, destacou.
Ela também ressaltou as melhorias realizadas nas escolas, como a ampliação da climatização de unidades e o investimento na formação continuada dos professores.
A prof. Drª Telma Vinha, que fez a apresentação do projeto para a equipe docente, destacou que os problemas de convivência escolar podem afetar o desenvolvimento de crianças e adolescentes e impactar negativamente na qualidade do clima escolar, nas práticas pedagógicas e nas relações interpessoais. Além disso, mostrou que os estudos têm indicado que, nos últimos anos, os conflitos e as violências nas escolas do país têm se intensificado.
“Essas questões não serão resolvidas com aumento de punições e vigilância, mas sim com o fortalecimento de práticas coletivas, da colaboração, de abordagens construtivas para lidar com os conflitos e do fortalecimento de relações baseadas na confiança e cuidado. É isso que esse programa propõe. Ele baseia-se em anos de estudos aplicados e conta com a participação de pesquisadores da Unicamp, Unesp, Unifesp e Fundação Carlos Chagas”, contou.
O programa está sendo desenvolvido em parceria entre as Secretarias Municipais de Educação de Vitória e de São Paulo, num trabalho colaborativo de implementar processos inovadores que contribuam para mudanças sociais. Todos os materiais construídos terão acesso público e aberto, de forma que qualquer pessoa ou instituição poderá utilizá-lo e adaptá-lo, ampliando seu alcance para outras redes de ensino e escolas. Fonte Secom da Prefeitura de Vitória e foto ales
Hauly é o primeiro signatário da PEC, que precisa do apoio de 171 deputados para tramitar; Fonte: Agência Câmara
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/25 institui o semipresidencialismo e o voto distrital misto no Brasil a partir das eleições de 2030. O texto, apresentado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) e outros parlamentares à Câmara dos Deputados, resgata uma proposição antiga (PEC 20/95) do ex-deputado Eduardo Jorge (SP).
No semipresidencialismo, o presidente eleito pelo voto popular direto divide o poder com um primeiro-ministro nomeado por ele, ouvido os partidos com maiores representações na Câmara.
De acordo com a proposta, o primeiro-ministro será nomeado dentre os integrantes do Congresso Nacional maiores de 35 anos.
Presidente O presidente da República atua como chefe de Estado e comandante supremo das Forças. A ele cabe garantir a unidade e a independência da República, a defesa nacional e o livre exercício das instituições democráticas.
Primeiro-ministro Por sua vez, o primeiro-ministro, juntamente com o conselho de ministros de Estado, chefia o governo. O primeiro-ministro elabora e apresenta ao presidente da República o programa de governo e, uma vez aprovado, comunica seu teor à Câmara dos Deputados.
O primeiro-ministro deve comparecer mensalmente ao Congresso, para explicar a execução do programa de governo ou expor assunto de relevância para o país.
A atuação do primeiro-ministro sustenta-se no apoio da Câmara dos Deputados.
O primeiro-ministro e o conselho de ministros devem exonerar-se quando esse apoio faltar. Ou a Câmara pode votar a destituição do governo antes do fim do mandato, por meio do voto de censura.
Concentração de poder Luiz Carlos Hauly argumenta que hoje não há mais espaço para o que chama de “presidencialismo arcaico praticado no Brasil”, no qual uma única autoridade concentra as responsabilidades de chefe de governo e de Estado.
“Esse quadro institucional precisa ser revisto para que, em caso de uma nova crise institucional envolvendo o presidente da República, o Brasil não enfrente as prolongadas e incertas crises institucionais que antecederam as quedas de [Fernando] Collor e Dilma [Rousseff] e acabam afetando também o quadro econômico brasileiro”, justifica.
Sem vice-presidente A PEC em análise na Câmara acaba com a figura do vice-presidente da República. O texto estabelece que, em caso de impedimento do presidente da República, ausência do país ou vacância, serão sucessivamente chamados ao exercício do cargo os presidentes da Câmara, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal.
A renúncia do presidente da República será efetivada por meio de mensagem ao Congresso. Na vacância do cargo, nova eleição será realizada em 45 dias, contados da data da declaração, iniciando o eleito um novo mandato.
A proposta mantém o mandato do presidente da República em quatro anos, com início em 5 de janeiro do ano seguinte ao da eleição.
Sistema eleitoral misto A proposta de Luiz Carlos Hauly muda também o sistema eleitoral no Brasil, instituindo o voto distrital misto para a Câmara dos Deputados. Pelo sistema sugerido, o eleitor terá dois votos desvinculados: um para o candidato de seu distrito eleitoral e outro para o partido de sua preferência.
A combinação busca unir a representação local (distrital) e a proporcionalidade na distribuição de vagas entre os partidos. “O voto distrital misto permitiria uma maior aproximação entre os eleitores e seus representantes”, acredita Luiz Carlos Hauly.
Próximos passos A PEC 2/25 será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto a sua legalidade, juridicidade e constitucionalidade. Se admitida, será examinada por uma comissão especial a ser criada, antes de ser votada em dois turnos pelo Plenário.
Para ser promulgado, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Exportações superaram importações em US$ 2,164 bilhões. foto governo do Ceará
O aumento das importações e a queda das exportações fizeram o superávit da balança comercial cair em janeiro. No primeiro mês do ano, o país exportou US$ 2,164 bilhões a mais do que importou, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2022, quando a balança comercial tinha registrado déficit de US$ 59,1 milhões. Em relação a janeiro de 2024, o superávit caiu 65,1%.
Em janeiro, o país exportou US$ 25,18 bilhões, queda de 5,7% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado e o segundo melhor janeiro da série histórica, só perdendo para 2024. As importações somaram US$ 23,016 bilhões, alta de 12,2% na mesma comparação e atingindo volume recorde para o mês.
Do lado das exportações, a redução no preço internacional da soja, do milho, do ferro, do petróleo e do açúcar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. Paralelamente, a entressafra de milho e de soja piorou a situação. As vendas de alguns produtos, como café e celulose, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos.
Do lado das importações, as aquisições de motores, máquinas, compostos orgânicos, componentes de veículos, adubos e fertilizantes químicos subiram. A maior alta ocorreu com as máquinas e motores, cujo valor comprado aumentou 56,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado.
No mês passado, o volume de mercadorias exportadas caiu 0,9%, puxado pela entressafra de diversos produtos e pela redução do preço do minério de ferro por causa da oscilação da demanda na China. Os preços caíram 5,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 19,5%, mas os preços médios recuaram 6,1%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.
Setores
No setor agropecuário, a queda na quantidade pesou mais na redução das exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 6,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio caiu 4%. Na indústria de transformação, a quantidade caiu 2,7%, com o preço médio subindo 2,5%, refletindo a crise econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 6,1%, enquanto os preços médios recuaram 18,3%.
Estimativa
Em janeiro, o Mdic divulgou estimativas para a balança comercial do ano. A pasta prevê que o Brasil terá superávit entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em 2025, com as exportações ficando entre US$ 320 bilhões e US$ 360 bilhões, e as importações entre US$ 260 bilhões e US$ 280 bilhões. Tradicionalmente, a pasta divulgava as projeções para o ano a partir de abril, com revisões em julho e em outubro.
O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit comercial de US$ 75,7 bilhões neste ano. Em 2024, a balança comercial registrou superávit de US$ 74,176 bilhões, com as exportações somando US$ 337,046 bilhões e as importações atingindo US$ 262,869 bilhões, segundo os dados revisados pelo Mdic. Fonte agência brasil