Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad

Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad

Ministro participou de conferência do FMI na Arábia Saudita. foto agência brasil

O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para trás o período em que a inflação estava em torno de dois dígitos.

“O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro no painel “Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes”.

Apesar de estar em um dígito, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.

No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, também acima do teto de 4,5%. Com base na legislação, o BC enviou uma carta em que justificou o estouro da meta com base na alta do dólar, problemas climáticos e aquecimento da economia.

Pelo sistema de metas contínuas de inflação, a cada seis meses, o BC terá de enviar uma carta caso a inflação em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacionário à alta do dólar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, período marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas.

“Por volta de 12 a 30 anos, a inflação se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do dólar pelo mundo, acabou fazendo com que nós tivéssemos um repique inflacionário no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a inflação fosse controlada”, justificou Haddad.

Câmbio

Com a valorização do real nas últimas semanas, afirmou o ministro, os preços devem se estabilizar. “O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize”, destacou.

Atualmente em 13,25% ao ano, a Taxa Selic deverá subir para 14,25% na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, como informou a própria instituição financeira no início do mês.

G20

Haddad destacou a reforma tributária sobre o consumo, regulamentada no fim do ano passado e que deverá gerar crescimento econômico nos próximos anos. Segundo o ministro, o Brasil trabalha para ter equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em meio a um ajuste fiscal importante e com fortes incertezas externas.

O ministro relembrou a presidência do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). Segundo Haddad, o Brasil deixou um legado de busca pela reglobalização sustentável, capaz de conciliar interesses de mercado, combate às desigualdades e transição para fontes de energia limpas.

Mediadora do debate, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu a capacidade de as economias se adaptarem a choques globais, que aumentaram nos últimos anos com incidentes como a pandemia de Covid-19 e a intensificação das mudanças climáticas. Segundo ela, as economias emergentes devem pautar-se na “resiliência”, antecipando-se e absorvendo parte dos efeitos da geopolítica e das crises externas. Fonte e foto agencia brasil

Arranjos Produtivos inicia nova fase e amplia apoio aos agricultores familiares

Arranjos Produtivos inicia nova fase e amplia apoio aos agricultores familiares

Marcelo Santos adiantou que produtores terão palestras sobre preservação ambiental / Foto: Lucas S. Costa

A Assembleia Legislativa reuniu, nesta quinta-feira (13), prefeitos, agricultores e parceiros para dar início ao segundo ciclo do projeto Arranjos Produtivos, uma iniciativa que busca fortalecer a agricultura familiar capixaba, garantindo conhecimento técnico, sustentabilidade econômica e novas oportunidades para o homem do campo. Com a ampliação do projeto, que passa a atender 27 municípios, a proposta é tornar os pequenos produtores mais independentes, incentivando a diversificação da produção e a permanência das famílias no meio rural.

Criado para levar conhecimento e modernizar a produção no campo, o Arranjos Produtivos dá aos agricultores acesso a assistência técnica especializada, estudos sobre negócios e equipamentos que facilitam o trabalho diário. O objetivo é tornar os pequenos negócios rurais mais rentáveis, diversificados e sustentáveis, dando aos trabalhadores do campo mais condições de crescimento e autonomia financeira.

“O que estamos fazendo aqui não é assistencialismo. Estamos buscando ferramentas para que os agricultores possam crescer sem precisar do Estado a todo momento. Eles terão uma estrutura para produzir mais, vender melhor e fazer o negócio girar de forma independente”, contou o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos, sobre a nova fase que se inicia.

A inclusão de consultores em quatro áreas estratégicas – associativismo, coordenação de projetos, coordenação técnica e agroindústria, também foi apresentado como novidade. Segundo a secretária da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, essa mudança veio a partir da própria demanda dos agricultores que já participaram do programa e sentiram necessidade de um suporte ainda mais direcionado.

Vencedor do prêmio Assembleia Cidadã, pela União dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), na categoria Projetos Especiais, o Arranjos Produtivos tem se tornado referência no apoio à agricultura familiar. Em parceria com o Governo do Estado e as prefeituras, os lavradores atendidos têm acesso a uma gama de serviços essenciais para o fortalecimento de suas atividades.

Técnicas como agricultura de conservação, agroecologia e manejo integrado de pragas e doenças são alguns dos temas compartilhados pelos especialistas que visitam as comunidades agrícolas. Além da produção, esses conhecimentos também colaboram para a preservação do meio ambiente, garantindo a saúde do solo, a diversidade biológica e a segurança alimentar das comunidades rurais.

Já as mudas fornecidas são selecionadas pelos técnicos para se adaptarem às condições específicas de cada região, garantindo uma colheita com bons resultados. Enquanto os equipamentos contribuem para a modernização dos negócios, permitindo que os agricultores façam o seu trabalho com maior eficiência, com menos esforço e mais retorno financeiro.

Segundo Marcelo Santos, a meta agora é levar o projeto para os 78 municípios capixabas. “Já contamos com o apoio da Aderes e com investimentos do Executivo, mas sei que podemos ampliar esse alcance. Por isso, levarei essa proposta ao governador Renato Casagrande ”, afirmou.

O evento contou com a presença de diversas lideranças dos 27 municípios atendidos, incluindo os prefeitos Alexandro (Alto Rio Novo), Hugo Luiz (Alfredo Chaves), João Trancoso (Vila Pavão), Marcos Guerra (Jaguaré), Micula (João Neiva), Nei Castelari (Rio Novo do Sul) e Reginaldo Simão (Ibitirama). Também estiveram presentes os vice-prefeitos Mário da Mineirinha (Nova Venécia) e Roberto Pessin (Conceição do Castelo), além dos ex-prefeitos Bolinha (Vila Pavão) e Sérgio Fonseca (Jerônimo Monteiro).

Veja os municípios atendidos pelo projeto: 

Alegre
Anchieta
Atílio Vivácqua
Águia Branca
Alfredo Chaves
Alto Rio Novo
Brejetuba
Boa Esperança
Colatina
Conceição do Castelo
Conceição da Barra
Itapemirim
Jaguaré
Jerônimo Monteiro
João Neiva
Guaçuí
Mantenópolis
Marilândia
Montanha
Muniz Freire
Nova Venécia
Pedro Canário
Piúma
Rio Novo do Sul
São Domingos do Norte
Vila Valério
Vila Pavão

Decreto institui Desenrola Rural que ajudará 1,3 milhão de famílias

Decreto institui Desenrola Rural que ajudará 1,3 milhão de famílias

Instituições têm até dez dias para oferecer renegociações. foto USP

Nos próximos dez dias, as instituições de crédito terão de oferecer renegociações a agricultores familiares endividados por meio do Desenrola Rural. O decreto que institui o programa foi publicado nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União.

A partir da publicação do decreto, as instituições de crédito têm até 10 dias para atualizar os sistemas. Após esse prazo, os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, poderão ter acesso a melhores condições de renegociação e liquidação de suas dívidas.

O programa abrange tanto dívidas de crédito rural como débitos inscritos na Dívida Ativa da União ou com créditos de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (incra). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a versão do Desenrola para pequenos produtores rurais poderá beneficiar até 1,35 milhão de pessoas com débitos em atraso há mais de um ano, de um total de 5,43 milhões de agricultores familiares no país.

Um levantamento do ministério constatou que, das famílias endividadas, 70% estão com restrições nos bancos e 30% com restrições nos serviços de proteção ao crédito, muitos por atrasos nas contas de água, luz e telefone. Em relação às instituições de crédito, 69% dos débitos dos agricultores familiares têm valor inferior a R$ 10 mil. Entre as pessoas com restrição de crédito, 47% têm dívidas de até R$ 1 mil.

Adesão

A adesão poderá ser feita de três formas. Quem estiver inscrito na Dívida Ativa da União poderá acessar, a partir de 24 de fevereiro, a página Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), digitar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), clicar em Consultar Dívida e escolher uma opção de pagamento.

Para dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ou dívidas bancárias de qualquer natureza, o produtor familiar deverá procurar a instituição financeira para regularizar a situação também a partir do dia 24, primeiro dia útil após o prazo de dez dias da publicação do decreto. Se a dívida for de crédito de instalação de beneficiários da reforma agrária, o pequeno agricultor deve ir ao Incra para quitar os débitos com desconto.

O MDA também orienta os agricultores familiares a procurar os sindicatos, as associações e as entidades representativas para receberem ajuda. A adesão vai até 31 de dezembro.

Condições

As condições de renegociação e os descontos variam conforme o tipo de dívida. No caso de dívidas do Pronaf com riscos totalmente cobertos pelos fundos constitucionais (do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste), o decreto estabelece duas condições de negociação: sem e com amortização das parcelas inadimplentes. Apenas operações contratadas entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022 poderão ser renegociadas.

No primeiro caso, o desconto variará de 40% mais um valor fixo de R$ 6 mil para débitos acima de R$ 50 mil até 80% sem adicional fixo para débitos de até R$ 10 mil. No segundo caso, em que ocorre a amortização e a capacidade de pagamento na definição do valor das parcelas não ocorre, o desconto variará de 25% mais um desconto fixo de R$ 8 mil para dívidas acima de R$ 50 mil até 65% para débitos de até R$ 10 mil.

Para as dívidas de beneficiários da reforma agrária contratadas de 27 de maio de 2014 a 29 de junho de 2022, haverá descontos de 50% para as modalidades cacau e recuperação ambiental; de 80% nas modalidades fomento, fomento mulher, semiárido e florestal; de 90% na modalidade apoio inicial e de 96% nas modalidades habitacional e reforma habitacional. Fonte agência brasil

Espírito Santo avança na estruturação de programa de desenvolvimento sustentável da pipericultura

Espírito Santo avança na estruturação de programa de desenvolvimento sustentável da pipericultura

Espírito Santo como líder nacional na produção e exportação de pimenta-do-reino. foto incaper

O Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), está avançando na estruturação de uma proposta de Programa de Desenvolvimento Sustentável da Pipericultura Capixaba. Na última quinta-feira (06), equipes técnicas dos órgãos se reuniram na sede do Incaper, em Vitória, para discutir a iniciativa, que tem foco no fortalecimento da cadeia produtiva da pimenta-do-reino.

Durante o encontro, que teve a participação de pesquisadores e extensionistas com atuação na área da pipericultura, foram debatidos os principais desafios do setor, que tem grande relevância econômica para o Espírito Santo. O Estado lidera a produção e exportação do produto no Brasil, sendo responsável por 61% da produção nacional. Além disso, a especiaria ocupa a terceira posição na pauta de exportações do agronegócio capixaba.

O subsecretário de Estado de Desenvolvimento Rural da Seag, Michel Tesch, que coordenou a reunião, salientou que a criação do programa busca fortalecer a produção de pimenta-do-reino de forma sustentável, em alinhamento com as diretrizes do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag-4).

“Com base nas demandas e iniciativas levantadas no Pedeag-4, mobilizamos a equipe técnica do Sistema Público Agrícola para discutirmos e avançarmos na construção de um amplo programa, com ações efetivas para apoiar e impulsionar o setor, priorizando a sustentabilidade”, destacou Tesch.

Um dos principais pilares do programa será a criação de um currículo de sustentabilidade específico para a pimenta-do-reino, inspirado no modelo bem-sucedido já aplicado à cafeicultura no Estado.

“O Espírito Santo tem um Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura, que é referência nacional e internacional pelos seus resultados. Agora, queremos replicar essa experiência positiva na pipericultura”, frisou o subsecretário.

O diretor-geral do Incaper, Antonio Elias Souza da Silva, reforçou a importância da iniciativa. “Nossas equipes estão empenhadas em contribuir com a elaboração do programa e com ações em pesquisa, assistência técnica e extensão rural destinadas a tornar a cadeia produtiva capixaba de pimenta-do-reino ainda mais robusta, sustentável e competitiva”, pontuou o diretor.  

Próximos passos

A proposta do programa será apresentada e debatida com representantes do setor de pipericultura e organizações parceiras ligadas à agricultura capixaba. A expectativa é que, após esse processo de discussão, o programa seja lançado oficialmente nos próximos meses, contribuindo para consolidar o Espírito Santo como líder nacional na produção e exportação de pimenta-do-reino.

Superávit da balança comercial cai 65,1% em janeiro

Superávit da balança comercial cai 65,1% em janeiro

Exportações superaram importações em US$ 2,164 bilhões. foto governo do Ceará

O aumento das importações e a queda das exportações fizeram o superávit da balança comercial cair em janeiro. No primeiro mês do ano, o país exportou US$ 2,164 bilhões a mais do que importou, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2022, quando a balança comercial tinha registrado déficit de US$ 59,1 milhões. Em relação a janeiro de 2024, o superávit caiu 65,1%.

Em janeiro, o país exportou US$ 25,18 bilhões, queda de 5,7% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado e o segundo melhor janeiro da série histórica, só perdendo para 2024. As importações somaram US$ 23,016 bilhões, alta de 12,2% na mesma comparação e atingindo volume recorde para o mês.

Do lado das exportações, a redução no preço internacional da soja, do milho, do ferro, do petróleo e do açúcar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. Paralelamente, a entressafra de milho e de soja piorou a situação. As vendas de alguns produtos, como café e celulose, subiram no mês passado, compensando a diminuição de preço dos demais produtos.

Do lado das importações, as aquisições de motores, máquinas, compostos orgânicos, componentes de veículos, adubos e fertilizantes químicos subiram. A maior alta ocorreu com as máquinas e motores, cujo valor comprado aumentou 56,7% em janeiro na comparação com janeiro do ano passado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas caiu 0,9%, puxado pela entressafra de diversos produtos e pela redução do preço do minério de ferro por causa da oscilação da demanda na China. Os preços caíram 5,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 19,5%, mas os preços médios recuaram 6,1%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recuperação da economia.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade pesou mais na redução das exportações. O volume de mercadorias embarcadas caiu 6,7% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio caiu 4%. Na indústria de transformação, a quantidade caiu 2,7%, com o preço médio subindo 2,5%, refletindo a crise econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 6,1%, enquanto os preços médios recuaram 18,3%.

Estimativa

Em janeiro, o Mdic divulgou estimativas para a balança comercial do ano. A pasta prevê que o Brasil terá superávit entre US$ 60 bilhões e US$ 80 bilhões em 2025, com as exportações ficando entre US$ 320 bilhões e US$ 360 bilhões, e as importações entre US$ 260 bilhões e US$ 280 bilhões. Tradicionalmente, a pasta divulgava as projeções para o ano a partir de abril, com revisões em julho e em outubro.

O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit comercial de US$ 75,7 bilhões neste ano. Em 2024, a balança comercial registrou superávit de US$ 74,176 bilhões, com as exportações somando US$ 337,046 bilhões e as importações atingindo US$ 262,869 bilhões, segundo os dados revisados pelo Mdic. Fonte agência brasil

Projeto amplia limite de receita e número de empregados dos microempreendedores individuais

Projeto amplia limite de receita e número de empregados dos microempreendedores individuais

O Projeto deputado federal Da Vitória, busca ampliar o limite de faturamento anual do microempreendor individual (MEI); foto divulgação

O Projeto de Lei Complementar 13/2025, apresentado pelo deputado federal Da Vitória (Progressistas-ES), busca ampliar o limite de faturamento anual do microempreendor individual (MEI) de R$ 81 mil para R$ 150 mil. O texto foi apresentado nesta semana e já tramita na Câmara dos Deputados.

Além disso, o projeto permite que cada MEI possa contratar até dois funcionários ao invés de um, como estabelece atualmente o Estatuto da Micro e Pequena Empresa, que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria.

Da Vitória justifica que a medida busca incentivar o empreendedorismo e a formalização de pequenos negócios, facilitando a obtenção de crédito e gerando empregos.

“Desde 2021, o valor do limite do faturamento anual dos microempreendores não é reajustado, o que dificulta a adesão ou manutenção deles nesta modalidade do Simples Nacional. No Brasil, temos mais de 15 milhões de MEIs, o que mostra que muitas pessoas decidiram ter seu próprio negócio, abrir sua própria empresa. Precisamos dar mais ferramentas para quem deseja empreender, pois isso representa renda e gera empregos”, disse o parlamentar capixaba. Fonte e foto assessoria do deputado

Cesta Básica terá preço monitorado pelo Procon de Colatina

Cesta Básica terá preço monitorado pelo Procon de Colatina

A partir deste mês, o órgão realizará uma pesquisa mensal para acompanhar as variações nos custos de 23 itens essenciais. Foto Secom Colatina

Utilizando as mesmas técnicas de comparação de preços aplicadas em capitais como Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro, o Procon de Colatina passa a apresentar ao consumidor o preço médio dos produtos que compõem a cesta básica vendida na cidade.

A partir deste mês, o órgão realizará uma pesquisa mensal para acompanhar as variações nos custos de 23 itens essenciais, impactando diretamente o bolso dos consumidores.

A ação será realizada na primeira semana de cada mês e inclui uma amostra representativa de sete estabelecimentos comerciais, abrangendo grandes redes de supermercados, além de mercados médios e pequenos. Entre os itens analisados, estão produtos fundamentais para a alimentação diária da população, como arroz, feijão, óleo, sal, açúcar, café, farinha de trigo e macarrão.
De acordo com o coordenador do Procon de Colatina, Ronaldo Ferreira, a medida visa proporcionar maior transparência e apoio ao consumidor local.

“A pesquisa oferecerá uma visão detalhada das flutuações nos preços e permitirá que os consumidores tenham decisões de compra. Além disso, o resultado será divulgado de forma clara e acessível, facilitando a comparação dos preços praticados na cidade”, destacou.

A ação busca garantir que os preços cobrados estejam dentro dos padrões de mercado e evitar práticas comerciais abusivas.
O órgão se compromete a seguir fiscalizando os preços, fiscalizando eventuais abusos e garantindo que todos os cidadãos tenham os seus direitos respeitados no momento das compras. Fonte e foto Secom Colatina

45% dos profissionais gostariam de receber auxílio-mobilidade

45% dos profissionais gostariam de receber auxílio-mobilidade

Esse benefício flexibiliza o transporte dos funcionários até a empresa e pode ser uma estratégia eficaz para atrair e reter talentos no mercado de trabalho; Foto: Reprodução/Freepik

O auxílio-mobilidade é um benefício fornecido por empresas para auxiliar os funcionários no transporte até o trabalho. Essa iniciativa promove maior flexibilidade, sendo um diferencial na contratação e retenção de talentos.

De acordo com uma pesquisa da Robert Half, 45% dos profissionais do mercado de trabalho gostariam de receber esse benefício.

Com a redução do desemprego e as mudanças no comportamento dos trabalhadores, a oferta de benefícios atrativos tem se tornado essencial para recrutadores que desejam atrair os melhores profissionais.

39% das empresas oferecem auxílio-mobilidade no Brasil

Um levantamento realizado pela Robert Half aponta que apenas 39% das empresas no Brasil oferecem o auxílio-mobilidade, número inferior à demanda dos trabalhadores.

A necessidade desse benefício pode variar conforme o setor, mas ele facilita o acesso ao transporte e amplia as opções disponíveis. Essa flexibilidade pode ser útil em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Apesar disso, o benefício ainda é relativamente novo e, muitas vezes, confundido com o vale-transporte. Entender como implementar o auxílio-mobilidade é o primeiro passo para avaliar se ele é válido em uma organização.

O que é auxílio-mobilidade?

O auxílio-mobilidade é um benefício concedido aos funcionários para facilitar o deslocamento entre a residência e o local de trabalho. Ao contrário do vale-transporte, que é restrito ao uso de transportes públicos, ele pode ser utilizado em diversas modalidades.

Entre as aplicações estão: estacionamentos, pedágios, corridas de táxi ou aplicativos como Uber, e até o aluguel de veículos. Geralmente, o benefício é fornecido por meio de um cartão recarregável com um valor específico para esse fim.

Como implementar o benefício na empresa?

Para implementar o auxílio-mobilidade, é fundamental conhecer o perfil da empresa e os interesses dos funcionários. Algumas etapas importantes incluem:

  • Realizar uma pesquisa interna: identificar a percepção dos colaboradores sobre os benefícios atuais e verificar se há demanda pelo auxílio-mobilidade.
  • Avaliar o orçamento: analisar as finanças da empresa para determinar a viabilidade do benefício, considerando um possível planejamento de longo prazo.
  • Atender à legislação: garantir que o benefício esteja em conformidade com as normas trabalhistas.
  • Fazer benchmarking: estudar a concorrência para entender quais benefícios são oferecidos e verificar a aplicabilidade na própria organização.
  • Definir uma política de benefícios: estabelecer regras claras para o uso do auxílio, garantindo que o saldo seja destinado de maneira adequada.

Essas etapas ajudam no planejamento e implementação do auxílio-mobilidade, sempre alinhadas às políticas internas e às exigências legais. Geralmente, a inclusão do benefício pode ser feita através do cartão de multibenefício, oferecendo uma solução prática e integrada para os colaboradores.

Benefícios do auxílio-mobilidade e expectativa para o futuro

O mercado de trabalho atual exige maior flexibilidade das empresas, inclusive no que diz respeito ao transporte. Nesse cenário, o auxílio-mobilidade dispensa a necessidade de restringir os funcionários a um único meio de deslocamento.

Para organizações onde o local de trabalho varia, o benefício é ainda mais relevante, além de proporcionar mais qualidade de vida aos colaboradores, que podem reduzir os custos mensais com transporte.

Além disso, empresas que oferecem o auxílio-mobilidade se destacam na retenção de talentos e ganham vantagem no mercado. A iniciativa também impacta positivamente a produtividade e os resultados.

Em um mercado cada vez mais qualificado e competitivo, oferecer benefícios pode ser um passo estratégico para empresas que desejam atrair e reter os melhores profissionais. Fonte Alan Santana

Banco Central: setor público registra déficit de 0,4% do PIB em 2024

Banco Central: setor público registra déficit de 0,4% do PIB em 2024

Resultado é melhor que 2023, quando déficit atingiu 2,28% do PIB. foto BC

O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou, em 2024, um déficit primário de R$ 47,6 bilhões, o que representa 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), informou hoje o Banco Central (BC). O resultado representa uma melhora expressiva em relação a 2023, quando o déficit registrado foi de R$ 249,1 bilhões, o equivalente a 2,28% do PIB.

Em dezembro passado, o setor público registrou um superávit primário de R$ 15,7 bilhões no setor público consolidado, ante déficit de R$ 129,6 bilhões em dezembro de 2023. A melhora se deve, principalmente, ao fato de que, em 2023, houve o pagamento de precatórios na ordem de R$ 92,4 bilhões.

“Em dezembro, o Governo Central e as empresas estatais foram superavitários, na ordem, em R$ 26,7 bilhões e R$1 bilhão, enquanto os governos regionais registraram déficit de R$ 12 bilhões”, disse o BC.

O órgão informou ainda que, em 2024, os juros nominais do setor público consolidado, apropriados pelo critério de competência, alcançaram R$ 950,4 bilhões (8,05% do PIB), ante R$ 718,3 bilhões (6,56% do PIB) em 2023.

Já em dezembro passado, os juros nominais atingiram R$ 96,1 bilhões, ante R$ 63,9 bilhões em dezembro de 2023. A autoridade monetária disse que o resultado das operações de swap cambial, que registraram ganho de R$ 6,6 bilhões em dezembro de 2023 e perda de R$ 19,9 bilhões em dezembro de 2024, contribuiu para o resultado.

Ainda de acordo como BC, o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 998 bilhões, o que representa 8,45% do PIB de 2024, ante R$ 967,4 bilhões (8,84% do PIB) em 2023. Em dezembro, o déficit nominal atingiu R$ 80,4 bilhões, comparativamente a R$ 193,4 bilhões em dezembro do ano anterior.

Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) ficou em R$ 7,2 trilhões em 2024, o equivalente a 61,1% do PIB. A elevação anual de 0,7 p.p. do PIB se deve aos juros nominais apropriados, que registraram alta de 8,0 p.p.; o déficit primário, que ficou 0,4 p.p., o reconhecimento de dívidas, o efeito da desvalorização cambial de 27,9% no ano.

Também influenciaram os ajustes da dívida externa líquida (-0,3 p.p.), o efeito das privatizações (-0,3 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (-4,4 p.p.).

Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – o resultado atingiu 76,1% do PIB, ficando em R$ 9 trilhões em 2024. Fonte agência Brasil

Conab estima produção de 51,8 milhões de sacas de café este ano

Conab estima produção de 51,8 milhões de sacas de café este ano

Resultado representa queda de 4,4% na comparação com 2024. foro chbagro

A produção total estimada para a safra de café beneficiado brasileiro este ano é de 51,8 milhões de sacas, o que, se confirmado, representará uma queda de 4,4% na comparação com a safra anterior. O 1º Levantamento de Café – Safra 2025 foi divulgado nesta terça-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, explica que essa queda é reflexo de toda uma conjuntura climática observada desde 2021 no país.

“Esse é o primeiro resultado da previsão da safra de café de 2025. A Conab monitora a safra cafeeira e divulga quatro estimativas ao ano. Esse resultado tem como tônica o reflexo, ainda, do clima em 2021, em 2023, e em parte de 2024. Ela se ainda se mostra uma safra desafiadora”, disse Vasconcellos.

De acordo com a Conab, a produtividade foi prejudicada por fatores como altas temperaturas e restrição hídrica durante as fases de floração, o que deve resultar em uma colheita média de 28 sacas por hectare, o que corresponde a uma redução de 3% na comparação com 2024.

O resultado deve ser negativo mesmo havendo crescimento de 0,5% na área total destinada a cultivo de café no Brasil, que ficou em 2,25 milhões de hectares, sendo 1,85 milhão para produção e 46 mil hectares para formação.

“Para o café arábica, a estimativa aponta uma produção de 34,7 milhões de sacas, uma queda de 12,4% em relação ao ano anterior. Esse desempenho reflete o ciclo de baixa bienalidade e as adversidades climáticas, especialmente em Minas Gerais, maior produtor do país, onde a redução foi de 12,1%”, informou a Conab.

No caso do café conilon, a estimativa da Conab é de uma produção totalizada em 17,1 milhões de sacas. Se confirmado, o resultado representará, segundo a Conab, um “crescimento expressivo” de 17,2%. Fonte agência brasil e foto chbagro