A janela partidária – prazo para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições – chega ao fim nesta semana, na próxima sexta-feira (3/04). Em meio à intensificação das articulações nas bases eleitorais, a Câmara dos Deputados terá uma semana esvaziada.
Com prazo para mudança de partido sem perda de mandato até 3 de abril, deputados concentram-se em articulações políticas
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu o apelo dos líderes e decidiu que não serão realizadas sessões nesta semana. Assim, deputados federais devem ficar livres, nos próximos dias, para focar na construção de alianças e filiações partidárias.
A interrupção dos trabalhos se dá em um ano considerado “curto” no Congresso, isso porque o calendário eleitoral promete esvaziar o Legislativo. A Câmara dos Deputados, no entanto, quer finalizar no primeiro semestre a PEC do fim da escala 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por apps.
Janela partidária
A janela partidária para cargos em eleições proporcionais – é o caso de vereadores e deputados – é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Isso porque o princípio da fidelidade partidária para essas funções prevê que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito.
Por isso, a janela não é necessária para migrações partidárias de quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados, independentemente das votações recebidas pelos partidos.
Assim, prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição.
Uma vez concluídas as trocas, o próximo passo envolve as convenções partidárias, em que os candidatos devem ser escolhidos. Essa etapa ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto do ano eleitoral. Em 2026, os brasileiro irão às urnas para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro. fonte cnn
A ampliação da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para todo o Espírito Santo foi a principal pauta defendida durante a mesa redonda “Codevasf no ES: oportunidades para o desenvolvimento regional”, realizada nesta quinta-feira (26/03), no Plenário Dirceu Cardoso, na Assembleia Legislativa.
Companhia realiza investimentos em infraestrutura, agricultura e segurança hídrica. Evento realizado pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa formalizou pedido dos capixabas
Durante o encontro, o deputado federal Da Vitória (PP/ES), coordenador da bancada federal capixaba e do programa Câmara Pelo Brasil, defendeu que o Projeto de Lei nº 1121/2019 seja ampliado para contemplar todos os municípios do Estado.
O pedido foi acatado pelo relator do PL, deputado federal Paulo Guedes.
“O projeto já avança ao incluir cidades da bacia do Rio Doce, mas precisamos ir além. O Espírito Santo tem desafios semelhantes em todas as regiões, seja no norte, na região serrana ou no sul. Precisamos desenvolver o Estado como um todo”, afirmou Da Vitória.
O parlamentar destacou ainda que a inclusão total permitirá acelerar investimentos e garantir mais eficiência na aplicação de recursos federais. “A Codevasf é um instrumento importante para desburocratizar e levar obras, infraestrutura hídrica e apoio à produção para os municípios. A bancada capixaba apoia o projeto e vai trabalhar para que todos os municípios sejam contemplados, garantindo um desenvolvimento equilibrado para todo o Estado”, completou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (UNIÃO/ES), entregou uma carta formalizando o pedido ao deputado relator e destacou a importância de ampliar a área de atuação da empresa para ajudar no desenvolvimento do Estado.
O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) reforçou a defesa. “A Codevasf é uma empresa pública e tem enorme capacidade de contratar obras, máquinas e projetos de irrigação. O que o deputado Da Vitória nos traz é uma janela de oportunidade. Reiteramos o pedido para incluir todo o Espírito Santo na área de atuação da companhia. Recebemos o relator do projeto no plenário e pedimos que sejam contemplados não apenas os municípios da Sudene, mas todos, como ferramenta de desenvolvimento e prosperidade.”
O relator assegurou que vai contemplar o pedido dos capixabas. O texto final deve ser apresentado no próximo mês. “Quando se tem apenas uma parte do Estado, não há impacto produtivo suficiente, principalmente para viabilizar emendas da bancada para projetos. A Codevasf abrange ações na agricultura, no desenvolvimento regional e grandes obras de pavimentação de estradas. Quero dizer que vou atender, na plenitude, à solicitação de vocês no relatório”, garantiu Paulo Guedes.
Por fim, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destacou que as empresas precisam de infraestrutura para se instalarem nos estados.
O evento reuniu parlamentares, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil e teve como objetivo discutir os impactos e oportunidades da ampliação da atuação da Codevasf no Espírito Santo.
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que todos os requisitos formais da federação União Progressista foram atendidos, dando validade jurídica à união entre União Brasil e Progressistas.
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral valida formalmente a união entre União Brasil e Progressistas e fortalece a atuação política no Estado.
No Espírito Santo, a federação conta com a liderança do deputado federal Da Vitória e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Santos, à frente do União Brasil no Estado. Ambos comemoraram a decisão do TSE, que fortalece o trabalho que vinham desenvolvendo.
“Agora podemos coordenar ações de forma ainda mais organizada e representar o Espírito Santo com clareza no cenário nacional”, afirmou Da Vitória.
Marcelo Santos destacou que a aprovação fortalece a atuação política do Estado: “Essa formalização dá mais estrutura e força à nossa liderança. Com essa união, o Espírito Santo ganha mais capacidade de influenciar debates e definir prioridades em todo o país”, disse.
Juntos, eles reforçam a liderança da federação no Estado, agora com a chancela oficial do TSE, fortalecendo um movimento que já vinha sendo estruturado há meses e se destaca entre os mais influentes e relevantes no Espírito Santo.
O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, também comentou sobre a decisão: “Após um período intenso de diálogo e construção, a autorização do TSE nos permite avançar e colocar em prática tudo o que planejamos, fortalecendo projetos e oferecendo soluções de qualidade para o país”.
As movimentações param às eleições 2026, já começou para o pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira entra para disputar uma cadeira no Legislativo Estadual do Espírito Santo, com objetivo de defender os interesses da população capixaba com responsabilidade e compromisso.
Alan Siqueira se filia ao do Vice Governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Cariacica Euclério Sampaio do MDB/ES
O pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira, foi diretor administrativo do Hospital Sílvio Ávidos em Colatina. À frente do HSA, Alan articulou pessoalmente a saúde com a população de mais de 20 municípios. Ele como diretor abriu as portas do hospital para atender as pessoas que mais necessitavam de atendimentos médicos hospitalares. Na sua gestão, também manteve um diálogo com prefeitos, vice-prefeitos, secretários de saúde, vereadores e líderes comunitárias mostrando que a equipe do HSA, atua para salvar vidas todos os dias em Colatina.
Alan Siqueira, também foi ex-chefe da Ciretran de Colatina, nesse cargo pode contribuir com várias demandas ao povo colatinense e também a população da região norte noroeste, onde fez uma gestão pública de responsabilidade e ética.
Com a chegada de filiação partidária, Alan Siqueira, é uma aposta de várias lideranças capixaba, e também do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) e do prefeito de Cariacica Euclério Sampaio (MDB/ES), e dos caciques do partido. A sua filiação ao MDB aconteceu ontem dia 26/03, e tem apoio da sigla para disputar uma vaga de deputado estadual em 2026.
Momento da filiação do Alan Siqueira.
COMPROMISSO COM OS CAPIXABAS
O pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira, disse que está atendo ao cenário eleitoral de 2026, e que a população está cansada de muitas promessas, e que o eleitor quer mais trabalho e um debate direto a favor da população. Alan afirmou que está atento, e se for eleito em 2026, para deputado estadual irá mostrar ao povo capixaba, um deputado que trabalha de forma objetiva e eficiente em favor da população. Alan Siqueira vem consolidando espaço no Estado para participar do pleito de outubro. O pré-candidato Alan Siqueira quer dialogar com a população capixaba não só na saúde, mas também na educação, segurança pública, geração emprego e tecnologia digital.
QUEM É ALAN SIQUEIRA
ALAN SIQUEIRA ex-diretor do Hospital Silvio Ávidos. Servidor de carreira do Estado, formado em Administração de Empresas, com sólida vivência na gestão pública.
ALAN SIQUEIRA , também foi ex-chefe da Ciretran de Colatina.
A Corte de Apelação da Itália decidiu favoravelmente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma.
Ainda cabe recurso da sentença, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo do país europeu.
Embaixada do Brasil em Roma confirmou decisão.
Em maio do ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e perda de mandato parlamentar por ser a autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em janeiro de 2023.
A invasão resultou na inserção de um mandato falso de prisão contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da ex-parlamentar.
Entenda
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a ex-deputada foi detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional.
Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.
A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação.
Em um segundo julgamento no Brasil, o STF condenou novamente a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo ao perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A pena estipulada nesta condenação foi de cinco anos e três meses de prisão
Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi negado. Com agência brasil
Na Galeria de Presidentes da Assembleia Legislativa, Ricardo Ferraço (MDB) figura como o 49º chefe do Legislativo capixaba do período republicano. Ele assumiu o posto em 1995, aos 31 anos, e até então era o mais jovem a ocupar o cargo. Aos 62 anos, assume o cargo de governador do Estado com a renúncia de Renato Casagrande (PSB/ES), marcando a sua trajetória política, que inclui mandatos eletivos, cargos de gestão política e participação ativa na resolução de problemas do Espírito Santo.
Ricardo, que assume o governo em abril, exerceu mandatos eletivos e cargos políticos estratégicos / Foto: Tonico/Centro de Memória da Ales
Ricardo Ferraço iniciou sua vida pública como vereador de Cachoeiro, na década de 1980, eleito aos 19 anos pelo então Partido Democrático Social (PDS). Também passou pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado da República em 2011 com marca histórica de 1.557.409 votos. É filho do prefeito de Cachoeiro Theodorico Ferraço (PP/ES), que está no 16º mandato eletivo.
Presidência da Ales
O mandato de Ricardo Ferraço no comando da Ales foi marcado pela retomada das obras do prédio que hoje é a sede do Parlamento capixaba, na Enseada do Suá. Antes dele, o projeto ficou paralisado por seis anos devido às denúncias de irregularidades e a problemas contratuais. Ricardo liderou o processo de renegociação e retomada da construção, que era tema dominante na imprensa. Ele foi o terceiro gestor desde que a obra começou no ano de 1984.
“O Estado passava por problemas financeiros. Ricardo recebeu essa missão (…) tão grande e difícil e teve que fazer um grande ajuste na obra, porque a obra era muito mais cara do que o Estado poderia pagar (…) ele refez os orçamentos, acho que inclusive mudou a consultora que fazia, enfim, foi uma tarefa gigante”, explicou o cientista político e historiador João Gualberto. Além de sanear a obra, Ricardo implementou reformas administrativas que prepararam a estrutura da Assembleia Legislativa para a transição de sedes.
A crise financeira do estado, citada por João Gualberto, testou a capacidade de articulação do então jovem presidente, já que os atrasos de pagamentos dos servidores e dívidas fiscais levaram à criação de diversas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar as dívidas públicas, sendo uma delas a do Banestes, em 1996.
Região Metropolitana
A criação da Região Metropolitana da Grande Vitória, em 1995, também teve participação ativa de Ricardo Ferraço. Ele foi responsável por articular e aprovar a lei que previa, inicialmente, a integração e o planejamento conjunto de serviços públicos dos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana. A legislação também forneceu ferramentas para a consolidação do Transcol, criado no final dos anos de 1980 como um sistema metropolitano de transporte integrado.
A modernização institucional da Ales e a defesa de maior equilíbrio entre os Poderes também eram parte do discurso de Ricardo Ferraço à época, apesar das divergências partidárias e das tensões políticas com o então governador Vitor Buaiz (PT). Ricardo era incisivo na cobrança de soluções e na repercussão das fragilidades da gestão estadual, consolidando sua imagem como um líder jovem e independente no estado.
Câmara dos Deputados
Em 1999, período em que a crise financeira do estado se firmou como uma das piores da história, com greves e dívidas acumuladas, Ricardo, já no PSDB, surgiu como um dos nomes ligados ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, reeleito para a Presidência da República. E assim foi sua condução para a Câmara dos Deputados como aliado da continuidade do governo central.
Em Brasília, sua atuação foi voltada para a articulação de recursos federais para o Espírito Santo, com ênfase em infraestrutura e desenvolvimento econômico regional. Outro esforço de Ricardo Ferraço na Câmara foi a tentativa de levar os benefícios da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para o sul do Espírito Santo, seu berço eleitoral.
Com a renúncia de Renato Casagrande Ao cargo de governador do Estado, assume o vice- governador Ricardo Ferraço.
“Fez um mandato muito forte voltado para a economia do café, para o setor agrícola. Isso é muito importante, porque é daí que ele vira secretário de Agricultura mais tarde (…) Inclusive penso que o ponto alto da carreira do Ricardo é como secretário de Agricultura. Foi um excelente gestor e trabalhou muito para o interior, no chamado Caminhos do Campo. Enfim (…) um executivo de alto nível”, analisa Gualberto.
Senado
Na sequência da Secretaria de Agricultura, tornou-se vice-governador no segundo mandato de Paulo Hartung (PSD). Com a projeção que o cargo lhe trouxe, garantiu vaga no Senado e foi o relator da Reforma Trabalhista durante o governo Michel Temer. “Isso foi um projeto importantíssimo para o Brasil naquela época. Nós tínhamos um regime que penalizava muito, sobretudo os pequenos empreendedores. Muitas coisas que vieram da Era Vargas, muitos conceitos de direitos muito mal elaborados”, explica João Gualberto.
Desafios
Agora, depois de três anos e três meses atuando como vice-governador, Ricardo assume o governo do Estado para um mandato de oito meses. Na opinião de João Gualberto ele terá como principal desafio manter a estabilidade fiscal que o Espírito Santo alcançou.
“Tem uma grande responsabilidade de continuar a gestão, porque não é fácil substituir uma pessoa que vai muito bem. Quando vai mal, qualquer coisa que se faz, aparece (…) então, ele vai ter que manter o pião rodando e fazer as entregas que Casagrande propôs”, avalia o cientista político. Com ales
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27/3), apresenta uma lesão no ombro direito, com indicação para procedimento cirúrgico. A informação foi confirmada pelo médico que o acompanha, o cardiologista Brasil Caiado, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25/3).
Há quase 15 dias internado, Bolsonaro deve receber alta nesta sexta-feira
Segundo o Caiado, o quadro foi identificado após exames de imagem realizados durante a atual internação, para tratar uma pneumonia bacteriana nos dois pulmões. “Ele já vinha se queixando de uma dor no ombro há algum tempo, de forma discreta e intermitente. Como ele não é de reclamar muito, decidimos aproveitar a janela da internação e solicitamos a avaliação de um especialista em ombro e cotovelo”, explicou o cardiologista.
Ainda segundo o médico, o procedimento não será realizado de imediato, pois no momento o foco total é a recuperação da pneumonia. Caiado também disse que o ortopedista responsável avalia que o problema pode ter sido “potencializado e piorado” devido a queda que Bolsonaro levou na Superintendência da Polícia Federal em janeiro. “Como foi uma avaliação recente e nós precisamos observar a evolução, ele acha que sim, mas ainda não é certeza; mas a probabilidade [de o incidente ter agravado o quadro] existe”, relatou o médico.
Prisão domiciliar
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias, em razão de seu estado de saúde. A decisão, no entanto, impõe uma série de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas de comunicação e visitas.
Moraes determinou que Bolsonaro permaneça integralmente dentro de casa. O monitoramento eletrônico será restrito exclusivamente ao endereço domiciliar, com envio diário de relatórios ao Judiciário.
A decisão também estabelece uma proibição total de comunicação externa. O ex-presidente não poderá utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de contato, nem diretamente nem por intermédio de terceiros. O uso de redes sociais também está vetado, assim como a gravação de áudios ou vídeos.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (23) determinar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP), faça a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
O ministro atendeu ao pedido de liminar feito pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Ministro acatou recurso de presidente da comissão. FOTO S
Na decisão, Mendonça disse que o pedido de prorrogação preenche os requisitos legais e não pode ignorado por Alcolumbre.
“Preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação”, afirmou.
Na semana passada, o senador protocolou um mandado de segurança no STF para o obrigar o presidente do Senado a ler o requerimento no qual a CPMI pede a prorrogação dos trabalhos, que estão previstos para acabar no dia 28 deste mês.
Segundo o senador, há omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receberem o requerimento de prorrogação.
“A Mesa Diretora e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, não querem adotar as providências necessárias para a prorrogação da CPMI do INSS, desde a não determinação de recebimento do requerimento até a não promoção da leitura do referido pedido de extensão de prazo na sessão do Senado Federal ou do Congresso Nacional”, argumenta.
Relatório O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que o relatório já reúne cerca de 5 mil páginas e 228 indiciamentos. Segundo ele, a prorrogação será relevante para elaborar propostas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema previdenciário.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, em entrevista coletiva
“Vai muito além do relatório. A prorrogação vai ser muito importante porque nós estamos trabalhando na legislação, através de projetos de lei para buscar uma blindagem do sistema de previdência.”
Alfredo Gaspar destacou ainda que as investigações apontam uma grande vulnerabilidade do Brasil a esquemas de lavagem de dinheiro, um problema que, segundo ele, também precisa ser enfrentado com mudanças na legislação.
Reportagem – Daniele Lessa Edição – Rachel Librelon
A Federação União Progressista anunciou, na tarde desta segunda-feira (23/03), apoio à candidatura de Ricardo Ferraço ao Governo do Espírito Santo nas eleições de 2026. O anúncio foi realizado na sede dos partidos Progressistas e União Brasil, em Vitória.
Além do atual vice-governador, participaram do anúncio o presidente do PP e da Federação, deputado federal Da Vitória; o presidente do União Brasil, deputado estadual Marcelo Santos; os deputados federais Messias Donato e Amaro Neto; e os deputados estaduais Deninho, Adilson Espíndula e Raquel Lessa.
O anúncio foi realizado na sede dos partidos Progressistas e União Brasil, em Vitória.
Também estiveram presentes os prefeitos Euclério Sampaio (Cariacica), Thiaguinho (Dores do Rio Preto), Davi Ramos (Vila Valério), Nirrô (Alegre), Hugo Luiz (Alfredo Chaves), Marcos Guerra (Jaguaré), Vágner Rodrigues (Guaçuí), Gedson Paulino (Iconha), Lidiney Gobbi (Marechal Floriano) e Rodrigo Borges (Guarapari), além de vice-prefeitos, vereadores e filiados aos dois partidos políticos.
O presidente da Federação União Progressista destacou que o anúncio representa mais do que uma aliança: representa um compromisso com o futuro do Espírito Santo. “Ricardo representa experiência, preparo e conhece o Estado. Tem a capacidade de manter o Espírito Santo estável. A Federação tem tamanho e história para garantir estabilidade política e sustentação institucional”, afirmou Da Vitória.
Ele também ressaltou a capacidade de diálogo de Ricardo e criticou quem faz política com autoritarismo e de forma irresponsável.
O presidente da Assembleia Legislativa e do União Brasil, Marcelo Santos, reforçou que a experiência de Ricardo é fundamental para manter o Estado no rumo certo.
“No Espírito Santo, não há ninguém com mais experiência para liderar do que Ricardo Ferraço. Em parceria com a Assembleia, ele atua nos 78 municípios capixabas e dialoga com prefeitos, vice-prefeitos, deputados e vereadores. A Federação dá apoio irrestrito à candidatura de Ricardo”, disse Marcelo Santos.
Ricardo agradeceu o apoio dos dois partidos e ponderou que fará um governo de “continuidade, não de continuísmo”. Ele também lembrou da estabilidade fiscal, política e econômica alcançada pelo Espírito Santo nos últimos anos.
“Nós vamos ganhar a eleição com o apoio de vocês (Federação), mas vocês governarão junto com a gente. Nosso modelo de governo será sempre baseado no diálogo, na conversa”, disse Ricardo, que completou: “Não existe nova e velha política, existe a política boa e a política ruim. A política boa é essa que produz resultados para melhorar a vida das pessoas”.
Posse de Ricardo Ferraço será às 14 horas, no dia 2 de abril, no Plenário Dirceu Cardoso / Foto: Arquivo Ales
A cerimônia será realizada no dia 2 de abril, às 14 horas, no Plenário Dirceu Cardoso, no Palácio Domingos Martins, e será conduzida pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União/ES). Os profissionais de imprensa deverão se inscrever previamente por meio de formulário eletrônico.
A retirada das credenciais para a imprensa será realizada no dia da solenidade (2 de abril), na Secretaria de Comunicação Social (SCS), no pilotis da Ales. Para organização do acesso e das áreas destinadas à cobertura jornalística, será permitido o credenciamento de até quatro profissionais por veículo de comunicação com função profissional distinta.
Assessores
Os assessores de gabinetes parlamentares da Ales também deverão realizar o credenciamento a partir desta quinta-feira. Para esse público, será disponibilizada apenas uma credencial por gabinete. A retirada das credenciais dos assessores ocorrerá na SCS em dois momentos: no dia 1º de abril, das 8 às 15 horas, e no dia 2 de abril, a partir do meio-dia.
A Ales reforça que o credenciamento prévio é indispensável para acesso às dependências reservadas durante a solenidade, que marca a transmissão oficial do cargo de governador, atualmente ocupado por Renato Casagrande (PSB).
Serviço – Credenciamento para a posse de Ricardo Ferraço
Quando: 19 de março a 1º de abril (até meio-dia) via formulário eletrônico Retirada das credenciais: Secretaria de Comunicação Social (Pilotis da Ales) – Imprensa 2 de abril | Gabinetes parlamentares 1º (8 às 15 horas) e 2 de abril (a partir do meio-dia)