Atenção, capixabas das cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana! As organizações da sociedade civil, cooperativas, coletivos formalizados e coletivos informais, sem fins lucrativos, devem ficar atentos aos prazos, elaborarem seus projetos e participarem do edital e do chamamento público do Fundo de Participação Social do Rio Doce.
O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB)
De acordo com o Governo Federal, serão disponibilizados um total de R$ 450 milhões para o fortalecimento das organizações sociais e a recuperação dos modos de vida nos territórios atingidos, recursos oriundos do Novo Acordo do Rio Doce.
Edital ‘Rio Doce Participativo e Comunitário’
Para os projetos capilarizados com foco no fortalecimento direto das comunidades atingidas, serão designados R$ 225 milhões. As propostas apresentadas precisam estar em cinco eixos principais: “Economia Popular e Solidária”, com foco na geração de renda e fomento à agricultura familiar e pesca; “Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida”, com projetos de educação, cultura e lazer; “Resiliência Comunitária e Transição Climática”, priorizando a recuperação de recursos naturais e acesso à água potável; “Autonomia dos Povos e Comunidades Tradicionais”, voltada para indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais; e “Igualdade e Não-Discriminação”, para projetos de direitos das mulheres e de vulnerabilizados.
O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB), e o prazo para encaminhamento de propostas é até o dia 22 de junho. Todas as informações sobre critérios de participação e de encaminhamento de propostas podem ser obtidas em fbb.org.br/edital-publico/editalriodoce/
Chamamento Público ‘Rio Doce Participativo’
Para os projetos estruturantes com foco em desenvolvimento territorial, serão destinados outros R$ 225 milhões. São duas prioridades: fortalecimento institucional, aprimorando a gestão e a governança das organizações sociais; e estruturação de serviços e empreendimentos produtivos coletivos, ampliando a capacidade de comercialização e a integração das cadeias produtivas regionais.
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a paixão pelo futebol já começou a movimentar intensamente a economia do país. Uma pesquisa inédita realizada pela fintech Creditas, em parceria com o instituto Opinion Box, revela que 74% dos brasileiros pretendem abrir o bolso e gastar dinheiro durante o período do torneio. O otimismo do torcedor já se reflete no comércio varejista e no setor de serviços, que registram uma corrida por produtos temáticos em verde e amarelo, artigos esportivos e um aumento expressivo nas reservas de mesas em bares e restaurantes.
Levantamento aponta que quase metade dos torcedores pretende gastar mais a cada vitória do Brasil; bares e restaurantes já registram reservas esgotadas. Foto: Reprodução/Freepik
O estudo acende um alerta positivo para os comerciantes, mas também joga luz sobre o comportamento impulsivo do consumidor. Entre os entrevistados que planejam gastar, impressionantes 80% admitiram que podem realizar compras sem nenhum tipo de planejamento financeiro prévio. Além disso, a empolgação com o desempenho do time em campo promete inflar o faturamento das empresas ao longo das semanas: cerca de 47% dos torcedores afirmaram que pretendem gastar cada vez mais dinheiro a cada vitória conquistada pelo Brasil.
Nas ruas e nos centros comerciais, o “clima de Copa” já é uma realidade visível. Vitrines decoradas, promoções especiais para os dias de jogos e estoques renovados de camisas oficiais e petiscos mostram que os empresários decidiram “entrar em campo” antes mesmo dos jogadores.
Esse comportamento de consumo também reflete novas tendências de comportamento do público jovem durante as celebrações. Nos preparativos para as festas e transmissões dos jogos, a busca por itens de conveniência social disparou; além de cerveja e petiscos, cresce a procura por dispositivos eletrônicos de uso recreativo, como os vapes da Elf Bar, que se tornaram frequentes em rodas de amigos e eventos sociais, impulsionando o mercado informal e os comércios de tabacaria urbana.
Para o setor de bares e restaurantes, a expectativa geral é de faturamento recorde. Muitos estabelecimentos já estão com pacotes de reserva esgotados para as datas dos jogos da primeira fase. A combinação de telas de alta definição, cardápios temáticos e a tradicional reunião de amigos promete transformar os comércios locais nos principais pontos de concentração da torcida.
A chegada do torneio gera um efeito cascata na economia, concentrando o maior volume de receitas em segmentos específicos de mercado. Entre os setores que registram o maior impacto positivo e aumento na busca por parte dos consumidores, destacam-se:
Alimentos e Bebidas: Supermercados, distribuidoras e açougues registram picos de vendas para os tradicionais churrascos e reuniões familiares em dias de partidas.
Bares e Restaurantes: Estabelecimentos físicos se beneficiam diretamente com a transmissão dos jogos, apostando em telões e promoções para atrair o público.
Vestuário e Artigos Esportivos: Lojas de roupas e comércio popular veem a procura por camisas da seleção, bandeiras e adereços verde e amarelo disparar.
Eletroeletrônicos: O período que antecede o campeonato historicamente impulsiona a venda de televisores de polegadas maiores, aparelhos de som e projetores.
Embora o gasto por impulso exija cautela por parte das famílias para evitar o endividamento de fim de ano, o evento esportivo funciona como um combustível essencial para o aquecimento do comércio de serviços e bens de consumo, gerando empregos temporários e injetando um otimismo necessário no mercado nacional. Fonte Alan Santana
A Assembleia Legislativa (Ales) deve analisar em regime de urgência proposta do Poder Executivo que garante a instalação de estação de recarga individual de carros elétricos em vagas de garagem privativas em edificações residenciais e comerciais para “equilibrar de forma harmoniosa os direitos individuais do proprietário e a segurança coletiva dos condomínios”. O Projeto de Lei (PL) 342/2026 será lido na sessão ordinária desta terça-feira (2/06), quando também será votado requerimento para priorizar a votação na Ales. Uma vez aprovado esse requerimento, a matéria estará apta a ser incluída na pauta da próxima sessão plenária, que poderá ser, inclusive, extraordinária, na tarde desta terça.
Proprietário da unidade deve arcar com custos e seguir normas de segurança / Foto: Freepik
“Atualmente, muitos cidadãos capixabas encontram barreiras burocráticas e negativas infundadas por parte de administrações condominiais para exercerem o direito de instalar carregadores em suas próprias vagas privativas, mesmo dispondo-se a arcar integralmente com os custos”, defende o governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) na mensagem da proposta.
Portanto, o PL 342/2026 assegura ao morador tal direito, desde que assuma os gastos e haja compatibilidade com a carga elétrica e conformidade com as regras da distribuidora de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
De acordo com a iniciativa, o interessado deve ainda contratar um profissional habilitado para o serviço e contar com o amparo de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT); também precisa fazer a comunicação formal à administração do condomínio.
O texto dá ao condomínio liberdade para especificar como a comunicação deve ser feita e quais são os padrões técnicos e responsabilidades do proprietário da unidade em caso de danos ou consumo. No entanto, veda à administração proibir a instalação sem apresentar justificativa técnica ou de segurança.
Conforme o PL 345/2026, se houver recusa “imotivada ou discriminatória”, a pessoa prejudicada poderá recorrer a fim de estabelecer seus direitos junto aos órgãos públicos.
Construções cujos projetos forem aprovados após a entrada em vigor da virtual lei deverão dispor de sistemas elétricos com capacidade mínima para suportar a instalação dessas estações de recarga. Uma vez publicada a lei, caberá ao Poder Executivo editar a regulamentação técnica.
A discussão sobre o futuro da escala 6×1 tem mobilizado o setor produtivo brasileiro. No Espírito Santo, onde comércio e serviços concentram a maior parte da atividade econômica e do emprego formal, empresários avaliam que o fim da escala 6×1 vai elevar custos operacionais, podendo impactar os preços de produtos e serviços, além de exigir adaptações significativas para manter a operação em funcionamento, principalmente das empresas que utilizam escala 6×1 e operam aos finais de semana.
André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.
Levantamento do Connect Fecomércio-ES indica que a maioria das empresas, 64,1% dos entrevistados, enxerga a proposta como um fator de pressão sobre suas operações.
“O debate envolve muito mais do que a carga horária. Para as empresas, especialmente aquelas que funcionam aos fins de semana ou dependem de atendimento presencial contínuo, a discussão passa pela capacidade de manter equipes, organizar escalas, preservar a qualidade do atendimento e administrar custos operacionais”, explicou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. O principal ponto de atenção apontado pela pesquisa é o aumento dos custos operacionais. Entre os entrevistados, 60,3% esperam algum crescimento das despesas caso a mudança seja implementada. Desse total, 33% acreditam que os custos podem aumentar mais de 10%, enquanto 21,5% estimam elevação entre 5% e 10%. Apenas 22% afirmam não esperar impactos financeiros e 2,4% acreditam em redução de custos.
“Os resultados mostram que a principal preocupação empresarial está relacionada ao impacto financeiro da medida. Dependendo do setor, a empresa pode precisar reorganizar suas operações e estrutura para manter o mesmo nível de atendimento”, afirmou André Spalenza.
O estudo mostra que essa preocupação é ainda maior entre empresas que utilizam atualmente a escala 6×1. Nesse grupo, 68,8% estimam aumento de custos. Entre as organizações que não utilizam esse modelo, o percentual cai para 43,7%. A percepção também se intensifica entre negócios que funcionam aos finais de semana. Entre eles, 68,8% projetam aumento dos custos, enquanto entre empresas que não operam aos sábados ou domingos esse percentual é de 36,4%.
A pesquisa revela ainda que muitos empresários já avaliam medidas para absorver eventuais impactos financeiros. Entre as alternativas citadas, o aumento de preços aparece como a principal estratégia, mencionada por 44,5% dos entrevistados. Na sequência, surge o ajuste das escalas internas (44%), investimentos em automação (24,9%), redução do horário de funcionamento (23,9%) e contratação de novos funcionários (23%). Entre as empresas que estimam aumento dos custos, 63,5% afirmam que o reajuste de preços seria uma das medidas adotadas.
“O dado chama atenção porque mostra que parte relevante das empresas considera repassar custos ao consumidor para preservar a sustentabilidade financeira da operação. Isso pode gerar efeitos indiretos sobre preços, especialmente em atividades intensivas em mão de obra e atendimento presencial”, observou Spalenza.
Os resultados também indicam que não há um cenário claro sobre os efeitos da mudança na geração de empregos. A maioria das empresas (57,9%) pretende manter o quadro atual de funcionários. Por outro lado, 22,5% avaliam a possibilidade de contratar mais trabalhadores para garantir o funcionamento das operações, enquanto 19,6% consideram reduzir equipes.
A preocupação é especialmente relevante no Espírito Santo porque comércio e serviços respondem por, aproximadamente, 66% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Além disso, os serviços concentram 46% dos trabalhadores formais e o comércio reúne 25,8% dos empregos com carteira assinada. Juntos, os dois setores representam mais de 70% dos vínculos formais existentes no estado.
Outro dado que amplia a relevância do tema é o perfil da força de trabalho capixaba. Atualmente, cerca de 644,6 mil trabalhadores formais atuam entre 41 e 44 horas semanais, o equivalente a 57,9% dos empregos formais do Espírito Santo. “A Federação entende que mudanças dessa magnitude exigem amplo diálogo. Os dados da pesquisa do Connect Fecomércio-ES demonstram a importância de aprofundar o debate para que sejam construídos mecanismos equilibrados, capazes de preservar a competitividade das empresas, a sustentabilidade dos negócios e, ao mesmo tempo, promover qualidade de vida e bem-estar aos trabalhadores do comércio”, explicou Wagner Corrêa, superintendente da Fecomércio-ES.
Impactos maiores em atividades de atendimento contínuo A pesquisa identificou que os setores mais dependentes de atendimento presencial e funcionamento contínuo são os que demonstram maior preocupação com a mudança. No comércio varejista, 49,5% das empresas afirmam que poderiam aumentar preços, 42,1% pretendem ajustar escalas internas e 28% avaliam reduzir horários de funcionamento.
Nos segmentos de alimentação, que incluem bares, restaurantes e serviços de delivery, os percentuais são ainda mais elevados. Dois terços dos entrevistados (66,7%) indicaram aumento de preços e ajuste de escalas como principais medidas de adaptação. Já no setor de hospedagem, o principal movimento seria a reorganização das escalas, apontada por 77,8% das empresas, seguida pela contratação de novos funcionários (55,6%).
“Os setores que dependem de atendimento contínuo apresentam maior sensibilidade porque precisam manter operações ativas justamente nos períodos de maior demanda, como noites, finais de semana e feriados. Por isso, qualquer alteração na jornada tende a exigir adaptações mais complexas”, explica Spalenza.
SAIBA MAIS SOBRE O ESTUDO Perfil dos entrevistados:
O levantamento mostra que a escala 6×1 continua sendo o modelo mais utilizado entre os negócios participantes da pesquisa, presente em 65,6% das empresas. A escala 5×2 aparece em segundo lugar, com 28,2%.
A amostra é formada majoritariamente por empresas do comércio varejista, que representam 51,2% dos respondentes. Outros serviços somam 21,5%, comércio atacadista 7,2%, alimentação 6,7% e hospedagem 4,3%.
Outro aspecto relevante é o porte dos negócios entrevistados. Somando microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas, esse grupo representa 74,6% da amostra.
O governador do Estado, Ricardo Ferraço, realizou, nesta terça-feira (26/05), a abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo. A cerimônia aconteceu no Sítio Toinzé, em Iúna, na região do Caparaó capixaba, e reuniu produtores rurais, pesquisadores, autoridades e lideranças do setor. Foram entregues ainda novos veículos ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
A cerimônia foi encerrada com uma colheita simbólica realizada pelas autoridades presentes, marcando oficialmente o início da safra 2026 de café arábica no Estado. .foto seag
“Essa solenidade marca, de forma simbólica, o início da colheita do café arábica. E como é bom ver nossos produtores buscando conhecimento e tecnologia para agregar valor aos seus produtos. Quem lidera a produção de café no Estado são as propriedades de base familiar. Nossos profissionais do Incaper estão no dia a dia ajudando nossos produtores rurais. A gente estima colher aproximadamente cinco milhões de sacas de café, o que nos coloca entre os três maiores produtores do Brasil”, afirmou o governador Ricardo.
O evento foi promovido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), pelo Incaper e pela Prefeitura de Iúna. A programação contou com palestras técnicas sobre a importância da irrigação para a sustentabilidade da cafeicultura e sobre as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável, iniciativa que incentiva a adoção de boas práticas ambientais, sociais e produtivas nas propriedades cafeeiras capixabas.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou a importância da cafeicultura arábica para a economia e o desenvolvimento regional do Espírito Santo. “A cafeicultura arábica tem papel estratégico para as regiões de montanha, movimentando a economia, gerando renda e fortalecendo milhares de famílias da agricultura familiar. A expectativa de crescimento da safra 2026 demonstra a força do setor e o avanço dos investimentos em tecnologia, irrigação, manejo e sustentabilidade, fatores que têm contribuído para ampliar a qualidade e a competitividade do café capixaba”, disse.
A cerimônia foi encerrada com uma colheita simbólica realizada pelas autoridades presentes, marcando oficialmente o início da safra 2026 de café arábica no Estado.
Safra 2026
A safra 2026 de café arábica traz perspectivas positivas para os produtores capixabas. De acordo com o segundo levantamento da safra brasileira de café, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve colher 4,4 milhões de sacas de café arábica em 2026, crescimento de 34% em relação à safra anterior.
O resultado é impulsionado pelo ciclo de alta bienalidade das lavouras, característica natural da cultura que alterna anos de maior e menor produtividade. A expectativa é de maior movimentação econômica nos municípios produtores, impulsionando atividades ligadas à colheita, beneficiamento e comercialização do café.
Com mais de 26 mil propriedades cultivando café arábica, o Espírito Santo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da espécie no Brasil. Concentrada principalmente nas regiões de montanha, a atividade é uma das principais bases da agricultura familiar capixaba e tem se destacado pela qualidade dos grãos produzidos. Mais entregas
Durante o evento, o governador realizou a entrega de sete novos automóveis modelo Renault Duster para o Incaper. Deste total, cinco veículos serão destinados aos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural de Ibitirama, Apiacá, Alegre, Conceição do Castelo e Iconha. Outros dois veículos serão incorporados à estrutura dos Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDIs) Serrano e Sul, fortalecendo o suporte às atividades de pesquisa agropecuária desenvolvidas pelo Instituto.
A entrega faz parte dos investimentos do Governo do Estado na renovação da frota do Incaper. Outros sete veículos do mesmo modelo serão entregues nos próximos dias, totalizando 14 novos automóveis.
“Esses veículos vão contribuir diretamente para o trabalho realizado pelos extensionistas e pesquisadores do Incaper. O investimento do Governo do Estado em estrutura e mobilidade garante melhores condições de trabalho para nossas equipes e amplia nossa capacidade de atendimento aos produtores rurais. Com isso, fortalecemos a presença do Instituto no campo e levamos conhecimento, tecnologia e inovação a um número cada vez maior de propriedades rurais”, destacou o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Na ocasião, também foram entregues certificados a produtores da região assistidos pelo Projeto Cafeicultura Sustentável, em reconhecimento à adoção de tecnologias e boas práticas que contribuem para o aumento da sustentabilidade, da eficiência produtiva e da competitividade da cafeicultura capixaba. fonte incaper
Com recursos do Novo Acordo do Rio Doce, o Governo do Brasil lançará, em 22 de maio, um edital e um chamamento público voltados ao fortalecimento das comunidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Serão disponibilizados R$ 450 milhões que possibilitarão que a própria comunidade proponha projetos para fortalecer a organização social e a recuperação dos modos de vida nos territórios.
Recursos possibilitarão que a própria comunidade proponha projetos para fortalecer a organização social. foto pmc
Os instrumentos serão anunciados por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República durante ato realizado em Governador Valadares (MG). Os recursos serão divididos, com R$ 225 milhões para projetos estruturantes em desenvolvimento territorial e R$ 225 milhões para projetos capilarizados para fortalecimento direto das comunidades atingidas. As iniciativas passaram pela análise do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba, que deliberou quanto aos critérios de priorização dos projetos.
PARCERIA – O edital é realizado em parceria com o Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil (FBB) e o chamamento público em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Os recursos são advindos do Fundo de Participação Social, uma reserva de R$ 5 bilhões destinada a ações conduzidas pelas próprias comunidades atingidas, implementada no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce.
COMO VÃO FUNCIONAR – Os novos mecanismos de fomento estão divididos em duas grandes frentes: projetos capilarizados, que serão selecionados por meio de edital, e projetos estruturantes, que serão escolhidos por chamamento público. Enquanto os projetos capilarizados focam em ações comunitárias diretas com valores de R$ 50 mil a R$ 400 mil por proposta, os projetos estruturantes preveem propostas de desenvolvimento variando entre R$ 5 milhões e R$ 23 milhões e que atuem como vetores de desenvolvimento regional, articulando as iniciativas menores em redes mais robustas.
LINHAS PRIORITÁRIAS – As ações dos projetos capilarizados estão organizadas em cinco linhas prioritárias:
Economia Popular e Solidária , com foco na geração de renda e fomento à agricultura familiar e pesca;
Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida , que abrange educação, cultura, lazer e fortalecimento de vínculos sociais;
Resiliência Comunitária e Transição Climática , que traz possibilidades de projetos nas áreas de recuperação de recursos naturais e de tecnologias sociais de acesso à água potável;
Autonomia dos Povos e Comunidades Tradicionais , voltada para indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais; e
Igualdade e Não-Discriminação , para projetos que vão priorizar, por exemplo, direitos das mulheres e de grupos vulnerabilizados.
Poderão propor via edital de projetos capilarizados organizações da sociedade civil sem fins lucrativos e coletivos informais – estes com apoio de instituições parceiras que tenham ao menos dois anos de experiência na defesa dos direitos das pessoas atingidas e estejam localizadas em algum dos 49 municípios listados no Novo Acordo.
DIVERSIDADE – Um diferencial importante desse lançamento é a diversidade na gestão. Pelo menos 50% das organizações apoiadas devem ser coordenadas por mulheres, além de haver cotas específicas de 5% para jovens e 5% para povos e comunidades tradicionais.
Os projetos estruturantes, por sua vez, atuarão em dois eixos principais: fortalecimento institucional, para aprimorar a gestão e a governança das organizações sociais, e estruturação de serviços e empreendimentos produtivos coletivos, a fim de ampliar a capacidade de comercialização e a integração das cadeias produtivas regionais.
Dessa categoria poderão participar também organizações da sociedade civil e coletivos informais, desde que participem como organizações apoiadas em conjunto com entidades executoras, que serão organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, de maior porte e experiência na gestão de grandes projetos.
PRAZOS E INSCRIÇÕES
LANÇAMENTO DO EDITAL
22/05/2026
DATA LIMITE PARA RECEBIMENTO DE PROPOSTAS
22/06/2026
PREVISÃO DA DIVULGAÇÃO DO RESULTADO PARCIAL
13/07/2026
APRESENTAÇÃO DE RECURSO
13/07/2026 a 16/07/2026
PUBLICAÇÃO DO RESULTADO FINAL
31/07/2026
PREVISÃO DA FORMALIZAÇÃO
07/08/2026
Para o chamamento público, a submissão será contínua até 30/12/2026.
GOVERNO DO BRASIL NA RUA – O ato de lançamento está integrado à programação do Governo do Brasil na Rua, que levará ao município uma série de serviços gratuitos para a população. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso a políticas públicas e a atendimentos essenciais em um único espaço. Estarão disponíveis serviços como o Desenrola 2.0, atendimentos e perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de suporte oferecido pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
Também serão disponibilizados atendimentos relacionados a programas como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e informações sobre acesso a mercados institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Serviço
Governo do Brasil na Rua
Data: 22 de maio
Hor á rio: 8h30 às 15h
Abertura: 11h
Local : Ginásio Poliesportivo Municipal / IFMG-GV
Endereço : Av. Minas Gerais, nº 5.189 – Bairro Ouro Verde, Governador Valadares-MG
NOVO ACORDO DO RIO DOCE – O Novo Acordo do Rio Doce é um instrumento jurídico firmado entre o Governo do Brasil, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas responsáveis pela barragem de Fundão, em Mariana-MG. O acordo repactua as ações de reparação que vinham sendo executadas desde 2016 e que não asseguraram, à época, a reparação integral dos danos. O valor global é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos – dos quais R$ 49,1 bilhões à União –, R$ 32 bilhões em indenizações individuais e obrigações de fazer, e R$ 38 bilhões já executados anteriormente.
O rompimento da estrutura, no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro de Mariana, no dia 5 de novembro de 2015, desencadeou o maior desastre envolvendo barragens de rejeitos de mineração no país. O colapso da estrutura da Samarco Mineração S/A, uma joint venture da Vale e da BHP Billiton Brasil, resultou na morte de 19 pessoas, deixou três desaparecidas e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos no meio ambiente, contaminando a Bacia do Rio Doce até o mar territorial brasileiro. fonte Agência Gov | via Secom – governo federal
Para as instituições, mais do que uma simples mudança tributária, a decisão do governo federal de extinguir a chamada “taxa das blusinhas” representa uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional.
O presidente da FINDES, Paulo Baraona, aponta que a medida pode causar prejuízos à economia brasileira.
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliam que o fim da cobrança de imposto sobre as importações de até US$ 50 (cinquenta dólares) será prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país.
“O fim dessa taxa fará com que o país tenha um desbalanceamento concorrencial. Ou seja, crie condições diferentes entre produtos nacionais e importados em prejuízo dos varejistas e das indústrias nacionais. Precisamos valorizar e criar mecanismos para que a nossa indústria seja mais competitiva e não o oposto”, declara.
A medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos, segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban.
“Permitir a entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, afirma.
Na avaliação do dirigente, isentar produtos estrangeiros enquanto os nacionais permanecem tributados fere um princípio básico da isonomia e da coerência econômica. “Um sistema que penaliza a produção interna desestimula investimentos, reduz a competitividade e enfraquece a indústria. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e por políticas de proteção econômica, é contraditório que o Brasil abra mão de instrumentos mínimos de equilíbrio concorrencial”, pontua Alban.
Decisão é retrocesso
A CNI acrescenta que a decisão anunciada nesta terça-feira (12) é um retrocesso, já que a instituição da “taxa das blusinhas” havia sido uma conquista para a indústria e o comércio nacional. As plataformas de e-commerce estrangeiras passaram a pagar algum tipo de imposto no país, em 2023, com o ICMS estadual, e, em 2024, passou a incidir uma taxação de 20% do imposto federal de importação.
Desde então, o Brasil viu dados positivos de empregos no varejo e na indústria, o que contribuiu para o país atingir o menor desemprego de sua história. Estudo recente da CNI revela que a “taxa das blusinhas” impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil. Essa redução ajudou a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira.
“Fica claro que o objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. A medida anunciada hoje vai na contramão do bom senso, pois tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que possamos manter empregos e gerar renda. Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Produzida em Domingos Martins, a Cachaça Mais Uma conquistou três medalhas de ouro e duas de mérito sensorial no Concurso New Spirits 2026, uma das mais importantes premiações do setor de destilados no Brasil. O desempenho reforça a qualidade e a tradição do alambique da família Schunk, além de marcar o terceiro ano consecutivo em que a marca é reconhecida na competição.
A Alambique Mais Uma tornou-se a única cachaça do Brasil a alcançar esse feito na atual edição do concurso.
A trajetória de premiações da cachaçaria vem se consolidando ano após ano. Em 2024, a Mais Uma conquistou uma medalha de ouro e uma de prata no New Spirits, além da primeira medalha de ouro internacional no Spirit Selection, realizado em Bruxelas. Já em 2025, foram três medalhas nacionais — ouro, prata e mérito sensorial — e duas medalhas de bronze em competições internacionais. Em 2026, o reconhecimento alcançou um novo patamar: com cinco medalhas conquistadas, o Alambique Mais Uma tornou-se a única cachaça do Brasil a alcançar esse feito na atual edição do concurso.
A excelência da produção artesanal capixaba ganhou destaque nacional com a conquista de cinco medalhas pela Cachaça Mais Uma em concurso especializado do segmento de destilados. O reconhecimento inclui três medalhas de ouro na categoria Madeiras Brasileiras (02) e Estrangeira s(01) e duas medalhas por Mérito Sensorial (madeiras brasileiras e brancas), reafirmando a qualidade da bebida produzida no interior de Domingos Martins.
As medalhas de ouro foram conquistadas pelas versões Mais Uma Amburana, Mais Uma Castanha do Pará e Mais Uma Premium Carvalho Americano, todas avaliadas pela excelência no envelhecimento e nas características sensoriais proporcionadas pelas madeiras utilizadas. Já as medalhas de Mérito Sensorial ficaram com os rótulos Mais Uma Bálsamo e Mais Uma Cana Caiana. A premiação representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela agroindústria familiar localizada no distrito de Paraju. Fundada em 1982 por Deuclério José Schunk, a empresa nasceu de forma simples, construída com esforço braçal, apoio da família e dedicação ao aperfeiçoamento constante da produção artesanal de cachaça.
Atualmente, o empreendimento é conduzido por Camila e Clóvis Luiz Schunk, que cresceu acompanhando o funcionamento do alambique com seu pai, Sr. Deuclério, e buscou especialização técnica para elevar ainda mais o padrão de qualidade da marca. Para Clóvis, o reconhecimento nacional funciona como incentivo para continuar investindo na qualidade da produção e amplia a visibilidade da cachaça produzida no Espírito Santo. Segundo ele, as premiações mostram que o Estado tem potencial para competir entre os melhores produtores do país.
O resultado desse empenho agora ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo e até mesmo do Brasil, projetando a cachaça capixaba em competições de relevância nacional e internacional.
A estrutura da fábrica reúne processos modernos aliados à tradição artesanal. O alambique conta com equipamentos como alambiques de cobre, tanques de inox, caldeira, setor de moagem coberto e barris de madeira utilizados no envelhecimento das bebidas. Todo o processo é realizado com foco na qualidade da matéria-prima e no controle rigoroso da fermentação e destilação.
Outro diferencial da Cachaça Mais Uma está no compromisso com a sustentabilidade. O bagaço da cana-de-açúcar é reaproveitado para alimentar a caldeira, adubar o solo e servir de alimentação para o gado. Já o vinhoto resultante da destilação é utilizado como fertilizante orgânico nas lavouras da propriedade. Além disso, a família mantém áreas de preservação permanente e reserva legal em seu sítio.
Mais do que medalhas, o reconhecimento reforça a força da produção artesanal capixaba e evidencia o potencial do Espírito Santo na produção de destilados de alta qualidade. A conquista também fortalece o turismo rural e gastronômico de Domingos Martins, município conhecido pela valorização da agricultura familiar e dos produtos artesanais. Por Nety Façanha
A indústria do Espírito Santo manteve o ritmo de crescimento de 2026 e voltou a se destacar no cenário nacional. No primeiro trimestre do ano, a produção industrial capixaba avançou 22,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, registrando o segundo maior crescimento do país, atrás apenas de Pernambuco (+29,6). O resultado ficou muito acima da média nacional, que avançou apenas 1,3% no período.
Crecimento da produção industrial capixaba continua forte e cresce 22,6% no primeiro trimestre do ano, impulsionada pela extração de petróleo e gás natural e pela fabricação de pelotas do minério de ferro
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE e compilada pelo OBSERVATÓRIO FINDES, mostraram que, na comparação entre março de 2026 e o mesmo mês do ano passado, a indústria capixaba também registrou alta de produção. O Espírito Santo obteve o segundo maior crescimento do país, com aumento de 22,5%, acumulando assim dez meses consecutivos de expansão com dois dígitos.
O desempenho da indústria capixaba no primeiro trimestre foi impulsionado, principalmente, pela indústria extrativa, que avançou 36,2% no período, refletindo o aumento da produção de petróleo, gás natural e de minério de ferro pelotizado. Já na indústria de transformação, a fabricação de produtos não-metálicos (2,3%) e a metalurgia (+1,0%) foram as responsáveis pelo resultado positivo do setor.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, os números reforçam a consistência do crescimento industrial capixaba e o protagonismo do Estado no cenário nacional. “O Espírito Santo encerrou 2025 na liderança do crescimento industrial do país e segue mantendo esse ritmo em 2026. A indústria extrativa continua sendo um pilar estratégico desse desempenho, impulsionando a atividade econômica e consolidando o Estado como um dos principais polos industriais e energéticos do Brasil”, destaca.
Baraona também ressalta que o desempenho industrial evidencia o potencial competitivo do Espírito Santo. “O Estado vem consolidando sua posição como um dos principais polos industriais, logísticos e energéticos do país. Ao mesmo tempo, é fundamental continuarmos avançando na melhoria da competitividade, da infraestrutura e do ambiente de negócios para sustentar esse ciclo de crescimento nos próximos anos”, afirma.
Produção de petróleo e gás natural impulsiona crescimento industrial
A indústria extrativa foi o principal destaque da produção industrial capixaba no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em março, a produção de petróleo no Espírito Santo alcançou 268,1 mil barris por dia, o maior volume registrado desde março de 2020. Já a produção de gás natural atingiu 7,5 milhões de metros cúbicos por dia, maior resultado desde janeiro de 2020.
No acumulado dos três primeiros meses do ano, a produção de petróleo cresceu 35,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a produção de gás natural avançou 69,3%.
O gerente de Ambiente de Negócios do OBSERVATÓRIO FINDES, Nathan Diirr, explica que as operações no campo de Jubarte, no litoral sul capixaba, foi determinante para o desempenho do setor no início do ano.
“A retomada da operação do navio-plataforma Maria Quitéria e o início da produção no campo de Wahoo fortaleceram a atividade petrolífera no Espírito Santo no primeiro trimestre. Esse movimento ampliou a produção de petróleo e gás natural e reforçou o papel estratégico da indústria extrativa para o crescimento industrial capixaba”, afirma.
Nathan também destaca que o resultado reflete a recuperação gradual da operação do FPSO Maria Quitéria, que operou com 57% do potencial produtivo em fevereiro e alcançou 64,7% em março, produzindo 64,7 mil barris por dia, diante de uma estrutura projetada para produzir 100 mil barris diários. Já o campo de Wahoo iniciou a extração em março e deve ampliar gradualmente sua atividade nos próximos meses.
Pelotização e mineração mantêm desempenho positivo
A atividade de pelotização também apresentou desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026. A produção de pelotas de minério de ferro da Vale no Espírito Santo alcançou 5 milhões de toneladas entre janeiro e março, crescimento de 35,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o relatório trimestral da companhia, o resultado foi impulsionado pela maior oferta de pellet feed (minério de alta qualidade) proveniente de Itabira (MG) e pelo redirecionamento estratégico de insumos anteriormente destinados às plantas de Omã, localizado no Oriente Médio, para as plantas de Tubarão, em Vitória (ES).
Já a Samarco produziu 3,8 milhões de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre, alta de 18% frente ao mesmo período de 2025. O resultado reforça a consolidação da segunda fase de aumento gradual e planejado da empresa, concluída ao longo do ano passado.
O bom desempenho da mineração também refletiu nas exportações. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações capixabas de minério de ferro somaram US$ 761,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 23,4% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em volume, os embarques cresceram 34,8%, totalizando 6,8 milhões de toneladas. Os principais destinos do minério de ferro capixaba no período foram Egito, Coreia do Sul e Argentina.
Cenário econômico é adverso
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, cenário que elevou os preços internacionais do petróleo e ampliou as pressões inflacionárias no mundo. Mesmo diante desse ambiente de maior incerteza, o Espírito Santo registrou crescimento do emprego formal e expansão da produção industrial. Nos três primeiros meses do ano, o estado criou 12.814 empregos com carteira assinada, com destaque para os setores de serviços e da indústria.
A economista-chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, aponta que o desempenho econômico do Espírito Santo tem sido sustentado principalmente pela atividade extrativa, mas alerta para os impactos do cenário internacional sobre inflação e juros.
“O aumento das tensões no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo e ampliou as incertezas sobre inflação, juros e atividade econômica global. Apesar disso, o Espírito Santo segue apresentando resultados positivos, impulsionados principalmente pelos setores de petróleo, gás natural e mineração”, explica.
Para o presidente da FINDES, Paulo Baraona, os desdobramentos do cenário internacional exigem atenção, especialmente pelos impactos sobre os custos da indústria e a competitividade das empresas. “A elevação dos preços do petróleo, de fertilizantes e dos custos logísticos internacionais tende a pressionar toda a cadeia produtiva, impactando desde combustíveis e fretes até insumos industriais. Esse cenário aumenta os desafios para a competitividade da indústria, especialmente em setores mais dependentes do comércio exterior e do transporte internacional”, afirma.
A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.
Setor defende isonomia e plataformas falam em volta do poder de compra
A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.
Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.
A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.
Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.
Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.
“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.
A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode “penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.
A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão.
“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).
Apoio das plataformas
Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.
A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.
Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.
Fim da cobrança
A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.
No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor. fonte agência brasil