Presidente do STF manda PGR avaliar se iniciativa é regular; depois, Mendonça terá cinco dias para responder antes de uma decisão
Antes de decidir se as acusações podem avançar, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie se o procedimento adotado por Moraes é juridicamente admissível e regular.
Na prática, Fachin separou formalmente a ofensiva contra Mendonça do inquérito 4.781, relatado pelo próprio Moraes. A decisão e os documentos anexados deverão ser retirados desse processo, digitalizados e transferidos para a petição 16.704, que tramita sob a Presidência do STF.
nálise ocorrerá em etapas
Primeiro, a PGR terá cinco dias úteis para dizer se o pedido pode ser admitido e se Moraes utilizou o caminho processual adequado. Se considerar pertinente, poderá também se manifestar sobre as acusações feitas contra Mendonça.
Somente depois, Mendonça terá outros cinco dias úteis para apresentar sua defesa. O ministro poderá contestar tanto o conteúdo das acusações quanto a própria forma utilizada por Moraes para apresentar o caso.
Encerrados os dois prazos, mesmo que PGR ou Mendonça não se manifestem, o processo retornará a Fachin. Caberá ao presidente, então, decidir se o procedimento é válido e quais serão os próximos passos.
Ministro André Mendonça
O que tenta Alexandre de Moraes
Moraes enviou o pedido a Fachin na noite de quinta-feira (3/9), após acusar Mendonça de possíveis crimes e irregularidades na condução de investigações. A reação ocorreu depois de o relator do caso Master retirar o sigilo de relatório da Polícia Federal (PF) que identificou Moraes como interlocutor de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin ressaltou no despacho que ainda não tomou posição sobre as acusações nem sobre a validade da iniciativa de Moraes. Segundo ele, as providências servem exclusivamente para reunir os elementos necessários antes de uma decisão. fonte O Tempo e foto STF
Produtores rurais afetados por eventos climáticos ou outras condições excepcionais ganharam mais um incentivo para renegociar dívidas. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta sexta-feira (4) uma medida que amplia as possibilidades de refinanciamento de débitos de agricultores, pecuaristas e cooperativas agropecuárias afetados por eventos adversos ou outras condições excepcionais que prejudicaram a capacidade de produção e pagamento.
Medida permite recomposição de débitos que ficaram fora da regra
A decisão permite a composição de dívidas que ficaram fora das regras da Resolução CMN 5.330, aprovada em julho, por questões operacionais ou relacionadas aos prazos de formalização.
A medida busca atender aos produtores que preenchiam os requisitos para renegociar os débitos, mas perderam o enquadramento por não conseguirem concluir a operação dentro do prazo.
Quem será atendido
Poderão ser enquadradas:
Operações prorrogadas: dívidas que seguiram as regras da Resolução 5.330, mas entraram em inadimplência após o prazo de 30 dias porque a renegociação não foi formalizada;
Dívidas com vencimento recente: operações renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, com vencimento entre 15 de agosto e a data de publicação da nova resolução e que ficaram inadimplentes nesse período.
O prazo para contratar a recomposição da dívida vai até 12 de novembro.
O CMN também autorizou as instituições financeiras a oferecerem linhas de crédito com recursos livres para a recomposição de dívidas rurais não contempladas pela Resolução 5.330 ou quando os recursos originalmente destinados à medida já tiverem sido totalmente utilizados.
A contratação dependerá de análise de crédito pelo banco, que fará uma nova classificação de risco. As garantias (bens tomados em caso de inadimplência) também poderão ser reavaliadas.
O produtor, no entanto, deve ficar atento. Embora a medida amplie as opções de renegociação, não significa aprovação automática do crédito.
Fundos constitucionais
O Conselho aprovou ainda um tratamento específico para operações contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).
A regra prevê uma classificação de risco mais favorável para determinadas operações renegociadas de acordo com a legislação vigente.
Estão contempladas operações contratadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais linhas de crédito rural.
Para os fundos constitucionais, a regra contempla dois grupos.
Primeiro grupo
Operações de custeio, comercialização e industrialização:
renegociadas ou prorrogadas entre 1º de junho e 15 de julho de 2026;
adimplentes (em dia) no momento da contratação da nova operação.
Segundo grupo
Operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização:
contratadas até dezembro de 2025, mesmo que tenham sido renegociadas ou prorrogadas;
inadimplentes desde 1º de janeiro de 2024;
continuavam inadimplentes em 15 de julho de 2026.
Entenda
A nova regra surgiu após o CMN identificar, durante a regulamentação da renegociação de dívidas rurais, operações que atendiam aos critérios para renegociação, mas ficaram impedidas de acessar as linhas de crédito por problemas operacionais relacionados à formalização e aos prazos.
Essa resolução regulamentou a Medida Provisória (MP) 1.376, editada em julho para apoiar produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos e outras condições excepcionais.
Publicada após um acordo entre o governo e o Congresso, a MP prevê até dez anos de pagamento e a criação de um fundo garantidor para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.
Com a nova decisão, o CMN procura corrigir a lacuna e ampliar o alcance das medidas de apoio ao setor rural.
Conselho
O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial do país.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto divulgação
As exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4/9), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Apesar de redução mensal, exportações crescem no acumulado do ano
Em valor, a queda foi de 19,7%, com US$ 1,2 bilhão exportado no mês, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.
A retração está relacionada principalmente ao atingimento da cota de compras externas estabelecida pela China. O país asiático limita a 1,106 milhão de toneladas o volume de carne que pode entrar sem a aplicação de uma taxa adicional de 55%.
O Ministério do Comércio da China comunicou ao Brasil, em 10 de agosto, que a utilização da cota havia chegado a 90%.
Cota chinesa
Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, a redução dos embarques era esperada diante da aproximação do limite estabelecido pela China.
De acordo com o diretor, os exportadores tendem a reduzir os volumes embarcados quando há risco maior de incidência da tarifa adicional. O movimento ajuda a explicar a perda de força das vendas brasileiras de carne bovina ao mercado chinês em agosto.
Apesar da queda mensal, o desempenho no acumulado de 2026 permanece positivo. De janeiro a agosto, as exportações totais de carne resfriada e congelada do Brasil cresceram 4,7% em volume e 22,3% em valor, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Vendas para a Ásia
A China também influenciou o desempenho geral das exportações brasileiras para a Ásia. Em agosto, os embarques para o continente recuaram 19,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, a queda foi de 10,9%.
No acumulado de janeiro a agosto, porém, o cenário é diferente: as exportações brasileiras para a Ásia avançaram 15% em valor e 3,3% em volume.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4/9), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.
Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.
“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.
O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.
As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.
Igualdade
No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.
“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula.
Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. “Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.
Vazamentos seletivos
Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública.
“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.
O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira.
“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.
Entenda a crise
Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.
Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.
Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.
Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.
fonte DANIELLA ALMEIDA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto STF
Como transformar dados coletados em campo em ações efetivas de conservação? Essa será uma das discussões centrais do 3º Encontro Científico da Reserva Águia Branca, que será realizado no dia 2 de setembro, em Vargem Alta, no Espírito Santo. Com o tema “Da observação à ação: o monitoramento como caminho para a proteção da biodiversidade”, o evento reunirá pesquisadores e representantes de instituições ambientais para discutir o papel da ciência no conhecimento e na proteção da Mata Atlântica. As inscrições são gratuitas e limitadas.
Pesquisas realizadas nas montanhas capixabas já contribuíram para a descoberta de nova espécie e ajudam a gerar conhecimento para conservação da biodiversidade
A programação inclui discussões sobre monitoramento de aves e da biodiversidade, conservação da flora, espécies ameaçadas, ecologia de mamíferos, pesquisa participativa, educação ambiental, políticas públicas e turismo científico. Um dos objetivos é aproximar diferentes áreas da conservação e discutir como o conhecimento produzido a partir do monitoramento pode subsidiar decisões e ações concretas.
Em quatro anos, foram realizadas 13 pesquisas científicas. De acordo com a Head de Sustentabilidade do Grupo Águia Branca, os estudos contribuem para identificar espécies, compreender ecossistemas, acompanhar alterações na fauna e na flora e produzir informações que podem apoiar políticas públicas, educação ambiental e estratégias de proteção de outras áreas da Mata Atlântica.
“Ao apoiar a pesquisa e aproximar ciência, poder público e sociedade, contribuimos para que os dados gerados em campo possam orientar ações de conservação e ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade das montanhas capixabas. E o encontro científico materializa esse propósito”, reforça Adriana.
Descoberta de nova espécie está entre resultados das pesquisas
Entre os resultados científicos obtidos a partir de trabalhos realizados na região está a contribuição para a descrição do Philodendron quartziticola, nova espécie de planta da Mata Atlântica registrada em ambientes associados aos chamados “Morros de Sal”, na região serrana do Espírito Santo.
O estudo envolveu pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio logístico da Reserva Águia Branca nas atividades de campo. A espécie foi classificada como “Em Perigo” de extinção, evidenciando como levantamentos científicos podem ajudar a identificar espécies e áreas prioritárias para conservação.
Resultados de estudos relacionados aos Morros de Sal e à conservação da flora estarão entre os conteúdos apresentados durante esta edição do encontro. Também estão previstas pesquisas envolvendo preguiças-de-coleira e a saíra-apunhalada, entre outros temas ligados à biodiversidade regional.
Para viabilizar as pesquisas de campo, a Reserva oferece aos pesquisadores alojamento, alimentação e suporte técnico e logístico, permitindo que equipes permaneçam na área durante os períodos de coleta e monitoramento.
Inserida em um importante remanescente de Mata Atlântica e no Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande, a Reserva busca ampliar sua atuação como espaço permanente de pesquisa e monitoramento da biodiversidade das montanhas capixabas. A proposta é aproximar universidades, instituições científicas, órgãos públicos e sociedade e estimular estudos de longo prazo capazes de acompanhar espécies, habitats e processos ecológicos ao longo dos anos.
“Conservar também significa criar condições para que a ciência avance. Ao abrir a Reserva para pesquisadores e oferecer suporte para os trabalhos de campo, contribuímos para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. Cada pesquisa desenvolvida aqui nos ajuda a compreender melhor esse território e, principalmente, a identificar caminhos mais efetivos para protegê-lo”, afirma Adriana
Monitoramento como ferramenta para políticas públicas
Uma das novidades desta edição será o bate-papo “Caminhos da Conservação”, que reunirá Pedro Develey, da SAVE Brasil/BirdLife, e Thais Volpi, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA), com mediação de Helder Canto Resende, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
A conversa abordará monitoramento de aves, engajamento da sociedade na conservação e a utilização de dados sobre biodiversidade na formulação de políticas públicas. Na sequência, pesquisadores parceiros da Reserva apresentarão experiências, descobertas e resultados de trabalhos desenvolvidos no território.
Também participam da programação pesquisadores ligados ao Herbário VIES/UFES, Instituto Nacional da Mata Atlântica, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Instituto Tamanduá, Programa de Conservação da Saíra-Apunhalada, RPPN Kaetés e Instituto Marcos Daniel.
Confira a programação:
Bate-papo “Caminhos da Conservação”
Pedro Develey – SAVE Brasil/BirdLife Passarinhar com propósito: monitoramento, engajamento e conservação
Thais Volpi – SEAMA Por que monitorar a biodiversidade no âmbito das políticas públicas? O caso do Programa BioMonitora Capixaba
Mediação: Helder Canto Resende – UFV
Bate-papo com pesquisadores: Espaço dedicado à apresentação de pesquisas, descobertas e experiências relacionadas à conservação da biodiversidade.
Vagner Faller – Herbário VIES/UFES e INMA Do conhecimento à conservação: pesquisa participativa e educação ambiental no Morro de Sal da Reserva Águia Branca
Alexandre Magno – Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Herbário VIES/UFES Como conservar o que ainda não conhecemos? Da descoberta de novas espécies à conservação da flora
Paloma Santos – Instituto Tamanduá Projeto Preguiça: salvando uma espécie à beira da extinção
Victor Vale – Programa de Conservação da Saíra-Apunhalada/RPPN Kaetés
Turismo científico e conservação: a saíra-apunhalada como espécie guarda-chuva
Serviço
3º Encontro Científico da Reserva Águia Branca
Tema: Da observação à ação: o monitoramento como caminho para a proteção da biodiversidade
Data: 2 de setembro de 2026
Horário: das 13h às 17h
Local: Reserva Águia Branca, Vargem Alta (ES)
Sobre o Grupo Águia Branca
Com 80 anos de história, o Grupo Águia Branca é um dos maiores conglomerados de transporte e logística do Brasil, com atuação nacional e presença na América Latina. Está organizado em três divisões de negócios: transporte de passageiros, logística e mobilidade, e comércio de veículos, e emprega mais de 20 mil profissionais, entre colaboradores próprios e terceiros.
Entre as marcas do Grupo estão Viação Águia Branca, Vix Logística, Vitória Motors, Godrive, Agaxtur, Let’s e Águia Branca Corretora de Seguros. Também fazem parte do ecossistema corporativo iniciativas como a Reserva Ambiental Águia Branca, o Eco Lodge Natureza e a AB Energias Renováveis.
fonte e foto imprensa e influenciadores | Grupo Águia Branca
O Espírito Santo em Ação manifesta grave preocupação diante das recentes notícias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades da República em relação ao Caso Master.
Diretor-presidente do ES em Ação, Fernando Saliba. foto divulgação .
O exercício da magistratura, em particular, exige conduta ética ilibada, imparcialidade, independência e rigorosa responsabilidade institucional. A confiança da sociedade no Judiciário pressupõe não apenas decisões juridicamente fundamentadas, mas também a preservação do necessário distanciamento e independência do magistrado.
Defendemos apuração rigorosa, transparência e pleno funcionamento dos mecanismos constitucionais de fiscalização e controle.
Nenhuma autoridade está acima da lei. Desvios de conduta, abusos ou irregularidades devem ser rigorosamente apurados e, se comprovados, devem resultar na punição dos responsáveis, sem privilégios ou exceções, independentemente do cargo que ocupem.
Esse tema precisa ser urgentemente sanado, para que não contamine os debates do período eleitoral que estamos vivendo, em que temas como educação, segurança, saúde, retomada do crescimento econômico, reforma administrativa, equilíbrio fiscal e o aumento da competitividade precisam ser amplamente debatidos, sem deixar de enfrentar o necessário debate sobre a reforma do Poder Judiciário, de forma a contribuir para a construção de um futuro melhor para o Brasil.
Não defendemos pessoas ou grupos. Defendemos a ética pública, a Constituição, a independência dos Poderes e a credibilidade das instituições.
A magistratura exige imparcialidade. A República exige transparência. A sociedade exige respostas. E a responsabilidade exige consequências.
Hotelaria e gastronomia começam a ocupar uma posição diferente no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários voltados a destinos turísticos: em alguns projetos, serviços que estarão presentes na rotina dos proprietários deixam de ser definidos próximo à entrega e passam a ser um dos pilares do produto. A mudança influencia desde o planejamento dos espaços e serviços até a experiência e a comodidade que serão oferecidas ao proprietário depois que o empreendimento estiver em funcionamento.
Com 90% das unidades comercializadas, Vive Le Vin terá gestão da Livá Hotéis e operação gastronômica do Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, em projeto que integra hospitalidade e serviços desde a concepção
É esse modelo que a Invite Inc. adotou no Vive Le Vin, em Pedra Azul. O empreendimento, que terá uma segunda fase de lançamento e já conta com 90% das unidades da primeira fase comercializadas, terá gestão da Livá Hotéis, 3ª maior rede hoteleira do Brasil, que atuará na implantação dos protocolos operacionais e, após a entrega, na administração de serviços e facilities. Na gastronomia, a parceria será com o Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, que comandará a experiência de alimentos e bebidas do empreendimento, além de uma unidade exclusiva do tradicional restaurante dentro do complexo do Vive Le Vin.
A escolha está relacionada ao perfil do próprio empreendimento e à dinâmica de Pedra Azul, onde turismo, gastronomia, natureza e mercado imobiliário vêm se encontrando em projetos voltados a um público que utiliza a região para diferentes períodos de permanência ao longo do ano. Nesse contexto, hotelaria e gastronomia passam a ser pensadas junto com arquitetura, áreas de convivência e serviços, e não como estruturas definidas somente depois da conclusão da obra. Ao mesmo tempo, essas facilidades ampliam a comodidade para o proprietário, que passa a contar com serviços estruturados dentro do próprio empreendimento.
Segundo o diretor da Invite Inc., Caio Valença, incorporar parceiros especializados ainda no desenvolvimento permite alinhar o funcionamento futuro à proposta que deu origem ao empreendimento.
“A operação passou a ter um papel estratégico no mercado imobiliário. Arquitetura e localização continuam fundamentais, mas a qualidade da gestão também influencia a percepção de valor de um empreendimento. Por isso buscamos parceiros com expertise em suas áreas de atuação, capazes de preservar o nível de qualidade do Vive Le Vin e garantir que a experiência e comodidade idealizadas no projeto sejam sentidas pelos proprietários ao longo do tempo.”
Serviços pensados junto com o produto imobiliário
No Vive Le Vin, a Livá será responsável por áreas como recepção, governança, manutenção, concierge, limpeza e demais serviços destinados aos proprietários. A definição antecipada da gestão permite considerar fluxos, necessidades de serviço e funcionamento dos ambientes ainda durante o desenvolvimento e a implantação do empreendimento.
Na gastronomia, o Uaine Group levará ao Vive Le Vin a experiência do Restaurante Aleixo, um dos nomes reconhecidos da gastronomia capixaba. O restaurante funcionará ao longo da semana no empreendimento, ampliando a oferta gastronômica disponível aos proprietários e visitantes durante a permanência em Pedra Azul e trazendo um componente importante de comodidade para diferentes períodos de estadia.
A atuação do grupo irá além do restaurante. O Aleixo estará à frente de toda a experiência de alimentos e bebidas do Vive Le Vin, incluindo café da manhã, refeições, room service, bar da piscina, degustações de vinhos, eventos de harmonização e curadoria da carta de rótulos comercializados no empreendimento. O modelo de adega aberta adotado pelo restaurante também será levado a Pedra Azul, permitindo que o cliente escolha pessoalmente os vinhos e conte com orientação especializada para as harmonizações.
Inspirado no universo do vinho, o Vive Le Vin reúne arquitetura, arte, gastronomia e bem-estar em sua proposta. O empreendimento terá mais de 6 mil metros quadrados de áreas de lazer e convivência, com ambientes destinados a experiências enogastronômicas, wellness e contemplação da paisagem de Pedra Azul.
Sobre a Invite Inc.
A Invite Inc. é uma incorporadora boutique que reúne mais de 40 anos de experiência no mercado imobiliário por meio de seus sócios, atuando nos segmentos de médio-alto e luxo com empreendimentos residenciais, hoteleiros e comerciais no Brasil e em Portugal.
Cada projeto nasce de uma abordagem tailor-made, conectando arquitetura, design, conceito e estilo de vida aos desejos do cliente contemporâneo. Com sólida expertise em hotelaria, a Invite incorpora aos seus projetos excelência em serviço, facilidades e experiências que, do mar às montanhas, elevam o morar, traduzindo diferentes culturas e modos de viver em projetos que vão além do produto imobiliário. fonte e foto Renata Salgueir Serra
Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Mapbiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno.
Dado serve de alerta para o que esperar do fenômeno neste ano FOTO RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL
O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. Na Amazônia, ele causa seca e aumento na temperatura.
No período entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025. O volume de chuva também foi inferior, ficando 27% abaixo da média.
A temperatura máxima média durante esses três meses também teve uma alta significativa, 2,6ºC acima do que é historicamente observado no mesmo período.
“Menos chuva e temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa na atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação”, aponta o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Bruno Ferreira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.
Populações
O estudo também observou os efeitos do fenômeno sobre diferentes tipos de ocupação humana, como núcleos urbanos, rurais, territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e outras categorias.
De acordo com os pesquisadores, as populações desses lugares foram fortemente atingidas pelos efeitos do El Niño, já que 93% dos locais analisados, 5.273 localidades, ficam a uma distância de até 5 quilômetros das áreas que sofreram redução da superfície de água, aponta o estudo.
“A seca também se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades que dependem dos sistemas fluviais”, destaca Bruno Ferreira.
No estudo, além dos dados da Coleção 11 do Mapbiomas sobre Cobertura e Uso da Terra, os pesquisadores trabalharam com a Coleção 5 sobre Água, e a coleção beta sobre Atmosfera. Também foram usados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as áreas habitadas e informações do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). FONTE /AGÊNCIA BRASIL
Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.
Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.
O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.
A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.
Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.
* Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento
A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas. Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.
No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.
(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
fotos Samara Garcia e fonte Joyce Nogueira – Jornalista e Assessora de Imprensa – Drumond Assessoria