Governo do ES terá linha de crédito para pequenas barragens

Governo do ES terá linha de crédito para pequenas barragens

Para se enquadrar no programa, a barragem precisa atender a requisitos de tamanho e capacidade / Foto: Governo Federal

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira (26), o Projeto de Lei (PL) 95/2025, iniciativa do governo estadual que viabiliza linha de crédito para a construção de pequenas barragens no estado. A análise da matéria como urgência aconteceu em sessão extraordinária e, antes da votação do Plenário, três comissões apresentaram relatório acolhendo a iniciativa: Justiça, Agricultura e Finanças. 

O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), na qualidade de relator no colegiado de Justiça, revelou que o projeto fará parte do Programa de Reservação Hídrica Rural. Segundo ele, a medida colocará no mercado R$ 60 milhões, por meio do Bandes, para o financiamento de pequenas barragens no valor de até R$ 150 mil para agricultura familiar. 

O correligionário e líder do governo, Vandinho Leite (PSDB/ES, explicou que a taxa de juros será de 7% ao ano, mas frisou que, para a agricultura familiar, há um bônus por adimplência que diminuiria a taxa para 4% ao ano – e de 7% para 6% ao ano para os demais produtores. Serão três anos de carência e cinco anos para pagar. 

“A expectativa do governo é que nos próximos oito anos se construam 1.362 barragens com esse recurso e 68 milhões de metros cúbicos (estejam) disponíveis para a agricultura e 6.810 hectares de lâmina d’água”, afirmou o Mazinho ao destacar o impacto da medida para o aumento da produtividade e a resiliência climática dos pequenos produtores. 

Vários parlamentares se manifestaram a favor do projeto, como os pessebistas Dary Pagung e Toninho da Emater, Iriny Lopes e João Coser (ambos do PT/ES), Adilson Espindula (PSD/ES), Xambinho (Podemos/ES), Hudson Leal (Republicanos/ES), além de Engenheiro José Esmeraldo (PDT/ES) e Coronel Weliton (PRD/ES), relator em Agricultura e Finanças. Muitos observaram dificuldades da produção agrícola frente à estiagem. 

O presidente Marcelo Santos (União/ES) também aproveitou para relacionar a matéria do governo ao projeto Arranjos Produtivos, criado para apoiar pequenos produtores rurais e conduzido pela Assembleia Legislativa. Marcelo destacou que o segundo ciclo da iniciativa tem um viés de preservação das nascentes dos cursos d’água.

Entenda o projeto

A proposta aprovada altera o Fundo de Fortalecimento da Economia Capixaba (Fortec), incluindo produtores rurais que buscam reduzir impactos sobre o meio ambiente e a pressão sobre o uso de recursos hídricos. Os produtores rurais capixabas já estavam incluídos na legislação, mas apenas em casos de municípios capixabas atingidos por desastres naturais.

O mesmo projeto também cria uma nova gerência na estrutura da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que terá por objetivo administrar as atividades de natureza financeira dos fundos públicos vinculados à pasta. Para o funcionamento da Gerência de Fundos e Análise Econômico-Financeira de Projetos (Gefap), o governo está criando três cargos comissionados: um de gerente (com vencimento de R$ 6.912,89) e dois cargos de chefe de equipe fazendária (com vencimento de R$ 1.774,85).

Justificativa

Segundo a justificativa da matéria, 43,3% dos estabelecimentos rurais do Espírito Santo utilizam irrigação, o maior percentual do país. O uso de sistemas de irrigação vem crescendo devido a incertezas climáticas e ao histórico de balanço hídrico negativo. O governo acrescenta ainda que a alteração na lei será regulamentada em 90 dias, prazo em que serão feitas as adequações das condições operacionais do Fortec, estabelecendo as linhas de crédito específicas.

“A proposta fortalece as condições de preservação hídrica nas propriedades rurais, por meio inclusive do financiamento da construção de barragens de pequeno porte, configurando oportunidade para forte avanço tecnológico, sobretudo para a agricultura familiar, ao mesmo tempo em que será possível ampliar significativamente a resiliência das atividades, reduzindo incertezas em relação ao clima”, explica o Executivo na justificativa do PL. 

Os investimentos poderão chegar a até R$ 150 mil por propriedade, com condições facilitadas de financiamento, juros subsidiados e prazos de pagamentos estendidos. Para se enquadrar no programa, as barragens precisam ter até cinco hectares de lâmina d’água e no máximo 50 mil metros cúbicos de capacidade de armazenamento. O objetivo é garantir que os produtores, especialmente os da agricultura familiar, tenham acesso à água, um recurso essencial para a produção agropecuária, de forma sustentável e eficiente.

O PL 95/2025 foi lido na sessão ordinária desta quarta-feira (26), quando também foi aprovado o requerimento de urgência. Em seguida, foi convocada sessão extraordinária para votar o projeto. Por Gabriela Zorzal, com edição de Titina Cardoso

Samarco avança com o pagamento aos municípios que aderiram ao Acordo de Reparação

Samarco avança com o pagamento aos municípios que aderiram ao Acordo de Reparação

Primeira de duas parcelas em 2025 poderá ser usada para investimentos em saúde, educação, segurança e outros projetos que beneficiarão a população local. foto senado federal

Os municípios mineiros de Caratinga, Pingo D’Água, Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado receberam, nessa semana, a primeira parcela referente ao Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce. Agora, as cidades terão disponíveis valores entre R$ 886,3 mil e R$ 5,54 milhões. A segunda parcela prevista para pagamento neste ano será feita no início de junho.

As quatro cidades fazem parte do grupo de 26 municípios que aderiram no prazo de 120 dias da homologação do Acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), fortalecendo a continuidade e a conclusão definitiva da reparação. Os repasses fazem parte do termo, que foi negociado ao longo dos últimos anos com o envolvimento do Poder Público. Os demais municípios receberão 30 dias após a adesão, com exceção de Ponte Nova, que recebeu no último dia 6 de março.

Os repasses diretos e indiretos do Acordo podem gerar melhoria na infraestrutura local dos municípios, como saneamento e vias públicas, ações para cultura, esporte, saúde, segurança, empreendedorismo, turismo, fortalecimento das políticas públicas e educação, além de movimentar a economia local por meio da geração de emprego e renda.

O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, explica que os municípios que optaram por aderir ao acordo endossaram a possibilidade de ser indenizados e expandir melhorias para seus habitantes. “Ao receber diretamente uma parcela do Acordo, os municípios aderentes poderão planejar e executar projetos estruturantes de longo prazo, complementares às ações de reparação e compensação que estão em andamento pela Samarco e iniciativas implementadas pelo Poder Público estaduais e federal. A adesão ao Acordo viabiliza a essas prefeituras o acesso a recursos importantes que vão permitir investimentos para aplicação em políticas públicas necessárias para agregar qualidade de vida para suas populações”, avalia.

A adesão ao Acordo encerra todas as pendências e ações judiciais entre a Samarco, suas acionistas (Vale e BHP Brasil) e partes relacionadas tanto no Brasil quanto no exterior, no âmbito do Acordo de Reparação. A partir de agora, desfrutarão também de outras verbas do Acordo já garantidas e que são relacionadas à saúde e ao saneamento.

Jurisdição brasileira

O Acordo legitima o Brasil como ambiente jurídico adequado e seguro para concluir a reparação.  Importante destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no último dia 5 de março, que os recursos destinados aos municípios no Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce pertencem integralmente a eles. Os valores recebidos pelos municípios aderentes devem ser executados obrigatoriamente em seu orçamento e gestão financeira e não podem sofrer descontos, taxas ou cobranças de honorários por ações em tribunais estrangeiros, e qualquer outra destinação deverá observar os princípios constitucionais da administração pública.

Além disso, o STF, que ainda decidirá sobre o mérito da legalidade da contratação pelos municípios de escritório para litigar em jurisdição estrangeira, afirmou liminarmente que “quaisquer compromissos assumidos, ou mesmo consequências advindas de sentenças estrangeiras, são subordinados aos órgãos de soberania do Brasil.” A decisão deixa claro que os possíveis desdobramentos da ação internacional (vitória ou derrota) estarão sujeitas ao juízo de legalidade das autoridades brasileiras.

A Samarco segue firme em seu compromisso com a reparação integral, avançando na execução das demais obrigações do Acordo, com foco nas indenizações, reassentamentos e ações ambientais.

Detalhamento dos valores por município:

– Caratinga: R$ 3,99 milhões;

– Pingo D’Água: R$ 886,3 mil;

– Rio Doce: R$ 5,54 milhões;

– Santa Cruz do Escalvado: R$ 5,54 milhões.

Em dezembro de 2024, as cidades abaixo listadas, que já haviam aderido ao Acordo, receberam a primeira parcela. São elas:

– Anchieta/ES: R$ 1,54 milhão;

– Conceição da Barra/ES: R$ 1,79 milhão;

– Córrego Novo/MG: R$ 886,3 mil;

– Fundão/ES: R$ 1,29 milhão;

– Iapu/MG: R$ 886,3 mil;

– Linhares/ES: R$ 7,11 milhões;

– Marliéria/MG: R$ 886,3 mil;

– Santana do Paraíso/MG: R$ 4,67 milhões;

– São Mateus/ES: R$ 4,49 milhões;

– Serra/ES: R$ 2,42 milhões;

– Sobrália/MG: R$ 886,3 mil. Fonte Samarco

Morre o prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman

Morre o prefeito  de Belo Horizonte Fuad Noman

Político estava internado desde janeiro após pneumonia. PREFEITURA MUNICIPAL DE BH/DIVULGAÇÃO

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, faleceu na manhã desta quarta-feira (26), informou a assessoria da prefeitura. Noman sofreu uma parada cardiorrespiratória na noite de ontem (25). Segundo Boletim médico divulgado pelo Hospital Mater Dei, Noman foi reanimado, mas o quadro era “bastante grave”.

O prefeito estava internado no hospital desde o dia 03 de janeiro para tratar de uma pneumonia. Após a reanimação, o quadro de Noman evoluiu com choque cardiogênico necessitando de doses elevadas de drogas vasoativas e inotrópicas.

Em nota, a prefeitura destacou que Fuad Noman era conhecido por seu trato gentil, sua capacidade de escuta e seu amor por Belo Horizonte.

“Um homem público íntegro, cuja história se confunde com o desenvolvimento da nossa cidade”, diz a nota.

“Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e todos os cidadãos belo-horizontinos que perdem não apenas um líder, mas um exemplo de ser humano. A cidade se despede com gratidão e reverência.”

Trajetória

Economista por formação, Fuad Noman tinha 77 anos e teve uma sólida trajetória na administração pública, como servidor público de carreira do Banco Central, ocupando ainda cargos importantes no governo federal, governo de Minas Gerais e na Prefeitura de Belo Horizonte.

Em 2022, assumiu o cargo de prefeito da capital mineira, após a renúncia de Alexandre Kalil, que concorreu ao governo de Minas Gerais, tendo sido reeleito com com 53,76% dos votos válidos, na disputa pela prefeitura no ano passado.

Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento de Fuad Noman.

Saúde

Problemas de saúde vinham acompanhando Fuad Noman desde meados do ano passado. Em julho, ele revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático.

Em dezembro do ano passado, Noman foi internado para tratar de uma pneumonia. Na ocasião, o prefeito teve necessidade de tratamento venoso com antibiótico e fisioterapia respiratória.

Em razão do seu quadro de saúde e por recomendação médica, Noman foi empossado de forma virtual no dia 1º de janeiro. Dois após após a posse, ele voltou a ser internado

Desde então, o comando da prefeitura ficou a cargo do vice-prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião.

Edição:

Juliana Cézar Nunes

STF torna Jair Bolsonaro e mais 7 réus por tentativa de golpe

STF torna Jair Bolsonaro e mais 7 réus por tentativa de golpe

Crime está previstos nos artigos 359-L e 359 M do Código Penal. foto ANTONIO AUGUSTO/ST

Relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes profere na manhã desta quarta-feira (26) seu voto no julgamento sobre o recebimento de denúncia contra Bolsonaro e outros sete aliados, todos acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de encabeçarem um golpe de Estado malsucedido.

Para Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, “descreveu satisfatoriamente os fatos típicos ilícitos, com todas as circunstâncias, dando aos acusados o amplo conhecimento dos motivos e das razões pelas quais foram denunciados”.

O ministro destacou que o julgamento desta quarta tem por objetivo somente verificar se há indícios materiais suficientes para se abrir uma ação penal, na qual as defesas terão a plena oportunidade de construir suas próprias narrativas sobre os fatos apresentados pela acusação.  

Numa indicação de que votará por receber a denúncia de forma integral, contra todos os acusados, Moraes disse que a acusação feita pela PGR permite aos denunciados “saber exatamente dos fatos pelos quais estão sendo acusados, para que possam exercer o seu direito de defesa, e todos esses fatos em relação aos denunciados estão colocados na denúncia”.

Entenda

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (26), às 10h, o julgamento sobre o recebimento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados de tramarem e executarem uma tentativa malsucedida de golpe de Estado.

É o segundo dia do julgamento do recebimento da denúncia apresentada no mês passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). É julgado a parte da denúncia relativa ao chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por oito dos 34 acusados de integrar uma organização criminosa para praticar atos contra a democracia, entre 2021 e o início de 2023.

A sessão começou com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, nessa ordem.

Próximos passos

Se a maioria dos magistrados votar pela aceitação da denúncia da PGR, Bolsonaro e mais sete acusados passarão à condição de réus e vão responder a uma ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Com a eventual abertura do processo criminal, os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Com o fim da instrução do processo, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. 

Não há data definida para o julgamento. Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.

Acusados

A denúncia julgada pela turma trata do chamado núcleo crucial, composto pelos seguintes acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • Augusto Heleno, general do Exército, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Acusação

Conforme a acusação da PGR, Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

STF valida delação de Mauro Cid; julgamento será retomado amanhã

STF valida delação de Mauro Cid; julgamento será retomado amanhã

Ministros decidirão se Bolsonaro e demais acusados vão se tornar réus. foto FELLIPE SAMPAIO /STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (25) rejeitar a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Os depoimentos do tenente-coronel foram essenciais para a finalização da investigação sobre a trama golpista durante o governo do ex-presidente. 

A questão foi decidida durante o julgamento de questões preliminares que foram suscitadas pelas defesas de oito dos 34 denunciados pela acusação de tentativa de golpe de Estado, entre eles, o ex-presidente e o general Braga Netto. 

Nesta terça-feira, o Supremo começou a decidir se recebe a denúncia apresentada em fevereiro deste ano pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado núcleo crucial, formado por oito dos 34 denunciados no caso. 

Os advogados do ex-presidente e de outros acusados afirmaram que não houve voluntariedade na delação, ou seja, Cid teria sido coagido pela Polícia Federal e por Alexandre de Moraes, relator do caso, para fazer as declarações contra Bolsonaro e os demais denunciados porque foi preso durante as investigações. 

Por unanimidade, o colegiado seguiu voto de Moraes e decidiu validar o acordo de colaboração. O ministro citou que Mauro Cid chegou a ser questionado por ele se teria sido coagido para delatar e confirmou que não foi. 

“O colaborador, na presença de seus advogados, reiterou a voluntariedade e regularidade da delação premiada”, afirmou. 

A turma também negou o impedimento dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso; o reconhecimento da competência da Primeira Turma, e não do Plenário, para julgar a denúncia e as alegações cerceamento de defesa. 

Após a finalização da análise das questões preliminares, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (26), quando os ministros vão decidir se Bolsonaro e os demais acusados vão se tornar réus. fonte ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Defesa nega que Bolsonaro conhecesse plano de golpe

Defesa nega que Bolsonaro conhecesse plano de golpe

Celso Vilardi reclamou da falta de acesso à integra das provas. Foto ANTONIO AUGUSTO/ST

O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (25) que ele não tinha qualquer conhecimento ou ligação com qualquer plano de golpe de Estado. Vilardi protestou por não ter acesso à íntegra das provas que basearam a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O defensor iniciou sua sustentação oral afirmando que Bolsonaro foi “o ex-presidente mais investigado da história deste país”. Ele acrescentou que, ainda assim, a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, não conseguiu apresentar nenhuma prova da ligação de Bolsonaro com o plano golpista ou com os atentados do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas por apoiadores do ex-presidente.

Ele afirmou que “o [ex-]presidente da República não tem nenhuma relação com [o plano] Punhal Verde e Amarelo”, referindo-se ao planejamento que, segundo a Polícia Federal (PF), previa a tomada de poder e o assassinato, após a eleição de 2022, do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e de outras autoridades, como o ministro Alexandre de Moraes, do próprio Supremo.

Ele mencionou ainda que Bolsonaro autorizou o processo de transição de governo e também de mudança antecipada no comando das Forças Armadas, ainda em dezembro de 2022, após ter perdido a eleição daquele ano. “Não é possível que se queira dizer que isso é compatível com uma tentativa do golpe”, argumentou o advogado.

“Temo a gravidade de tudo que aconteceu no 8 de janeiro, mas não é possível que se queira imputar a responsabilidade ao ex-presidente da República, ou colocá-lo como líder de uma organização criminosa, quando ele não apoiou o que aconteceu no 8 de janeiro, pelo contrário, ele tripudiou”, disse Vilardi. Ele fez referência a mensagens publicadas naquele dia, em que Bolsonaro condenou os ataques.

Para Vilardi, a denúncia é uma “conjectura”, que não conseguiu apresentar um ato específico de Bolsonaro para praticar o golpe.

Mais cedo, o procurador-geral da República reiterou suas acusações, afirmando que Bolsonaro liderou um complô golpista com o objetivo de se manter no poder mesmo perdendo a tentativa de reeleição. Para ele, o planejamento do golpe começou em meados de 2021 e teve fim somente em 8 de janeiro de 2023, com o ataque aos prédios públicos.

Acesso às provas

Assim como outras defesas no caso, Vilardi reclamou de não ter acesso aos arquivos brutos das provas que embasaram a acusação. Isso porque, segundo o advogado, nos autos constam apenas trechos selecionados pela PF do material apreendido, sem que tenha sido anexada, por exemplo, a íntegra de conversas retiradas de celulares periciados.

Segundo ele, o que foi apresentado para a defesa como prova são relatos secundários dos investigadores. “O que não está na denúncia é a completude da mídia”, afirmou o defensor. “Temos tudo que a denúncia citou, mas esse e o recorte da acusação. Com todo respeito, a defesa tem direito a fazer o seu próprio recorte”, acrescentou.

Competência do plenário

O advogado de Bolsonaro insistiu também em pedir para que o caso seja remetido a julgamento no plenário do Supremo, pedido que já foi negado mais de uma vez ao longo do processo e deve ser votado pela Primeira Turma.

O entendimento recente do Supremo é o de que os casos sobre crimes supostamente cometidos durante o exercício e em função do cargo devem permanecer na Corte mesmo após o alvo deixar o posto. Vilardi argumentou, contudo, que Bolsonaro era presidente da República, cuja competência para julgar cabe exclusivamente ao plenário.

Para o advogado, os atos imputados ao ex-presidente têm relação direta com o cargo e teriam sido praticados em função dele, e Bolsonaro “chegou a ser investigado quando ainda era presidente”.

Bolsonaro

O próprio Bolsonaro acompanhou a sustentação oral de Vilardi diretamente da sala de audiências da Primeira Turma. O ex-presidente deixou o local na manhã desta terça afirmando que somente se pronunciaria após o fim do julgamento.

Após a manifestação das defesas dos acusados, a sessão foi interrompida para o almoço e está marcada para ser retomada às 14h, quando os ministros devem começar a análise sobre as questões preliminares apresentadas pelas defesas.

Julgamento

Composta por cinco dos 11 ministros do Supremo, a Primeira Turma julga nesta terça-feira se recebe ou não a parte denúncia referente ao chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por oito dos 34 denunciados pela tentativa de golpe.

Na manhã desta terça, poucos minutos após a chegada de Bolsonaro, a sessão de julgamento foi aberta pelo presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin. Em seguida, a palavra foi dada ao relator Alexandre de Moraes, que passou à leitura do relatório sobre o caso.

O Núcleo 1 é composto pelos seguintes acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos foram acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Caso a denúncia seja recebida, os acusados se tornam réus no Supremo, sendo iniciada uma ação penal, em que deve ser aberta uma nova instrução do processo, sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa. fonte FELIPE PONTES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Lula quer recuperar US$ 6 bilhões do comércio com o Japão

Lula quer recuperar US$ 6 bilhões do comércio com o Japão

Brasil atende exigências para abrir mercado da carne, diz ministro; FOTO RICARDO STUCKERT / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (25), que quer recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década. Lula está em visita ao país asiático e se reuniu com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.

“Em 2011, o fluxo da balança comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões e hoje caiu para US$ 11 bilhões. Então, significa que, de pronto, a gente tem US$ 6 bilhões para recuperar nessa minha visita aqui”, disse Lula dirigindo-se aos representantes da associação.

Lula lembrou que é papel do presidente da República abrir as portas, mas as negociações devem ser lideradas pelo setor empresarial. “A gente tem que saber quais são as dificuldades que eles têm com relação ao Brasil e aí nós sabemos o que fazer para melhorar, se a gente quer vender e também comprar. Eu espero que a gente consiga convencer o Japão das coisas que o Brasil tem de bom para negociar”, acrescentou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que o processo de negociação para exportar a carne bovina brasileira para o Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido.

“Vamos trabalhar, então, para que ele caminhe agora para finalização e a abertura desse mercado tão importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários para fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e também seja mais competitiva no mercado interno”, destacou.

Livre de aftosa

Para Fávaro, o objetivo principal é avançar na abertura para a carne bovina brasileira, mas outros mercados devem se beneficiar.

“É um mercado importante, remunerador, que a nossa indústria das carnes está apta a atender as exigências sanitárias e também comerciais feitas pelo Japão”, disse o ministro.

“O ajuste nos protocolos sanitários de aves e também o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carne suína, muito importante para o Brasil”, acrescentou.

Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA. A ampliação para o restante do território abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação.

A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro. 

Falando em nome dos produtores, o pecuarista e presidente da Friboi, Renato Costa, afirmou que essa é uma conquista importante para o setor. “Com essa visita, agora, as coisas começam a andar, sim”, destacou. “Estamos bastante confiantes, é um mercado importante, é o terceiro maior mercado importador”, lembrou.

Costa garantiu que não haverá prejuízos para o mercado interno e explicou que, de toda a produção nacional, apenas 30% são exportados. “Com o crescimento do nosso rebanho e acesso ao mercado, isso também dá sustentabilidade para a cadeia como um todo. Então, vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país”, disse.

Gripe aviária

O ministro Carlos Fávaro lembrou ainda que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados em todo o mundo para produtos agrícolas e também destacou o esforço para impedir a chegada da gripe aviária. Também houve mudança de protocolo sanitário para aves, visando às exportações.

“A mudança de protocolo é algo que vai trazer a regionalização em nível municipal. Se um município tiver, tanto na criação de subsistência ou em plantas comerciais, gripe aviária, fica restrito o mercado só para aquele município e não para o restante do país. É um avanço, mas também uma segurança para o próprio povo japonês, já que o Brasil é o maior fornecedor de carne de frango para o Japão”, disse.

Apesar dos registros de casos em aves silvestres e de subsistência, em 2023 e 2024, a avicultura comercial brasileira permanece com o status de país livre da H5N1, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

“A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que não tem gripe aviária nos seus planteis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo ser brasileira”, destacou o ministro. FONTE ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Cachoeiro de Itapemirim celebra 158 anos de emancipação política com investimentos do Governo do ES

Cachoeiro de Itapemirim celebra 158 anos de emancipação política com investimentos do Governo do ES

O governador em exercício Ricardo Ferraço também acompanhou o andamento das obras de modernização e ampliação do Aeroporto Raimundo de Andrade. Foto: Mateus Fonseca/Governo-ES

O município de Cachoeiro de Itapemirim celebra 158 anos de emancipação política com muitos investimentos do Governo do Estado. Nesta terça-feira (25), o governador do Estado em exercício, Ricardo Ferraço (MDB/ES), esteve na cidade e visitou obras em andamento, como a macrodrenagem na Linha Vermelha, a modernização do Aeroporto Raimundo de Andrade, a restauração da Rodovia ES-478 e a duplicação da Rodovia do Frade (ES-488). São R$ 358 milhões em investimentos estaduais na “capital secreta do mundo”.

“Hoje estamos celebrando a emancipação política de Cachoeiro de Itapemirim. E nada melhor do que fazer uma série de visitas às intervenções e investimentos do Governo do Estado na nossa cidade. Aqui no Polo Industrial de São Joaquim, estamos realizando um investimento de mais de R$ 33 milhões em infraestrutura, fundamental para o desenvolvimento e geração de empregos. Também estamos na fase final de licitação das obras da Rodovia Jones dos Santos Neves, que serão iniciadas em 30 dias, com a presença do governador Renato Casagrande”, adiantou o governador em exercício.

Ricardo Ferraço também celebrou o avanço de outras importantes obras em sua cidade natal. “Também estou animado com o avanço do novo Aeroporto de Cachoeiro, que se tornará um importante vetor de desenvolvimento para a região. As obras da rodovia do Frade já começaram e vão transformar sua imagem de “rodovia da morte” em “rodovia da vida”, com infraestrutura adequada e digna. Vida longa à Cachoeiro de Itapemirim e à nossa região. Estamos aqui ouvindo as demandas dos moradores para construir um futuro melhor para todos”, disse.

Durante a agenda, o governador em exercício fez uma visita técnica às obras de macrodrenagem e a 1ª etapa da reabilitação do pavimento da Avenida José Félix Cheim (Linha Vermelha). A obra, que está 96% concluída, conta com o investimento de 62,5 milhões destinados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), para a construção de uma rede de macrodrenagem com até quatro seções, além de redes de esgoto e água. 

A intervenção realizada no trecho compreendido entre a Avenida Beira Rio e a Rua Cariacica, além das vias Avenida Etelvina Vivacqua, Rua Manoel Domingues Monteiro, Rua Manoel da Costa Carvalho, Rua Maranhão, Rua Francisco de Braga, Rua Professor Quintiliano de Azevedo, Rua Basílio Pimenta, Rua Pedro dias e Rua César Mischi. As intervenções devem beneficiar cerca de 210 mil habitantes.

Mais investimentos

O governador em exercício também acompanhou o andamento das obras de modernização e ampliação do Aeroporto Raimundo de Andrade, que transformarão o local em um importante polo para a aviação na região sul capixaba. As intervenções, iniciadas em janeiro, estão em estágio avançado. Todo o projeto conta com investimento de R$ 76,5 milhões do Governo do Estado.

Um dos destaques é o andamento dos serviços de pavimentação da pista de pouso e decolagem, que estão próximos da conclusão, bem como o início da sinalização das pistas e a execução dos serviços de drenagem. A terraplanagem da área do novo terminal de passageiros foi concluída, assim como a ampliação do pátio de aeronaves.

O secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, reforçou a importância do investimento para a mobilidade regional. “Essa obra é fundamental para melhorar a infraestrutura aérea do sul do Estado, facilitando o deslocamento de passageiros e fortalecendo o setor econômico. Assim como fizemos em Linhares, estamos garantindo mais segurança, capacidade e eficiência nas operações do aeroporto”, afirmou.

O projeto de modernização do Aeroporto Raimundo de Andrade contempla a ampliação do pátio de aeronaves, a reforma do terminal de passageiros voltado para a aviação executiva e a construção de um novo terminal comercial com o dobro da capacidade atual. A pista de taxiamento também será reformada e modernizada, garantindo mais segurança e eficiência nas operações aéreas. O estacionamento será expandido para melhor atender aos usuários do aeroporto. Com previsão de conclusão para 2026, as obras estão alinhadas às demais iniciativas do Governo do Estado para fortalecer a infraestrutura e a logística do Espírito Santo.

O Governo do Estado também investe em obras rodoviárias no município de Cachoeiro de Itapemirim. Duas importantes intervenções estão em andamento: a restauração da Rodovia ES-478 e a duplicação da Rodovia do Frade (ES-488). Ambas estão sendo executadas pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), com investimento total de R$ 217,14 milhões.

As obras na ES-478 contemplam um trecho de quase seis quilômetros de extensão entre os entroncamentos da BR-482 no Distrito de São Joaquim e a BR-393 no bairro Aeroporto. A via passará a contar com faixa de rolamento de 3,30 metros com superlargura em todas as curvas, além de acostamento por toda a extensão da via. Serão implantados abrigos para passageiros de ônibus, defensas metálicas de proteção e segurança, além da sinalização vertical e horizontal. Fonte e foto  Governo do ES

Audiência pública sobre educação inclusiva em Colatina acontece no dia 2 de abril

Audiência pública sobre educação inclusiva em Colatina acontece no dia 2 de abril

A audiência acontecerá às 18h, no Plenário Adélia Gilberti, na Câmara Municipal de Colatina. foto setur

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Colatina, realizará, no dia 02/04 (quarta-feira), uma audiência pública para tratar dos desafios enfrentados na inclusão de pessoas com deficiências intelectuais da rede municipal de ensino. O evento é uma das ações do MPES decorrentes de manifestação de pais de alunos sobre o possível desligamento de estagiários que auxiliam estudantes com deficiência nas escolas do município.

A audiência acontecerá às 18h, no Plenário Adélia Gilberti, na Câmara Municipal de Colatina. Além de contar com o apoio do Centro de Apoio Operacional de Implementação das Políticas da Educação (CAOPE), foram convidados representantes da Prefeitura Municipal, das escolas da rede municipal, da Superintendência de Educação de Colatina, da Secretaria Municipal de Educação, da Câmara de Vereadores e de associações e grupos que atuam com pessoas com deficiência.

Saiba mais

O MPES instaurou procedimento para apurar o possível desligamento dos estagiários após responsáveis pelos estudantes procurarem a instituição para relatar o caso. A partir das manifestações, o Promotor de Justiça Marcelo Volpato realizou uma audiência com os responsáveis e dialoga com a Secretaria Municipal de Educação.

O Ministério Público segue acompanhando o caso e atuando para garantir que os estudantes com deficiência possam receber suporte adequado para garantir sua inclusão e participação efetiva no ambiente escolar, conforme a legislação (Lei nº 13.146/2015).

Serviço

Audiência Pública sobre educação especializada para alunos com deficiência de Colatina

Data: 02/04 (quarta-feira)

Horário: 18h

Local: Plenário Adélia Gilberti (Câmara Municipal de Colatina)