Bagaço de cana vira embalagem ecológica para equipamentos eletrônicos

Bagaço de cana vira embalagem ecológica para equipamentos eletrônicos

Promessa é de segurança sem comprometer o meio ambiente

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo, material produzido pela combustão incompleta de matéria vegetal, como carvão e alcatrão de carvão, ou produtos petrolíferos.

O material promete aumentar a segurança e reduzir danos por descargas eletrostáticas de dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips, semicondutores e outros componentes eletrônicos. Com alto valor, estes itens estão presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis.

Chamado de criogel condutivo, o produto, além de garantir segurança, não compromete o meio ambiente. A ideia é a que o criogel condutivo substitua o produto plástico, altamente poluente.

“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, explica a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.

A pesquisa do CNPEM que resultou no produto, publicada na revista Advanced Sustainable Systems, foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Além de Juliana, o estudo é assinado pelas pesquisadoras Gabriele Polezi, Elisa Ferreira, e pelo pesquisador Diego Nascimento, todos do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM. 

O produto não tem similares no mercado e já teve a patente depositada. O CNPEM buscará, por meio de Assessoria de Inovação, parcerias com empresas dispostas a investir na produção em escala industrial.

Segundo a pesquisadora, o material tem estrutura leve e porosa, com alta resistência mecânica e propriedades que dificultam a propagação de chamas.

“Sua capacidade de conduzir eletricidade pode ser ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis”.

De acordo com os pesquisadores, os custos de produção ainda não foram precificados, mas o criogel condutivo traz uma série de vantagens ambientais e competitivas, como a maior resistência ao fogo, versatilidade e o uso de matérias-primas abundantes.

“A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo é usado na produção de pneus e na indústria – chineses e egípcios antigos já usavam o pó preto para pinturas de murais e impressão”. fonte

Pesquisa apresenta diagnóstico da produção e do processamento de uva no Espírito Santo

Pesquisa apresenta diagnóstico da produção e do processamento de uva no Espírito Santo

A pesquisa ouviu 86 produtores de uva dos municípios de Santa Teresa, Alfredo Chaves, Domingos Martins, Vargem Alta e Vendo Nova do Imigrante. foto incaper

Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) traçaram um panorama inédito sobre a produção e o processamento de uvas no Espírito Santo, oitavo maior produtor da fruta no Brasil. O levantamento identificou que apenas 26,16% da produção estadual de uvas é processada em agroindústrias, o que evidencia o potencial para desenvolvimento e expansão dessa atividade no Estado. 

A pesquisa ouviu 86 produtores de uva dos municípios de Santa Teresa, Alfredo Chaves, Domingos Martins, Vargem Alta e Vendo Nova do Imigrante. A produção da fruta nestes municípios representou 57,3% do total do Estado. 

Na atividade, predominam agricultores familiares, sendo que 70,9% dos produtores de uva entrevistados utilizam até 0,5 hectares para o cultivo do fruto e 23,3% entre 0,5 a 1,5 hectares. A produtividade média da uva foi de 16.930 quilos por hectare (kg/ha).

Dentre as cultivares citadas, destacam-se a Niagara Rosada, a Izabel Precoce, a Carmem, a Vitória e a Bordô. A cultivar Niágara Rosada foi a mais citada pelos produtores entrevistados e representou 35,37% do volume de produção amostrado. O rendimento médio da ‘Niagara Rosada’ foi de 13.792 kg/ha.

Dentre os principais problemas fitossanitários citados pelos produtores entrevistados, têm destaque, em primeiro lugar, o míldio (Plasmopara viticola) (42,3%), o oídio (Uncinula necator)  (21,2%), e, logo em seguida, com 9,6%, a antracnose (Elsinoe ampelina).

Processamento 

A pesquisa ouviu 64 agroindústrias, sendo 14 delas especializadas no processamento de uvas. A maior parte desses empreendimentos está localizada em áreas rurais, nos municípios de Santa Teresa, Guarapari, Domingos Martins e Colatina, e utiliza a própria produção para transformar a fruta em vinhos, sucos, espumantes e geleias. 

De acordo com o diagnóstico, o vinho é o principal produto fabricado, representando quase 50% do volume processado. A produção também inclui polpa para suco (31,6%), suco pronto (13,7%) e espumantes (5,8%). 

A comercialização dos produtos derivados da uva é feita majoritariamente dentro do próprio estado, mas 35,7% das agroindústrias já vendem para outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nenhuma das empresas pesquisadas exporta seus produtos, o que configura mais uma oportunidade de expansão para o setor. 

Embora o Espírito Santo tenha colhido 3,2 mil toneladas de uvas em 2022, apenas 495 toneladas foram destinadas ao processamento. A maior parte da produção estadual ainda é voltada ao consumo in natura. No estudo, as agroindústrias apontaram uma série de desafios que ajudam a explicar esse cenário, como a sazonalidade da matéria-prima, a estrutura das instalações e a dificuldade de acesso a capital de giro, fatores que limitam a capacidade de ampliação do processamento e o aproveitamento industrial da fruta. 

“Esse diagnóstico é importante para identificar gargalos e oportunidades na cadeia produtiva da uva. Ele pode embasar políticas públicas mais eficientes, focadas na agroindustrialização e comercialização de produtos derivados da uva, que favorecem o desenvolvimento regional, a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar”, destaca a pesquisadora Edileuza Galeano, uma das autoras do trabalho. 

A pesquisa também identificou um cenário de otimismo: 63,6% dos produtores têm a intenção de manter sua área de plantio e 22,7% querem ampliar suas lavouras. Todas as agroindústrias entrevistadas pretendem aumentar a produção, e a maioria planeja ampliar os investimentos em tecnologia nos próximos anos. A maior parte já realiza o controle de custos, fluxo de caixa e registro de vendas, além de utilizar redes sociais e marketing digital para divulgação dos produtos. 

Recomendações

Na produção, o diagnóstico aponta para a necessidade de melhorar as práticas de manejo, a produtividade e a qualidade da uva, com foco na sustentabilidade da atividade. Os trabalhos de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural podem contribuir concentrando esforços para desenvolver sistemas produtivos com menores custos de implantação e produção, principalmente relacionado à estrutura de sustentação das videiras e o desenvolvimento de cultivares tolerantes a pragas e doenças. 

O estudo apresenta ainda um conjunto de recomendações para que o Espírito Santo avance na consolidação de um polo vitivinícola mais competitivo e sustentável. Entre as ações sugeridas estão a promoção de visitas técnicas a agroindústrias com maior nível de tecnologia, tanto dentro quanto fora do estado, e o estímulo à implantação de sistemas de rastreabilidade dos frutos adquiridos pelas agroindústrias, visando garantir matéria-prima de melhor qualidade e fortalecer a inserção em mercados mais exigentes. 

Também são apontadas a necessidade de capacitações voltadas para a venda online (incluindo estratégias de marketing digital, adequação de rótulos e embalagens), bem como o incentivo à diversificação da produção, com o desenvolvimento de novos produtos, como suco de uva em pó e derivados funcionais a partir do bagaço da uva. Outro ponto relevante é a capacitação em gestão financeira, com foco na criação de estratégias que minimizem os impactos das oscilações de mercado sobre os custos e preços finais. 

A pesquisa sobre a cadeia produtiva capixaba da uva teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), por meio do edital de Inovação para Gestão Pública e Competitividade. As publicações dos resultados tiveram o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio do Banco de Projetos de Pesquisa.

Mais detalhes sobre o estudo podem ser conferidos nos artigos publicados recentemente nos periódicos científicos Journal of Agricultural Science (clique aqui para acessar) e revista Delos (acesse aqui).

Governo do ES anuncia reajustes no salário e no valor do auxílio alimentação dos servidores do Executivo Estadual

Governo do ES anuncia reajustes no salário e no valor do auxílio alimentação dos servidores do Executivo Estadual

A ação contemplará mais de 95 mil profissionais, entre ativos (efetivos, comissionados e designação temporária), aposentados e pensionistas. foto secom

O Governo do Estado anunciou, nesta quarta-feira (16), a concessão de reajuste linear de 4,5% no salário dos servidores do Poder Executivo Estadual, a partir do pagamento de maio deste ano. A ação contemplará mais de 95 mil profissionais, entre ativos (efetivos, comissionados e designação temporária), aposentados e pensionistas.

Também foi anunciado que, em maio, o valor do auxílio alimentação pago aos servidores em atividade passará de R$600 para R$800. Cerca de 55 mil profissionais serão beneficiados com esse aumento.

“Mais um passo importante que reforça nossa política de valorização profissional, reconhecendo o papel estratégico dos servidores na eficiência e na qualidade da entrega dos serviços públicos.”, destacou o governador do Estado, Renato Casagrande, em publicação nas redes sociais.

Os projetos de Lei com as respectivas propostas serão encaminhados para a análise da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Fonte e foto governo do es

Governo encaminha projeto da LDO de 2026 que prevê salário mínimo de R$ 1.630

Governo encaminha projeto da LDO de 2026 que prevê salário mínimo de R$ 1.630

Aumento é de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. Foto: Agência Câmara de Notícias

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, indica um salário mínimo de R$ 1.630 para o ano que vem, um aumento de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. O valor final, no entanto, só será conhecido após a divulgação do (IPCA) de novembro.

A LDO estabelece as regras para a elaboração e a execução do Orçamento do ano seguinte. No projeto encaminhado ao Congresso (PLN 2/25), o governo manteve a meta fiscal indicada na última LDO, que é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ou R$ 34,3 bilhões. Para 2024 e 2025, a meta foi déficit zero; mas há uma margem de erro, também de 0,25%, para cima ou para baixo.

O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, disse que o governo espera uma “folga” de R$ 3,9 bilhões em relação à meta de 2026.

Nesta LDO, o governo também sinalizou um superávit de 0,5% do PIB para 2027, de 1% do PIB para 2028 e de 1,25% do PIB para 2029. Com isso, a trajetória da dívida pública passaria de 78,5% do PIB em 2025 para 84,2% do PIB em 2028. Só a partir de 2028 é que ela entraria em queda em relação ao PIB.

Despesas não obrigatórias
O limite de despesas foi calculado em R$ 2,43 trilhões pelas regras do arcabouço fiscal, que permite um crescimento real de 2,5%. Mas o cenário traçado pelo governo mostra um crescimento das despesas obrigatórias ao longo dos anos, fazendo com que as despesas não obrigatórias passem de R$ 221,2 bilhões este ano para apenas R$ 8,9 bilhões em 2029.

Um motivo é o aumento da meta fiscal e outro é a entrada das despesas dos precatórios nas contas. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo tem deduzido do resultado fiscal parte dos gastos com precatórios, que são dívidas judiciais. Para 2026, o último ano em que isso poderá ser feito, são esperados R$ 55 bilhões em precatórios que podem ser descontados da meta.

Segundo o secretário de Orçamento, a partir de 2027, se nada for feito, haverá problemas para o custeio da máquina pública, para a execução de emendas parlamentares e para o piso de investimentos definido no arcabouço fiscal.

“Evidentemente, trabalhamos com os dados existentes no momento, trabalhamos com dados concretos, então não há o que se falar em peça de ficção. É uma projeção que dá condição de ter esse tipo de discussão, inclusive, da necessidade de tomar medidas neste momento para que, lá em 2027, a gente alcance um patamar razoável de manutenção das despesas discricionárias”, disse Clayton Montes.

Pente-fino no BPC
O secretário de Orçamento Federal afirmou que será feito um pente-fino nas despesas do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que, somente entre 2025 e 2026, devem crescer R$ 20 bilhões, chegando a R$ 140 bilhões. No programa de revisão de gastos do governo, é esperada uma economia total de R$ 8,9 bilhões.

Para as receitas, o governo estimou uma arrecadação extra de R$ 118 bilhões em 2026 a partir de esforços da fiscalização tributária.

Próximos passos
O projeto da LDO será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso até o dia 17 de julho. Isso porque o Executivo tem que enviar o projeto do Orçamento de 2026 (LOA) até o final de agosto. O relator da LDO de 2026 será o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Conheça o ciclo orçamentário federal

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Orçamento 2025: quase R$ 1 trilhão para Previdência e R$ 245 bilhões para saúde

Orçamento 2025: quase R$ 1 trilhão para Previdência e R$ 245 bilhões para saúde

Com centenas de bilhões de reais, a Previdência Social, a saúde e a educação lideram o volume de recursos foto Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O Orçamento de 2025 prevê R$ 245 bilhões para despesas com a saúde pública e R$ 226 bilhões para a educação pública. Além disso, os destaques ficam para as despesas de R$ 972 bilhões da Previdência Social e os R$ 158 bilhões do programa Bolsa Família, programa governamental de transferência de renda. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 recebeu a numeração de Lei 15.121.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia (RMV) contarão com R$ 113,6 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) abrange empreendimentos distribuídos em 16 órgãos, com total de R$ 57,6 bilhões.

A principal peça orçamentária do país foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (10), com apenas dois vetos. A LOA é a norma que prevê as receitas e define as despesas da União para o ano. Os vetos foram sugeridos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após análise técnica do texto aprovado pelo Congresso e encaminhado para a sanção de Lula.

Superávit com desconto

A LOA 2025 estima um superávit primário de R$ 14,5 bilhões, respeitando a meta de resultado primário neutro estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. O Orçamento também observa os limites da despesa primária previstos no arcabouço fiscal (Lei Complementar 200).

Em entrevista à Agência Senado nesta segunda-feira (14), o consultor-geral de Orçamento do Senado, Flávio Diogo Luz, afirmou que o superávit previsto é possível, principalmente, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que retirou o pagamento de precatórios do cálculo do resultado primário da União. Dos R$ 52,7 bilhões de precatórios que devem ser pagos em 2025, explicou o consultor, R$ 44,1 bilhões estão fora do cálculo do resultado.

— A decisão do Supremo de retirar os precatórios do limite do teto de gastos foi fundamental para que se pudesse acomodar as despesas. (…) O superávit trazido na LOA já contabiliza tudo que é excepcionado, ou seja, é um déficit primário, não um superávit. Ali a gente não está contabilizando, por exemplo, os precatórios (…) por isso que a meta de resultados é superavitária, mas o resultado real do governo vai ser deficitário, dificilmente será superavitário — disse Flávio.

Outro ponto crucial no Orçamento é o aumento das despesas previdenciárias, que podem passar de R$ 1 trilhão em 2025. É uma questão que precisa de atenção dos Poderes, na avaliação do consultor.

— Não é só a Previdência em si, os benefícios sociais também são crescentes. É uma escolha política sobre como trabalhar essa área da assistência social. (…) As despesas obrigatórias, em termos gerais, continuam aumentando. Em valores globais, a despesa obrigatória também cresceu em relação ao ano anterior, comprimindo as despesas discricionárias. É um desafio para o Congresso e para o Poder Executivo acomodar as políticas públicas e as despesas discricionárias nesse espaço que vem se reduzindo ao longo do tempo — avaliou.

Congresso

Durante sua análise e votação no Congresso, o texto inicial enviado pelo Executivo sofreu alterações. Houve aumento de R$ 22,5 bilhões nas estimativas das receitas. O Legislativo também incorporou nas estimativas os efeitos da Desvinculação das Receitas da União (Emenda Constitucional 135), resultando em redução de despesas vinculadas a receitas, como as do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e as relativas a transferências da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Emendas parlamentares

As emendas parlamentares atingem o montante de R$ 50,4 bilhões na LOA 2025, sendo R$ 24,6 bilhões para as emendas individuais (RP 6), R$ 14,3 bilhões para as emendas de bancadas estaduais (RP 7) e R$ 11,5 bilhões para as emendas de comissões permanentes do Senado, da Câmara e do Congresso (RP 8). As despesas primárias discricionárias (RPs 2 e 3) dos órgãos do Poder Executivo, por sua vez, totalizam R$ 170,7 bilhões.

Senadores e deputados também aumentaram em R$ 9,3 bilhões gastos sociais obrigatórios, como aposentadorias e pensões, Abono Salarial e Seguro Desemprego. Os incrementos partiram de solicitação do Poder Executivo, para adequar o orçamento às novas projeções para essas despesas, considerando o reajuste do salário-mínimo e a atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que afetam diretamente os valores dos benefícios sociais.

— Neste Orçamento a gente teve uma melhor definição das indicações das emendas parlamentares no processo no Supremo Tribunal Federal. (…) Houve esforço do Congresso em negociar com o Supremo uma forma de solucionar as críticas do ministro Flávio Dino, quanto à transparência e à rastreabilidade. A Lei Complementar 210 já é um passo, houve  alteração também de resolução, para que o Congresso tenha esse controle e dê transparência para as indicações parlamentares, e não haja mais o fracionamento de emendas de bancada, por exemplo — afirmou o consultor.

Vetos

Foram dois vetos do presidente Lula na LOA 2025, ambos vetos técnicos, na avaliação do consultor-geral. O presidente vetou R$ 2,9 bilhões em empréstimos para projetos de desenvolvimento tecnológico de empresas, via FNDCT. De acordo com o Poder Executivo, as regras do fundo não permitem que o valor emprestado represente mais da metade dos recursos orçados.

O outro veto é referente a duas obras em rodovias federais. Com isso, 10 quilômetros da BR-364, no município de Ariquemes (RO), e um quilômetro da BR-101 em Pernambuco, não serão construídos ou reformados este ano. As ações são de autoria da Comissão de Infraestrutura do Senado e da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

Os investimentos custariam R$ 40,2 milhões. No entanto, o governo federal entendeu que as emendas não contêm a marcação obrigatória que permite a identificação das alterações feitas pelos congressistas, nem se enquadram nas exceções a essa exigência — como, por exemplo, a ação já estar prevista no projeto orçamentário original enviado pelo governo (PLN 26/2024). Essas regras são previstas desde novembro de 2024 na Lei Complementar 210, que cria limites às emendas parlamentares.

Consultoria

A Consultoria de Orçamentos do Senado e a Consultoria de Orçamento da Câmara elaboraram a Nota Técnica Conjunta 3/2025, que explica detalhadamente os vetos do Executivo na LOA 2025 (Veto 10/2025).

Com informações do Ministério do Planejamento

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Grupo Bertolini é reconhecido com Prêmio ESARH por seu Programa de Integridade focado em Diversidade, Equidade e Inclusão

Grupo Bertolini é reconhecido com Prêmio ESARH por seu Programa de Integridade focado em Diversidade, Equidade e Inclusão

O Grupo Bertolini foi um dos vencedores do Prêmio ESARH – Doralício Siqueira 2025. foto César Silvestro

O Grupo Bertolini foi um dos vencedores do Prêmio ESARH – Doralício Siqueira 2025, na categoria Gestão Estratégica de Pessoas, com o case Programa de Integridade: Diversidade, Equidade & Inclusão. A premiação, entregue durante o Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos (ESARH), reconhece iniciativas que promovem inovação, impacto positivo e transformação cultural nas organizações.

Governança que valoriza pessoas e resultados

Criado em 2022, o programa é um dos pilares estratégicos da empresa. Com mais de 1.100 colaboradores diretos no Brasil e no exterior, a iniciativa integra ética, compliance e responsabilidade social à gestão de pessoas, com foco especial na diversidade, equidade e inclusão.

A proposta é envolver todas as unidades do grupo em um modelo de atuação ética, respeitosa e inclusiva, adaptado às realidades de cada operação. “O programa nasce do entendimento de que diversidade e integridade são forças complementares para gerar ambientes mais saudáveis, confiáveis e inovadores. É um compromisso com as pessoas, com a cultura da empresa e com a sustentabilidade do negócio”, afirma Ana Paula Demicheli, Gerente Corporativo de Pessoas e Cultura do Grupo Bertolini.

Diagnóstico constante e ações práticas

A estrutura do programa inclui o Código de Ética & Conduta, um canal externo de denúncias (Canal Seguro), capacitações regulares para todos os níveis da organização e pesquisas internas e rodas de conversa como ferramentas de escuta ativa. Comitês internos e a atuação conjunta das áreas de Pessoas, Jurídico, Compliance e Comunicação garantem o alinhamento entre discurso e prática, com reporte direto ao Conselho de Administração.

Além disso, a revisão dos processos de recrutamento e desenvolvimento passou a priorizar a equidade, o respeito às individualidades e o reconhecimento das competências de cada pessoa, valorizando histórias e trajetórias diversas. “Trabalhamos com a convicção de que a cultura da integridade precisa ser acessível, compreensível e vivenciada por todos. O reconhecimento do ESARH valida essa construção coletiva que envolve líderes, equipes e parceiros externos”, reforça Ana Paula.

Resultados que refletem cultura

Desde sua implementação, o Programa de Integridade tem contribuído para fortalecer a segurança psicológica nas equipes, aumentar o engajamento e criar uma cultura de confiança. A empresa aponta avanços mensuráveis na percepção de respeito, liberdade de expressão e alinhamento com os valores organizacionais.

O Prêmio ESARH – Doralício Siqueira, promovido pela ARH Serrana, avaliou cases de empresas nacionais e internacionais com base em critérios como inovação, aplicabilidade, impacto e contribuição para o desenvolvimento humano. A edição de 2025 reconheceu 16 organizações em três categorias: Gestão Estratégica de Pessoas, Engajamento de Equipes e Equilíbrio entre Resultados e Saúde Mental.

Sobre o Grupo Bertolini
Com 55 anos de história, o Grupo Bertolini é referência nos setores moveleiro, de armazenagem e logística, atuando no Brasil e no exterior. Composto pelas marcas Bertolini Móveis, Evviva, Save Space, Bertolini Sistemas de Armazenagem, Logber Logística e Bertolini Tubos, o grupo desenvolve soluções inovadoras para residências e empresas, sempre focado em qualidade, tecnologia e inovação.

Fonte Larissa Rizzon | Regina Lain | Ricardo Dini e fotos: César Silvestro

HEINEKEN Spin e Ambipar inauguram hub de circularidade no Espírito Santo

HEINEKEN Spin e Ambipar inauguram hub de circularidade no Espírito Santo

Com um investimento de cerca de R$ 7,5 milhões, o centro de reciclagem do vidro tem a expectativa de processar cerca de 135 mil toneladas do material em cinco anos. foto divulgação

O Grupo HEINEKEN, por meio de seu ecossistema de negócios de impacto HEINEKEN Spin, em parceria com a Ambipar, anuncia a inauguração de seu segundo centro de circularidade do vidro no Brasil, dessa vez, localizado no Estado do Espírito Santo. Com um investimento inicial de cerca de R$ 7,5 milhões, o espaço será na cidade de Serra, focado no recebimento, triagem, estocagem e venda do material. As empresas têm a expectativa de tratar 135 mil toneladas de vidro, o equivalente a aproximadamente 2,2 toneladas por mês, nos próximos cinco anos, além de gerar por volta de 45 empregos diretos e integrar 71 cooperativas e associações de reciclagem, totalizando 1,7 mil pessoas.

Assim como o hub inaugurado em Pernambuco em novembro de 2024, a atividade deste novo centro terá foco em dar o tratamento adequado ao vidro oriundo de embalagens pós-consumo. Em parceria com a Ambipar, a companhia atuará também na venda do material à indústria vidreira, alimentando um ciclo de circularidade e renda. O centro de reciclagem será instituído no espaço já ocupado pela Ambipar no Estado dedicado para logística reversa.

“A parceria entre a Ambipar e a HEINEKEN Spin reforça nosso compromisso com a logística reversa e a valorização dos resíduos, transformando desafios ambientais em oportunidades para a economia circular, diz Felipe Cury, head de pós-consumo da Ambipar. “Com este novo hub de circularidade no Espírito Santo, conseguimos ampliar significativamente o reaproveitamento do vidro pós-consumo, gerando impacto positivo para o meio ambiente e para a sociedade. A estrutura permitirá não apenas a destinação correta desse material, mas também a inclusão e valorização de cooperativas e trabalhadores do setor, promovendo renda e sustentabilidade”, complementa o executivo.

Na prática, a estrutura do hub será utilizada para fazer a compra do material junto às indústrias, comércio e serviços, com o compromisso de coleta da embalagem desses parceiros. Depois de limpo e triturado, a venda desse caco de vidro será negociada por HEINEKEN Spin junto às vidreiras, e estas irão produzir novas garrafas HEINEKEN a serem utilizadas nas cervejarias, um ciclo que deverá se expandir fortalecendo todos os envolvidos no processo: os catadores, o mercado e o meio ambiente.

“Nosso objetivo é contribuir com novos elos na cadeia de valor do vidro, tornando-nos parceiros ativos na facilitação do fluxo de matéria-prima reciclada”, afirma Ligia Camargo, diretora de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN. Segundo ela, aproximar a logística e aumentar a demanda pelo material permite fortalecer o ciclo de circularidade e melhorar a remuneração de catadores.

A escolha do Estado como o segundo a receber um dos nove Hubs de circularidade de HEINEKEN Spin se deu pelo potencial da região no desenvolvimento social, econômico e ambiental. Recentemente, Espírito Santo subiu quatro pontos no Ranking de Competitividade dos Estados, passando para a 6ª colocação no Brasil e para a 2ª na região Sudeste.

Aposentados e pensionistas do INSS poderão consultar antecipação do 13º salário a partir do dia 17

Aposentados e pensionistas do INSS poderão consultar antecipação do 13º salário a partir do dia 17

Em todo país, pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas. Calendário vai de 24 a 8 de maio. Foto: Adobe Stock

Ovalor da primeira parcela da antecipação do 13º salário de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderá ser consultado pela Central de Atendimento 135 ou pelo Meu INSS a partir do dia 17. O pagamento de 50% da gratificação natalina virá junto com o benefício do mês corrente, que será pago de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela sairá junto com o calendário de maio, que vai de 26 de maio a 6 de junho.

A antecipação do pagamento, que injetará R$ 73,3 bilhões na economia, foi solicitada pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, ao governo federal. O decreto presidencial foi publicado na edição de 4 de abril no Diário Oficial da União.

Confira como será feito o pagamento da primeira parcela do 13º salário em todo país. Os dados estão divididos por espécie de benefício (aposentadoria, pensão, auxílios e outros), por número de beneficiários, região, estado e valores que serão aportados em cada localidade.

Para o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a entrada desse pagamento antecipado dará fôlego à economia: “Cada conta paga, cada compra de mercado ou de remédio, é revertida em imposto, que volta para os cofres do governo federal”.

Como consultar o extrato de pagamento

  • Acesse o site ou aplicativo Meu INSS
  • Informar seu CPF e senha
  • Clicar no campo “Do que você precisa?”
  • Escrever “Extrato de Pagamento”
  • Selecionar o serviço e baixar o documento”

Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Colheita de grãos deve chegar a 330,3 milhões de toneladas em 2024/25.foto WENDERSON ARAUJO/TRILUX

Com maior área plantada e condições climáticas favoráveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, em 330,3 milhões de toneladas. De acordo com o órgão, com a colheita das culturas de primeira safra em fase adiantada, essa perspectiva vem se confirmando.

Os dados do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Conab, aponta um crescimento de 10,9% ou 32,6 milhões de toneladas quando se compara com o ciclo 2023/24.

O incremento estimado se deve tanto a uma maior área plantada, prevista em 81,7 milhões de hectares, com incorporação de 1,7 milhão de hectares em relação à safra passada, quanto às condições climáticas favoráveis registradas na primeira safra nas principais regiões produtoras.

“As perspectivas positivas para o clima também dão suporte para o desenvolvimento das culturas na segunda safra. Neste cenário, é esperada uma recuperação da produtividade em 8,6%, estimada em 4.045 quilos por hectares”, destacou a companhia.

Soja

A soja continua a ser o principal produto cultivado na primeira safra e deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado 20,1 milhões de toneladas superior à safra passada.

O Centro-Oeste, principal região produtora do grão, deve registrar um novo recorde na produtividade média das lavouras com 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23.

Em Mato Grosso, a colheita já chega a 99,5% da área semeada com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectare, a maior já registrada no estado. Cenário semelhante é visto em Goiás, onde os trabalhos de colheita já atingem 97% da área com uma produtividade de 4.122 quilos por hectare.

Com a colheita da soja avançada, o plantio do milho de segunda safra está próximo de ser finalizado. A produção total do cereal, somados os três ciclos da cultura, está estimada em 124,7 milhões de toneladas em 2024/25, crescimento de 9 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado.

Para o algodão, a expectativa de produção recorde também vem se confirmando. O plantio está concluído com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 6,9% sobre a safra 2023/24. Já para a produção de pluma é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do volume produzido na safra anterior.

Arroz e feijão

De acordo com a Conab, a colheita de arroz também segue em bom ritmo, com mais de 60% da área plantada já colhida. 

“As condições climáticas nas principais regiões produtoras, até o momento, são favoráveis para o desenvolvimento da cultura”, informou o órgão.

No caso do feijão, o aumento previsto na produção é de 2,1%, podendo chegar a 3,3 milhões de toneladas somadas as 3 safras da leguminosa. A elevação acompanha a melhora na produtividade média das lavouras, que sai de 1.135 quilos por hectare para 1.157 quilos por hectare, uma vez que a área se mantém estável em 2,86 milhões de hectares.

Comércio

Com o aumento na estimativa de produção do milho, a Conab também elevou as previsões de consumo do grão na safra. A nova expectativa é de um volume de 87 milhões de toneladas consumidas no mercado interno e 34 milhões de toneladas para exportação. 

“Mesmo com o aumento no consumo interno, o estoque final deve chegar a cerca de 7,4 milhões de toneladas do grão”, afirmou.

Segundo a Conab, cenário semelhante é encontrado para o algodão, em que o aumento na produção possibilita um incremento tanto no consumo quanto no estoque de passagem da fibra.  fonte ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Redução da taxação para 75 países será de 90 dias. Foto arquivi-Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai elevar a taxação das importações da China para 125%, com efeito imediato. Até então, a taxação adicional da China estava em 104%.

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou aumentando a tarifa cobrada da China pelos EUA para 125%. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ​​ou aceitáveis”, informou Trump em uma rede social.

Por outro lado, Trump disse que vai reduzir a taxação de 75 países para 10% por 90 dias, enquanto negocia com os chefes de Estado e governo desses países.

“Com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA para negociar uma solução para os assuntos em discussão, e que esses países não retaliaram de forma alguma os EUA, por minha forte sugestão, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, completou o presidente estadunidense.

Guerra comercial

O atual governo dos Estados Unidos iniciou neste ano uma guerra de tarifas que se intensificou no último dia 2 de abril, quando Washington promoveu um tarifaço contra quase todos os parceiros comerciais. 

A China retaliou e elevou as tarifas para produtos dos EUA para 84%. Ao mesmo tempo, argumenta que tem capacidade para transformar o tarifaço em oportunidade.  

“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.   

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a guerra comercial busca reverter a perda de competitividade da economia estadunidenses nas últimas décadas, em especial, para países asiáticos.Fonte LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL