Nova diretoria do Sindimol de Linhares e Região Norte do ES toma posse

Nova diretoria do Sindimol de Linhares e Região Norte do ES toma posse

A nova diretoria do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) foi empossada na terça-feira (1º/9), às 19 horas, em Linhares. O novo presidente é Gustavo Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, sucedendo Vitor das Neves Guidini. Também tomaram posse o vice-presidente, Ramon Frigi Rigoni, da Móveis Rimo, os conselheiros fiscais e os delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES).

Nova diretoria do Sindimol empossada em Linhares. Foto; Márcio Guidolini

A nova diretoria do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) foi empossada na terça-feira (1º/9), às 19 horas, em Linhares. O novo presidente é Gustavo Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, sucedendo Vitor das Neves Guidini. Também tomaram posse o vice-presidente, Ramon Frigi Rigoni, da Móveis Rimo, os conselheiros fiscais e os delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES).

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Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES, o Sindimol representa mais de 130 empresas do segmento e é responsável pela geração de 4 mil empregos formais na região.

A nova gestão herda uma agenda enriquecedora que inclui avanços em produtividade, inovação, qualificação profissional, desenvolvimento de novos produtos, expansão de mercados e incorporação de tecnologia.

Durante a posse, o novo presidente do Sindimol, Gustavo Lombardi do Nascimento, destacou o compromisso com a continuidade e a relevância do setor.

“Asumo a presidência com o compromisso de continuar fortalecendo o setor moveleiro e mantendo sua relevância para a região e o Estado. Vamos trabalhar para tornar nossas indústrias mais competitivas e reafirmar o papel estratégico que o sindicato exerce como agência de desenvolvimento. “, afirmou Lombardi

O 1º vice-presidente da FINDES, Eduardo Dalla Mura representou a Federação na cerimônia e reafirmou o compromisso institucional com o fortalecimento do setor moveleiro.

“Se comprometer uma instituição sindical é assumir uma missão coletiva. A FINDES segue ao lado do Sindimol, apoiando projetos, defendendo interesses e contribuindo para o desenvolvimento do setor. O associativismo é, antes de tudo, uma rede de colaboração. Quando nós industriais nos unimos, conseguimos defender pautas prioritárias, buscar avanços concretos e transformar realidades “, destacou Dalla Mura.

Sobre o Sindimol

Fundado em 1987, o Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) ajudou a consolidar Linhares como referência nacional em produção moveleira. Com mais de 130 empresas associadas e 4 mil empregos formais gerados, a entidade é um pilar da economia regional.

Ao longo de sua trajetória, o Sindimol ampliou sua atuação para além da representatividade, tornando-se uma agência de desenvolvimento do setor. A entidade cria ambientes de negócios competitivos, impulsiona a inovação e a sustentabilidade, constrói parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas e leva informação e conhecimento decisivos para a gestão de seus associados.

Conheça a diretoria 2026-2029 do Sindimol

DIRETORIA EXECUTIVA

PRESIDENTE: Gustavo Lombardi do Nascimento (Panan Móveis)

VICE-PRESIDENTE: Ramon Frigi Rigoni (Rimo Ind e Com)

DIRETOR ADMINISTRATIVO: Izabela Lombardi do Nascimento (Panan Móveis)

DIRETOR FINANCEIRO: Leonardo Merisio Massucatti (MGM Móveis)

DIRETORIA SUPLENTE

1º SUPLENTE: Gustavo Volponi Pessoti (ACP Ind de Móveis)

2º SUPLENTE: Gilsomar Comper (P2A Embalagens)

3º SUPLENTE: André Melo Pessoti (Imopel)

4º SUPLENTE: Rafael da Cruz Correia (Ind de Móveis Peroba)

CONSELHO FISCAL

1º TITULAR: Vitor das Neves Guidini (Cimol Ind de Móveis)

2º TITULAR: Ademilse Guidini (Cimol Ind de Móveis)

3º TITULAR: Lucio Peroba dos Reis (Ind de Móveis Peroba)

CONSELHO FISCAL SUPLENTE

1º SUPLENTE: Nicholas Pessoti (ACP Ind de Móveis)

2º SUPLENTE: Anair Guidini Massucatti (Cimol Ind de Móveis)

3º SUPLENTE: Rafael Motta Boamorte (RMBM)

DELEGADOS JUNTO À FINDES

EFETIVOS:
1º – Gustavo Lombardi do Nascimento

2º – Ramon Frigi Rigoni

SUPLENTES:
1º – Vitor das Neves Guidini

2º – Lucio Mauro Peroba dos Reis

Por Madu Freitas, sob supervisão de Wanessa Eustachio

MPES e órgãos estaduais se reúnem em seminário para debater impactos do El Niño

MPES e órgãos estaduais se reúnem em seminário para debater impactos do El Niño

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) participou, nesta quarta-feira (02/09), do “Seminário Capixaba para o Enfrentamento do El Niño: Cenários climáticos, impactos e ações para um Espírito Santo mais preparado”, realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle para o Enfrentamento dos Impactos do Fenômeno El Niño (CICC-El Niño), no Salão São Tiago do Palácio Anchieta, em Vitória.

Seminário Capixaba para o Enfrentamento do El Niño: Cenários climáticos, impactos e ações para um Espírito Santo 

Representando o Procurador-Geral de Justiça Francisco Martínez Berdeal, a Promotora de Justiça e Dirigente do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA), Bruna Legora, ressaltou o caráter preparatório da reunião, reforçando a necessidade de efetivar estratégias para fazer frente ao fenômeno climático.

“Estamos aqui hoje para nos preparar para o El Niño, mas não só para saber o que está acontecendo: temos que sair daqui com ideias, com planejamentos. É isso que o Ministério Público está fazendo, organizando uma Agenda El Niño com ações integradas, unindo meio ambiente , educação , saúde e assistência social, para que possamos cuidar de todos, declarou a Promotora de Justiça.

O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, contribuindo para para períodos mais quentes e maior irregularidade das precipitações, com possíveis reflexos sobre a disponibilidade de água, a agropecuária, a saúde da população, os incêndios em vegetação, a prestação de serviços públicos e outras atividades econômicas.

O encontro reuniu gestores públicos, especialistas e instituições com diferentes áreas de atuação para discutir os cenários climáticos projetados, os potenciais impactos sobre o território capixaba e as medidas de prevenção, preparação e resposta.

O MPES integra o Centro Integrado de Comando e Controle, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES). O grupo foi instituído em 08 de julho e tem como objetivo promover a integração, coordenação e articulação das ações de monitoramento, mitigação, preparação, resposta e recuperação relacionadas aos impactos do El Niño no Espírito Santo. fonte e foto MPES

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2/9). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

Votação de PEC no Senado só deve ocorrer após eleições

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

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O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

A Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto.  fonte PEDRO RAFAEL VILELA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto senado federal

Ministro André Mendonça admite encontro com Vorcaro “uma única vez”

Ministro André Mendonça admite encontro com Vorcaro “uma única vez”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça divulgou nota, na manhã desta quarta-feira (2/9), na qual se posiciona em relação a notícias divulgadas na imprensa sobre encontro que manteve com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro. Em fevereiro deste ano, o ministro assumiu a relatoria do caso Master no Supremo.

Fato teria ocorrido em março de 2025 “por iniciativa do empresário” , foto tse

Na nota, Mendonça afirma que recebeu “uma única vez” o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex- presidente do Banco Master, preso por suspeita de fraudes financeiras. 

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De acordo com o ministro, isso ocorreu em março de 2025, “por iniciativa do próprio empresário”, diz a nota. Mendonça afirma ainda que se limitou a ouvi-lo. 

No mesmo mês, o ministro disse que atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro.

Na nota, Mendonça alega que o assunto tratado no encontro foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco Master. 

O ministro do Supremo enfatiza que foi contrário à posição defendida pelo ex-banqueiro:

“Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos”, diz a nota. 

Nesta segunda-feira (1º) foram divulgados trechos de conversas extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master.  fonte AGÊNCIA BRASIL

PGR pede anulação de investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro

PGR pede anulação de investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º/9) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Gonet diz que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro. 

Para Gonet, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. 

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No entendimento dele, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada ao presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria o caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF. 

“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet. 

O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o próprio procurador-geral. 

As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°/9). fonte ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto pgr

Sob juros altos, gigantes do varejo recorrem à recuperação judicial para renegociar dívidas bilionárias

Sob juros altos, gigantes do varejo recorrem à recuperação judicial para renegociar dívidas bilionárias

A Casas Bahia protocolou no dia 16 de agosto um pedido de recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões, um dos maiores já registrados no varejo brasileiro. A rede não está sozinha. Um dia antes, a Marabraz havia entrado com pedido semelhante, de R$ 140,2 milhões. Em maio, a Tok&Stok já tomara o mesmo caminho, depois de fechar o segundo trimestre com prejuízo de R$ 232,7 milhões e queda de 37,3% na receita.

De Casas Bahia a Tok&Stok, grandes redes transformam a recuperação judicial em estratégia para renegociar passivos bilionários e manter a operação de pé. foto divulgação

Os casos fazem parte de um movimento mais amplo. De acordo com a Serasa Experian, o país somava 7.726 empresas em recuperação judicial até junho, alta de 20,5% em doze meses. No varejo, foram 986 companhias apenas no primeiro semestre — avanço de 20,4% na comparação anual.

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Para especialistas, o motor da crise não está nas vendas, mas no custo do crédito. A taxa Selic começou 2026 em 15% ao ano e recuou de forma gradual ao longo dos meses, chegando a 14% em agosto, segundo o Banco Central. Empresas que acumulavam dívidas desde o ciclo de juros altos iniciado em 2022 passaram a gastar mais para rolar esses compromissos, o que pressionou o caixa.

O aperto também atinge o outro lado do balcão. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que 82% das famílias brasileiras estão endividadas, recorde da série histórica, com o cartão de crédito presente em 85,3% dos casos. Entre as que ganham até três salários mínimos, público tradicional das grandes redes de eletrodomésticos e móveis, o índice chega a 84,9%.

É nesse cenário que a recuperação judicial tem sido acionada. O mecanismo garante à empresa um período de proteção, com a suspensão de cobranças e execuções por 180 dias, para renegociar com os credores de forma organizada, sem que o caixa seja pressionado por diversas cobranças ao mesmo tempo. No caso da Casas Bahia, o processo envolve mais de 19 mil credores, dos quais 94,8% sem garantia real.

“A recuperação judicial mudou de significado. Deixou de ser um sinal de vulnerabilidade para se tornar uma decisão estratégica de quem quer reorganizar as contas com o respaldo da lei”, afirma Antônio Frange Júnior, advogado especialista em recuperação judicial e reestruturação de empresas. “O que essas companhias buscam não é um milagre, é tempo e previsibilidade para renegociar o passivo. E o que separa uma recuperação bem conduzida de uma tentativa frustrada é o planejamento: quanto antes a empresa desenha a estratégia, maiores as chances de preservar a operação, os empregos e a relação com os fornecedores.”

Advogado Antônio Frange Júnior,

O uso do instrumento por companhias de grande porte, com áreas jurídicas estruturadas e acesso a crédito, tem sido interpretado no mercado como uma decisão de gestão, e não de esgotamento. A avaliação é a de que reorganizar o passivo sob amparo legal se tornou o caminho mais racional enquanto os juros permanecem em patamar elevado.

A trajetória de queda da Selic deve continuar, mas em ritmo que dificilmente elimina no curto prazo o estoque de dívidas acumulado. Analistas avaliam que, caso o crédito siga caro, novos pedidos podem surgir nos próximos meses — e que a diferença entre as empresas que atravessarem o cenário e as demais tende a estar menos no tamanho do passivo e mais no momento e na forma de reorganizá-lo.

Presidente da Assembleia do ES cobra Senado após denúncias envolvendo Moraes

Presidente da Assembleia do ES cobra Senado após denúncias envolvendo Moraes

O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, deputado Marcelo Santos, cobrou nesta quarta-feira (2/9) uma atuação do Senado Federal diante das denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Marcelo também considera importante posicionamento dos atuais candidatos ao Senado.

Marcelo Santos elogia atuação de André Mendonça, pede apuração de suspeitas e diz que eventual comprovação deve levar à responsabilização de ministro

Em nota, o deputado classificou as denúncias como graves e afirmou que as informações divulgadas precisam ser apuradas com “seriedade, independência e transparência”.

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Marcelo também saiu em defesa da atuação do ministro André Mendonça, responsável por tornar públicos elementos da investigação da Polícia Federal que trouxeram à tona mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com referências a Moraes.

“Foi motivo de orgulho homenageá-lo na Assembleia Legislativa do Espírito Santo”, afirmou Marcelo sobre Mendonça. Segundo ele, o episódio reforça a importância de magistrados que atuem “com independência, transparência e respeito aos limites constitucionais”.

O presidente da Assembleia capixaba também resgatou um embate anterior com Moraes.

Marcelo lembrou que, após o ministro determinar a prisão do então deputado estadual Capitão Assumção, levou ao plenário da Assembleia a decisão sobre a manutenção da medida. Os deputados capixabas decidiram pela revogação da prisão.

Segundo Marcelo, sua atuação naquele momento não representou um movimento contra o Judiciário, mas uma defesa das prerrogativas constitucionais do Legislativo e da independência entre os Poderes.

Na manifestação desta quarta, o deputado direcionou sua principal cobrança ao Senado, a quem a Constituição atribui competência para processar e julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade.

“Não cabe omissão”, afirmou.

Marcelo disse que não antecipa condenações e defendeu o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. Para ele, caso as denúncias sejam comprovadas, deve haver responsabilização “independentemente de nome, cargo ou poder”.

O posicionamento ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre o Supremo e sobre o Senado após a divulgação das mensagens. Marcelo, porém, procura separar as suspeitas envolvendo integrantes da corte da defesa institucional do STF.

“Defender o STF não significa blindar seus integrantes de questionamentos”, afirmou.

O deputado encerra a manifestação dizendo que o país precisa de instituições fortes e transparentes e que “o Brasil merece respeito”.

Leia a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

As graves denúncias que vêm sendo tornadas públicas envolvendo a atuação do ministro Alexandre de Moraes precisam ser apuradas com absoluta seriedade, independência e transparência. As informações que levantam suspeitas sobre eventual proteção indevida, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a pessoas acusadas de lesar inúmeros brasileiros não podem ser ignoradas ou relativizadas. É fundamental que todos os fatos sejam esclarecidos, doa a quem doer, inclusive para preservar a credibilidade e a autoridade do próprio STF enquanto instituição indispensável à democracia.

Nesse contexto, registro o importante papel desempenhado pelo ministro André Mendonça, cuja trajetória e compromisso institucional já tive a oportunidade de reconhecer publicamente. Foi motivo de orgulho homenageá-lo na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, reconhecimento que ganha ainda mais significado diante da importância de magistrados dispostos a agir com independência, transparência e respeito aos limites constitucionais.

Minha defesa das prerrogativas institucionais não começou agora. Quando o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do então deputado estadual Capitão Assumção, não me omiti. Como presidente da Assembleia, pautei a deliberação que cabia constitucionalmente ao Parlamento capixaba, que decidiu pela revogação da prisão e pela liberdade do deputado. Naquele momento, não agimos contra o Judiciário. Agimos em defesa da Constituição, da independência dos Poderes e das prerrogativas do Legislativo.

É com a mesma firmeza que, como cidadão, cobro agora uma posição do Senado Federal. A Constituição atribuiu ao Senado responsabilidades que não podem ser ignoradas diante de denúncias dessa gravidade. Não cabe omissão. É dever daquela Casa exercer plenamente seu papel, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. E, se as denúncias forem comprovadas, que haja responsabilização, independentemente de nome, cargo ou poder.

Defender o STF não significa blindar seus integrantes de questionamentos. Ao contrário, significa exigir uma instituição forte o suficiente para apurar eventuais desvios, corrigir excessos e prestar contas à sociedade. É assim que se preserva e se recupera a confiança dos brasileiros nas instituições públicas.

O Brasil merece instituições fortes. O Brasil merece transparência. O Brasil merece respeito.

Marcelo Santos
Deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). fonte Nety Façanha da Costa e foto ales