Com o início de 2026, muitos brasileiros colocam as finanças pessoais no centro das metas de ano novo. Mesmo com todos os motivos e determinação real, se questionam por onde começar. A criação de uma reserva de emergência surge como o ponto de partida essencial para quem busca segurança e equilíbrio nas contas. Esse recurso auxilia na criação de uma rotina de reservas especificamente para emergências, como uma possível perda de renda, despesas médicas inesperadas ou reparos urgentes em casa ou carro. Sem essa proteção, é comum recorrer a empréstimos caros ou ao cartão de crédito, agravando o endividamento em tempos de incerteza econômica.
Especialista ensina o primeiro passo para autonomia e tranquilidade em 2026. Cecília Perini, sócia e líder da XP no ES.
Cecília Perini, sócia e líder da XP no ES, recomenda acumular o equivalente de três a seis meses de despesas essenciais, priorizando aplicações conservadoras de baixo risco e liquidez diária. O mercado financeiro, hoje mais democratizado, oferece opções que incluem CDBs pós-fixados, Tesouro Selic ou fundos de renda fixa simples, que acompanham a taxa básica de juros e protegem o poder de compra contra a inflação.
“A autonomia financeira é uma jornada que requer disciplina e planejamento. O primeiro passo, eu diria que é definir quanto você pretende acumular para atingir esse objetivo. Em seguida, analisar o seu fluxo de caixa atual e como chegar lá, considerando todos os rendimentos e despesas”, destaca Cecília. Mais do que um hábito isolado, manter uma reserva de emergência é um exercício de disciplina e planejamento de longo prazo. Para quem não sabe a quantia exata de quanto começar, comece com valores pequenos, como aportes mensais de 10% da renda, ajustando o orçamento para cortar supérfluos, é o que orienta a líder da XP.
Em um cenário de volatilidade econômica, como o atual no Brasil, essa reserva garante tranquilidade e liberdade para decisões financeiras assertivas ao longo do ano. O gerenciamento eficiente de recursos pessoais é crucial para superar barreiras como falta de educação financeira, endividamentos e dependência excessiva. Cecília ainda destaca que investir a reserva de emergência em produtos financeiros de maior rentabilidade pode ser mais benéfico do que na poupança.
“Para que a reserva não só proteja, mas também cresça ao longo do tempo, opte por investimentos conservadores que rendem acima da inflação e ofereçam liquidez imediata. CDBs pós-fixados atrelados ao CDI, Tesouro Selic e fundos de renda fixa simples são ideais, pois acompanham a taxa básica de juros garantindo rentabilidade real positiva”, orienta.
Nesse aspecto, o assessor de investimentos desempenha um papel fundamental na construção de um planejamento financeiro completo, entendendo a jornada financeira e as particularidades, oferecendo orientação técnica, acompanhamento contínuo e auxiliando na definição de objetivos de curto, médio e longo prazo. Com uma estratégia bem definida, é possível reduzir riscos e maximizar os retornos, garantindo um futuro financeiramente seguro. Investir em planos com orientação especializada reduz a carga tributária, protege bens contra riscos e assegura transições tranquilas para herdeiros. Definir objetivos claros, diversificar investimentos e gerir dívidas são pilares para estabilidade. Assim, a reserva de emergência não só cobre o presente, mas valoriza o patrimônio ao longo do tempo, promovendo uma vida econômica saudável e sustentável em 2026. Fonte e foto Renata Salgueira Serra
O hábito de sair para comer, cuidar da saúde, investir em bem-estar ou aproveitar momentos de lazer deixou de ser exceção e passou a ocupar lugar central na rotina dos capixabas. Esse movimento ajuda a explicar por que o Espírito Santo assumiu a liderança nacional no segmento de serviços prestados às famílias, que avançou 12,6% no acumulado de 12 meses até novembro de 2025, o maior crescimento entre todos os estados brasileiros.
Em novembro de 2025, o setor de serviços no Espírito Santo manteve-se em patamar elevado de atividade, ainda que com sinais de acomodação no curto prazo após o forte avanço registrado em outubro (4,6%). A variação mensal negativa de 1,2% frente a outubro indica um ajuste pontual, comum após meses de aceleração mais intensa, sem descaracterizar a trajetória positiva do setor ao longo do ano. Mesmo com essa oscilação, o nível do índice permaneceu elevado, em 120 pontos, acima da média nacional, de 110,63.
Segmento, ligado ao lazer, alimentação fora de casa e cuidados pessoais, teve alta de 12,6% no acumulado entre novembro de 2024 e o mesmo mês de 2025. foto Envato
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação interanual, o desempenho segue robusto. O volume de serviços cresceu 5,3% em relação a novembro de 2024, mais que o dobro do resultado observado no Brasil, que ficou em 2,5%. Esse diferencial reforça o dinamismo da economia capixaba e confirma que o setor de serviços no estado segue operando em ritmo mais intenso do que o cenário nacional, mesmo em um contexto de desaceleração pontual em alguns segmentos.
“O recuo mensal observado em novembro não representa perda de fôlego, mas sim um movimento natural de acomodação após um outubro muito forte. O mais importante é que o setor segue em nível elevado de atividade e com desempenho superior ao do Brasil”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.
O principal motor desse desempenho continua sendo o segmento de serviços prestados às famílias, que avançou 8,3% na comparação com novembro de 2024, enquanto o Brasil registrou retração de 1% no mesmo período. O resultado evidencia a força do consumo presencial no Espírito Santo, sustentado por atividades como alimentação fora de casa, lazer, turismo, eventos e cuidados pessoais.
“Esse dado mostra que o consumo presencial se consolidou como base estrutural do crescimento dos serviços no estado. Restaurantes, bares, academias, salões de beleza, clínicas de estética e atividades de lazer seguem encontrando demanda consistente, mesmo após um período de forte expansão”, explicou Spalenza.
A liderança capixaba fica ainda mais clara quando se observa o horizonte mais longo. No acumulado de 12 meses, os serviços prestados às famílias cresceram 12,6% no Espírito Santo, colocando o estado na primeira posição do ranking nacional, com ampla vantagem sobre os demais. Estados como Santa Catarina, Paraná e Ceará aparecem bem atrás, com variações significativamente menores, de 4,1%, 3,4% e 2,9%, respectivamente.
Entre os demais segmentos, o destaque positivo ficou para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceram 12% na comparação interanual, muito acima do resultado nacional (2,5%), refletindo o dinamismo das atividades logísticas e de mobilidade.
A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br. fonte Kelly Kalle – Fecomércio es
A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde em 2025, alcançando R$ 2,89 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal, junto aos resultados do mês de dezembro.
Em comparação com 2024, houve aumento anual real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Foi o melhor desempenho arrecadatório também para o mês de dezembro. foto BC
Também é o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,72 bilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 7,46%.
Os bons resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação.
“São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior [2024]”, destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados.
Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros.
Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.
Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado em 2025 ficou em R$ 2,76 trilhões, representando acréscimo real de 4,27%.
Já no mês passado, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 285,21 bilhões, alta real de 7,67%.
A base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025.
Em 2024, houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu em 2025.
A lei que muda o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023.
Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. Em 2024, o recolhimento extra foi R$ 4 bilhões, enquanto no ano passado chegou a R$ 3 bilhões.
“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,82% na arrecadação do período de janeiro a dezembro de 2025”, informou a Receita Federal.
Destaques no ano
Os resultados foram influenciados positivamente, principalmente, pelas variáveis macroeconômicas, diante do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços. O setor teve um crescimento de 2,72% de dezembro de 2024 a novembro de 2025 (fator gerador da arrecadação do acumulado do ano).
A produção industrial subiu apenas 0,17% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,11% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período.
Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,16% no período.
A elevação do IOF influenciou o desempenho da arrecadação que somou R$ 86,48 bilhões de janeiro a dezembro de 2025, alta de 20,54% na comparação com o acumulado de 2024.
“Esse desempenho pode ser pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita.
Em junho do ano passado, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente.
A arrecadação previdenciária teve aumento de 3,27%, chegando a R$ 737,57 bilhões, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial.
A alta da arrecadação do PIS/Cofins em função também do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets) em 2025 é outro destaque apontado pela Receita. Ela chegou a R$ 581,95 bilhões no ano passado, alta de 3,03% em relação a 2024.
Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 10.000%, passando de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no acumulado do ano.
Também houve crescimento da arrecadação dos tributos sobre comércio exterior, diante da alta das taxas de câmbio e do aumento das alíquotas médias desses tributos.
Em 2025, houve crescimento real de 9,49% da arrecadação desse item e de 12,91% sobre rendimentos de residentes no exterior.
Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.
Apesar do recorde do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho, especialmente, do setor industrial e vendas de bens. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de apenas 1,27%, enquanto o IPI aumentou os mesmos 1,27%, diante da atividade industrial praticamente estável. Com agência brasil
A partir desta terça-feira (20), os pedidos de isenção de ICMS e IPVA referentes a veículos automotores passam a ser realizados exclusivamente por meio da plataforma E-Flow. A ferramenta, integrada ao sistema de gestão de documentos do Governo do Estado (E-Docs), permite o envio de formulários e documentos de forma totalmente digital.
A adoção do E-Flow traz benefícios tanto para os contribuintes quanto para a administração tributária, ao conferir maior celeridade, organização e eficiência à tramitação dos processos. O sistema somente permite o encaminhamento do requerimento após o correto preenchimento de todos os campos obrigatórios e a anexação da documentação exigida, evitando devoluções por pendências ou informações incompletas.
A ferramenta, integrada ao sistema de gestão de documentos do Governo do Estado (E-Docs).
Além disso, o pedido é direcionado automaticamente à circunscrição fiscal do contribuinte, eliminando etapas desnecessárias no fluxo do processo. A padronização da apresentação dos documentos, sempre na mesma ordem, facilita a análise técnica e contribui para a agilidade do atendimento por parte dos servidores públicos.
Com layout intuitivo e orientações claras ao longo do preenchimento, a plataforma também auxilia o requerente na identificação dos documentos necessários para cada tipo de solicitação, promovendo maior transparência e segurança no procedimento.
O Espírito Santo vem atraindo investimentos nacionais e internacionais. Até 2031, estão previstos R$ 104,3 bilhões, distribuídos em mais de 240 projetos no Estado, segundo a Bússola do Investimento do OBSERVATÓRIO FINDES. A indústria concentra o maior volume de investimentos produtivos previstos, respondendo por quase 60% do total.
“Apesar de sermos um Estado pequeno em território e população, ocupamos uma posição estratégica para o país. Temos uma localização privilegiada, em um raio de 1.200 quilômetros de 52% da população e 63% do PIB brasileiro. Esse fator, aliado a um ambiente institucional sólido, tem tornado o Espírito Santo cada vez mais atrativo para projetos de investimento nos mais diversos segmentos econômicos”, destaca o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona.
Indústria concentra o maior volume de investimentos previstos para o Estado, quase 60% do total . foto findes.
Nos próximos cinco anos, a indústria deve receber ao menos R$ 61 bilhões em investimentos, impulsionando a economia capixaba. A gerente de Estudos Estratégicos do OBSERVATÓRIO FINDES, Carolina Ferreira, explica que os principais aportes estão concentrados nos segmentos de extração de petróleo e gás natural, metalurgia, extração de minerais metálicos, infraestrutura e logística, fabricação de produtos alimentícios e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
“Do montante da Bússola do Investimento, o setor de Petróleo e Gás se destaca em volume, com R$ 43,7 bilhões, o que corresponde a 41,9% do total previsto até 2030. Entre os projetos de maior relevância estão a implantação de um laminador de tiras a frio e de uma linha de revestimento contínuo na planta da ArcelorMittal Tubarão, na Serra, com investimento de R$ 3,8 bilhões. As obras estão previstas para começar neste ano, com conclusão estimada para 2029”, aponta.
Outro projeto que se soma aos mais de R$ 100 bilhões em investimentos previstos para o Espírito Santo é a instalação de uma fábrica de veículos da montadora chinesa Great Wall Motors (GWM), com previsão de implantação em Aracruz, na área do ParkLog. O acordo foi formalizado durante missão oficial do Governo do Estado à China, com a presença do vice-governador, Ricardo Ferraço, e do fundador da empresa, Jack Wei.
“Quando a indústria cresce, o desenvolvimento acontece. Mais do que um motor econômico, a indústria é um instrumento de inclusão social, geração de empregos de qualidade e criação de oportunidades para toda a cadeia produtiva, ao ampliar a demanda por fornecedores de diferentes setores”, reforça o presidente da FINDES, Paulo Baraona.
Confira os principais dados sobre os investimentos no Espírito Santo:
Investimentos por setor industrial:
Extração de petróleo e gás natural: R$ 43,7 bilhões
Metalurgia: R$ 7,4 bilhões
Extração de minerais metálicos: R$ 5,3 bilhões
Fabricação de produtos alimentícios: R$ 1,7 bilhão
Fabricação máquinas, aparelhos e materiais elétricos: R$ 1,0 bilhão
R$ 39,5 bilhões em investimentos em infraestrutura:
Rodovias: R$ 16,9 bilhões
Saneamento: R$ 8,1 bilhões
Energia e gás: R$ 7,3 bilhões
Portos: R$ 6,5 bilhões
Aeroportos: R$ 76,5 milhões
Municípios com o maior montante de investimentos:
Serra: R$ 11,4 bilhões
Presidente Kennedy: R$ 9,8 bilhões
Anchieta: R$ 6,2 bilhões
Aracruz: R$ 5,7 bilhões
Vitória: R$ 3,4 bilhões
Cariacica: R$ 3,0 bilhões
Itapemirim: R$ 2,7 bilhões
Piúma: R$ 2,6 bilhões
Vila Velha: R$ 2,5 bilhões
Marataízes: R$ 2,5 bilhões
Linhares: R$ 2,0 bilhões
Juntos, esses municípios representam 50% do total de investimentos no Estado.
Maiores investimentos da indústria no Espírito Santo:
Petrobras: Plano de Investimento da Petrobras no ES. O Plano conta com o Projeto Integrado do Parque das Baleias (IPB), incluindo a instalação da plataforma FPSO Maria Quitéria (R$ 35,0 bilhões).
Prio: Desenvolvimento do projeto Wahoo (R$ 4,9 bilhões).
BW Offshore: Exploração de petróleo dos campos Camarupim e Golfinho (R$ 4 bilhões).
ArcelorMittal: Implantação de laminador de tiras a frio e uma linha de revestimento contínua (R$ 3,8 bilhões).
Samarco: Retomada operacional (R$ 3,5 bilhões).
Imetame: Construção do Imetame Porto Aracruz (R$ 3,0 bilhões)
Porto Central: Construção da FASE 1 do Porto Central (R$ 2,6 bilhões)
ArcelorMittal: Termo de Compromisso Ambiental (R$ 1,9 bilhão)
Vale: Implantação de duas usinas de briquetes verdes (R$ 1,9 bilhão)
Grupo Simec: Ampliação e modernização do parque fabril (R$ 1,5 bilhão)
Nestlé: Modernização da Chocolates Garoto em Vila Velha (R$ 1,08 bilhão)
ES Gás: Plano de expansão da rede de gás (R$ 1 bilhão)
Por Siumara Gonçalves, com informações do OBSERVATÓRIO FINDES
A inovação aplicada ao varejo brasileiro ganhou novo impulso com a divulgação das startups pré-selecionadas para o Brazilian Retail Techs in Argentina – BretA2026, programa que promete abrir portas para startups no mercado internacional e conectar soluções inovadoras ao ecossistema varejista argentino. Promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), a iniciativa selecionou 28 empresas de base tecnológica, que agora avançam para a fase de capacitação com foco em internacionalização e acesso ao mercado argentino.
Foram avaliados critérios, como potencial no varejo argentino, capacidade financeira para a missão, estágio de maturidade, receita, perfil do CIO e diversidade. As startups escolhidas, que apresentaram soluções para os setores de comércio, serviços e turismo, representam quatro regiões do país: Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com destaque para o Espírito Santo, que concentra metade das selecionadas.
Idalberto Moro, presidente do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac.
Ao todo, 14 empresas capixabas integram a lista: Checkbits, Foozi, Futuriza, Gerenciar, GreenWay, iaJob, iNeeds, Infinite Foundry, Kenit, Monnera Marketing de Incentivo e Fidelização, Speach, Takeat, Te Atende e The Fashion Office. Após a etapa de capacitação, até 15 startups serão escolhidas para participar da missão internacional na Argentina, entre os dias 10 e 16 de maio. Além disso, para as empresas capixabas, a Fapes oferecerá auxílio de até R$ 60 mil para custear despesas da missão internacional.
A iniciativa, que integra o Brazilian Startups Worldwide (BSW), é uma estratégia de internacionalização para estabelecer vínculos permanentes entre as startups brasileiras e o setor de comércio, serviços e turismo na Argentina. Para isso, a Fecomércio-ES, o Connect Fecomércio-ES e a Fapes unem forças com Bcome.global, Sebrae, Programa Diplomacia da Inovação (PDI) do Ministério das Relações Exteriores e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Segundo André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o resultado mostra um movimento estratégico de aproximação entre inovação e mercado. “O BretA2026 foi estruturado para preparar startups brasileiras para competir em ambientes internacionais. A forte presença capixaba demonstra a maturidade do nosso ecossistema e a capacidade das empresas locais de oferecer soluções alinhadas às demandas do varejo global”, afirmou.
O programa entra agora na fase de capacitação, que ocorrerá entre 26 de janeiro e 20 de fevereiro. Nesse período, todas as 28 retail techs participarão de trilhas intensivas sobre negócios, marketing e internacionalização. Cada empresa indicará dois representantes: o CIO, responsável pela liderança do processo de internacionalização, e o CMO, focado em estratégias de marketing. As atividades incluem entregas obrigatórias, avaliadas com base em critérios de qualidade e pontualidade.
As trilhas de aprendizado foram desenhadas para enfrentar desafios concretos da expansão internacional, abordando desde diferenças culturais até práticas recomendadas e erros a evitar ao negociar fora do Brasil. As startups também receberão suporte para prospecção de mercado, agendamento de reuniões e adequação de produtos e discursos comerciais. Ao final do processo, cada empresa terá consolidado uma one-page institucional (site de página única) em português e inglês, pronta para uso em negociações globais.
Para Spalenza, a escolha da Argentina como destino da missão internacional é estratégica. “O país reúne um dos ecossistemas mais relevantes de inovação no varejo da América Latina, com grandes redes omnichannel, hubs tecnológicos e eventos de referência, como o Retail Day. Além disso, a proximidade geográfica e cultural facilita a entrada das startups brasileiras e permite testar modelos de negócio em um ambiente latino-americano competitivo”, explicou.
Após a capacitação, as startups mais bem avaliadas passarão por uma banca examinadora, que definirá até 15 empresas para a missão internacional. O resultado final será divulgado em 27 de fevereiro, e a lista das selecionadas que integrarão a missão será anunciada no dia 7 de março.
Durante a imersão na Argentina, as startups participarão de visitas técnicas, reuniões com hubs de inovação, encontros B2B (transações comerciais entre empresas) com potenciais compradores e participação no Retail Day 2026, o maior evento B2B do varejo argentino e um dos principais da América Latina. O pacote inclui ainda benchmarking (análise comparativa), networking intensivo e acesso direto a ambientes privados e públicos de tecnologia.
O presidente do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac, Idalberto Moro, destacou o impacto do BretA2026 para o fortalecimento do empreendedorismo inovador. “O programa cria oportunidades concretas para que startups brasileiras ampliem sua visão de mercado e se posicionem internacionalmente. Internacionalizar é um passo decisivo para formar empresas mais conectadas e preparadas para crescer”, ressaltou.
Moro também enfatizou o papel institucional da iniciativa. “Ao lado da Fapes e dos demais parceiros, o Sistema Fecomércio-ES atua como agente de inovação e desenvolvimento econômico. O BretA2026 reforça nosso compromisso em apoiar soluções que transformam o varejo e geram valor para o setor produtivo, além de projetar o Espírito Santo no cenário internacional”, concluiu.
Conheça as startups selecionadas:
Retail Techs UF AlterVision RS Capim Pimenta BA Checkbits ES Colecta RS Ecomilhas SP Eletrodara Gestão de Energia RS Foozi ES Futuriza ES Gander SP Gerenciar ES GreenWay ES iaJob ES iNeeds ES Infinite Foundry ES Inside the Box SC Just Travel Viagens e Turismo BA Kenit ES Monnera Marketing de Incentivo e Fidelização ES Okylla PB Polus Brasil DF PRICE SURVEY MG Speach ES Takeat ES Te Atende ES The Fashion Office ES Value PR Vem de Rotas MA VOX EPOWER RJ
SERVIÇO Brazilian Retail Techs in Argentina – BretA 2026
O programa promete abrir portas para startups no mercado internacional e conectar soluções inovadoras ao ecossistema varejista argentino. São selecionadas retail techs, ou seja, startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor varejista com foco em melhorar a experiência do consumidor.
Elas serão levadas para uma trilha intensiva de capacitação, das quais 15 serão escolhidas para participar de uma missão presencial na Argentina, em maio. Além disso, para as empresas capixabas, a Fapes oferecerá auxílio de até R$ 60 mil para custear despesas da missão internacional.
A iniciativa, que integra o Brazilian Startups Worldwide (BSW), é uma estratégia de internacionalização. Para isso, a Fecomércio-ES e o Connect Fecomércio-ES unem forças com Fapes, Bcome.global, Sebrae e Programa Diplomacia da Inovação (PDI) do Ministério das Relações Exteriores.
Próximos passos para o processo de seleção do BretA 2026:
Trilha de capacitação, entre janeiro e fevereiro de 2026, com workshops e mentorias ministradas por profissionais brasileiros e argentinos;
Banca avaliadora, responsável pela escolha das Top-15 que embarcarão para a Argentina, dará o resultado em 27 de fevereiro;
Missão internacional, entre 10 e 16 de maio;
Acompanhamento nacional até novembro do mesmo ano, com rodadas de negócio e monitoramento;
O programa também reserva uma vaga exclusiva para startups cujo CIO se autodeclare pessoa negra, quilombola, indígena, pessoa com deficiência, mulher ou LGBTQIAPN+.
Por que Argentina? O país é considerado um dos ecossistemas mais relevantes para inovação no varejo, reunindo:
Grandes redes omnichannel;
Empresas de logística, meios de pagamento e consumo;
Hubs que integram iniciativas privadas e governamentais;
Diversificação econômica;
Potencial de crescimento e reformas que o tornam mais atraentes para negócios;
Proximidade geográfica e cultural com o Brasil;
O Retail Day, evento estratégico para o setor.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).
Bcome.global É dedicada à internacionalização de negócios inovadores brasileiros, conectando-os a ecossistemas globais por meio de curadoria e missões, gerando valor para a sociedade brasileira dentro e fora do País.
Fapes É a autarquia responsável pela política estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação no Espírito Santo, fomentando o desenvolvimento científico a partir de apoio financeiro a projetos e bolsas.
Sebrae A entidade é responsável por promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequenas empresas. Sua atuação foca no fortalecimento do empreendedorismo e na aceleração da formalização da economia por meio de parcerias público-privadas, acesso à inovação e crédito, e incentivo à educação empreendedora.
PDI Para garantir a efetividade da inserção das empresas brasileiras no mercado vizinho, o BretA2026 é alicerçado por parceiros pelo Programa Diplomacia da Inovação (PDI) do Ministério das Relações Exteriores atua para promover a inserção estratégica do Brasil no cenário internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Utilizando ferramentas diplomáticas para fortalecer os sistemas de inovação e aumentar a competitividade global, o PDI é executado pelos SECTECs (Setores de Ciência, Tecnologia e Inovação) da rede diplomática. No âmbito do BretA2026, essa articulação conta com o suporte direto da Embaixada do Brasil em Buenos Aires. Fonte Kelly Kalle – Fecomércio e foto Sistema Fecomércio-ES
Autoridades sul-americanas e europeias aproveitaram a cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, neste sábado (17), no Paraguai, para defender o multilateralismo e o livre comércio como motores de desenvolvimento econômico.
Em seu discurso, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a assinatura do tratado negociado ao longo dos últimos 26 anos reafirma a crença dos Estados-Membros dos dois blocos regionais no comércio justo e no multilateralismo.
Será a maior área de livre comércio do mundo. Foto divulgação
“Com este acordo enviamos uma mensagem clara ao mundo, em defesa do comércio livre baseado em regras, e [a favor] do multilateralismo e do direito internacional como base das relações entre países e regiões”, afirmou o presidente do conselho
Costa ponderou que, ainda que tenha demorado, o tratado “chega em um momento oportuno”. “Porque este acordo é uma aposta na abertura, no intercâmbio e na cooperação, frente a [ameaças de] isolamento e do uso do comércio como arma geopolítica. […] Com ele, não aspiramos a criar esferas de influência, mas sim a esferas de prosperidade compartilhada, baseadas na confiança, na cooperação e no respeito à soberania de nossas democracias. Não pretendemos nem dominar, nem impor, mas sim promover e reforçar os vínculos entre nossos cidadãos e nossas empresas para, assim, criarmos riquezas de forma sustentável, protegendo o meio ambiente e os direitos ambientais.”
A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou a avaliação de Costa ao dizer que o ato tem potencial de conectar continentes e criar a maior área de livre comércio do mundo, com um mercado de 700 milhões de pessoas.
“Escolhemos o comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento”, disse Ursula.
Anfitrião do evento, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, destacou o pragmatismo diplomático necessário para superar 26 anos de impasses.
“Estamos diante de um dia verdadeiramente histórico, muito esperado por nossos povos, [capaz de] unir dois dos mais importantes mercados globais, e que demonstra que o caminho do diálogo, da cooperação e da fraternidade é o único caminho”, ressaltou Peña.
Ele destacou o empenhos do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva – que, por questões de agenda, não pôde viajar a Assunção – e de Ursula von der Leyen para o sucesso das negociações. “Sem o presidente Lula, talvez não tivéssemos chegado a este dia. Ele foi um dos responsáveis fundamentais deste processo.”
Já o presidente da Argentina, Javier Milei, destacou que o acordo constitui um ponto de partida para a exploração de novas oportunidades comerciais e base para uma maior integração regional, fundamentada no livre comércio. Segundo o mandatário argentino, a promoção da estabilidade macroeconômica e da previsibilidade jurídica são condições indispensáveis para a prosperidade e a justiça social.
“Mas, para isso, é fundamental que, durante a etapa de implementação do acordo, o espírito do que foi acertado seja preservado. A [eventual] incorporação de mecanismos restritivas, como cotas, salvaguardas ou medidas equivalentes, reduziria significativamente o impacto econômico do acordo, atentando contra o objetivo essencial do mesmo”, ponderou Milei, incentivando os países sul-americanos e europeus signatários do acordo a seguirem avançando em novas frentes de abertura comercial.
Mandatário do Uruguai, Yamandú Orsi classificou o acordo como uma “associação estratégica”, capaz de melhorar a vida da população dos países signatários com oportunidades reais. “Em um mundo atravessado por tensões e pela erosão de certezas que ordenaram a política e o comércio global por décadas, este tratado adquire uma relevância particular. Não só porque constitui a maior associação comercial do mundo, mas também porque representa uma decisão clara: apostar nas regras em tempos de volatilidade e mudanças permanentes”, disse Orsi, sustentando que a integração comercial, para o Uruguai, é uma “condição indispensável para o desenvolvimento”, além de constituir uma plataforma de enfrentamento “a ameaças que não reconhecem fronteiras, como o narcotráfico e outras práticas ilícitas transnacionais”.
Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repetiu a declaração de Lula, para quem o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração com o multilateralismo. “O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países […] Ele propiciará ganhos tangíveis, mais empregos e investimentos, maior integração produtiva, acesso ampliado a bens e serviços de qualidade, inovação tecnológica e crescimento econômico com inclusão social […] diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, protecionismo e pela coerção.”
Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. Com agência brasil
A produção industrial capixaba consolidou, mais uma vez, sua liderança no cenário nacional. Mesmo ao longo de um ano de adversidades, a indústria do Espírito Santo avançou 36,8% em novembro de 2025, frente ao mesmo mês de 2024, totalizando sete meses consecutivos de crescimento interanual com dois dígitos.
Segundo dados da Pesquisa Industrial (PIM-PF), divulgados nesta quarta-feira (14) pelo IBGE e compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES, o resultado obtido posiciona o Espírito Santo como líder nacional pelo quarto mês consecutivo no acumulado do ano, com expansão de 10,8% entre janeiro e novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Alta de 59,8% na indústria extrativa em novembro de 2025, na comparação com novembro de 2024,
O avanço expressivo da indústria capixaba ocorre em um contexto de expansão da produção de petróleo e gás natural e de minério de ferro pelotizado, que seguem como os principais vetores de crescimento da atividade industrial no Estado, mesmo diante de um cenário macroeconômico nacional e internacional mais adverso.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, destaca que os números refletem um crescimento mais consistente da indústria capixaba ao longo de 2025. “Os dados mostram que não se trata de um movimento pontual, mas de um processo contínuo de fortalecimento da indústria do Espírito Santo. Mesmo em um ambiente econômico mais adverso, com juros elevados e desafios externos, o setor industrial capixaba vem apresentando resultados sólidos, ampliando produção, gerando empregos e reafirmando sua relevância para a economia do Estado e do país”, afirma.
O Espírito Santo já liderava o crescimento industrial do país no acumulado de janeiro a outubro do ano passado (8,6%) e manteve a primeira posição no acumulado de janeiro a novembro de 2025 (10,8%), na comparação com o mesmo período de 2024. Além disso, a produção industrial capixaba segue acima da média nacional no período (0,6%), reforçando sua posição de destaque no cenário industrial do país.
O desempenho capixaba superou o de estados como Rio de Janeiro (4,6%), Santa Catarina (3,4%), Goiás (2,7%) e Rio Grande do Sul (2,2%), que completam o ranking nacional de maior crescimento no período.
Indústria extrativa do ES cresce 59,8% em novembro
A indústria extrativa capixaba vem vivendo um bom momento. Em novembro do ano passado, cresceu 59,8% frente ao mesmo mês de 2024, além disso, registrou alta 17,4% no acumulado de janeiro a novembro comparado ao mesmo período de 2024. Ambos os desempenhos foram superiores à média nacional, -1,2% e 0,6%, respectivamente. O segmento foi o principal responsável pela elevação dos indicadores industriais do Estado em todos os recortes analisados pela PIM-PF.
De acordo com a economista-chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, o resultado reflete a combinação entre aumento da capacidade produtiva e retomada operacional de importantes ativos do setor.
“O desempenho da indústria extrativa capixaba está diretamente associado à forte expansão da produção de petróleo e gás natural no ambiente offshore (no mar), com destaque para a entrada em operação do navio-plataforma Maria Quitéria e a retomada do Campo de Baleia Anã. Soma-se a isso a recuperação da produção de minério de ferro pelotizado, que também contribuiu de forma relevante para o resultado industrial do Estado”, explica.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em novembro, a produção de petróleo no Espírito Santo alcançou 225,3 mil barris por dia, crescimento de 132,9% na comparação interanual. Já a produção de gás natural atingiu 6,2 milhões de metros cúbicos por dia, com avanço de 313,3% frente ao mesmo período do ano anterior.
A indústria de transformação também cresceu em novembro 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. A alta de 1,2% no período, influenciada pelo crescimento nas produções metalúrgicas (7%), de produtos alimentícios (2,8%) e de produtos de minerais não metálicos (1,1%). Já papel e celulose recuaram 14,1%.
Perspectivas para 2026
Se por um lado, os últimos meses de 2025 foram marcados pela produção industrial capixaba crescendo dois dígitos, por outro, o ano de 2026 se inicia com mais cautela. A expectativa é de crescimento, porém mais contido, acompanhando o cenário econômico nacional. Ainda assim, a indústria extrativa deve seguir como principal âncora da atividade industrial do Estado.
Entre os fatores que devem sustentar o desempenho do setor neste ano estão:
Crescimento da produção do Navio-plataforma Maria Quitéria até atingir sua capacidade máxima;
Início da extração de petróleo no campo de Wahoo;
Continuidade da retomada da Samarco, que em 2025 alcançou 60% da produção;
Possível início do ciclo de redução da taxa Selic, atualmente em 15%.
Para o presidente da FINDES, Paulo Baraona, o desafio será ampliar os efeitos positivos do setor extrativo sobre os demais segmentos industriais.
“A indústria extrativa tem sido o grande motor do crescimento do Espírito Santo. Nosso desafio agora está em fazer com que esses bons resultados perpassem para a indústria de transformação. Isso passa, necessariamente, pela redução do Custo Brasil. Precisamos de um país menos burocrático, de melhoria na infraestrutura e de crédito mais acessível para que os investimentos aconteçam. Um ambiente de negócios mais favorável será determinante para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável ao longo dos próximos anos”, avalia.
Pesquisa Expectativa de Volta às Aulas 2026, realizada pelo Núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG, mostra que 30,2% das empresas mineiras que comercializam os itens da temporada consideram que as vendas estão melhores do que as do ano passado nesta época. A estimativa é de que cada cliente gaste entre 100,00 e 300,00 de acordo com 49,6% dos entrevistados.
A pesquisa “Expectativa de Volta às Aulas 2026”, da Fecomércio MG, revela que 30,2% das empresas mineiras registram vendas superiores ao ano passado. Com gasto médio entre R$ 100 e R$ 300 para metade dos consumidores, o pico de demanda é esperado para a segunda quinzena de janeiro. . A explicação para o bom desempenho, conforme os empresários, são o aquecimento do comércio seguido pelo impulso dos novos produtos, por otimismo/esperança e por ações das lojas. A expectativa é aumentada pelo fato de 51,5% dos comerciantes apostarem que a alta temporada das compras dos materiais escolares acontecerá na segunda quinzena de janeiro. Para 33,3%, a alta das vendas será no início de fevereiro. De acordo com 43,0% dos empresários, as vendas estão iguais a mesmo período de 2025 e para 12,1% estão piores. Para estes, as justificativas para o desempenho abaixo do desejado são, nesta ordem: consumidor mais cauteloso, endividamento do consumidor, crise econômica e município está distribuindo material escolar. O estímulo às compras foi planejado por 41,0% das empresas que realizaram ou realizarão propaganda e ou divulgação. Um total de 30,8% dos empresários investiu em promoções/liquidações e 20,6% em atendimento diferenciado. A contratação de temporários para atender à demanda da volta às aulas foi efetivada por 15,7% das empresas. Fernanda Gonçalves, economista da Fecomércio MG, destaca que “a volta às aulas tem impulsionado o comércio mineiro em janeiro entre as empresas que comercializam itens da temporada. Mesmo com a cautela do consumidor, estratégias comerciais e financeiras bem planejadas podem ser determinantes para ampliar o volume de vendas, seja por meio de promoções aplicadas a listas completas ou a produtos individuais.” “Esse movimento também representa uma oportunidade para revisar o estoque, considerando a curva A, B e C por meio da identificação de itens com a maior margem para descontos, liberando espaço e fortalecendo a percepção de poder de compra do cliente, o que favorece a venda de produtos de maior valor agregado. A combinação entre atendimento e produtos diferenciado acrescido de ofertas variadas tende a aumentar a conversão de vendas nas lojas”, explica Gonçalves. Conforme 40,3% dos empresários, os consumidores vão optar por itens variados; para 33,6% a opção será por lista de materiais completa, enquanto 13,9% apostam que as promoções por itens vão atrair mais os consumidores. As compras de material escolar são orientadas, às vezes, pela pesquisa de preço feita pelo cliente de acordo com 40,3%. Já o pagamento deverá ser feito no cartão de crédito parcelado, segundo 38,4% dos entrevistados e em seguida o Pix conforme 30,1%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 12 de janeiro de 2026. Foram avaliadas 430 empresas, sendo pelo menos 39 em cada região de planejamento (Alto Paranaíba, Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha-Mucuri, Zona da Mata, Noroeste, Norte, Rio Doce, Sul de Minas e Triângulo). A amostra avaliada perfaz uma margem de erro da ordem de 5,0%, a um intervalo de confiança de 95%.
Sobre a Fecomércio MG A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado. Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.
A modernização e o desenvolvimento integrado dos municípios capixabas, com a implementação de projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), estão entre as prioridades do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), por meio do Programa ES Inteligente. Junto a essa iniciativa, Marilândia recebeu, nesta quarta-feira (07), a equipe técnica do banco para apresentar o programa e discutir as possibilidades de melhorias para a cidade do norte capixaba.
O encontro, na Prefeitura, contou com a presença do prefeito Augusto Astori Ferreira, que pontuou a importância de iniciativas como o Programa para o desenvolvimento da região: “O Programa ES Inteligente representa um passo muito importante para o futuro de Marilândia. Estamos falando de modernização, inovação e melhor uso dos recursos públicos, com soluções que impactam diretamente a vida das pessoas, como iluminação eficiente, conectividade, segurança e sustentabilidade. Essa parceria com o Bandes e o IPGC nos permite planejar a cidade de forma responsável, sem custos para o município, garantindo mais qualidade nos serviços públicos e preparando Marilândia para crescer de forma inteligente e sustentável”, disse.
Programa ES Inteligente chega a Marilândia: município recebe equipe do Bandes para conhecer iniciativas de modernização e sustentabilidade. foto bandes
Além do prefeito, estiveram presentes a equipe técnica do município e secretários municipais, que tiveram o primeiro contato com a iniciativa e conheceram os projetos já em andamento. A apresentação do Programa foi conduzida pelo coordenador do Núcleo de Gestão de Concessões e Parcerias, Vilker Zucolotto, junto ao assessor Paulo Brusqui.
Durante a visita, foram alinhados os principais objetivos, diretrizes e o papel do Bandes no apoio à estruturação de projetos por meio de PPPs. Em seguida, foi apresentada a modelagem do projeto Cidade Inteligente, com destaque para soluções integradas de iluminação pública, implantação de usina solar e telecomunicações, evidenciando os ganhos em sustentabilidade e na modernização da infraestrutura urbana.
“É com grande satisfação que levamos o Programa ES Inteligente a Marilândia, fortalecendo a parceria do Bandes com os municípios capixabas para promover melhorias na qualidade de vida da população. Durante esta visita, apresentamos projetos estruturados em Parcerias Público-Privadas, incluindo iniciativas para iluminação pública, conectividade para todos e inovações voltadas ao município, com o objetivo de garantir um desenvolvimento urbano eficiente e sustentável, pensado para a cidade e seus cidadãos”, destaca o diretor de Negócios do Bandes, Marcos Kneip Navarro. ES Inteligente como aliado dos municípios capixabas Atualmente, 28 municípios aderiram ao Programa ES Inteligente e já contam com projetos que garantem avanços significativos na infraestrutura urbana. As ações incluem melhorias na iluminação pública, implantação de usinas solares fotovoltaicas, expansão das telecomunicações e da conectividade, sistemas de videomonitoramento, oferta de Wi-Fi público, instalação de fibra óptica em prédios públicos e iniciativas voltadas à gestão de resíduos sólidos urbanos, impactando diretamente a qualidade de vida da população.
“O Programa ES Inteligente nasce com esse propósito: ser o aliado estratégico em infraestrutura dos municípios capixabas. Por meio de projetos importantes, o ES Inteligente viabiliza investimentos em áreas essenciais como iluminação pública, energia limpa, conectividade, segurança, inovação e sustentabilidade. Com esse Programa facilitamos a modernização da gestão pública e a melhoria dos serviços à população com segurança jurídica, eficiência técnica e equilíbrio econômico”, ressalta Vilker Zucolotto. Como resultado da visita e apresentação das transformações promovidas pela iniciativa, o município manifestou interesse em aderir ao Programa. O próximo passo será a realização de estudos técnicos e análises que viabilizem a adesão de Marilândia.