Mercado imobiliário é lugar de mulher? SOMA, maior evento sobre protagonismo feminino no setor, confirma que sim

SOMA acontece nos dias 14 e 15 de agosto, no MASP, em São Paulo, com o objetivo de promover a igualdade de gênero e o desenvolvimento profissional no setor

A pergunta “mercado imobiliário é lugar de mulher?” está cada vez mais fácil de ser respondida com um sonoro “sim”. E é para reafirmar o protagonismo feminino no setor que nos dias 14 e 15 de agosto, o MASP (Museu de Arte de São Paulo), será palco do SOMA, o maior evento dedicado à presença e ao impacto das mulheres no mercado imobiliário, promovido pelo Instituto Mulheres do Imobiliário (IMI), As inscrições para o evento já estão abertas.  

A 3ª edição do SOMA promete ser um divisor de águas, reunindo líderes, profissionais, empreendedoras e corretoras para discutir temas essenciais, compartilhar experiências e inspirar novas gerações a serem protagonistas de suas próprias carreiras em um período onde muito se fala sobre diversidade, inclusão e equidade, mas poucas ações são verdadeiramente vistas. 

Dados do Movimento Pessoas à Frente, revelam que apenas 38% das mulheres ocupam cargos de liderança, e entre essas, apenas 15% são negras. Esse mesmo percentual de 15% se aplica às empresas associadas à ABMI que possuem mulheres na gestão empresarial. De acordo com a pesquisa da Data Zap+, elas são responsáveis por 55% das compras de imóveis no Brasil. Este número demonstra a importância das mulheres no mercado imobiliário, não apenas como consumidoras, mas também como influenciadoras significativas nas decisões de compra e venda de imóveis. 

Neste contexto, a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI) e o Instituto Mulheres do Imobiliário, criador do SOMA, firmaram uma parceria estratégica com o objetivo de promover ações conjuntas que contribuam para um mercado imobiliário mais próspero e ético, impactando positivamente empresas, profissionais e a sociedade em geral. 

Para o presidente da ABMI, Alfredo Freitas, “essa aliança é extremamente bem-vinda e, com certeza, só vai trazer bons resultados, não só para as entidades, mas também para o mercado imobiliário de forma geral”. Alfredo Freitas ainda comenta que acompanha atentamente a atuação do IMI na busca pela igualdade entre todos e que “essa parceria envolve, acima de tudo, aspectos relacionados ao tão necessário amadurecimento comportamental”. 

Para a diretora-presidente do IMI, Elisa Rosenthal, a proposta do SOMA é mostrar que o setor de imobiliário precisa ser um ambiente mais diverso para ocorrer mais inovações, visto que em locais de trabalho mais inclusivos as pessoas têm 11 vezes mais probabilidade de impulsionar novas ideias do que em locais de trabalho menos diverso e inclusivo, de acordo com a pesquisa feita pela Consultoria Accenture.

Neste ano, o SOMA planeja abordar temáticas diversas, tanto sobre o mercado especificamente quanto sobre a presença feminina no segmento. Os temas passam por questões como mulheres no urbanismo, inteligência artificial, leilões, presença digital, gestão de equipe, marketing digital, locação de curta temporada, maternidade, burnout e solidão na liderança. Nomes de destaque do mercado discutirão essas pautas, incluindo Janaína Santos, especialista em Regularização de Imóveis Comerciais e Industriais e Inspetora CREA SC; Luiza Junqueira, Arquiteta, Urbanista e Sócia-fundadora da Straubjunqueira; Danilo Igliori, Fundador da DataZAP; Bianca Setin, Vice-Presidente da Setin Incorporadora; Valéria Bechara, sócia fundadora do Jaime Lerner Advogados; Elisabete França, Secretária Municipal de Urbanismo e Licenciamento no Estado de São Paulo; Ana Tomazelli, psicanalista e CEO do Ipefem (Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas); Juliana Abrusio, sócia na Machado Meyer Advogados, entre outros grandes nomes.

Com mais de 60 palestrantes confirmados, o evento contará com dois dias de imersão e networking. O SOMA oferecerá palestras, conhecimentos, experiências e conexões, esperando gerar um potente networking e também importantes negócios, assim como nas duas edições anteriores. O evento contará também com a segunda edição do Prêmio Mulheres do Imobiliário, realizado neste ano em parceria com o Apê11, para reconhecer e celebrar as mulheres que fazem a diferença no setor imobiliário.

Elas somam e o conhecimento se multiplica 

O SOMA, que nasceu em 2022, é um encontro construído pela soma de força, sororidade, empoderamento e protagonismo de grandes mulheres. “Todo ano buscamos mulheres que estão impactando positivamente o mercado, trazendo inovação, representatividade e contribuindo para a evolução e transformação de uma sociedade com mais equidade de gênero. É um encontro aberto para todos os dispostos a compreender esse terreno cada vez mais habitado por elas, e os homens são muito bem-vindos a escutarem a perspectiva feminina sobre o mercado imobiliário. Uma comemoração à voz das mulheres que não apenas integram, mas completam e potencializam o mercado”, conclui a diretora-presidente do IMI, Elisa Rosenthal.

SERVIÇO:
SOMA
Data: 14 e 15 de agosto de 2024
Endereço: MASP (Museu de São Paulo) Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP

Inscrições e mais informações: Para saber mais sobre a programação completa e garantir sua participação no SOMA, acesse o site oficial do evento. 

Instituto Mulheres do Imobiliário
Primeiro e maior grupo feminino do setor imobiliário no País, dedicado à equidade de gênero na cadeia produtiva. Seu objetivo é promover igualdade e equidade, além de defender o meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento econômico e inclusão social, especialmente para mulheres. Suas atividades incluem educação, geração de trabalho decente, acesso à habitação, apoio ao empreendedorismo feminino e combate à discriminação. O Instituto também promove relações positivas entre áreas urbanas e participação democrática na gestão urbana. Saiba mais: www.mulheresdoimobiliario.com.br 

Elisa Rosenthal é a fundadora e diretora-presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário. Como mentora de profissionais de diversas áreas, ela continua motivando e preparando mulheres para cargos de liderança. Elisa foi a primeira paulista a ser certificada pelo curso de Liderança Avançada para Mulheres pela Shakti Fellowship, em parceria com a San Diego University, Califórnia. Reconhecida como LinkedIn Top Voices e TEDx Speaker, ela é uma influente colunista da HSM Management e Exame Invest. Vencedora do prêmio A Voz Feminina do Mercado Imobiliário, Elisa possui formação em Arquitetura pelo Mackenzie, pós-graduação em Administração de Empresas com extensão em Negócios Imobiliários pela Fundação Getulio Vargas e é formada como Conselheira de Administração pelo IBGC. Atualmente, ela está cursando pós-graduação em Urbanismo e o Futuro das Cidades pela PUCPR. Sua trilogia sobre liderança feminina para o LinkedIn Learning já alcançou mais de 25 mil alunos.

Informações à imprensa:
Temma Agência

Estados e municípios podem elevar cashback da reforma tributária por legislação própria

Estados e municípios podem elevar cashback da reforma tributária por legislação própria
Reunião do GT que elaborou a regulamentação da reforma tributáriaFonte: Agência Câmara de Notícias

O projeto de regulamentação da reforma tributária (PLP 68/24) aprovado pela Câmara deixa um espaço para que estados e municípios possam elevar o cashback do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) por lei própria. Caso não haja lei nova, a devolução mínima de 20% passará a valer em 2029.

O cashback beneficiará famílias que ganham até meio salário mínimo por pessoa, com a devolução de parte dos novos tributos sobre o consumo. Além do IBS, que é municipal e estadual, existe a Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS, que é federal.

A auditora da Receita Federal Liziane Meira disse aos deputados do Grupo de Trabalho da regulamentação da reforma que o objetivo foi justamente privilegiar a discussão local sobre o assunto: “Por que não foi colocado um percentual menor para o IBS, que é dos estados e municípios? Porque se espera que as entidades federadas, estados e municípios, tenham suas próprias políticas e venham a incrementar também esse índice”, disse.

No texto aprovado, a União, porém, terá que devolver 100% da CBS que incidir sobre contas de energia, água e na compra do botijão de gás. Para os demais produtos, exceto os taxados pelo Imposto Seletivo, haverá devolução de 20%, como no IBS.

Luís Fernando da Silva, secretário de Finanças de Rondônia, disse que, no grupo de trabalho, defendeu um mínimo de 50%: “Pessoalmente, como tributarista, defendo que esse percentual seja elevado para algo em torno de 50%, ainda que reduzindo alguma coisa da cesta básica. Isso será melhor para alcançarmos a redução da regressividade, que é a maior mazela do atual sistema tributário brasileiro”, afirmou.

Cashback e alíquota zero
A maior parte dos tributaristas que participaram do GT avaliam que o cashback é melhor que dar alíquota zero para alimentos, por exemplo, porque ele pode ser direcionado para quem precisa; além de reduzir a informalidade porque obriga a solicitação da nota fiscal. Outra vantagem é a garantia de que o benefício será totalmente repassado.

No Rio Grande do Sul, já existe o programa Devolve ICMS que, segundo o subsecretário da Receita estadual, Giovanni Padilha, comprova que as famílias que ganham até um salário mínimo têm 50% de redução da carga de ICMS. A alíquota média do ICMS para elas é de 10,4%. Como a desoneração da cesta básica, ela cai para 9,5%. Mas, com o cashback, ela vai para 5,2%.

Giovanni disse aos deputados que o mecanismo de devolução é muito simples. A família só precisa apresentar o CPF na compra e o estado devolve o imposto em um cartão de débito. Para o novo cashback, a devolução poderia ser feita até por pix.

“A partir dessa informação, a administração tributária, com base nos parâmetros que estarão estabelecidos na legislação, tem totais condições de fazer o cálculo de quanto caberá a cada família. São algoritmos muito simples. Nós aqui, no Rio Grande do Sul, por exemplo, usamos um programador só. Não há nenhuma dificuldade no sistema informático que está por trás disso”, disse Padilha.

Para o deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), os testes com o cashback da CBS, que começarão já em 2027, poderão modificar o pensamento dos parlamentares: “Está muito claro, entre alíquota reduzida e cashback, eu não tenho dúvida. Se o cashback funcionar no teste que vamos fazer – e vamos fazer um ano de teste –, pode-se trocar pelo cashback, que é a devolução personalizada e individualizada. Mas o legislador quis dar alíquota zero, alíquota menor e cashback. Ele deu os dois instrumentos para diminuir a carga tributária dos pobres. É claro que a alíquota reduzida beneficia os mais ricos”, afirmou o deputado.

Pelo texto aprovado na Câmara, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS ainda terão que editar regras para definir o método de cálculo e de devolução dos tributos, após a sanção da lei complementar. Mas ela já define que os serviços com periodicidade mensal como a conta de luz terão a devolução nas próprias faturas.

Na América do Sul, Bolívia, Colômbia, Equador e Uruguai já utilizam o cashback.

“Dinheiro de papel deve ser extinto em 10 anos”, diz especialista da dataRain 

Projeto de Lei que tramita no Congresso extinguindo o uso de cédulas, já dão o tom da mudança, enquanto DREX segue em fase de testes.

O dinheiro em espécie como conhecemos está à beira da extinção. Em uma década, o uso das cédulas de papel será apenas uma memória distante e as transações financeiras serão feitas por moeda digital, de forma eficiente, segura e inclusiva. A previsão é do especialista em tecnologia bancária da dataRain, empresa brasileira líder em soluções AWS na América Latina, Luiz Maluf. Como argumentos para essas afirmações, ele aponta os avanços na implantação do DREX, também conhecido como Real Digital, e as recentes resoluções pelo país afora, como a proibição do uso de dinheiro físico para o pagamento do transporte público, em Brasília, vigente desde o início do mês.

“A transição para o dinheiro digital já está em andamento. E medidas como a tomada em Brasília, facilitam a automação, reduzem a necessidade de trabalho humano na cobrança, e melhoram a segurança. Também podemos dizer que é um passo importante para a inclusão de moedas digitais no cotidiano das pessoas, fazendo-as se habituarem, embora o PIX já seja bastante popular entre os brasileiros”, comenta.

Maluf também cita o Projeto de Lei 4068/20, que propõe a abolição do uso de dinheiro em espécie em todas as transações no País. “Embora a tecnologia suporte essa transição, é essencial implementar políticas de inclusão digital para garantir que todos tenham acesso aos serviços digitais”, pondera.

O especialista prevê o fim do dinheiro de papel em dez anos e enxerga a mudança de forma positiva. “O dinheiro físico não é ecologicamente sustentável, sua gestão é difícil e ele facilita a corrupção. Com a tecnologia blockchain, o DREX oferece uma operação segura e transparente”, diz.

O DREX, moeda digital brasileira, criada para substituir o papel, está em desenvolvimento desde o final de 2019, com a fundação do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) do Banco Central. Em 2021, o BC lançou um desafio para que empresas apresentassem protótipos de operações digitais. Em 2023, iniciaram os pilotos operacionais e espera-se que a moeda esteja amplamente disponível até 2025.

Diferença entre DREX e PIX

Maluf explica que o DREX é uma moeda digital soberana, enquanto o PIX é uma plataforma de liquidação instantânea de ativos financeiros. Eles podem operar juntos, mas o DREX utiliza a tecnologia blockchain para registrar as operações, algo que o PIX não faz. “A maior vantagem do DREX é a integração com contratos inteligentes, permitindo que a liquidação financeira ocorra simultaneamente à jurídica e documental. Além disso, é instantânea, não requer serviços gráficos especializados e é mais fácil de gerenciar. Com a LGPD, é facilmente rastreável, o que ajuda na segurança”, compara.

Segurança Digital e Inclusão

A arquitetura do DREX envolve o uso de algoritmos tokenizados em nuvem computacional, com operações registradas numa plataforma de blockchain Hyperledge/BESU, que é aberta (Open Source). Ela supõe que o usuário esteja interligado à rede do sistema financeiro, sob supervisão do Banco Central. A nuvem computacional permite implementar mais de 90 funções de segurança e criptografia. “As moedas digitais são mais seguras tanto contra cibercrimes quanto contra crimes comuns, pois incorporam criptografia e diversas funções de segurança que, se gerenciadas corretamente, podem eliminar fraudes digitais e corrupção”, diz.

Ele explica que a tecnologia é capaz de suportar o uso e altos volumes de transações, mas é importante que haja uma política governamental de inclusão digital para contemplar cerca de 10% da população brasileira, que ainda tem dificuldades no acesso a equipamentos celulares, especialmente em regiões remotas. “Com o advento dos serviços de acesso via DSB (Digital Satellite Broadcasting), como a Starlink, até mesmo comunidades isoladas, como as indígenas na Amazônia, poderão ter acesso à conectividade móvel”, finaliza.


Érica Amores – erica@conteudoempresarial.com.br
13- 99706.6073

Sobre a dataRain

A dataRain é uma empresa brasileira líder em soluções AWS na América Latina. Especialista em cibersegurança, Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning e Cloud Computing, atua com foco em inovação e transformação digital. Com mais de 200 certificações oficiais AWS e reconhecida como líder no AWS Partner Ecosystem pelo ISG Provider Lens, destaca-se pela qualidade técnica e pela entrega de mais de 300 projetos para empresas renomadas, além da capacitação de mais de 30 mil profissionais nas áreas de domínio de expertise. Muito além da nuvem, a consultoria oferece soluções para os setores como Serviços Financeiro, Governo, Saúde, Educação, Manufatura, e Varejo. Fonte Assessoria de Imprensa – dataRain

Entenda o golpe do Pix errado e saiba como não ser enganado

Criminosos alegam transferência por engano e pedem devolução.

À medida que o Pix vai sendo cada vez mais utilizado para pagamento e transferência de dinheiro, aumentam também relatos de golpes que tentam dar prejuízo a clientes de bancos.

Um deles, que viralizou recentemente nas redes sociais, é o golpe do Pix errado. A Agência Brasil preparou uma reportagem para você entender como funciona a artimanha dos criminosos e se proteger das tentativas de golpe.

O golpe

O Pix bateu recorde de transações na última sexta-feira (5). Foram 224 milhões de transferências entre contas bancárias, segundo o Banco Central (BC). Com um número tão grande de transações, não é difícil crer que algumas tenham sido feitas realmente por engano.

É justamente neste cenário que golpistas passam a praticar o golpe do Pix errado. O primeiro passo dado pelos fraudadores é fazer uma transferência para a conta da potencial vítima. Como parte das chaves Pix é um número de telefone celular, não é difícil para o golpista conseguir um número telefônico e realizar um Pix.

Logo em seguida à transferência, a pessoa entra em contato com a pessoa pelo número de telefone, seja ligação ou mensagem de WhatsApp, por exemplo.

Uma vez feito contato, o criminoso tenta convencer a vítima de que fez a transferência por engano e usa técnicas de persuasão para que o suposto beneficiado devolva o dinheiro.

“Estava precisando receber um dinheiro para pagar o aluguel, mas o rapaz mandou no número errado. Você pode transferir aqui para mim”, relata um usuário do X (antigo Twitter), cuja mãe teve R$ 600 depositados na conta bancária.

Na tentativa de convencimento, está uma das chaves para o golpe dar certo: a pessoa mal-intencionada pede a devolução em uma conta distinta da que fez a transferência inicial.

É intuitivo pensar que a primeira forma de descobrir se o contato suspeito trata-se de um golpe é checar se o dinheiro realmente foi depositado na conta da vítima. Para isso, basta conferir o extrato bancário. O fator que leva a pessoa ao erro é que realmente o dinheiro está na conta.

A partir do momento em que a vítima se convence e decide fazer um Pix para a conta indicada como forma de devolver o dinheiro, ela caiu no golpe.

Estorno 

O prejuízo acontece porque, em paralelo ao trabalho de convencer a vítima, o golpista se utiliza de um mecanismo criado justamente para coibir golpes, o Mecanismo Especial de Devolução (Med).

O mecanismo exclusivo do Pix foi criado para facilitar as devoluções em caso de fraudes, aumentando as possibilidades de a vítima reaver os recursos. Os criminosos acionam o procedimento, alegando que foram enganados pela pessoa que, na verdade, é a vítima.

A transação alegada é analisada. No entanto, quando os bancos envolvidos nas transferências percebem que a vítima verdadeira recebeu o valor e logo em seguida transferiu para uma terceira conta, entendem essa triangulação como típica de um golpe.

Daí, ocorre a retirada forçada do dinheiro do saldo da pessoa enganada. Desta forma, o golpista que já tinha recebido o dinheiro de volta voluntariamente consegue mais uma devolução, em prejuízo da vítima.

Uma vez constatado que caiu no golpe, a pessoa pode também acionar o mecanismo de devolução. No entanto, a conta que recebeu o dinheiro transferido por “boa fé” pode já estar zerada, sem saldo para restituir o prejuízo.

Botão “devolver”

Ao orientar o procedimento que deve ser seguido em caso de receber um Pix por engano, o Banco Central explica que “não há normas do BC ou do CMN [Conselho Monetário Nacional] sobre devoluções em caso de engano ou erro do pagador, mas o Código Penal, de 1940, trata sobre a apropriação indébita”.

O órgão orienta que “basta acessar a transação que você quer devolver no aplicativo do seu banco e efetuar a devolução”.

A ferramenta Pix tem a opção “devolver”, ou seja, é diferente de fazer outra transferência. É um procedimento que, acionado pelo cliente do banco, estorna o valor recebido para a conta que realmente originou o Pix inicial.

Esse procedimento desconfigura uma tentativa de fraude e não seria considerado irregular, caso o golpista acione o mecanismo de devolução.

Med 2.0

Em junho, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que sugeriu ao BC uma melhoria no Mecanismo Especial de Devolução que, atualmente, consegue bloquear dinheiro fruto de fraude apenas na conta que recebeu o recurso, a chamada primeira camada, que pode simplesmente ser zerada pelos golpistas. Com o Med 2.0, o rastreio e bloqueio passarão a mais camadas.

“Já observamos que os criminosos espalham o dinheiro proveniente de golpes e crimes em várias contas de forma muito rápida e, por isso, é importante aprimorar o sistema para que ele atinja mais camadas”, afirmou à época o diretor-adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria.

Segundo a federação, o desenvolvimento do MED 2.0 acontecerá no decorrer de 2024 e 2025 e a implantação será em 2026.

Edição: Maria Claudia – e agencia brasil

Aplicação de crédito rural no Espírito Santo cresce três vezes mais do que no Brasil

O objetivo foi discutir as ações prioritárias para o próximo plano safra 2024/2025.

Mais fomento para o agro capixaba! A aplicação de crédito rural no Espírito Santo cresceu três vezes mais do que o Brasil no decorrer do último ano-safra 2023-2024, que terminou no dia 30 de junho. As movimentações alcançaram R$ 6,89 bilhões, 30% acima dos R$ 5,3 bilhões da safra 2022-2023. Os números foram apresentados na reunião de planejamento do Plano de Crédito Rural do Espírito Santo, realizada nessa quarta-feira (10), na sede da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em Vitória. O objetivo foi discutir as ações prioritárias para o próximo plano safra 2024/2025.

O número de contratos realizados para as diversas atividades agrícolas capixabas também subiu de 31,6 mil para 39,3 mil, aumento de 24%. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Seag, a partir de informações do Banco Central.

Essa intensificação das aplicações é fruto de um trabalho organizado e articulado, segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli. “Um resultado que envolve diversas instituições que atuam de forma planejada para estimular o desenvolvimento agropecuário e fortalecer a economia rural capixaba. As nossas principais culturas também estão com preços razoáveis. O café conilon está em níveis históricos, a pimenta-do-reino e o cacau também, o mamão recuperou o preço e esse é um bom momento das principais atividades agrícolas do Espírito Santo estimulando os produtores a investir, proporcionalmente, acima da média nacional”, pontuou Bergoli.

O crédito rural é um dos principais instrumentos para incentivar os agricultores a modernizar e expandir suas atividades, além de aumentar a produtividade e qualidade dos produtos ofertados, incentivando aos agricultores a modernizar e expandir suas atividades, além de aumentar a produtividade, a produção e a qualidade dos alimentos e matérias-primas, garantindo maior lucratividade nas ações agropecuárias.

As discussões seguem para o lançamento do Plano de Crédito Rural do Espírito Santo para o próximo ano safra 2024/2025, que será realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, em parceria com a União e diversas instituições financeiras e representativas dos produtores rurais e pescadores. O anúncio do Plano está previsto para o próximo dia (23), no Palácio Anchieta, em Vitória. Fonte e foto seag

Sobe 156% a procura por carros elétricos usados abaixo de R$ 300 mil em um ano

De acordo com levantamento do Webmotors Autoinsights, também houve alta de 357% nas buscas por modelos novos da categoria em abril deste ano em relação ao mesmo mês de 2023.

Novo levantamento da Webmotors, maior ecossistema automotivo do Brasil e principal portal de negócios e soluções para o segmento, revela que as buscas por veículos elétricos com preços abaixo de R$ 300 mil na plataforma cresceram 156% em abril deste ano ante o mesmo mês de 2023. 

Os dados do Webmotors Autoinsights também apontam um aumento de 357% na procura por carros elétricos  zero quilômetro, considerando essa mesma faixa de preço, nos últimos 12 meses.  

Já entre os modelos elétricos com valor acima de R$ 300 mil, o levantamento indica alta nas buscas, mas em proporções menores: as pesquisas por elétricos novos subiram 13% em um ano; entre os usados, a progressão foi de 4% em igual período. 

“Observamos, a partir do comportamento do nosso usuário, que o mercado de carros elétricos está se tornando cada vez mais popular no Brasil”, analisa a CMO da Webmotors, Natalia Spigai. “Lançamentos recentes de modelos com preços abaixo de R$ 300 mil, puxados principalmente por marcas como BYD e GWM, estão entre os zero quilômetro mais buscados hoje em nossa plataforma, demonstrando a crescente aceitação do segmento no cenário automotivo online no país.”

Sobre a Webmotors  

A Webmotors (www.webmotors.com.br) foi a primeira marca brasileira a inovar na forma de comprar e vender carros e é o principal ecossistema automotivo, que engloba desde a compra, venda e uso do veículo, oferecendo soluções completas para o segmento no Brasil. Fundada em 1995, Webmotors foi pioneira na inovação do marketplace online automotivo e continua a definir o padrão para compra, venda e pesquisa online automotiva.

Em 2002, o Grupo Santander Brasil se juntou à Webmotors como seu principal parceiro e, em abril de 2013, a empresa deu boas-vindas à carsales.com Ltd., que adquiriu uma participação de 30%. Desde então, a empresa de tecnologia australiana contribuiu para a aceleração do crescimento da Webmotors e, em março de 2023, a carsales.com Ltd. aumentou sua participação acionária na Webmotors para 70%. O Santander mantém os outros 30%, além da exclusividade comercial, sendo o parceiro de crédito, seguros e soluções financeiras para transações feitas por meio da plataforma da Webmotors. fonte Jaqueline Nunes – RPMA Comunicação 

Portabilidade do saldo devedor do cartão de crédito começa em julho

Faturas terão mais transparência. Titular será avisado do vencimento.

A partir de 1º de julho, os donos de cartão de crédito poderão transferir o saldo devedor da fatura para uma instituição financeira que oferecer melhores condições de renegociação. É que entrará em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) – aprovada em dezembro do ano passado – que busca diminuir o endividamento e melhorar a capacidade de o consumidor se planejar.

A resolução é a mesma que, desde janeiro, limitou os juros do rotativo do cartão de crédito a 100% da dívida. Não estava prevista na lei do programa Desenrola a portabilidade do saldo devedor da fatura que foi aprovada na última reunião do CMN do ano passado.

Operação de crédito

A medida também vale para os demais instrumentos de pagamento pós-pagos, modalidades nas quais os recursos são depositados para pagamento de débitos já assumidos. A proposta da instituição financeira deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada (que reestruture a dívida acumulada). Além disso, a portabilidade terá de ser feita de forma gratuita.

Caso a instituição credora original faça uma contraproposta ao devedor, a operação de crédito consolidada deverá ter o mesmo prazo do refinanciamento da instituição proponente. Segundo o Banco Central (BC), a igualdade de prazos permitirá a comparação dos custos.

Transparência

O CMN também aumentou a transparência nas faturas do cartão de crédito. Também a partir de 1º de julho, as faturas deverão trazer uma área de destaque, com as informações essenciais, como valor total da fatura, data de vencimento da fatura do período vigente e limite total de crédito.

As faturas também deverão ter uma área em que sejam oferecidas opções de pagamento. Nessa área deverão estar especificadas apenas as seguintes informações: valor do pagamento mínimo obrigatório; valor dos encargos a serem cobrados no período seguinte no caso de pagamento mínimo; opções de financiamento do saldo devedor da fatura, apresentadas na ordem do menor para o maior valor total a pagar; taxas efetivas de juros mensal e anual; e Custo Efetivo Total (CET) das operações de crédito.

O CMN também obrigou as instituições financeiras a enviar ao titular do cartão a data de vencimento da fatura por e-mail ou mensagem em algum canal de atendimento. O aviso terá de ser remetido com pelo menos dois dias de antecedência.

Por fim, as faturas terão uma área com informações complementares. Nesse campo, devem estar informações como lançamentos na conta de pagamento; identificação das operações de crédito contratadas; juros e encargos cobrados no período vigente; valor total de juros e encargos financeiros cobrados referentes às operações de crédito contratadas; identificação das tarifas cobradas; e limites individuais para cada tipo de operação, entre outros dados. Fonte agencia brasil e fotomelhores

Plano Safra 2024/25 deve liberar mais de R$ 570 bilhões aos produtores

Ano agrícola traz expectativa de recursos recordes e foco na sustentabilidade.

Criado em 2003, o Plano Safra é um programa do Governo Federal destinado a promover o desenvolvimento sustentável da agropecuária no Brasil. Seu objetivo é garantir a segurança alimentar, fomentar a inovação tecnológica e gerar emprego e renda no campo. Os recursos são anunciados anualmente e são utilizados durante o ano agrícola, que vai de julho a junho do ano seguinte.

Na próxima semana, está previsto o lançamento do Plano Safra 2024/25, com alguns líderes do governo apontando a quarta-feira, 26, como data provável. A expectativa é que o montante liberado atinja um valor recorde, superando os mais de R$ 364 bilhões disponibilizados na temporada 2023/24. Segundo a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o total ultrapassará os R$ 500 bilhões. Entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e governos estaduais, como o do Paraná, pleiteiam um plano de aproximadamente R$ 570 bilhões.

Os recursos são disponibilizados para pequenos, médios e grandes produtores rurais, que podem acessar várias linhas de crédito de acordo com a atividade exercida, o tamanho da propriedade e a renda anual. “São ofertadas várias linhas de crédito para o custeio, comercialização e investimento”, explica Romário Alves, CEO e Fundador da Sonhagro.

Para acessar esses recursos, os produtores precisam entrar em contato com instituições bancárias que ofereçam crédito rural, como a própria Sonhagro. A instituição realizará uma análise do perfil do produtor e indicará a melhor linha ao cliente. Romário destaca a importância da documentação. “Manter a documentação em ordem e procurar instituições credenciadas é a melhor forma de obter melhores oportunidades”.

Um dos principais programas dentro do Plano Safra é o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que possui critérios específicos para a concessão de recursos. A propriedade não pode ultrapassar quatro módulos fiscais de área e a renda obtida nos últimos 12 meses deve ser de até R$ 500 mil.

A questão do seguro rural também é uma prioridade no novo ano agrícola, especialmente devido aos bilhões de reais em prejuízos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que afetaram a produção de arroz e soja. “O seguro rural é uma medida que deve ser prioridade”, afirma Romário.

Outro aspecto fundamental é o uso consciente dos recursos. Francisco Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, destaca a importância de investir em opções sustentáveis. “Optar por produtos que não comprometem a saúde do solo nem o meio ambiente traz uma série de vantagens aos produtores, ajudando na preservação da fertilidade do solo e melhoria da qualidade das colheitas ao longo do tempo. Escolhas inteligentes ajudam a minimizar o impacto negativo sobre os ecossistemas locais e os recursos naturais, promovendo uma agricultura mais responsável e alinhada com os princípios da conservação ambiental”, explica. A empresa, que atua há 25 anos no mercado agro brasileiro, oferece produtos como fertilizantes, adjuvantes e itens à base de óleos essenciais, que contribuem para a preservação da fertilidade do solo e a melhoria da qualidade das colheitas.

Com recursos recordes e um foco crescente na sustentabilidade, o Plano Safra 2024/25 promete ser um marco importante para o desenvolvimento da agropecuária no Brasil.

Sobre a Sonhagro:

Especializada em soluções completas de crédito rural, a rede visa facilitar os processos burocráticos para os produtores, atuando no gerenciamento de suas negociações e na execução dos projetos técnicos que os bancos exigem.  Fazendo a sua história há mais de 10 anos, com 80 unidades que facilitam o financiamento do crédito rural para os produtores em 23 estados do país. Fonte Lucky Comunicação Integrada – Kaísa Romagnoli

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em julho e agosto

Valores variam conforme número de dias trabalhados no ano-base 2022.

Cerca de 4,26 milhões de trabalhadores com carteira assinada nascidos em julho e agosto podem sacar, a partir desta segunda-feira (17), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2024. A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, o governo vai liberar R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 3,9 bilhões para o PIS e R$ 613 milhões para o Pasep. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador, no caso do PIS, ou o número final de inscrição do Pasep. Os pagamentos ocorrem de 15 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste mês, o pagamento continua a ser antecipado aos trabalhadores do Rio Grande do Sul nascidos de setembro a dezembro que regularizaram a situação após 15 de maio.  Serão beneficiados 3.109 trabalhadores com recursos de cerca de R$ 3,5 milhões. Em maio, 756.121 trabalhadores do estado, afetado pela enchente, tiveram o pagamento antecipado.

Neste ano, cerca de R$ 27 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2024 será pago a 24,87 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, 21,98 milhões trabalham na iniciativa privada e receberão o abono do PIS e 2,89 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento, no caso do PIS, e no número final de inscrição, no caso do Pasep. O saque começará nas datas de liberação dos lotes e acabará em 27 de dezembro de 2024. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho e Previdência.

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2022. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 117,67, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.412.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre por meio de crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode fazer a transferência via TED para conta de sua titularidade nos terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

Edição: Graça Adjuto Fonte agencia brasil

Sua empresa paga impostos a mais? Saiba como descobrir

Como identificar os impostos pagos a mais?

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que, no último ano, 95% das empresas brasileiras pagaram mais impostos do que deveriam. Isso se deve, dentre outros fatos, por conta das milhares de normas tributárias em vigor. Com um dos sistemas mais complexos do mundo, as empresas brasileiras gastam, em média, 1.501 horas de trabalho ao ano para cumprir suas obrigações fiscais – 50% mais que o segundo país da lista, a Bolívia, de acordo com dados do Banco Mundial. Tamanha complexidade atrapalha o pagamento assertivo dos tributos, um custo extra que impacta o caixa da empresa e, consequentemente, é repassado ao consumidor. 

“Os erros cometidos na hora do pagamento, seja para mais ou até para menos, acontecem pelas diferentes tributações existentes e também por mudanças na lei que são difíceis de acompanhar quando se está operando em diferentes frentes dentro da contabilidade”, explica Wilson F’orlan, fundador e sócio-diretor da WF Associados, empresa especializada em tributação e restituição de impostos. 

Segundo o especialista, para identificar esses pagamentos feitos equivocadamente, é necessário entender o enquadramento fiscal de cada empresa e, dentro dele, quais são os tributos obrigatórios para a atividade, que variam em cada estado. É necessário verificar, ainda, quais impostos são passíveis de isenção ou restituição – isso porque empresas que pagaram valores a mais podem recuperar impostos pagos indevidamente nos últimos cinco anos. “Dizemos na WF Associados que a restituição dos impostos é o 13º salário das empresas, porque aumenta seu fluxo de caixa e margem de lucro.”

Como identificar os impostos pagos a mais?

Para saber o que está sendo pago a mais, é preciso analisar a situação fiscal da empresa para reconhecer oportunidades de economia de impostos, escolher e adaptar o regime tributário ao mais adequado, e identificar também a possibilidade de utilização de incentivos fiscais e redução de alíquotas. Isso é válido para todas as empresas.

No agronegócio, por exemplo, mesmo que o produto final da empresa tenha tributação de alíquota zero de PIS/COFINS, a lei brasileira permite o ressarcimento em dinheiro ou a compensação de tributos relativos aos impostos pagos pelos insumos, como embalagens, energia e combustíveis quando a opção tributária por lucro real. Um exemplo seria o de uma empresa produtora de café, onde existem etapas do plantio, colheita e beneficiamento e venda ao consumidor ou empresas de revenda. Supermercado é outro tipo de empreendimento que pode reaver créditos com os insumos de embalagens, sejam eles para os espaços de padaria, restaurante, açougues, rotisseria e outros.

Ignorar os incentivos fiscais oferecidos pelo governo é uma das principais causas de impostos que são pagos a mais e poderiam ser ressarcidos. Alguns desses programas são a isenção ou redução de ICMS para determinados produtos – como alimentos básicos, medicamentos e itens de higiene pessoal – ou a adesão ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que pode gerar desconto no imposto de renda e no ICMS. Já em São Paulo, a empresa pode aderir ao Programa de Desenvolvimento do Varejo (Prodevar), que oferece incentivos fiscais para empresas do setor, entre elas supermercados. Os benefícios incluem redução de ICMS, crédito presumido e financiamento com juros subsidiados. 

É importante lembrar que os incentivos fiscais podem variar de acordo com o local de operação e com a legislação vigente. Por isso, é recomendável consultar um especialista na parte tributária  para saber quais são os benefícios disponíveis para o negócio.

Uma outra opção que auxilia a organização tributária das empresas é o Compliance Tributário, que ajuda o empresário a estruturar sua gestão fiscal, identificar os melhores regimes tributários, diminuir cargas e, consequentemente, economizar recursos. “Qualquer negócio, seja uma PME, startup, varejo ou indústria, e até o agronegócio, pode se beneficiar dessa assessoria especializada. Esse planejamento é essencial para a melhoria da saúde financeira de qualquer empreendimento, o que também melhora a imagem da empresa perante seus stakeholders, passando mais confiança e credibilidade”, finaliza F’orlan. 

Sobre Wilson F’orlan

Wilson F’orlan é fundador e sócio-diretor da WF Associados. Contador com mais de 30 anos de experiência na área Contábil/Fiscal, é formado em Ciências Contábeis com especialização em Gestão Tributária e Auditoria. Possui MBA em Recuperação de Créditos Tributários e em Compliance e Gestão Tributária. É especialista, ainda, em implantação de obrigações acessórias (SPED CONTABIL, EDF/PIS-COFINS, FCONT, entre outras) perante a Receita Federal. Desde 2012, comanda a WF Associados, com foco em Compliance Tributário, oferecendo serviços de Auditoria, Consultoria Tributária, Societária e de Gestão para empresas. 

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Sobre a WF Associados

Com 15 anos de atuação no mercado, a WF Associados dedica-se ao Compliance Tributário de pequenas, médias e grandes empresas, com grande atuação no varejo, em especial supermercados, agronegócio e indústrias. Oferece soluções especializadas em Auditoria Tributária, com foco na recuperação de tributos pagos indevidamente pelas empresas e também em serviços de Consultoria Tributária, Societária e de Gestão para corporações. Com sede em Indaiatuba (SP), já ajudou centenas de negócios a estruturarem sua gestão fiscal, diminuírem cargas tributárias e economizarem recursos. A WF Associados destaca-se por seu atendimento individualizado, realizado por uma equipe altamente qualificada, com perfil estrategista e expertise em consultoria, legislação, estudo e pesquisas em diversas áreas, como ICMS, ICMS-ST, restituição de retenções e tributos federais, entre outras. Fonte casa9 – Karen Villerva