Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Dívida bruta está em 76,2% do PIB.   FOTO AGÊNCIA BRASIL

As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado do déficit do Governo Central. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 18,973 bilhões no segundo mês de 2025.

O valor, entretanto, é menor que o resultado negativo de R$ 48,692 bilhões registrado no mesmo mês de 2024. Na comparação interanual, houve melhora nas contas públicas também em razão da melhora nas contas do Governo Central, que inclui Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional, ainda que continue com déficit. A redução se deve, basicamente, pelo aumento das receitas e queda das despesas.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do ano, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 85,122 bilhões. Em 12 meses – encerrados em fevereiro – as contas acumulam o resultado negativo de R$ 15,885 bilhões, o que corresponde a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

Esferas de governo

Em fevereiro último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 28,517 bilhões ante resultado negativo de R$ 57,821 bilhões em fevereiro de 2024. O montante do déficit difere do resultado divulgado no último dia 27 de março pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 31,7 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais registraram superávit no mês de fevereiro de R$ 6,633 bilhões, ante superávit de R$ 7,486 bilhões em fevereiro do ano passado. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 2,611 bilhões em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2024, houve superávit de R$ 1,160 bilhão para esses entes.

Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 9,244 bilhões em fevereiro passado contra resultado negativo de R$ 8,646 bilhões no mesmo mês de 2024.

Da mesma forma, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para redução do déficit das contas públicas, com o resultado positivo de R$ 299 milhões em fevereiro de 2024. No mesmo mês do ano passado, o déficit foi de R$ 483 milhões.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 78,253 bilhões em fevereiro deste ano, um aumento em relação aos R$ 65,166 bilhões registrados em fevereiro de 2024. De janeiro para fevereiro, também houve uma alta significativa. No primeiro mês do ano, os gastos com juros foram de R$ 40,358 bilhões.

De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Mas no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a piora da conta de juros em setembro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em fevereiro de 2024, a conta de juros do Banco Central ficou positiva em R$ 6,021 bilhões, enquanto em janeiro e fevereiro deste ano os saldos foram negativos em R$ 28,981 bilhões e R$ 1,127 bilhão, respectivamente.

Também contribuíram para o aumento dos gastos com juros o aumento da taxa básica de juros, a Selic, o maior número de dias úteis e o próprio crescimento da dívida no período.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 97,226 bilhões contra o resultado negativo de R$ 113,858 bilhões em igual mês de 2024.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 939,839 bilhões, ou 7,91% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,296 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 61,4% do PIB. Em janeiro, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1% (R$ 7,220 trilhões).

No mês de fevereiro deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,045 trilhões ou 76,2%, com aumento em relação ao mês anterior, em termos de percentual do PIB (R$ 8,939 trilhões ou 75,7% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Raoni recebe medalha de Lula e alerta sobre exploração de petróleo

Raoni recebe medalha de Lula e alerta sobre exploração de petróleo

Líder indígena citou advertência espiritual sobre riscos ambientais. foto RICARDO STUCKERT / PR

Em uma visita histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta sexta-feira (4), na Aldeia Piaraçu, Terra Indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, com o cacique Raoni Metuktire, do Povo Kaiapó, uma das mais importantes e reconhecidas lideranças indígenas do planeta. Na ocasião, o presidente condecorou Raoni, que tem 93 anos, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, maior honraria do Estado brasileiro, em reconhecimento às realizações do líder indígena em favor dos povos originários e da proteção do meio ambiente.

“Raoni é uma liderança que inspira paz, sabedoria ancestral e profundo conhecimento sobre as necessidades da terra e a relação do homem com a natureza. Por isso mesmo, atrai atenção e apreço de tanta gente em todo mundo, anônimos, intelectuais, celebridades nacionais e internacionais”, afirmou Lula.

O presidente se reuniu com Raoni e outros caciques indígenas de diferentes etnias que também vivem no Parque Nacional do Xingu.

“Hoje é um dia de homenagem, mas também de escuta das demandas de vocês e encaminhamento das soluções. Somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seus direitos e trabalha dia e noite, noite e dia, para que eles sejam assegurados”, acrescentou o presidente.

Em seu discurso, cacique Raoni enalteceu o compromisso de Lula com os povos indígenas e pediu que o presidente trabalhe um sucessor que dê continuidade às políticas indigenistas do governo.

“Eu quero pedir para o senhor pensar no seu sucessor, que tem que ser o próximo presidente, para continuar sua forma de trabalho, e defender nossos indígenas e territórios”, afirmou.

Raoni também aproveitou a oportunidade para criticar a possibilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial, região marítima do estado do Amapá a 550 quilômetros da Foz do Rio Amazonas.

Como pajé, Raoni falou sobre advertência espiritual que tem recebido acerca dos riscos da exploração. A iniciativa na Marquem Equatorial é criticada por ambientalistas e indígenas, mas conta com autorizações preliminares do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em favor da Petrobras.

“Eu estou sabendo que lá na Foz do Rio Amazonas, o senhor está pensando no petróleo debaixo do fundo do mar. Eu penso que não [é adequado]. Essas coisas, na forma como estão, garantem que a gente tenha o meio ambiente e a Terra com menos poluição e menos aquecimento. Se isso acontecer [exploração do petróleo], eu sou pajé também, eu já tive contato com espíritos que sabem do risco que a gente tem de continuar trabalhando dessa forma, de destruir, destruir e destruir, com consequências muito grandes que não conseguiremos parar”, alertou.

Também presente ao evento na Aldeia Piaraçu, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, destacou que o atual governo assinou 13 decretações de terras indígenas e emitiu 11 novas portarias declaratórias, avançando em procedimentos de demarcação.

“Nós estamos fazendo um trabalho de fazer as pessoas entenderem o papel que os povos indígenas e seus territórios exercem para o Brasil e para o mundo. Por isso, a gente segue com a nossa bandeira de luta maior, que é a demarcação das terras indígenas”, afirmou.

O convite para a visita ao território foi feito no mês passado, quando o presidente recebeu lideranças da região no Palácio da Alvorada.

O Parque Nacional Indígena do Xingu ocupa uma área de mais de 2,6 milhões de hectares, em uma zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde vivem mais de 5,5 mil indígenas de diferentes etnias e territórios: Yawalapiti, Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai e Yudja.  fonte PEDRO RAFAEL VILELA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Impactos das medidas tarifárias impostas pelos EUA

Impactos das medidas tarifárias impostas pelos EUA

Paulo Baraona, presidente da Findes – foto Renan Donato-Findes. foto findes

O anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas adicionais de 10% sobre produtos brasileiros, precisa ser visto com cautela. Apesar de o Brasil estar entre os países com menor sobretaxa apresentada, ainda assim a medida protecionista, que começa a valer no próximo sábado (05), pode impactar em algum nível a competividade das exportações capixabas e nacionais.  

A relação comercial do Brasil com os EUA sempre foi baseada no diálogo permanente e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam que é preciso que ela continue dessa forma. Neste momento, o Observatório Findes, centro de estudos e inteligência de dados da Federação, vem estudando os reflexos que a medida pode ter sobre o setor produtivo capixaba. 

Os EUA são o segundo principal destino das exportações brasileiras e o primeiro no caso das capixabas, representando 28,5% de todas as exportações do Estado. Além disso, enquanto no Brasil a balança comercial é favorável para os Estados Unidos, no caso do Espírito Santo, ela é positiva para o Estado: US$ 3,06 bilhões em exportações versus US$ 2,05 bilhões em importações. 

Os principais setores do Espírito Santo que exportam para o mercado dos Estados Unidos, e que consequentemente têm maiores chances de algum impacto a partir da medida, são: aço (1º lugar na pauta exportadora capixaba para os EUA), rochas ornamentais (2º), papel e celulose (3º), minério (4º) e café (5º). 

Uma vez que a taxação encarece os produtos importados pelos consumidores dos EUA, a medida do presidente Trump pode desestimular, parcialmente, as vendas da indústria e da agropecuária capixabas para este destino. Entretanto, se a indústria dos Estados Unidos não for suficiente para suprir a demanda local, os produtos do Brasil e, consequentemente do Espírito Santo, ao terem a incidência da taxação mínima, poderão ter alguma competitividade frente aos produtos de países com taxação mais elevada, como é o caso da China, da Índia, do Vietnã e da Indonésia. 

Entre os 20 países que os EUA mais compram no comércio internacional, de acordo com dados de 2024, o aumento de 10% esteve concentrado em três deles: Reino Unido, Singapura e Brasil. O restante do grupo teve reajustes acima dos 24%. 

A Findes reafirma que o aprofundamento do diálogo continua sendo a melhor saída. A Federação entende que o governo brasileiro deve continuar negociando com o presidente Donald Trump e sua equipe em busca de soluções que melhor atendam ambas as nações, principalmente no caso do aço e do alumínio, para os quais as tarifas anteriores de 25% estão mantidas. 

Acreditamos que a busca por soluções que alinhem os interesses dos dois governos e do setor produtivo de ambos os países seja fundamental para que o Brasil tenha uma agenda de facilitação do comércio e para que a abertura de novos mercados dentro dos EUA aconteça. Seguiremos atentos a novas medidas que possam ser anunciadas. 

Paulo Baraona

Presidente da Findes

INSS: 13º antecipado injetará R$ 73,3 bi na economia; veja calendário

INSS: 13º antecipado injetará R$ 73,3 bi na economia; veja calendário

Pagamento para quem ganha um salário mínimo começa no próximo dia 24. Marcelo Casal AGÊNCIA BRASIL

A antecipação do décimo terceiro para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) injetará R$ 73,3 bilhões na economia, divulgou nesta quinta-feira (3) o Ministério da Previdência Social. O pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas.

A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento que apresentou o balanço do governo até agora. 

Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. No ano passado, o pagamento ocorreu em abril e maio, como neste ano. 

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro estarão em breve disponíveis no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets. A consulta também pode ser feita pelo site do Instituto.

Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Confira as datas de pagamento das parcelas do décimo terceiro salário

Quem ganha o salário mínimo:

Final do NISPrimeira ParcelaSegunda Parcela
124 de abril26 de maio
225 de abril27 de maio
328 de abril28 de maio
429 de abril29 de maio
530 de abril30 de maio
62 de maio2 de junho
75 de maio3 de junho
86 de maio4 de junho
97 de maio5 de junho
08 de maio6 de junho

Quem recebe mais que o salário mínimo:

Final do NISPrimeira parcelaSegunda parcela
1 e 62 de maio2 de junho
2 e 75 de maio3 de junho
3 e 86 de maio4 de junho
4 e 97 de maio5 de junho
5 e 08 de maio6 de junho
Fonte: INSS

Perfil

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.518). Outros 11,98 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista

Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista

Segundo professor, acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado. Foto: Reprodução-AGÊNCIA BRASIL

A sobretaxação dos Estados de Unidos de 10% sobre os produtos brasileiros pode representar uma oportunidade de ganhos de mercado para o Brasil se o país souber negociar com outros parceiros comerciais. A avaliação é do economista e professor da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Adalmir Marquetti.

Em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasil, ele defendeu a urgência da aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

“O processo de negociação é um ponto importante a ser levado. Tem que tentar uma retaliação em alguns produtos, mas também tem que haver uma negociação com outros países. Acho a viagem do presidente Lula para o Japão e para o Vietnã importante no sentido de buscar novos parceiros comerciais, de intensificar nossas relações com esses países que estão crescendo, estão se tornando importantes na economia mundial”, disse o professor.

Para Marquetti, o acordo Mercosul–UE tem importância estratégica para amenizar o impacto da decisão do governo de Donald Trump. Segundo ele, o acordo não beneficiará apenas a balança comercial (exportação e importação de bens), mas também a balança de serviços, em que o Brasil importa muito mais do que exporta e consome cerca de 40% do superávit comercial.

“Certamente, [a sobretaxação de Trump] abre um espaço de negociação e de busca de novos parceiros comerciais. Inclusive o acordo do Mercosul com a União Europeia, esse é o momento de implementar. Esse acordo, de buscar as novas parcerias do Brasil que envolvam tanto a balança de bens e de serviços. Temos uma balança comercial bastante positiva, mas a nossa balança de serviços, no caso brasileiro, é negativa”, disse o professor.

Marquetti lembrou que a decisão dos Estados Unidos abrange apenas as importações de bens, não de serviços. Isso porque o país é um dos maiores exportadores de serviços do planeta, principalmente de serviços tecnológicos e audiovisuais.

O professor disse ainda que o Brasil, como a sétima ou a oitava maior economia do planeta (dependendo da medição), tem espaço para ocupar o mercado mundial à medida que outros países retaliarem os Estados Unidos.

Ele, no entanto, recomenda que o processo não ocorra apenas com produtos agrícolas e minerais, mas abranja produtos de maior valor agregado.

“O Brasil tem um espaço para ocupar o mercado mundial, inclusive o espaço que os outros países, ao responderem aos Estados Unidos, deixarem de comprar. No caso da China, os chineses já estão comprando mais produtos agrícolas brasileiros. E aqui tem um ponto importante: como a gente pode aproveitar essa crise mundial, com origem nas tarifas nos Estados Unidos, para melhorar a nossa pauta de exportação? Para a gente, exportar também mais produtos industriais e com maior valor adicionado na economia nacional”, concluiu.

Reciprocidade comercial

Após o anúncio de Trump, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos do Brasil no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O governo brasileiro não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço, informaram os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, a prioridade neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos. Fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL*

9 Ferramentas e técnicas para evitar contratações erradas

9 Ferramentas e técnicas para evitar contratações erradas

Algumas estratégias durante o recrutamento podem ajudar a reduzir falhas na contratação e formar uma equipe mais estável na empresa. Foto: Reprodução/Freepik

A insatisfação com novas contratações é uma realidade comum em muitas empresas brasileiras. Os erros nos processos seletivos ainda são um desafio, mas podem ser reduzidos com novas abordagens.

Um levantamento da Robert Half revelou que cerca de 40% dos líderes empresariais no Brasil já realizaram ao menos uma contratação equivocada, fator que contribui para a alta rotatividade no país, o maior do mundo nesse aspecto.

Diante desse cenário, é importante adotar técnicas que auxiliem na escolha dos profissionais mais adequados, garantindo uma equipe bem integrada e adaptada à rotina corporativa.

Principais fatores que levam a erros na contratação

A pesquisa também identificou os equívocos mais comuns cometidos pelos líderes durante a seleção de candidatos. Entre os principais, destacam-se:

  • Focar apenas nas habilidades técnicas e não considerar as comportamentais(68%);
  • Conduzir o processo seletivo com pressa, sem a devida análise dos candidatos (65%);
  • Escolher candidatos que não atendem aos requisitos da vaga (54%);
  • Priorizar qualidades emocionais e deixar de lado as competências técnicas, o que também pode levar a erros (50%);
  • Avaliar de forma inadequada referências e experiências em outros empregos (49%).

Nesse sentido, a maioria desses problemas pode ser evitada com um recrutamento bem estruturado, que leve em conta tanto as competências técnicas quanto os aspectos comportamentais.

Técnicas para evitar erros na contratação

Para tornar o processo seletivo mais eficaz, vale a pena seguir essas práticas para avaliar todos os aspectos necessários dos candidatos. Seguir estratégias bem definidas pode ajudar a evitar contratações equivocadas e fortalecer a equipe.

Faça um recrutamento inteligente

O recrutamento com inteligência comportamental dá atenção igual às qualidades técnicas e comportamentais do candidato. Dessa forma, a empresa consegue avaliar melhor o alinhamento com a cultura organizacional, no que diz respeito a valores e crenças.

Ao levar em conta a personalidade e os valores do candidato, a empresa diminui erros no processo seletivo e aumenta as chances de reter talentos, pois contrata profissionais competentes e totalmente adaptados à rotina.

Tenha um perfil bem definido para a vaga

Antes de iniciar o processo, o RH precisa ter clareza sobre o perfil ideal para a posição. Isso inclui definir requisitos técnicos, competências comportamentais e alinhamento com a rotina da empresa.

Um erro comum é focar apenas na experiência, sem considerar aspectos como capacidade de adaptação e colaboração. Essa etapa auxilia na filtragem de candidatos e aumenta as chances de encontrar um profissional compatível com as expectativas.

Seja claro na descrição da vaga

Uma descrição de vaga detalhada e transparente ajuda a atrair candidatos mais alinhados ao cargo. Informar apenas requisitos genéricos pode resultar na seleção de profissionais inadequados.

Dessa forma, uma dica é definir responsabilidades, requisitos, benefícios e diferenciais da posição. Além disso, é recomendável incluir detalhes sobre o ambiente de trabalho, modelo de contratação e possibilidades de crescimento na empresa.

Dê atenção para as entrevistas

As entrevistas são uma etapa essencial no processo seletivo, pois permitem avaliar além do currículo. Para isso, é necessário elaborar perguntas que explorem tanto as competências técnicas quanto as habilidades comportamentais do candidato.

Entender a trajetória profissional, desafios enfrentados e expectativas futuras ajuda a analisar se o perfil está alinhado. O recrutador deve conduzir a entrevista de maneira estruturada, garantindo que todos os candidatos sejam avaliados com os mesmos critérios.

Faça o processo com uma visão neutra

Os recrutadores precisam estar atentos para evitar  preferências pessoais ou estereótipos durante a escolha. Criar uma estrutura de avaliação objetiva, com critérios bem definidos, ajuda a minimizar interferências subjetivas.

Aplicar testes padronizados e contar com mais de um avaliador nas entrevistas são estratégias que reduzem esse tipo de viés. A diversidade dentro da equipe de recrutamento também colabora para um processo mais equilibrado.

Tenha foco nas soft skills

As habilidades comportamentais são tão importantes quanto as técnicas na escolha de um profissional. Comunicação, inteligência emocional, trabalho em equipe e capacidade de resolução de problemas são aspectos que podem ser considerados.

Muitas empresas erram ao priorizar apenas conhecimentos técnicos, sem avaliar como o candidato se encaixa na equipe. Testes de personalidade, dinâmicas de grupo e entrevistas estruturadas ajudam a identificar essas competências.

Tenha um programa de integração

Um programa de integração bem estruturado reduz o tempo de aprendizado e melhora o engajamento do profissional. Apresentar a cultura da empresa, seus valores e expectativas logo nos primeiros dias facilita a adaptação.

Além disso, a criação de um plano de acompanhamento permite identificar dificuldades e oferecer suporte adequado. Envolver a equipe nesse processo torna a recepção mais acolhedora e eficiente, com treinamentos iniciais para esclarecer dúvidas.

Aproveite testes e métricas

O uso de métricas no processo seletivo permite decisões mais embasadas. Além disso, avaliações técnicas e comportamentais ajudam a medir o potencial dos candidatos de maneira objetiva.

Ferramentas de análise de perfil e testes de aptidão são exemplos para garantir uma triagem mais precisa. Monitorar esses dados também possibilita identificar padrões de sucesso em contratações anteriores.

Não tenha pressa

A pressa no processo seletivo pode resultar em contratações inadequadas. Dedicar tempo suficiente para avaliar os candidatos reduz o risco de erros, e contratar por urgência pode levar à escolha de profissionais desalinhados com as necessidades da empresa.

O ideal é seguir todas as etapas do processo seletivo com atenção e critério. Análises superficiais afetam a qualidade da contratação e aumentam a taxa de turnover. Além disso, a pressa pode fazer com que pontos importantes sejam negligenciados.

Com essas estratégias, é possível reduzir bastante a rotatividade da equipe. Além de aumentar a produtividade, a retenção de talentos contribui para o orçamento da empresa e cria um ambiente mais engajado a longo prazo. Fonte jornalista Alan Santana

Volkswagen do Brasil inicia importações pelos portos do Espírito Santo

Volkswagen do Brasil inicia importações pelos portos do Espírito Santo

Volkswagen do Brasil, que passa a fazer suas importações pelo nosso Espírito Santo. foto portal do portuário

A Volkswagen do Brasil é mais uma gigante do setor automotivo a utilizar a infraestrutura portuária do Espírito Santo para importar veículos ao mercado brasileiro. A primeira operação foi realizada nesta segunda-feira (31), pelo Porto de Vila Velha, com o desembarque de 32 unidades do SUVW Taos vindas da unidade Volkswagen de General Pacheco, na Argentina. O próximo desembarque está previsto para maio, também do modelo Taos.

“A vinda de uma grande empresa como a Volkswagen do Brasil, que passa a fazer suas importações pelo nosso Espírito Santo, é fruto da capacidade empreendedora, da vocação, da nossa infraestrutura portuária e da expertise que nós desenvolvemos para o comércio exterior. Temos um bom ambiente de negócios, com regras claras, segurança jurídica e previsibilidade. Um conjunto de instrumentos consolidados de um governo organizado à disposição do mercado, que traz muita competitividade à operação capixaba”, afirmou o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, que acompanhou o desembarque dos veículos.

Ele prosseguiu: “Esse cenário é muito bem avaliado pelo setor empreendedor e empresarial. Aliando isso à estrutura portuária, à eficiência também dos portos secos, que fazem a distribuição desses veículos para todo o Brasil, e à qualidade da mão de obra do trabalhador capixaba, impulsionamos a importação de veículos, atividade que cresce e continua se expandindo.”

Em 2024, a Volkswagen do Brasil importou 33.597 unidades, que representam crescimento de 22% em relação ao volume importado em 2023 (27.530). A Argentina é o principal parceiro e representou 86% das importações da Volkswagen do Brasil em 2024, com o SUVW Taos (21.594 unidades) e a picape Amarok (7.386), ambos fabricados em General Pacheco. Os demais modelos importados vieram de Puebla, no México: o sedã Jetta (2.633) e o SUVW Tiguan Allpace (1.984).

“A Volkswagen do Brasil é a maior fabricante de automóveis do País, com mais de 25,8 milhões de unidades produzidas. Além do volume fabricado localmente, as importações também são estratégicas para os negócios da marca, contribuindo para que o nosso portfólio seja o mais completo do mercado. O início das operações no Porto de Vitória (ES) é motivo de muito orgulho para a Volkswagen, que amplia sua estratégia logística no País para atender os VW Lovers com ainda mais agilidade e eficiência. Vitória será a porta de entrada de modelos importantes, incluindo volumes do Novo Jetta GLI, produzido no México, que chegará em 2025 ao mercado brasileiro como um dos lançamentos fundamentais da nova ofensiva de 16 lançamentos até 2028”, disse o diretor de Logística da Volkswagen na Região SAM (América do Sul), Fábio Freccia.

O secretário de Estado de Desenvolvimento, Sergio Vidigal, destacou a relevância do desembarque destes veículos. “A chegada deles pelo Espírito Santo é um reconhecimento da nossa infraestrutura e eficiência logística, o que abre portas para novas operações, fortalece a economia capixaba e gera empregos diretos e indiretos no setor portuário e de transportes”, comentou.

“O início das importações da Volkswagen do Brasil pelo Porto de Vitória representa um importante avanço nas operações da marca pela costa brasileira, consolidando um modelo logístico ainda mais eficiente e sustentável. Com a ampliação estratégica das operações portuárias, a Volkswagen aumenta sua capacidade de distribuição, impulsionando o desenvolvimento regional e fortalecendo sua presença no mercado nacional”, declarou o supervisor de Logística da Volkswagen do Brasil, Ricardo Trindade.

Além disso, a chegada dos veículos pelo Espírito Santo traz impactos positivos à estratégia logística nacional da marca, reduzindo a necessidade de longos trajetos terrestres para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia.

“Em um país do tamanho do Brasil, com dimensões continentais, a questão logística é fundamental para qualquer empresa e ter parceiros em Estados estratégicos, como o Espírito Santo, é muito importante à medida em que há uma descentralização das operações da Volkswagen no Brasil em termos de distribuição de veículos. A nova operação beneficia todos os players: o Estado e a economia local, a Volkswagen e os nossos clientes”, afirma Luiz Ricardo de Medeiros Santiago, diretor executivo de Relações Governamentais da Volkswagen do Brasil.

A Volkswagen do Brasil também atua nos Portos de Santos-SP (exportação), Paranaguá-PR (importação e exportação) e Suape-PE (importação). No Porto de Paranaguá, por exemplo, o Grupo Volkswagen é responsável pela operação de um terminal. Em 2024, a Volkswagen movimentou 46.126 veículos, somando exportação e importação, no porto paranaense. Esse volume representou 43,79% das operações de veículos do porto no ano.

Espírito Santo lidera importações no Brasil

Desde o início dos anos 1990 o Espírito Santo se destaca na importação de veículos e, atualmente, é o maior importador de veículos do Brasil. Em 2024 a movimentação apresentou um crescimento recorde com a chegada dos eletrificados vindos da China. Somente em fevereiro de 2025, a chinesa BYD desembarcou 5.524 carros elétricos e híbridos em Portocel, em Aracruz.

(Com informações da Volkswagen do Brasil)- Fonte Léo Júnior Governo/ES

Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano

Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano

No ano passado, cada residência jogou fora 44kg de roupas e calçados – foto Guia Jeans Wear

Cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartados a cada ano pelos domicílios brasileiros. Só no ano passado, cada residência do país descartou em torno de 44 quilos de roupas e calçados. 

O dado foi divulgado pela consultoria internacional S2F Partners, um hub de inteligência especializada em gestão de resíduos e economia circular.

“Ao contrário de outros segmentos que estão encaminhados no processo da coleta seletiva, o setor têxtil precisa incorporar alguma iniciativa nesse sentido”, diz Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) para temas de resíduos.

Há ainda muitos desafios diante das características desse tipo de resíduo, como o tempo de decomposição de alguns tecidos, que podem levar de cinco a dez anos, e outros que podem demorar centenas de anos para se decompor”, explica. 

Considerando o universo total de descartes, cada brasileiro jogou fora cerca de 382 quilos de materiais em 2023, sendo que a maior parte desses resíduos eram de fração orgânica (45,3%), seguido pelo de resíduos secos (33,6%). Os resíduos têxteis, couros e borrachas representaram 5,6% desse total, somando cerca de 4,6 milhões de toneladas no ano.

Atualmente se estima que o setor têxtil seja responsável por entre 2% e 8% das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo e consuma cerca de 215 trilhões de litros de água de por ano, o que equivale a cerca de 86 milhões de piscinas olímpicas. 

Segundo Silva Filho, a chamada fast fashion, que é a produção em larga escala de roupas com preços baixos e rápida rotatividade, está levando as pessoas a comprar mais, mas usar por menos tempo, com um custo de US$ 460 bilhões por ano. 

“Quando se observa a quantidade de resíduo têxtil descartado nos lares, acende-se a luz vermelha de que é necessário pensar em ações prioritárias de sustentabilidade na linha de produção e no mundo da moda, agregando materiais e processos com mais possibilidades de estender a vida útil e viabilizar o reaproveitamento, mas também uma forma de consumir de forma mais consciente, assim como atuação do poder público de forma a regular o descarte correto desses materiais, sempre com a tentativa máxima de reutilização”, acrescentou o membro do conselho da ONU. AGÊNCIA BRASIL

Arrecadação do Espírito Santo cresce 12,8% em um ano

Arrecadação do Espírito Santo cresce 12,8% em um ano

Benicio Costa ainda destacou o aumento dos investimentos realizados com recursos do tesouro / Foto: Lucas S. Costa

Um crescimento nominal de 12,8% da receita total líquida do Estado de 2023 para 2024. Foi com esse dado que o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Suzana Costa, iniciou a sua prestação de contas à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Ales), relativa ao terceiro quadrimestre do ano passado, nesta segunda-feira (31). O destaque da receita de R$ 29,2 bilhões fica para a arrecadação de ICMS no período, que foi de R$ 20,8 bilhões.

Fotos da audiência pública

O gestor ressaltou que esse crescimento nominal é um dos maiores do país, colocando o Espírito Santo como referência em responsabilidade fiscal no Brasil. “O Estado do Espírito Santo segue firme no rumo da solidez fiscal. São números sólidos, que fazem com que o nosso Estado, hoje, seja referência nacional em finanças públicas, na parte fiscal”, destacou o convidado.

Despesas

A despesa total do Estado acompanhou o crescimento da receita e teve alta de 12,9% no período analisado, alcançando a quantia de R$ 28,3 bilhões. A maior parte dessa despesa foi gasta com pessoal e encargos, totalizando pouco mais de R$ 12 bilhões. Os gastos com investimentos foram da ordem de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em 2024.

Apesar do gasto com pessoal ser de 36,05% da receita corrente líquida, ele ainda está bem abaixo do limite prudencial que é de 46,55%. “Nós podemos ver que o Estado do Espírito Santo segue equilibrado do ponto de vista do gasto com pessoal. Nós tivemos em 2024 um decréscimo, uma economia com gasto de pessoal. Nós saímos de 38,9% da receita corrente líquida em 2023 para 36,05% em 2024”, afirmou. 

Superávit

Quando analisado o resultado nominal da economia do Estado, ou seja, somado o valor das receitas e subtraído o valor das despesas (incluídas as despesas com juros), o Executivo performou bem, superando a meta, que era de um déficit nominal de R$ 3,7 bilhões, apresentando um superávit nominal de pouco mais de R$ 1 bilhão. “Nós tivemos superávit em todas as classificações de resultado do nosso Estado: primário, nominal e orçamentário”, pontuou.

Dívida

A dívida consolidada líquida do Estado também apresentou bons resultados no recorte apresentado pelo secretário. De 2018 até 2024 a dívida teve resultado negativo de -9,76% da receita líquida do Estado. “Só para ressaltar, o limite da dívida dos estados é de até 200% da receita corrente líquida. O estado do Espírito Santo tem crescimento negativo, então isso é algo inédito no país”, avaliou Benicio Suzana Costa. 

“Isso mostra muito a nossa capacidade de investimento, porque o Estado não precisa fazer dívida para poder cumprir suas obrigações, principalmente para realizar seus investimentos. Isso aqui prova que o estado do Espírito Santo tem feito bem o dever de casa e tem feito investimentos com recursos do caixa do tesouro, sem precisar pegar empréstimo, sem ter de contrair dívida”, complementou.

Investimentos

O gráfico de investimentos apresentado pelo gestor também mostra um crescimento significativo, especialmente quando observado a partir de 2022. Em 2021 o Estado investiu R$ 2,29 bilhões, subindo para R$ 4,05 bilhões em 2022, R$ 4,22 bilhões em 2023 e fechando 2024 com R$ 4,5 bilhões.

“Durante os últimos três anos conseguimos manter essa margem superior a R$ 4 bilhões. Vale ressaltar que esses são investimentos feitos com o caixa do tesouro”, explicou.

Metas constitucionais

O Estado também cumpriu a meta constitucional de investimentos na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Médio (MDE), que era de R$ 5,2 bilhões, sendo que o Executivo investiu R$ 5,4 bilhões. O Estado também superou o limite mínimo constitucional de investimento na remuneração dos profissionais da educação básica, investindo um total de R$ 1,4 bilhão. Em relação às ações e serviços básicos de saúde, o Executivo investiu R$ 3,2 bilhões, superando também o limite mínimo de R$ 2,5 bilhões.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente do colegiado, deputado João Coser (PT) e contou também com a participação dos deputados Mazinho dos Anjos (PSDB), Adilson Espindula (PSD), José Esmeraldo (PDT) e Toninho da Emater (PSB).

Prestação de contas

A prestação de contas é prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000). Conforme o parágrafo 4º do artigo 9º, o secretário de Estado da Fazenda deve comparecer às casas legislativas para falar sobre o cumprimento das metas fiscais e a trajetória da dívida até o final de maio, setembro e fevereiro – o mesmo vale para o ministro da Fazenda no Congresso Nacional. Por João Caetano Vargas, com edição de Nicolle Expósito  – ales

Sérgio Vidigal:  Governo do Estado quer criar condições favoráveis para novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento do ES

Sérgio Vidigal:  Governo do Estado quer criar condições favoráveis para novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento do ES

Secretário de Estado de Desenvolvimento, Sérgio Vidigal. Foto: Hélio Filho/Secom

O secretário Sérgio Vidigal assumiu a pasta no lugar de vice-governador Ricardo Ferraço,  (hoje governador em exercício) que esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) desde o início da atual gestão e agora passará a se dedicar exclusivamente às atribuições do cargo de vice. O novo secretário foi vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito da Serra por três mandatos.

A vinda de Sérgio Vidigal traz um aspecto ainda mais relevante para o Governo do Estado pela sua experiência e pelo o que ele já fez na Serra como prefeito. Vidigal reafirmou seu compromisso em fomentar um ambiente favorável ao crescimento econômico, à inovação e à geração de empregos no Estado.

A Sedes é um órgão de natureza substantiva e tem por finalidade propor e implantar projetos que direcionem o desenvolvimento da economia capixaba; fortalecer a economia e a ampliação da renda per capita; coordenar estudos e ações voltados para a elevação do grau de produtividade, competitividade e da qualidade dos bens e dos serviços produzidos no Estado.

Entrevista

afolhaonline.com –  Como o secretário pretende levar mais investimento para o interior do ES?

Secretário Sérgio Vidigal –  O secretário pretende levar mais investimentos para o interior do Espírito Santo fortalecendo a economia capixaba por meio de um trabalho conjunto entre governo, prefeituras e setor empresarial. A estratégia inclui um diálogo aberto e permanente para identificar oportunidades e desafios específicos de cada município. Entre as medidas estão a melhoria da infraestrutura, o adensamento das cadeias produtivas locais, o fomento à inovação e sustentabilidade e a capacitação da mão de obra, garantindo um crescimento econômico sólido e equilibrado em todo o estado.

afolhaonline.com´-  Agenda do desenvolvimento dos municípios do interior será debatida com as classes empresariais?

Secretário Sérgio Vidigal –  Sim, a agenda de desenvolvimento dos municípios do interior será debatida por meio de um diálogo aberto com o setor produtivo, prefeituras e instituições, garantindo que as demandas locais sejam ouvidas e atendidas. O objetivo é fortalecer um bom ambiente de negócios, criando condições favoráveis para novos investimentos e impulsionando o desenvolvimento regional de forma sustentável e integrada.

afolhaonline.com  –  Quais os principais desafios para o governo do ES ao levar desenvolvimento para os municípios e para os empresários?

Secretário Sérgio Vidigal – Os principais desafios para o desenvolvimento do Espírito Santo incluem melhorar a infraestrutura, investir na qualificação da mão de obra e reduzir a burocracia para fortalecer o ambiente de negócios. Além disso, é essencial garantir facilidade de financiamento, promover a sustentabilidade e reforçar a segurança pública, criando condições favoráveis ao crescimento econômico e social.

Fala do secretário: “O Governo do ES tem uma das mais robustas estruturas de incentivos para atrair e fomentar investimentos privados. E uma das metas perseguidas nos últimos anos é justamente a descentralização dos investimentos. Estamos falando dos incentivos fiscais estaduais, o Investe, o Compete, o Gerar. E também de linhas de financiamento com taxas competitivas, sobretudo para a Região Sul. Mas há também os investimentos públicos. Os 78 municípios, sem exceção, recebem significativos investimentos do governo do estado, seja em infraestrutura, assistência social, educação, inovação, etc. Temos uma inovação institucional que é o Fundo Cidades Mudanças Climáticas, dedicado a apoiar projetos dos municípios. O principal desafio, portanto, é fortalecer cada vez mais as gestões públicas municipais. De forma a termos um padrão cada vez melhor, independente do tamanho de cada município, de elaboração de projetos estruturantes e transformadores. E fortalecer ainda mais, o que já é um patrimônio capixaba, o diálogo permanente com a iniciativa privada e o empreendedorismo de todos os recantos de nosso estado”.

Sérgio Vidigal tomou posse como novo secretário de Estado de Desenvolvimento em solenidade realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. Participaram da solenidade autoridades estaduais, entre elas, o governador Renato Casagrande, vice-governador Ricardo Ferraço e representantes do setor produtivo. Foto: Hélio Filho/Secom