PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA – Nº 344– COLATINA – ES, DIA 04 DE SETEMBRO DE 2026


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Hotelaria e gastronomia começam a ocupar uma posição diferente no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários voltados a destinos turísticos: em alguns projetos, serviços que estarão presentes na rotina dos proprietários deixam de ser definidos próximo à entrega e passam a ser um dos pilares do produto. A mudança influencia desde o planejamento dos espaços e serviços até a experiência e a comodidade que serão oferecidas ao proprietário depois que o empreendimento estiver em funcionamento.

Com 90% das unidades comercializadas, Vive Le Vin terá gestão da Livá Hotéis e operação gastronômica do Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, em projeto que integra hospitalidade e serviços desde a concepção
É esse modelo que a Invite Inc. adotou no Vive Le Vin, em Pedra Azul. O empreendimento, que terá uma segunda fase de lançamento e já conta com 90% das unidades da primeira fase comercializadas, terá gestão da Livá Hotéis, 3ª maior rede hoteleira do Brasil, que atuará na implantação dos protocolos operacionais e, após a entrega, na administração de serviços e facilities. Na gastronomia, a parceria será com o Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, que comandará a experiência de alimentos e bebidas do empreendimento, além de uma unidade exclusiva do tradicional restaurante dentro do complexo do Vive Le Vin.
A escolha está relacionada ao perfil do próprio empreendimento e à dinâmica de Pedra Azul, onde turismo, gastronomia, natureza e mercado imobiliário vêm se encontrando em projetos voltados a um público que utiliza a região para diferentes períodos de permanência ao longo do ano. Nesse contexto, hotelaria e gastronomia passam a ser pensadas junto com arquitetura, áreas de convivência e serviços, e não como estruturas definidas somente depois da conclusão da obra. Ao mesmo tempo, essas facilidades ampliam a comodidade para o proprietário, que passa a contar com serviços estruturados dentro do próprio empreendimento.
Segundo o diretor da Invite Inc., Caio Valença, incorporar parceiros especializados ainda no desenvolvimento permite alinhar o funcionamento futuro à proposta que deu origem ao empreendimento.
“A operação passou a ter um papel estratégico no mercado imobiliário. Arquitetura e localização continuam fundamentais, mas a qualidade da gestão também influencia a percepção de valor de um empreendimento. Por isso buscamos parceiros com expertise em suas áreas de atuação, capazes de preservar o nível de qualidade do Vive Le Vin e garantir que a experiência e comodidade idealizadas no projeto sejam sentidas pelos proprietários ao longo do tempo.”
Serviços pensados junto com o produto imobiliário
No Vive Le Vin, a Livá será responsável por áreas como recepção, governança, manutenção, concierge, limpeza e demais serviços destinados aos proprietários. A definição antecipada da gestão permite considerar fluxos, necessidades de serviço e funcionamento dos ambientes ainda durante o desenvolvimento e a implantação do empreendimento.
Na gastronomia, o Uaine Group levará ao Vive Le Vin a experiência do Restaurante Aleixo, um dos nomes reconhecidos da gastronomia capixaba. O restaurante funcionará ao longo da semana no empreendimento, ampliando a oferta gastronômica disponível aos proprietários e visitantes durante a permanência em Pedra Azul e trazendo um componente importante de comodidade para diferentes períodos de estadia.
A atuação do grupo irá além do restaurante. O Aleixo estará à frente de toda a experiência de alimentos e bebidas do Vive Le Vin, incluindo café da manhã, refeições, room service, bar da piscina, degustações de vinhos, eventos de harmonização e curadoria da carta de rótulos comercializados no empreendimento. O modelo de adega aberta adotado pelo restaurante também será levado a Pedra Azul, permitindo que o cliente escolha pessoalmente os vinhos e conte com orientação especializada para as harmonizações.

Inspirado no universo do vinho, o Vive Le Vin reúne arquitetura, arte, gastronomia e bem-estar em sua proposta. O empreendimento terá mais de 6 mil metros quadrados de áreas de lazer e convivência, com ambientes destinados a experiências enogastronômicas, wellness e contemplação da paisagem de Pedra Azul.
Sobre a Invite Inc.
A Invite Inc. é uma incorporadora boutique que reúne mais de 40 anos de experiência no mercado imobiliário por meio de seus sócios, atuando nos segmentos de médio-alto e luxo com empreendimentos residenciais, hoteleiros e comerciais no Brasil e em Portugal.
Cada projeto nasce de uma abordagem tailor-made, conectando arquitetura, design, conceito e estilo de vida aos desejos do cliente contemporâneo. Com sólida expertise em hotelaria, a Invite incorpora aos seus projetos excelência em serviço, facilidades e experiências que, do mar às montanhas, elevam o morar, traduzindo diferentes culturas e modos de viver em projetos que vão além do produto imobiliário. fonte e foto Renata Salgueir Serra

Mais de um terço (38%) das ocupações humanas existentes na Amazônia tiveram alta exposição aos efeitos do El Niño de 2024, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Mapbiomas. Entre as 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com o fenômeno.

Dado serve de alerta para o que esperar do fenômeno neste ano FOTO RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL
O El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares. Na Amazônia, ele causa seca e aumento na temperatura.
Diante da previsão meteorológica de que o fenônemo será especialmente forte neste ano ─ um “Super El Niño” ─, os pesquisadores cruzaram dados sobre a chuva e a superfície de água sobre a terra para mostrar como a Amazônia foi afetada na última ocorrência do evento climático.
No período entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica dos anos de 1985 a 2025. O volume de chuva também foi inferior, ficando 27% abaixo da média.
A temperatura máxima média durante esses três meses também teve uma alta significativa, 2,6ºC acima do que é historicamente observado no mesmo período.
“Menos chuva e temperaturas mais elevadas aumentam a demanda evaporativa na atmosfera, favorecendo a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação”, aponta o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Bruno Ferreira, da equipe da Amazônia do MapBiomas.
O estudo também observou os efeitos do fenômeno sobre diferentes tipos de ocupação humana, como núcleos urbanos, rurais, territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e outras categorias.
De acordo com os pesquisadores, as populações desses lugares foram fortemente atingidas pelos efeitos do El Niño, já que 93% dos locais analisados, 5.273 localidades, ficam a uma distância de até 5 quilômetros das áreas que sofreram redução da superfície de água, aponta o estudo.
“A seca também se manifesta na redução dos níveis dos rios, com consequências para o transporte, o acesso à água, a pesca e outras atividades que dependem dos sistemas fluviais”, destaca Bruno Ferreira.
Os dados de cobertura e uso da terra complementam os fatores de exposição do bioma, já que ao longo dos 41 anos da série histórica do estudo sobre o tema, foram perdidos 3,9 milhões de hectares de vegetação nativa, o que equivale a uma redução de 14% da cobertura verde existente anteriormente.
No estudo, além dos dados da Coleção 11 do Mapbiomas sobre Cobertura e Uso da Terra, os pesquisadores trabalharam com a Coleção 5 sobre Água, e a coleção beta sobre Atmosfera. Também foram usados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as áreas habitadas e informações do Painel El Niño, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). FONTE /AGÊNCIA BRASIL


Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.

Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.
O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.
A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.
Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.

* Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento
A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas. Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.
No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.
(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
fotos Samara Garcia e fonte Joyce Nogueira – Jornalista e Assessora de Imprensa – Drumond Assessoria

PREFEITURA MUNICIPAL DE COLATINA – Nº 343– COLATINA – ES, DIA 04 DE SETEMBRO DE 2026


A nova diretoria do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) foi empossada na terça-feira (1º/9), às 19 horas, em Linhares. O novo presidente é Gustavo Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, sucedendo Vitor das Neves Guidini. Também tomaram posse o vice-presidente, Ramon Frigi Rigoni, da Móveis Rimo, os conselheiros fiscais e os delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES).

Nova diretoria do Sindimol empossada em Linhares. Foto; Márcio Guidolini
A nova diretoria do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) foi empossada na terça-feira (1º/9), às 19 horas, em Linhares. O novo presidente é Gustavo Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, sucedendo Vitor das Neves Guidini. Também tomaram posse o vice-presidente, Ramon Frigi Rigoni, da Móveis Rimo, os conselheiros fiscais e os delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES).
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Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES, o Sindimol representa mais de 130 empresas do segmento e é responsável pela geração de 4 mil empregos formais na região.
A nova gestão herda uma agenda enriquecedora que inclui avanços em produtividade, inovação, qualificação profissional, desenvolvimento de novos produtos, expansão de mercados e incorporação de tecnologia.
Durante a posse, o novo presidente do Sindimol, Gustavo Lombardi do Nascimento, destacou o compromisso com a continuidade e a relevância do setor.
“Asumo a presidência com o compromisso de continuar fortalecendo o setor moveleiro e mantendo sua relevância para a região e o Estado. Vamos trabalhar para tornar nossas indústrias mais competitivas e reafirmar o papel estratégico que o sindicato exerce como agência de desenvolvimento. “, afirmou Lombardi
O 1º vice-presidente da FINDES, Eduardo Dalla Mura representou a Federação na cerimônia e reafirmou o compromisso institucional com o fortalecimento do setor moveleiro.
“Se comprometer uma instituição sindical é assumir uma missão coletiva. A FINDES segue ao lado do Sindimol, apoiando projetos, defendendo interesses e contribuindo para o desenvolvimento do setor. O associativismo é, antes de tudo, uma rede de colaboração. Quando nós industriais nos unimos, conseguimos defender pautas prioritárias, buscar avanços concretos e transformar realidades “, destacou Dalla Mura.
Fundado em 1987, o Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol) ajudou a consolidar Linhares como referência nacional em produção moveleira. Com mais de 130 empresas associadas e 4 mil empregos formais gerados, a entidade é um pilar da economia regional.
Ao longo de sua trajetória, o Sindimol ampliou sua atuação para além da representatividade, tornando-se uma agência de desenvolvimento do setor. A entidade cria ambientes de negócios competitivos, impulsiona a inovação e a sustentabilidade, constrói parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas e leva informação e conhecimento decisivos para a gestão de seus associados.
DIRETORIA EXECUTIVA
PRESIDENTE: Gustavo Lombardi do Nascimento (Panan Móveis)
VICE-PRESIDENTE: Ramon Frigi Rigoni (Rimo Ind e Com)
DIRETOR ADMINISTRATIVO: Izabela Lombardi do Nascimento (Panan Móveis)
DIRETOR FINANCEIRO: Leonardo Merisio Massucatti (MGM Móveis)
DIRETORIA SUPLENTE
1º SUPLENTE: Gustavo Volponi Pessoti (ACP Ind de Móveis)
2º SUPLENTE: Gilsomar Comper (P2A Embalagens)
3º SUPLENTE: André Melo Pessoti (Imopel)
4º SUPLENTE: Rafael da Cruz Correia (Ind de Móveis Peroba)
CONSELHO FISCAL
1º TITULAR: Vitor das Neves Guidini (Cimol Ind de Móveis)
2º TITULAR: Ademilse Guidini (Cimol Ind de Móveis)
3º TITULAR: Lucio Peroba dos Reis (Ind de Móveis Peroba)
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
1º SUPLENTE: Nicholas Pessoti (ACP Ind de Móveis)
2º SUPLENTE: Anair Guidini Massucatti (Cimol Ind de Móveis)
3º SUPLENTE: Rafael Motta Boamorte (RMBM)
DELEGADOS JUNTO À FINDES
EFETIVOS:
1º – Gustavo Lombardi do Nascimento
2º – Ramon Frigi Rigoni
SUPLENTES:
1º – Vitor das Neves Guidini
2º – Lucio Mauro Peroba dos Reis
Por Madu Freitas, sob supervisão de Wanessa Eustachio

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) participou, nesta quarta-feira (02/09), do “Seminário Capixaba para o Enfrentamento do El Niño: Cenários climáticos, impactos e ações para um Espírito Santo mais preparado”, realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle para o Enfrentamento dos Impactos do Fenômeno El Niño (CICC-El Niño), no Salão São Tiago do Palácio Anchieta, em Vitória.

Seminário Capixaba para o Enfrentamento do El Niño: Cenários climáticos, impactos e ações para um Espírito Santo
Representando o Procurador-Geral de Justiça Francisco Martínez Berdeal, a Promotora de Justiça e Dirigente do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA), Bruna Legora, ressaltou o caráter preparatório da reunião, reforçando a necessidade de efetivar estratégias para fazer frente ao fenômeno climático.
“Estamos aqui hoje para nos preparar para o El Niño, mas não só para saber o que está acontecendo: temos que sair daqui com ideias, com planejamentos. É isso que o Ministério Público está fazendo, organizando uma Agenda El Niño com ações integradas, unindo meio ambiente , educação , saúde e assistência social, para que possamos cuidar de todos, declarou a Promotora de Justiça.
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, contribuindo para para períodos mais quentes e maior irregularidade das precipitações, com possíveis reflexos sobre a disponibilidade de água, a agropecuária, a saúde da população, os incêndios em vegetação, a prestação de serviços públicos e outras atividades econômicas.
O encontro reuniu gestores públicos, especialistas e instituições com diferentes áreas de atuação para discutir os cenários climáticos projetados, os potenciais impactos sobre o território capixaba e as medidas de prevenção, preparação e resposta.
O MPES integra o Centro Integrado de Comando e Controle, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES). O grupo foi instituído em 08 de julho e tem como objetivo promover a integração, coordenação e articulação das ações de monitoramento, mitigação, preparação, resposta e recuperação relacionadas aos impactos do El Niño no Espírito Santo. fonte e foto MPES

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2/9). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

Votação de PEC no Senado só deve ocorrer após eleições
“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.
Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.
O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.
Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.
A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.
A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.
Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro.
A Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.
A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto. fonte PEDRO RAFAEL VILELA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto senado federal


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça divulgou nota, na manhã desta quarta-feira (2/9), na qual se posiciona em relação a notícias divulgadas na imprensa sobre encontro que manteve com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro. Em fevereiro deste ano, o ministro assumiu a relatoria do caso Master no Supremo.

Fato teria ocorrido em março de 2025 “por iniciativa do empresário” , foto tse
Na nota, Mendonça afirma que recebeu “uma única vez” o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex- presidente do Banco Master, preso por suspeita de fraudes financeiras.
De acordo com o ministro, isso ocorreu em março de 2025, “por iniciativa do próprio empresário”, diz a nota. Mendonça afirma ainda que se limitou a ouvi-lo.
No mesmo mês, o ministro disse que atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro.
Na nota, Mendonça alega que o assunto tratado no encontro foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco Master.
O ministro do Supremo enfatiza que foi contrário à posição defendida pelo ex-banqueiro:
“Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos”, diz a nota.
Nesta segunda-feira (1º) foram divulgados trechos de conversas extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master. fonte AGÊNCIA BRASIL

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º/9) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Gonet diz que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente
Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.
Para Gonet, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
No entendimento dele, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada ao presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria o caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.
“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet.
O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o próprio procurador-geral.
As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°/9). fonte ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL e foto pgr
