Deputados estaduais do ES aprovam Orçamento do Estado para 2026

Deputados estaduais do ES aprovam Orçamento do Estado para 2026

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) aprovou, durante a terceira sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 664/2025, que trata da Proposta Orçamentária Anual para o exercício de 2026 (PLOA 2026). A matéria estima receita total em torno de R$ 32 bilhões, considerando o orçamento fiscal e da seguridade social, valor superior ao previsto para 2025. Ao todo foram aprovadas 15 matérias e uma manutenção de veto governamental.

O projeto define as receitas e fixa as despesas do Estado para o próximo ano, servindo como principal instrumento de planejamento da administração pública estadual. A proposta já havia sido analisada pela Comissão de Finanças, que emitiu parecer favorável à aprovação.

Sessão foi a terceira do dia para aprovação de diversas matérias / Foto: Kamyla Passos

Ao comentar a votação, o presidente da Ales, Marcelo Santos (União/ES), destacou o papel institucional do Parlamento e o compromisso dos deputados com a população capixaba. “Muito obrigado aos colegas deputados por essa contribuição importante para o povo do Espírito Santo. Nós estamos dando um exemplo ao Brasil. Muito além das nossas ideologias, nós temos uma responsabilidade com a população do Espírito Santo”, afirmou.

Segundo o presidente, a aprovação do Orçamento permite que a lei seja encaminhada para sanção e passe a produzir efeitos a partir do próximo exercício. “Vamos devolver agora, porque eu vou assinar o encaminhamento à Secretaria para a extração dos autógrafos para que o governo possa sancionar e, a partir daí, a lei orçamentária possa entrar em vigor e, a partir de 2026, fazer chegar investimentos importantes”, disse.

Marcelo Santos ressaltou que os recursos previstos no Orçamento contemplam diferentes áreas da administração pública. “São investimentos importantes na agricultura familiar, na agricultura como um todo, nos mais diversos segmentos e setores, para os Poderes constituídos e as instituições, mas também investimentos importantes, por exemplo, na área da segurança pública e na infraestrutura”, pontuou.

O presidente também destacou o papel da Ales na autorização dos investimentos realizados pelo Executivo. “Nós somos o Estado que mais investe em infraestrutura com autorização da Assembleia. Não tem um prego nesse Estado colocado com dinheiro público que não passou por essa presidência, com a autorização dos meus colegas deputados, para que o governo possa fazer esses investimentos nas 78 cidades capixabas e em todas as áreas”, afirmou. 

Ao final, ele enfatizou a atuação do Parlamento capixaba. “Estou muito feliz em poder estar aqui hoje presidindo a Assembleia numa gestão moderna, eficiente, compartilhada, no poder mais transparente do Espírito Santo e a primeira Assembleia digital do país”, finalizou o presidente.

Polícia Científica

Além do Orçamento, o Plenário aprovou dois projetos de lei complementar que promovem avanços na organização administrativa e na regulamentação funcional da Polícia Científica do Espírito Santo.

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 36/2025 trata da criação e da estruturação do Quadro de Servidores da Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES). A proposta define os cargos que compõem o órgão, organiza os respectivos planos de carreira e estabelece critérios relacionados ao desenvolvimento funcional, contribuindo para a consolidação institucional da Polícia Científica no âmbito da segurança pública estadual.

Já o PLC 37/2025 institui o Estatuto dos Policiais Científicos do Estado do Espírito Santo. O texto estabelece normas que regem o exercício da atividade policial científica, dispondo sobre direitos, deveres, garantias, prerrogativas e responsabilidades dos profissionais que atuam na área, além de disciplinar aspectos da relação funcional entre os servidores e a administração pública.

As duas proposições foram apreciadas e aprovadas durante a sessão ordinária desta segunda-feira pelas comissões de Justiça, Finanças e Segurança., compondo o conjunto de matérias analisadas pelo Plenário. Com ALES

Corinthians e Vasco avançam nos pênaltis e decidem a Copa do Brasil

Corinthians e Vasco avançam nos pênaltis e decidem a Copa do Brasil

Os finalistas da Copa do Brasil de 2025 foram conhecidos neste domingo (14). O título e a premiação de R$ 77 milhões destinada ao campeão serão disputados por Corinthians e Vasco, que levaram a melhor sobre Cruzeiro e Fluminense, respectivamente, com o brilho de seus goleiros em disputas de pênaltis.

As partidas de ida e volta da final serão na quarta-feira (17) e no domingo que vem (21). O primeiro duelo está marcado para a Neo Química Arena, em São Paulo, às 21h30 (horário de Brasília), enquanto o jogo que encerra a temporada do futebol masculino brasileiro em 2025 será no Maracanã, às 18h30.

Hugo Souza e Léo Jardim defendem duas cobranças cada e brilham. foto RODRIGO COCA/AGÊNCIA CORINTHIANS

Hugo Souza decide contra mineiros

O primeiro a se classificar foi o Corinthians, que superou o Cruzeiro nos pênaltis por 5 a 4 na Neo Química Arena, após ser derrotado por 2 a 1 no tempo normal – na última quarta-feira (10), os paulistas ganharam por 1 a 0 no Mineirão, em Belo Horizonte. O Timão acumula três títulos, o último em 2009, e chega à oitava final de Copa do Brasil. A mais recente foi em 2022, quando caiu para o Flamengo.

O Alvinegro segue com chances de ir à Libertadores em 2026, o que é possível somente em caso de título. Caso contrário, como ficou em 13º lugar no Campeonato Brasileiro, o time paulista terá que se contentar com a Copa Sul-Americana. A Raposa, terceira colocada no Brasileirão, já está garantida na fase de grupos do maior torneio interclubes da América do Sul.

Precisando reverter a desvantagem do primeiro jogo, o Cruzeiro tomou a iniciativa do primeiro tempo e teve duas boas oportunidades com Luis Sinistierra. Aos oito minutos, o colombiano avançou pela direita e chutou cruzado. Aos 16, o atacante pegou a sobra de uma grande defesa do goleiro Hugo Souza em voleio do meia Matheus Pereira, mas foi travado pelo zagueiro Gustavo Henrique na pequena área.

Sinistierra, porém, sentiu dores e teve de ser substituído – o jogador tem convivido com lesões musculares recorrentes na coxa. Aos 30 minutos, o colombiano deu lugar a Keny Arroyo. E foi o equatoriano quem balançou as redes. Com nove minutos em campo, o atacante recebeu cruzamento do meia Christian pela direita e se antecipou ao lateral Matheuzinho para marcar de cabeça.

O próprio Arroyo ampliou aos quatro minutos do segundo tempo, aproveitando passe do atacante Kaio Jorge, que avançou com liberdade pela direita e o deixou na cara de Hugo Souza. O lance, inicialmente, foi anulado por impedimento, mas o árbitro de vídeo entrou em cena e viu a posição legal do equatoriano, validando o segundo gol cruzeirense.

Aos nove, porém, o Corinthians descontou e igualou novamente o placar agregado do confronto. Após falta cobrada pelo meia Rodrigo Garro da intermediária, o zagueiro André Ramalho cabeceou, o goleiro Cássio não afastou bem e o lateral Matheus Bidu completou para as redes. O Timão intensificou a pressão e acertou duas vezes a trave, quase em sequência, com Matheus Bidu e o volante Breno Bidon, mas o placar não se alterou mais.

A decisão foi para os pênaltis. Acostumado a brilhar na Neo Química Arena pelo Corinthians, Cássio desta vez frustrou a torcida da casa ao salvar o chute de Yuri Alberto e deixar o Cruzeiro em vantagem. O também atacante Gabriel Barbosa teve chance de garantir a classificação celeste, mas bateu mal e Hugo Souza defendeu. O arqueiro do Timão cresceu, também, ao pegar o chute do volante Walace. Coube a Breno Bidon marcar o gol da vitória alvinegra.

Léo Jardim chega à 6ª classificação seguida na Copa do Brasil foto Netvasco

Léo Jardim segura John Kennedy e Canobbio

No duelo seguinte, o Vasco se garantiu na final ao vencer o Fluminense nos pênaltis, por 4 a 3, após derrota por 1 a 0 no tempo normal. O Cruzmaltino tinha levado a melhor no jogo de ida por 2 a 1, quinta-feira passada (11), também no Rio de Janeiro, e chega à decisão pela terceira vez. A última foi há 14 anos, quando conquistou o único título de Copa do Brasil de sua história.

A classificação mantém vivo o sonho vascaíno de chegar à Libertadores, depois do 14º lugar no Brasileirão. Se for vice, o Gigante da Colina disputará mesmo a Sul-Americana. O Tricolor, quinto colocado na Série A, está assegurado na fase de grupos do principal torneio do continente.

Mesmo em vantagem no placar agregado, o Vasco começou melhor e obrigou Fábio a trabalhar em chutes perigosos dos atacantes Rayan e Andrés Gómez. Este último, aos 12 minutos, buscou o ângulo em arremate da entrada da área pela esquerda, mas o goleiro salvou com a ponta dos dedos.

A boa marcação cruzmaltina foi traída por um gol contra aos 35. Após cruzamento rasteiro de Agustín Canobbio pela direita, o também atacante Everaldo concluiu na trave. A bola foi para o lado e o lateral Paulo Henrique, ao tentar afastar, mandou para as próprias redes, colocando o Fluminense à frente. Nos acréscimos, Fábio garantiu a ida tricolor em vantagem ao vestiário com bela defesa em falta cobrada por Rayan.

Na segunda etapa, o goleiro do Flu brilhou novamente aos oito minutos, salvando uma cabeçada de Rayan no cantinho direito, após cruzamento do lateral Puma Rodríguez. O duelo transcorreu muito faltoso, com nove cartões amarelos, média de um a cada dez minutos. A rede acabou não balançando mais e, assim como em São Paulo, a classificação foi decidida nos pênaltis.

Fábio começou bem a disputa, defendendo a batida de Pablo Vegetti. Na segunda rodada de cobranças, Léo Jardim pegou a batida do também atacante John Kennedy. Mas foi o goleiro vascaíno quem brilhou novamente, salvando, com o pé, o quinto chute tricolor, de Canobbio. Puma Rodríguez converteu a penalidade derradeira e decretou a classificação cruzmaltina. Com agência brasil

Carla Zambelli renuncia ao mandato; Câmara dará posse ao suplente

Carla Zambelli renuncia ao mandato; Câmara dará posse ao suplente

A Câmara dos Deputados informou neste domingo (14) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato. A comunicação foi enviada à Mesa Diretora da Casa. 

Com a renúncia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve dar posse nesta segunda-feira (15) ao suplente da parlamentar, Adilson Barroso (PL-SP). 

Zambelli deixa o mandato dois dias após Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a cassação imediata do mandato dela. 

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato. 

Na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo confirmou, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou a cassação e manteve o mandato da deputada.

Na última quarta-feira (10), a Câmara decidiu manter o mandato de Carla Zambelli pelo placar de 227 votos a favor e 110 contra. Eram necessários 257 votos para aprovação da cassação.

Diante da deliberação que manteve o mandato da parlamentar, Alexandre de Moraes decidiu anular a resolução da Casa que oficializou o resultado da votação.

O ministro disse que a decisão é inconstitucional. No entendimento de Moraes, a Constituição definiu que cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara somente “declarar a perda do mandato”.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, a deputada deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

A decisão final sobre o processo de extradição feito pelo governo brasileiro será tomada em audiência da Justiça italiana na próxima quinta-feira (18).   Com agência brasil

Governo do ES cria licença ambiental especial para empreendimentos

Governo do ES cria licença ambiental especial para empreendimentos

O Plenário aprovou, nesta segunda-feira (15), com emenda, mudanças na Lei Complementar 1.073/2023, que reúne as normas gerais de licenciamento ambiental no Espírito Santo. O Projeto de Lei Complementar (PLC) 34/2025 cria a Licença Ambiental Especial (LAE), que poderá ser concedida para “localização, instalação e operação de atividade ou de empreendimento estratégico, ainda que utilizador de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente”.

O texto recebeu críticas das deputadas Iriny Lopes (PT) e Camila Valadão (Psol), para quem o projeto transforma o licenciamento em exceção em vez de regra. A criação da Licença Ambiental Especial foi considerada “um grande retrocesso”. Segundo Camila, há “redução da capacidade do Estado de avaliar e controlar os empreendimentos”. A petista fez coro às palavras. “Estamos numa crise ambiental”.

Alterações propostas tornam processos de licenciamento ambiental mais ágeis / Foto: Divulgação/Governo do ES

O líder do governo, Vandinho Leite (PSDB), discordou com as análises expostas. “É necessário sim desenvolvimento sustentável. Olha o que a gente vê quando olha para a Europa hoje, engessada, travada, burocrática, passando por uma extrema dificuldade (…), defendeu. De acordo com o relator, Mazinho dos Anjos (PSDB), a proposição promove desburocratização para que os empreendedores invistam no estado de forma responsável. 

A emenda modificativa mexe em diversos pontos da proposta e foi fruto de acordo entre o governo e a Mesa Diretora da Casa. Ela foi apresentada por Mazinho durante a relatoria da matéria nas comissões reunidas de Justiça, Infraestrutura, Meio Ambiente e Finanças. Uma das mudanças previstas na emenda torna a Licença Ambiental de Regularização (LAR) equivalente à Licença de Operação Corretiva (LOC) federal para ser aplicada na regularização de atividade ou empreendimento sem licença ambiental válida. 

Justificativas do governo

Segundo a mensagem do governador Renato Casagrande (PSB) à Ales, as alterações propostas tornam os processos de licenciamento ambiental mais ágeis e alinhados ao entendimento das autoridades licenciadoras capixabas.

Outro objetivo é que a “regulamentação da lei via decreto seja mais assertiva e consonante à legislação ambiental estadual e federal, principalmente no que se refere à Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA e às resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama”, argumenta o governador na justificativa do texto.

O PLC 34/2025 aumenta os valores das taxas devidas ao Estado em razão do exercício regular do poder de polícia para compatibilizá-las com a PNMA, exceto para o requerimento da Licença Ambiental Especial, que está sendo criado agora.

De acordo com o Executivo, a medida visa adequação à lei federal publicada em 8 de agosto passado (Lei 15.190/2025), que dispõe sobre regras do licenciamento ambiental e regulamenta o artigo 225 da Constituição Federal.

Segundo Casagrande, a Lei Complementar 1.073 “trouxe uma proposta inovadora aos processos licenciatórios, regulatórios e fiscalizatórios estaduais, sem contudo, fragilizar o preceito básico do direito ambiental brasileiro (…)”.

Tramitação

O projeto foi aprovado por 22 x 3 no Plenário, com emenda apresentaa pelo deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), relator da matéria nas comissões de Justiça, Infraestrutura, Meio Ambiente e Finanças. 

Acompanhe o projeto fonte ales

Secretaria de Saúde do ES vai ter mais 63 vagas para comissionados

Secretaria de Saúde do ES vai ter mais 63 vagas para comissionados

Por 17 votos a favor e 9 contra, o Plenário da Assembleia Legislativa (Ales) aprovou, nesta segunda-feira (15), o Projeto de Lei Complementar (PLC) 32/2025, que prevê a criação de 63 vagas para o cargo comissionado de Supervisor I na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Com a medida, o governo do Estado estima gastos mensais de cerca de R$ 152 mil, levando em conta o vencimento de R$ 2.412,18 do ocupante do cargo. 

Diante do placar apertado (são necessários 16 votos para aprovação de PLC), vários parlamentares manifestaram insatisfação com a medida, tratada como de viés político em ano que antecede disputa eleitoral. “São 63 cargos na mão do senhor secretário de Saúde”, disse o deputado Engenheiro José Esmeraldo (PDT), o primeiro a se posicionar contra. 

Governo estima gastos mensais de R$ 152 mil com a criação das vagas para Supervisor I / Foto: Governo ES

Para o deputado Lucas Polese (PL/ES), a proposta deveria ter sido debatida com mais profundidade, já que tramitava em regime de urgência. “Ele (Hoffmann) deveria ter procurado a gente, explicado a necessidade desses cargos”, observou. 

Sergio Meneguelli e Alcântaro Filho (ambos do Republicanos/ES) reforçaram as críticas e também manifestaram desconfiança quanto à finalidade do projeto. Por sua vez, Camila Valadão (Psol/ES) se posicionou contra o PLC, pontuando a “defasagem histórica” de servidores na Sesa deveria ser preenchida com profissionais de carreira, via concurso público.  

A iniciativa, no entanto, foi defendida por Janete de Sá (PSB/ES) e Denninho Silva (União/ES). No entendimento da deputada, o colega licenciado fez “sacrifício” ao assumir a pasta estadual. “Esse aporte de servidores para a Secretaria de Saúde é necessário”, frisou. “As entregas são constantes, diárias”, complementou Denninho.

O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), responsável por relatar a matéria, e o líder do governo na Ales, Vandinho Leite (PSDB/ES), explicaram que as vagas criadas abrigariam servidores temporários que não terão o contrato de trabalho renovado.

Com parecer favorável nas comissões de Justiça, Saúde e Finanças, o projeto foi colocado em votação, que acabou sendo sobrestada pelo presidente Marcelo Santos (União). A decisão amparada pelo Plenário foi motivada pela ausência de dois deputados presos no trânsito devido a um acidente na BR-101. O texto foi colocado em votação mais tarde, após o plenário analisar outras propostas, sendo finalmente acatado.

Entenda o projeto

Segundo o governador Renato Casagrande (PSB/ES), a criação dos cargos objetiva suprir demandas crescentes e estratégicas da pasta diante da expansão da rede de saúde e de maior complexidade das atividades. “Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo na demanda por serviços de saúde, exigindo maior capacidade de articulação, planejamento, fiscalização, apoio técnico e administrativo”, afirma. 

De acordo com Casagrande, a demanda para esse tipo de função é impulsionada pela necessidade de modernização da gestão administrativa e fortalecimento das políticas públicas de saúde. 

“Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo na demanda por serviços de saúde, exigindo maior capacidade de articulação, planejamento, fiscalização, apoio técnico e administrativo”, afirma. 

Segundo Casagrande, a demanda para esse tipo de função é impulsionada pela necessidade de modernização da gestão administrativa e fortalecimento das políticas públicas de saúde. 

O governador afirma que “a carência de estrutura de apoio adequada tem impactado diretamente a eficiência e a qualidade da execução das políticas públicas, principalmente nas áreas de gestão e monitoramento de contratos”.

Outras atividades impactadas pela falta de pessoal seriam o planejamento estratégico relacionado à atenção básica, média e de alta complexidade e a análise de dados e indicadores de saúde, bem como o relacionamento com órgãos de controle.

“É uma medida estratégica garantindo maior capacidade operacional, técnica e gerencial para o enfrentamento dos desafios atuais e futuros do sistema público de saúde capixaba”, finaliza Casagrande. 

Acompanhe o andamento do PLC 32/2025 na Ales.

ES é autorizado a aderir a programa de renegociação de dívidas

ES é autorizado a aderir a programa de renegociação de dívidas

A Assembleia Legislativa (Ales) aprovou, nesta segunda-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 880/2025, que autoriza a adesão do Espírito Santo ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado pela Lei Complementar Federal 212/2025. O novo regime permite a renegociação de contratos de dívida com a União, oferecendo benefícios fiscais e financeiros voltados à melhoria do equilíbrio fiscal dos estados.

Segundo a mensagem governamental, a adesão ao Propag representa uma oportunidade para reduzir imediatamente o custo do endividamento estadual, já que o programa elimina integralmente a taxa de juros incidente sobre contratos vinculados à Lei Federal 9.496/1997. Com isso, o Estado passa a direcionar seus pagamentos exclusivamente à amortização do principal da dívida, o que contribui para redução progressiva do saldo devedor.

Votação de projeto ocorreu na manhã desta segunda-feira / Foto: Arquivo Agência Brasil

O governo também destaca que a medida abre espaço para realocar recursos para áreas estratégicas, como a expansão da educação profissional e tecnológica e a ampliação da infraestrutura destinada ao ensino em tempo integral, com apoio de recursos estaduais e do Fundo de Equalização Federativa (FEF).

Outro ponto enfatizado é a economia fiscal de longo prazo. O Executivo estima que, com as condições do Propag, o Espírito Santo poderá alcançar uma economia equivalente ao dobro do saldo atual da dívida estadual com a União, reforçando a capacidade de investimento público e consolidando o equilíbrio das contas estaduais.

A adesão ao programa deve ocorrer até 31 de dezembro de 2025, o que torna necessária a aprovação legislativa para a formalização dos contratos e aditivos previstos no Propag.

Declaração do ordenador de despesas

O secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, formalizou a declaração obrigatória prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ressaltando que a proposta não acarreta aumento de gastos para o Executivo. “A adesão não implicará aumento de despesas por parte do Tesouro Estadual, tão somente ensejará na economia dos juros que hoje são pagos e serão extintos”, afirmou. Com ales

Marcos do Val é eleito o Melhor Senador do Espírito Santo pelo Ranking dos Políticos 2025

Marcos do Val é eleito o Melhor Senador do Espírito Santo pelo Ranking dos Políticos 2025

O senador Marcos do Val foi eleito o Melhor Senador do Espírito Santo pelo Ranking dos Políticos 2025, classificação nacional que avalia o desempenho de deputados federais e senadores com base em critérios objetivos, como combate à corrupção, combate a privilégios, economia de recursos públicos, assiduidade e participação nas principais votações do Congresso.

Senador capixaba Marcos do Va. foto divulgação

O Ranking dos Políticos é uma iniciativa independente da sociedade civil, criada em 2011, sem vínculos partidários ou financiamento público, e busca medir a eficiência e a transparência do trabalho parlamentar.

Ao comentar o resultado, Marcos do Val afirmou:
“Recebo esse reconhecimento com orgulho e responsabilidade. Ele reforça que estamos no caminho certo, trabalhando de forma séria, técnica e comprometida para entregar resultados concretos para os capixabas.”

A lista completa da avaliação está disponível em www.politicos.org.br ´ fonte Vitor Simões

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Bahia e Espírito Santo lideram poluição por microplásticos no litoral brasileiro

Bahia e Espírito Santo lideram poluição por microplásticos no litoral brasileiro

A costa leste do Brasil, que vai da Baía de Todos os Santos (BA) até a foz do rio Piraquê-Açu, em Aracruz (ES), apresenta hoje a maior concentração de microplásticos do país. Um estudo divulgado recentemente pelo projeto MicroMar, coordenado pelo Instituto Federal Goiano, identificou 17 partículas de microplástico por litro de água, média superior à soma das outras quatro macrorregiões costeiras analisadas.

O cenário coloca Bahia e Espírito Santo no centro de uma crise silenciosa, persistente e com efeitos ainda pouco mensurados sobre o meio ambiente e a saúde humana. Entre abril de 2023 e abril de 2024, foram coletadas amostras de água em 1.024 praias ao longo de 7.500 km de costa. As regiões foram divididas em Amazônia Equatorial, Nordeste, Leste, Sudeste e Sul.

Segundo a pesquisa, o resultado no leste brasileiro surpreende pela magnitude. Mesmo regiões altamente urbanizadas, como Rio de Janeiro e São Paulo, não apresentaram níveis tão elevados quanto Bahia e Espírito Santo.

O cenário coloca Bahia e Espírito Santo no centro de uma crise silenciosa, persistente e com efeitos ainda pouco mensurados sobre o meio ambiente;

Por que a contaminação é tão alta nessa região?

O estudo aponta fatores estruturais e ambientais:

– Falta de saneamento adequado, que aumenta o descarte de resíduos no mar.

– Turismo intenso, especialmente na alta temporada, elevando a geração de lixo.

– Proximidade de rodovias e áreas urbanas, que liberam partículas de pneus, uma das principais fontes de microplásticos para mares e rios.

– Correntes oceânicas que favorecem o acúmulo desses fragmentos nessa faixa da costa.

Impactos na vida marinha e riscos para humanos

Os microplásticos, partículas menores que 5 mm, são ingeridos por animais na base da cadeia alimentar, como filtradores, larvas e peixes jovens, prejudicando seu desenvolvimento e sobrevivência. Eles também podem carregar substâncias tóxicas e microrganismos, o que representa risco indireto para a saúde humana, principalmente para comunidades que dependem da pesca.

Para Luana Romero, diretora-executiva do Instituto Ideias, os novos dados reforçam a necessidade de respostas rápidas e integradas entre poder público, empresas e sociedade civil.

“Estamos diante de uma combinação de fatores estruturais, como saneamento, manejo inadequado dos resíduos e pressão turística, que exige ação imediata. Microplásticos não são um problema isolado: eles afetam biodiversidade, economia local e, indiretamente, a saúde das pessoas. Reduzir esse impacto passa por políticas públicas consistentes, regulação empresarial e educação ambiental contínua.”

Especialistas apontam um conjunto de ações urgentes e de médio prazo:

Ações imediatas

– Ampliar e melhorar sistemas de tratamento de esgoto nos municípios costeiros.

– Monitorar fontes de poluição e reforçar fiscalização ambiental.

– Estruturar planos de gestão de resíduos sólidos adaptados a períodos de alta estação.

A médio e longo prazo

– Implementar políticas de economia circular para reduzir plásticos descartáveis.

– Modernizar drenagem urbana para diminuir aporte de partículas de pneus nos rios.

– Estimular inovação no setor empresarial com foco em materiais alternativos e logística reversa.

– Investir em programas contínuos de educação ambiental.

Luana Romero, Diretora Executiva do Instituto Ideias.

Fonte e foto Camilla Gumieiro

Analista da P6 Comunicação

Colatina promove evento sobre Reforma Tributária e mudanças na emissão de NFSe

Colatina promove evento sobre Reforma Tributária e mudanças na emissão de NFSe

Colatina avança no processo de adequação às novas diretrizes da Reforma Tributária e promove, no dia 17 de dezembro de 2025, às 14 horas, no auditório do Centro de Ciência, o evento “Colatina na Reforma Tributária”. A iniciativa é voltada aos profissionais de contabilidade do município e tem como objetivo apresentar as principais mudanças na área fiscal que impactarão diretamente a rotina tributária local.

Promovido pela Superintendência de Fiscalização Tributária, o encontro terá como foco a Portaria SEMFAZ nº 002/2025, que dispõe sobre a adesão do município ao Emissor Nacional de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFSe), medida que passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026. Durante a apresentação, serão detalhadas as principais mudanças trazidas pela nova sistemática e os impactos diretos no ambiente de negócios municipal.

 A iniciativa é voltada aos profissionais de contabilidade do município;foto secom pmc

O objetivo do evento é orientar e esclarecer os contadores sobre o novo modelo de emissão de notas fiscais, contribuindo para uma transição mais segura, eficiente e alinhada às diretrizes da Reforma Tributária, além de fortalecer o diálogo entre o poder público e os profissionais que atuam diretamente na área fiscal.

As vagas são limitadas, e os interessados devem garantir participação por meio de inscrição prévia, disponível no link:  https://www.sympla.com.br/evento/colatina-na-reforma-tributaria/3249666

Foto e fonte Secretaria Municipal de Comunicação Social