A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (15/6) que vai pedir à Justiça dos Estados Unidos para atuar no processo movido pelas redes sociais Rumble e Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Órgão alega que fará defesa da soberania do Estado brasileiro. foto stf
Em nota à imprensa, a AGU disse que o pedido de habilitação no processo vai permitir que o Estado brasileiro possa fazer a defesa de sua soberania na Justiça da Flórida, onde o caso está em tramitação.
“A medida tem por objetivo promover a defesa dos interesses do Estado Brasileiro e sustenta, sobretudo, que decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte de nosso país não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”, declarou o órgão.
No entendimento da AGU, agentes públicos não podem ser alvo direto do Judiciário de outros países sem o consentimento do Estado brasileiro.
“O Brasil não consentiu e não consentirá com a apreciação de decisões de nossa Suprema Corte por juízes de outro país. Decisões judiciais brasileiras devem ser cumpridas ou questionadas perante nossos próprios tribunais, de acordo com a lei processual vigente no Brasil”, disse a AGU.
No processo que tramita nos Estados Unidos, as redes Rumble e Trump Media acusam Moraes de determinar a suspensão de perfis de brasileiros que moram nos Estados Unidos, entre eles o blogueiro Allan dos Santos.
As plataformas alegam que a Constituição dos Estados Unidos garante a liberdade de expressão irrestrita de ideias e opiniões. Dessa forma, medidas contra cidadãos e residentes para determinar a retirada de postagens configurariam censura.
As medidas foram determinadas porque os alvos são acusados de ataques antidemocráticos contra o Supremo.
No mês passado, a Justiça norte-americana determinou que Moraes seja intimado por e-mail para se defender no processo.
A medida foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar um pedido do Rumble para notificar Moraes por meio de uma carta rogatória, instrumento jurídico usado para notificar quem mora no exterior. Por lei, cabe ao STJ autorizar esse tipo de procedimento. fonte agência brasil e footo tsf
A comunidade de Boapaba recebe, no dia 28 de junho, a terceira edição do Festival Riquezas da Terra, evento que valoriza a cultura, a música e as tradições das comunidades do interior de Colatina. A programação será realizada na quadra poliesportiva da comunidade e contará com atrações musicais, celebração religiosa, sorteios e momentos de confraternização para moradores e visitantes.
Evento, que incentiva e valoriza as riquezas culturais e gastronômicas dos distritos, contará com shows de Diego Nunes e Avião Sertanejo
A programação terá início às 9h com jogos amistosos de futebol, no campo da comunidade, que fica ao lado da quadra. Quase simultaneamente, às 9h30 será realizada uma Celebração da Palavra. Às 13 horas, o cantor Diego Nunes sobe ao palco e, às 15 horas, será a vez da banda Avião Sertanejo animar o público. Promovido pela Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o Festival Riquezas da Terra busca fortalecer a identidade cultural das comunidades do interior, incentivar o turismo local e criar espaços de convivência e lazer para toda a população.
O festival tem se consolidado como uma importante iniciativa de valorização das riquezas culturais e do potencial das comunidades rurais do município. A segunda edição, realizada em Baunilha, foi um grande sucesso de público e recebeu forte apoio da população, reunindo famílias, produtores e visitantes em um ambiente marcado pela integração comunitária e pela valorização das tradições locais.
Até o fim do ano, o evento ainda terá edições em Graça Aranha, Moschen e São Pedro Frio. Fique atento aos canais oficiais da prefeitura para saber mais detalhes.
FONTE E ARTE Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
Começou a Copa do Mundo de 2026 e, enquanto milhões de torcedores se preparam para acompanhar os jogos, a economia capixaba também entra em campo. Entre junho e julho, meses em que a competição será realizada, o comércio geral do Espírito Santo deve movimentar cerca de R$ 56,9 bilhões. Embora esse valor não represente um impacto direto do evento esportivo, ele revela que a Copa acontecerá em um período de intensa circulação econômica, criando oportunidades para diversos segmentos ligados ao consumo e ao lazer.
Principal destaque, no contexto da competição, está nos serviços prestados às famílias, como bares, restaurantes, lanchonetes, espaços de convivência e estabelecimentos que transmitem jogos, com movimentação prevista de R$ 2,35 bilhões no 2º trimestre e de R$ 2,45 bilhões no 3º trimestre, uma alta de 4,3%. foto Envato
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com as estimativas, o comércio geral capixaba deverá movimentar R$ 28,5 bilhões em junho e R$ 28,4 bilhões em julho de 2026. Somados, os dois meses alcançam R$ 56,9 bilhões em receita bruta de revendas. No comércio varejista, a previsão é de R$ 7,8 bilhões em junho e R$ 7,7 bilhões em julho, totalizando aproximadamente R$ 15,5 bilhões no período.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, a Copa deve ser vista como um fator que pode influenciar determinados hábitos de consumo, mas não como a principal responsável pelos resultados econômicos previstos. “A Copa cria oportunidades para segmentos específicos, mas o desempenho do comércio é resultado de um conjunto de fatores, como renda, crédito, mercado de trabalho, inflação e confiança dos consumidores”, explicou.
Os números mostram que o comércio capixaba deverá manter um patamar elevado de movimentação entre o segundo e o terceiro trimestre. As projeções indicam receita de R$ 85,1 bilhões no segundo trimestre e de R$ 85,2 bilhões no terceiro, uma variação positiva de 0,1%. Para Spalenza, a estabilidade entre junho e julho reforça a solidez da atividade econômica estadual. “A diferença entre os dois meses é muito pequena, o que demonstra continuidade da atividade comercial em um nível elevado. Isso indica um ambiente econômico favorável, independentemente do calendário esportivo”, afirmou.
Embora o varejo deva registrar leve retração de 1,6% entre o segundo e o terceiro trimestre, passando de R$ 23,5 bilhões para R$ 23,1 bilhões, os valores mensais permanecem próximos. A expectativa é que a Copa provoque mais alterações na composição das compras do que um crescimento generalizado das vendas.
Entre os segmentos que podem ser beneficiados estão supermercados, bebidas, alimentos, artigos esportivos, vestuário, eletroeletrônicos e produtos voltados para reuniões familiares e encontros entre amigos.
“O comportamento mais provável é a concentração das compras em itens relacionados à experiência de assistir aos jogos. Oportunidades podem surgir em datas próximas às partidas, principalmente para empresas que conseguirem alinhar estoques e promoções”, destacou Spalenza.
O maior potencial de dinamização está nos serviços prestados às famílias. As estimativas apontam que esse segmento deverá crescer de R$ 2,35 bilhões no segundo trimestre para R$ 2,45 bilhões no terceiro trimestre, um avanço de 4,3%.
O grupo reúne atividades como alimentação fora do lar, lazer, hospedagem e serviços pessoais. Na prática, bares, restaurantes, lanchonetes, espaços de convivência, casas de eventos e estabelecimentos que exibem as partidas tendem a receber maior fluxo de consumidores durante o período.
“Os serviços prestados às famílias são os mais sensíveis ao contexto da Copa. O evento pode estimular encontros sociais e aumentar a procura por estabelecimentos que ofereçam experiências coletivas para acompanhar os jogos. Ainda assim, é importante destacar que esse crescimento já faz parte de uma tendência positiva do setor e não pode ser atribuído exclusivamente à competição”, observou o coordenador. No conjunto dos serviços, a receita total deverá avançar de R$ 16,3 bilhões para R$ 16,5 bilhões entre o segundo e o terceiro trimestre, crescimento de 1,2%.
Coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza
Oportunidades para empresas Para os empresários, a principal oportunidade está no planejamento. A expectativa é que bares, restaurantes, lanchonetes, serviços de delivery, estabelecimentos de lazer e empresas do varejo ligadas à alimentação, bebidas, artigos esportivos e eletroeletrônicos possam aproveitar o aumento da demanda em datas específicas.
Estratégias como reforço de estoques, criação de promoções temáticas, combos promocionais, adequação de horários de funcionamento e ações de fidelização podem ajudar a capturar parte desse consumo adicional.
“A Copa não deve provocar uma transformação estrutural na economia capixaba, mas pode gerar oportunidades relevantes para empresas preparadas. O diferencial estará na capacidade de antecipar demandas e oferecer experiências alinhadas ao comportamento do consumidor durante o evento”, frisou Spalenza. fonte Kelly Kalle E foto Envato
Em clima de Copa do Mundo, o Roda de Boteco, maior festival gastronômico do Estado, escalou 40 bares e botecos para disputar o cobiçado prêmio que há duas décadas responde a uma pergunta que mexe com os botequeiros capixabas: qual o dono do melhor petisco da Grande Vitória? A resposta aparece no Botecão, a tradicional festa de encerramento com todos os botecos juntos, que acontece neste ano nos dias 10 e 11 de julho na Prainha, em Vila Velha. E os “atacantes” desse dia prometem uma goleada de hits: Dilsinho, Bom Gosto (FOTO) e Arlindinho – cantando num show especial em tributo ao pai Arlindo Cruz, são as atrações nacionais. Os ingressos já estão à venda pelo site Meu Bilhete.
Na sexta-feira (10), a programação mistura talento capixaba e pagode romântico. Sobem ao palco as atrações regionais Sol Pessoa e SambAdm, antes da apresentação de Dilsinho, um dos maiores fenômenos da nova geração do pagode.
Dono de hits como “Péssimo Negócio”, “Refém”, “Trovão”, “Diferentão” e “Passada de Mão”, Dilsinho chega ao Botecão carregando números impressionantes, turnês internacionais e uma legião de fãs que transformam seus shows em verdadeiros karaokês coletivos. Com mais de uma década de carreira, bilhões de visualizações nas plataformas digitais e um pagode romântico que conversa com diferentes gerações, o cantor consolidou um estilo próprio: moderno, popular e extremamente conectado ao público.
No sábado (11), a festa continua com a cantora capixaba Suelem Nascimento abrindo a noite antes da chegada do grupo Bom Gosto e de Arlindinho.
Celebrando duas décadas de trajetória, o Bom Gosto desembarca no Botecão com o show “Roda de Samba Bom Gosto 20 anos”, revisitando sucessos que atravessaram gerações de rodas de samba. No repertório, músicas como “Samba Aqui Samba Lá”, “Em Destaque”, “Tenta Ser Eu”, “Minha Namorada”, “Dona da Minha Sina” e “Tá Fazendo Doce” prometem ser cantadas em coro pelo público.
Formado por Fernando Macaé, André Neguinho, Fábio Beça, Mug, Flávio Regis e Renan Fiore, o grupo construiu uma carreira marcada justamente pela proximidade com as rodas populares e pela relação afetiva criada com o público ao longo dos anos, numa combinação que conversa perfeitamente com o espírito do Botecão.
Filho de Arlindo Cruz, o sambista Arlindinho sobe ao palco com o espetáculo especialmente pensado para o Botecão: “O Show Tem Que Continuar: Arlindinho canta Arlindo Cruz”, um tributo ao pai, um dos maiores nomes da história do samba brasileiro, que faleceu em agosto do ano passado. O show marca também o início da turnê nacional do projeto. Estão previstos hits como o “O Show Tem Que Continuar”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor”.
Criado em meio a rodas históricas de samba e convivendo desde cedo com nomes como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Alcione, Beth Carvalho e Xande de Pilares, Arlindinho promete transformar o palco do Botecão em uma celebração carregada de memória afetiva, emoção e samba raiz.
No Boteção, o público terá a oportunidade de provar, em porções reduzidas e a preços menores que os praticados durante os dias de competição, todos os petiscos concorrentes.
Desde 2005, o Roda de Boteco movimenta bares e botecos da Grande Vitória em uma disputa que vai muito além do melhor petisco. Neste ano, a competição acontecerá entre os dias 3 de junho a 5 de julho em 40 bares e botecos de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. O público participa escolhendo os vencedores por meio de uma votação secreta, digital e auditada; elegendo Melhor Bar, Melhor Boteco e Melhor Atendimento. Para isso, avaliam sabor e originalidade do petisco, higiene, temperatura da bebida e qualidade do atendimento. Os vencedores ganham troféu e prêmio em dinheiro.
Com o objetivo de deixar um legado para a melhoria no atendimento do comércio capixaba, garçons e garçonetes recebem uma formação profissional gratuita antes do festival começar, aprendendo boas práticas do ofício. Paralelamente, oficinas culturais abertas à população ajudam a ampliar o impacto social do festival, incluindo atividades ligadas à percussão de escolas de samba e ao congo capixaba – afinal, música e gastronomia são alicerces da cultura de um povo.
O Roda de Boteco 2026 é promovido pela Conexxo e realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocínio Master da ES Gás. O evento conta com o patrocínio da Cerveja Original e Banestes, o apoio é do Sindbares, Abrasel, Fecomércio, Sesc e Senac e o apoio cultural é do Instituto Energisa.
Serviço
Roda de Boteco 2026 De 3 de junho a 5 de julho de 2026. 40 bares e botecos da Grande Vitória. Mais informações: https://www.instagram.com/rodadeboteco/
Botecão 2026 Dias 10 e 11 de julho Local: Prainha, Vila Velha
A saúde de Colatina recebeu um reforço importante para ampliar atendimentos e fortalecer os serviços oferecidos à população. O deputado federal Da Vitória destinou mais R$ 7,5 milhões em recursos para o município, atendendo a um pedido do prefeito Renzo Vasconcelos e de vereadores.
O investimento é resultado de um trabalho conjunto entre o município, o mandato parlamentar e representantes da Câmara Municipal.
Os recursos poderão ser utilizados para custeio e manutenção dos serviços de saúde, ajudando a Prefeitura a garantir atendimentos, exames, consultas e demais ações voltadas à população que depende da rede pública.
Segundo Da Vitória, o investimento é resultado de um trabalho conjunto entre o município, o mandato parlamentar e representantes da Câmara Municipal.
“Já está depositado no Fundo Municipal de Saúde R$ 7,5 milhões para ajudar o atendimento que a cidade tem feito na área da saúde. Além do pedido do prefeito, recebemos um ofício dos vereadores John Lennon, Jorge Guimarães, Marlucio Nascimento, Marcelão, Claudinei, Ferrerinha, Eliézio Bolzani, Marcelo Pretti e Silva, que são parceiros da administração municipal e muito querem melhorar a saúde da cidade”, afirmou o deputado.
O recurso foi depositado no Fundo Municipal de Saúde no início deste mês de junho e se soma a outros investimentos destinados por Da Vitória ao município ao longo dos últimos oito anos, que totalizam mais de R$ 38 milhões somente para a saúde em recursos diretos de emenda parlamentar para a saúde.
O prefeito Renzo Vasconcelos agradeceu o apoio e destacou a importância da parceria para atender quem mais precisa. “Grato demais. De fato, compaixão com quem mais precisa, com a vida das pessoas. Obrigado por atender o nosso pedido. Colatina vai saber reconhecer quem está fazendo pela cidade”, declarou.
Os estudantes que participaram de pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) já podem se inscrever no Sisu+, a etapa inédita e complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Seleção exige participação no Sisu 2026 e em edições recentes do Enem. foto ME
A participação no Sisu+ é restrita aos candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026, inscritos em pelo menos um curso.
O Sisu+ amplia as chances de acesso à educação superior pública dentro do mesmo processo seletivo porque oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre de 2026 em instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo seletivo.
Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.
No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.
É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.
Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.
Se necessário, os candidatos que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.
Mas, o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026, se estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.
O Ministério da Educação (MEC) criou uma página eletrônica para esclarecer dúvidas frequentes sobre a inscrição no Sisu+ 2026. Acesse aqui.
Seleção
A pasta explica que o sistema seleciona automaticamente, para cada opção de curso escolhida pelo candidato, a edição válida do Enem que resultar na melhor média ponderada, conforme os pesos e critérios definidos pela instituição para a respectiva oferta.
O sistema de seleção disponibiliza as notas de corte de cada curso durante o período de inscrições.
Para seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas pelas instituições participantes.
Cronograma do Sisu+
Após o período de inscrições, de 15 a 19 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, em 24 de junho, na página eletrônica do Sisu.
Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.
De acordo com o edital o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.
Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.
O que é o Sisu+
Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.
Já o Sisu+ não constitui um novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. E foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.
O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.
Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.
Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizariam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.
Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.
Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.
A pasta da Educação avaliará os resultados da implementação do Sisu+ 2026 para decidir sobre eventuais edições futuras do processo seletivo complementar. FONTE ME
A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve decisão judicial que preserva o funcionamento da plataforma CNH do Brasil. A sentença favorável foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que suspendeu parte de uma liminar concedida à Associação Brasileira das Associações Estaduais das Autoescolas (Abrauto) em ação contra a União.
Tribunal acolhe recurso da AGU e suspende parcialmente liminar que determinava a paralisação de funcionalidades do sistema. foto agu
Na ação, a Abrauto questiona a regularidade do sistema desenvolvido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), especialmente em relação ao cadastro de instrutores de trânsito autônomos. Em primeira instância, a Justiça havia determinado a suspensão liminar do canal de certificação de aulas práticas e da lista pública de instrutores disponível na plataforma, entre outras medidas.
Em seu recurso, a AGU sustentou que a plataforma não cria nem substitui autorizações estaduais para o exercício da atividade de instrutor de trânsito, cuja competência continua sob responsabilidade dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). Defendeu ainda que a iniciativa integra uma política pública voltada à ampliação do acesso à habilitação, à redução de custos para os cidadãos e à digitalização de procedimentos administrativos.
Suspensão parcial
O relator do caso no TRF3, desembargador federal Mairan Maia, entendeu que, apesar de o sistema ter apresentado falhas, não há elementos suficientes para justificar a suspensão do programa ou a paralisação de suas funcionalidades. Segundo ele, no entanto, são necessárias providências para conferir segurança ao sistema e ao Programa CNH do Brasil, com a exclusão de instrutores que não atendam aos requisitos legais.
Assim, o TRF3 suspendeu parcialmente os efeitos da decisão de primeira instância, e manteve apenas duas determinações à União: a verificação da lista de instrutores cadastrados na plataforma, para exclusão dos que não possuam certificado de regularidade emitido pelo Detran de São Paulo; e a adoção de medidas para impedir que instrutores sem registro perante o órgão estadual ministrem aulas práticas a candidatos residentes ou domiciliados no estado.
Acesso à habilitação
Para a procuradora-geral da União, Clarice Calixto, a decisão representa o restabelecimento de uma política pública federal voltada à ampliação do acesso à habilitação. “A decisão restabelece uma política pública do Governo Federal que visa beneficiar milhares de brasileiros e brasileiras que buscam ter acesso a uma carteira de habilitação com um custo menor”, afirmou.
A procuradora regional da União da 3ª Região, Gladys Assumpção, destacou a atuação articulada da AGU no caso, conduzida no âmbito do Programa Argos. “O processo foi acompanhado desde o início pelo núcleo estratégico e contou com a discussão da estratégia processual com a PGU, além da interação com a Consultoria Jurídica do Ministério dos Transportes, fortalecendo a atuação da União perante o TRF3”, afirmou.
Processo de referência: Agravo de Instrumento nº 5016374-73.2026.4.03.0000
A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13/6), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.
Vini Jr. tira peso da estreia com golaço contra Marrocos. FOTO FIFA
A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.
A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.
O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.
Fim do mistério
Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.
Primeiro tempo no lucro
A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.
Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.
O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.
Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.
Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.
Brasil melhora
Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.
Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.
Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.
Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.
O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston. Por agência brasil
O Grupo C da Copa do Mundo, em que está o Brasil, tem um líder isolado ao final da primeira rodada. Na noite de sábado (13), a Escócia derrotou o Haiti por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston.
O meia autor do gol da vitória e o atacante Ben Gannon-Doak comentaram o triunfo escocês sobre o Haiti em Boston, e já pensam nas próximas partidas.. foto Fita
O triunfo, além de ser o primeiro em uma Copa do Mundo desde 1990, aproxima a Escócia de um feito histórico. O país disputa o Mundial pela nona vez e tenta, de maneira inédita, ir além da fase de grupos. Nesta Copa, os oito melhores terceiros colocados entre as 12 chaves também avançam à segunda etapa da competição.
As equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os escoceses enfrentam Marrocos, às 19h (horário de Brasília), novamente em Boston. Em seguida, às 21h30, o Haiti será adversário do Brasil, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
Primeiro tempo equilibrado
Quem esperava um Haiti retraído por ser estreante em Mundiais viu um primeiro tempo de equilíbrio. Foram oito finalizações da seleção caribenha contra sete da Escócia. Os europeus trocavam mais passes em busca de espaço, enquanto os haitianos tentavam sair em velocidade, ainda que pecando tecnicamente.
Os escoceses foram mais eficientes. Se, aos 16 minutos, o chute de Scott McTominay parou na trave esquerda, John McGinn não desperdiçou a oportunidade que teve aos 27, mandando para as redes o rebote de Johny Placide, que fez grande defesa em finalização do atacante Che Adams. O desvio do também meia Jean-Ricner Bellegarde, do Haiti, tirou a bola do alcance do goleiro.
Os caribenhos não se intimidaram e deram trabalho à defesa escocesa. Aos 33 minutos, o lateral Martin Experiénce recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado. O goleiro Angus Gunn rebateu nos pés do atacante Frantzdy Pierrot, mas o zagueiro Grant Hanley travou a finalização na hora certa.
Haiti pressionou no 2° tempo
O ritmo de jogo caiu sensivelmente na volta do intervalo. Foram necessários 25 minutos para o primeiro lance de perigo do segundo tempo: um chute de McGinn na saída de Placide, que saiu rente à trave.
A resposta haitiana veio no ataque seguinte, em batida cruzada de Ruben Providence, da entrada da área pela esquerda, que o também atacante Wilson Isidor, por muito pouco, não completou para as redes.
Nos minutos finais, a seleção caribenha se lançou de vez ao ataque, e a Escócia se fechou na defesa. Esgotado fisicamente, o Haiti abusou das bolas aéreas nos acréscimos, buscando a boa estatura de Pierrot, mas os europeus conseguiram segurar a pressão e garantir a vitória.