A defesa do ex-presidente da República (2020-2024) Jair Bolsonaro pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que prorrogue a prisão domiciliar concedida ao político em março deste ano.
STF avalia se Bolsonaro cometeu falta grave após apreensão de arma.
A solicitação foi protocolada no fim da noite desta terça-feira (23), com um relatório médico atualizado na véspera (22). Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, o laudo demonstra que, embora permaneça estável, o quadro clínico do ex-presidente ainda exige atenção contínua e cuidados especiais.
“Tal estabilidade não representa resolução das enfermidades de base, mas resultado do controle clínico obtido mediante observância rigorosa das medidas terapêuticas instituídas, acompanhamento multidisciplinar regular e monitorização contínua das múltiplas comorbidades apresentadas”, afirmou o advogado, em suas redes sociais.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista, o ex-presidente está cumprindo a pena em sua residência, no condomínio Solar de Brasília, em bairro nobre da capital federal.
Ao atender o primeiro pedido da defesa, no final de março, Moraes autorizou o político a cumprir a pena em casa por 90 dias, prazo que termina nesta quinta-feira (25).
Em sua decisão, Moraes levou em conta laudos médicos que apontaram que o ex-presidente ainda apresentava sequelas de uma pneumonia que o fez passar 14 dias internado no hospital particular DF Star, em Brasília.
A expectativa inicial é de que o ministro se posicione, até esta quinta-feira, sobre se manterá o regime de cumprimento de pena do ex-presidente.
Moraes deve levar em conta também o fato de a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter apreendido uma arma de fogo que, supostamente, pertence a Bolsonaro.
Na noite do último dia 15, ao parar um carro durante uma blitz de rotina, policiais militares apreenderam uma pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm), e um carregador sobressalente.
Conduzido até uma delegacia, o motorista do veículo se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Segundo a PCDF, que instituiu um inquérito para investigar o caso, o homem disse que a arma tinha apresentado problemas e que, por isso, pediram-lhe que a levasse para um especialista em reparos.
A pistola teria sido retirada da residência de Bolsonaro naquele mesmo dia e seria devolvida no dia seguinte.
Na manhã desta quarta-feira (24), Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, em até 48 horas, sobre se o ex-presidente cometeu falta disciplinar grave ao manter a arma consigo.
Segundo a Lei de Execução Penal, comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem.
Em sua decisão, Moraes revela que, ao prestar depoimento sobre o caso, na tarde de ontem, Bolsonaro confirmou que a arma é sua e está devidamente registrada. Além disso, o ex-presidente manteve a arma consigo porque “tinha três mulheres em casa” e, portanto, “não poderia ficar desarmado”.
O advogado Paulo Cunha Bueno confirmou, nas redes sociais, que a arma pertence a Bolsonaro.
“E tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e [para a] entrega da arma, esta deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde [Bolsonaro] hodiernamente [atualmente] se encontra custodiado”, escreveu Bueno nas redes sociais, confirmando que foi o ex-presidente quem, ao manusear a pistola, constatou que ela estava com problema.
“Razão pela qual solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, escreveu Bueno.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático [de menor relevância penal]”, concluiu o advogado, assegurando confiar no arquivamento do inquérito da Polícia Civil. Por ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) realiza, na próxima sexta-feira (26/06), das 13h às 17h30, o 6º Encontro Preparatório – Eleições Gerais de 2026. O evento será presencial, no auditório da Promotoria de Justiça de Vila Velha, e terá como tema “Organização criminosa, violência política de gênero e processo penal eleitoral”.
O evento será presencial, no auditório da Promotoria de Justiça de Vila Velha. foto tse
A iniciativa tem como objetivo promover o alinhamento institucional e a capacitação técnica mínima dos Promotores Eleitorais e das respectivas equipes de apoio, além de fomentar e organizar iniciativas institucionais com maior grau de homogeneidade possível.
A programação terá início às 13h, com a abertura do encontro. Às 13h20, será realizada a Mesa 1: Processo Penal Eleitoral e Lançamento do Livro Manual de Processo Penal Eleitoral, com a participação do autor e Procurador Regional da República Luiz Carlos dos Santos Gonçalves e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul Rodrigo López Zilio.
Na sequência, às 14h30, a Mesa 2 abordará o tema Violência Política de Gênero, com exposições da Procuradora da República Nathália Mariel Ferreira de Souza Pereira; da Desembargadora do Tribunal de Justiça do Espírito Santo Eliana Junqueira Munhós Ferreira; do Procurador de Justiça e Ouvidor do MPES Josemar Moreira; e da Procuradora de Justiça e Ouvidora das Mulheres do MPES Carla Stein.
Após o intervalo, às 16h, será realizada a Mesa 3: Organizações Criminosas nas Eleições, com a participação do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro Bruno Gaspar de Oliveira Corrêa e do Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo Jaime Meira do Nascimento Junior.
O encontro é voltado a membros e servidores com atuação na área eleitoral. As inscrições devem ser feitas pelo site ceafcursos.mpes.mp.br.
A greve nacional dos garis, iniciada nesta segunda-feira (22/6), repercutiu na primeira sessão ordinária da semana na Assembleia Legislativa (Ales). Alguns deputados manifestaram apoio ao movimento de pressão para que o Congresso Nacional aprove o Projeto de Lei (PL) 4.146/2020, que regulamenta a profissão de trabalhador essencial de limpeza urbana, instituindo o piso salarial nacional.
Meneguelli defendeu pagamento de adicional de insalubridade de 40% para trabalhdores da limpeza / Foto: Natan de Oliveira
O deputado Sergio Meneguelli (PSD/ES) se manifestou em apoio à categoria dos garis, responsáveis pela coleta de materiais descartados nas regiões urbanas. Ele afirmou que quando prefeito de Colatina concedeu 40% de insalubridade aos trabalhadores coletores, índice máximo permitido pela legislação.
“Importante é reconhecer o seu valor, instalar o piso salarial da categoria, peço aos senadores e deputados capixabas, mais uma vez, que lutem no Congresso para que esse piso venha ser uma realidade”, defendeu.
O presidente da Ales, Marcelo Santos (União/ES), também externou solidariedade aos garis em greve, dizendo que tem respeito e carinho pela categoria, “não diferente de todas as outras. Cada um tem o seu papel, sua missão, e o gari tem um papel fundamental na vida das cidades e das pessoas”, enfatizou o deputado.
Projeto
Já aprovado na Câmara, o PL 4.146/2020 aguarda análise do Senado. O texto define carga horária de trabalho semanal de 40 horas para o trabalhador essencial de limpeza urbana e piso salarial nacional de 2 salários mínimos mensais, com reajuste anual a partir do reajuste do salário mínimo nacional.
O texto ainda assegura adicional de insalubridade em grau máximo, equivalente a 40% do salário mínimo. Também estabelece “aposentadoria especial ao segurado do regime geral de previdência social que exerça as atividades de coleta de lixo e dejetos, de qualquer natureza, de selecionador de lixo para fins de reciclagem, e de varrição de vias e logradouros públicos, sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física”. Por Ales
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir até a próxima quinta-feira (25/6) se a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro será mantida. A data marca o fim do prazo de 90 dias da prisão especial.
Prazo de 90 dias da prisão especial termina na quinta-feira (25)
Os advogados afirmaram ao STF que Bolsonaro não tinha condições de voltar para a prisão devido ao agravamento dos problemas de saúde do ex-presidente, que, à época, se recuperava uma pneumonia bacteriana.
A partir de exames atuais solicitados à defesa, Moraes vai analisar se Bolsonaro pode retornar para o presídio ou permanecerá em casa.
Na semana passada, um segurança de Bolsonaro foi parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto.
Na prisão domiciliar temporária, Bolsonaro está sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só pode receber visitas com autorização do STF.
Agentes da Polícia Militar realizam a segurança da casa para evitar fuga.
O ex-presidente também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet.
São João, jogo do Brasil e CCJ sem reuniões reduzem ritmo na Casa. foto senado federal
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao baixo quórum.
A assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não respondeu à reportagem.
Com o feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana esvaziada no Parlamento.
Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC. “Não temos mais por que demorar”, afirmou.
“O que afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse tema há anos?”, questionou Paim.
A PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6×1 e permitir contratos por hora.
A proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6×1 na Câmara.
O senador Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6×1, por ter iniciado a tramitação antes da proposta da oposição.
Na semana seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e passar por comissões antes do plenário.
“Tenho certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu Alcolumbre. Por LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
A convenção estadual do União Brasil no Espírito Santo reuniu cerca de 400 pessoas na manhã deste sábado, em Vitória, e marcou a eleição da nova diretoria da sigla para os próximos quatro anos.
O governador Ricardo Ferraço e pré-candidato ao Palácio Anchieta, participa da convenção estadual do União Brasil no Espírito Santo.
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil/ES), foi reeleito presidente estadual do partido em chapa única.
O encontro definiu duas frentes principais: o apoio às pré-candidaturas ao Senado de Renato Casagrande (PSB/ES) e Rose de Freitas (MDB/ES), além da indicação da secretária Joelma Costalonga para vice-governadora em uma possível chapa com o governador Ricardo Ferraço (MDB/ES).
De acordo com Marcelo Santos, a atual gestão marca um novo momento da sigla no Estado. “Pela primeira vez, o União Brasil realizou uma convenção organizada, com diretoria eleita e foco definido. Agora o partido passa a trabalhar com mais estabilidade e objetivo claro de crescer nas eleições”, afirmou.
A prioridade, segundo a direção partidária, é ampliar a representatividade do União Brasil na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal nas próximas eleições.
O governador Ricardo Ferraço defendeu partidos organizados e com atuação constante. Ele afirmou que o diálogo permanente com a sociedade é o que sustenta bons resultados na gestão pública. “Partido precisa estar presente no dia a dia, entendendo as demandas e ajudando a organizar o trabalho pelo Estado”, disse.
O ex-governador Renato Casagrande, que também participou do encontro, chegou a se referir a Joelma Costalonga como “vice-governadora” durante sua fala, em meio às manifestações do evento.
A convenção também reuniu pré-candidatos a deputado estadual e federal. A vereadora de Vila Velha Patrícia Crizanto confirmou pré-candidatura e declarou apoio à indicação de Joelma Costalonga para compor uma eventual chapa majoritária.
Joelma Costalonga colocou seu nome à disposição e defendeu maior presença feminina nos espaços de decisão, destacando também a atuação integrada nos 78 municípios capixabas.
Lideranças como o prefeito de Jaguaré, Marcos Guerra, e o vereador de Vitória, Aylton Dadalto, defenderam a formação de diretórios municipais em todo o Estado e a preparação de novas lideranças.
Com a nova direção, o União Brasil afirma que entra no próximo ciclo eleitoral com mais organização interna, alianças definidas e foco em ampliar sua representação no Legislativo estadual e federal. Finte Nety Peçanha e Eliza Frizera
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou nesta quinta-feira (17) autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para intimar e tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da arma de fogo encontrada com um de seus seguranças. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia.
Equipe de segurança impediu polícia de intimar ex-presidente
Em ofício enviado ao Supremo, o delegado Thiago Boing, responsável pela investigação, informou que tentou intimar Bolsonaro, mas foi impedido pela equipe de segurança do ex-presidente.
“Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando”, relatou o delegado.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.
Se for autorizado pelo STF, o depoimento de Bolsonaro está marcado para a próxima quarta-feira (24), às 15h, por videoconferência.
A arma foi apreendida às 23h30 da segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.
Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.
Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de fazer o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.
Um espaço lotado, lideranças políticas reunidas e um ambiente marcado pelo diálogo e pela prestação de contas. Assim foi mais uma edição do Encontro Marcado, realizada em Linhares pelo pré-candidato a deputado federal Tyago Hoffmann (PSB/ES). O evento reuniu dezenas de moradores, além de importantes representantes da política local, entre eles o vice-prefeito, secretários municipais, vereadores e lideranças comunitárias, em um momento de conversa aberta sobre o presente e o futuro do Espírito Santo.
O pré-candidato a deputado federal Tyago Hoffmann reúne lideranças de Linhares;
Idealizado por Tyago Hoffmann, o Encontro Marcado nasceu com o propósito de aproximar a população da política por meio de um formato participativo, no qual os cidadãos têm a oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória pública, esclarecer dúvidas, apresentar sugestões e contribuir com ideias para a construção de um projeto voltado ao desenvolvimento do Estado. Durante o encontro, Tyago fez uma prestação de contas das principais entregas realizadas ao longo de seu mandato na Assembleia Legislativa e das ações conduzidas nas secretarias estaduais que comandou. Ao apresentar investimentos, programas e iniciativas implementadas em diferentes regiões capixabas, destacou que a experiência acumulada na gestão pública reforça a importância do planejamento, da eficiência administrativa e da capacidade de transformar recursos públicos em resultados concretos para a população.
“O Encontro Marcado é um espaço criado para ouvir as pessoas e compartilhar aquilo que conseguimos construir ao longo dos últimos anos. Acredito que política se faz com presença, diálogo permanente e compromisso com resultados. É conversando com quem vive a realidade de cada município que conseguimos construir soluções mais eficientes e mais próximas das necessidades da população”, afirmou Tyago Hoffmann.
Além da apresentação das ações desenvolvidas em sua trajetória, o encontro também abriu espaço para que moradores e lideranças locais apresentassem demandas e sugestões para Linhares e para a região Norte do Espírito Santo. Saúde, infraestrutura, desenvolvimento econômico, geração de oportunidades e fortalecimento dos municípios estiveram entre os principais temas debatidos ao longo da noite.
A expressiva participação popular e a presença de lideranças políticas do município evidenciaram o fortalecimento da articulação regional de Tyago Hoffmann e o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. O Encontro Marcado consolida-se como uma iniciativa que vai além da apresentação de resultados, tornando-se um ambiente permanente de escuta, construção coletiva e aproximação entre a população e quem acredita que a política deve ser exercida com transparência, diálogo e responsabilidade. Fonte e foto assessoria de Tyago Hoffmann
A Convenção Estadual do União Brasil, marcada para este sábado (20/6), em Vitória, deve servir não apenas para renovar a direção da legenda no Espírito Santo, mas também para ampliar o debate sobre a composição da chapa governista para as eleições de 2026.
Secretária da Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa, Joelma Costalonga e o presidente do União Brasil, Marcelo Santos.
Presidente estadual do partido e da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos tem intensificado as articulações para fortalecer o espaço político da sigla na aliança liderada pelo governador Ricardo Ferraço (MDB/ES). Nos bastidores, um dos movimentos mais observados envolve a projeção da secretária da Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa, Joelma Costalonga, como potencial candidata à vice-governadoria.
A avaliação de lideranças do União Brasil é que Joelma reúne atributos considerados estratégicos para a disputa eleitoral. Além da experiência administrativa e interlocução política com prefeitos e ex-prefeito, ela ampliaria a presença feminina na chapa e contribuiria para fortalecer a representatividade de coalizão.
A movimentação ocorre em meio ao crescimento político do União Brasil no Estado. Em recente entrevista, Marcelo Santos afirmou que o partido pretende disputar a indicação para a vice-governadoria e projeta eleger entre três e quatro deputados federais, além de ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa.
A convenção deste sábado deve reunir lideranças de diversas regiões do Espírito Santo e será interpretada como mais um passo do partido na construção de seu espaço dentro do projeto político liderado por Ricardo Ferraço para 2026.
“Estamos reunindo lideranças de diferentes regiões do Estado para definir os rumos do partido e reforçar uma característica que sempre valorizamos: a política feita com escuta, equilíbrio e resultado”, afirmou Marcelo Santos.
Serviço:
O evento acontece das 9h às 12h, na Fecomércio-ES, em Santa Lúcia, Vitória. fonte Nety Façanha
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18/6) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Operação investiga irregularidades envolvendo o Banco Master. foto senado federal
Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.
“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.
Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”.
Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor responsável pela venda da unidade.
De posse dos dados, Lima teria acionado Valério Marega Júnior, apontado como “operador financeiro” do Banco Master, a fim de tratar da compra do imóvel. A negociação foi efetivada com a participação de Daniel e David Lopes Monteiro, dupla que a PF afirma estar vinculada ao núcleo empresarial e jurídico-financeiro do Banco Master.
Wagner admitiu conhecer o banqueiro Augusto Lima há algum tempo, mas negou ter qualquer vínculo com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro, com quem garante ter se encontrado apenas duas vezes. O parlamentar também admitiu ter pedido a Lima que comprasse um apartamento do residencial Poème Horto, com a intenção de adquiri-lo em um segundo momento. “Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento destes. Como o Guga [Augusto Lima] é um investidor, disse a ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar. Porque o apartamento está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento. Ou ela financiar”, contou Wagner, destacando não haver registros de transferência patrimonial para o seu nome.
Repasses
A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”.
Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o recebimento de ingressos para shows no exterior.
Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.
Na representação entregue a Mendonça, a PF reproduziu áudios e mensagens em que Wagner e Lima combinam de se encontrar em uma ilha pertencente ao banqueiro, que colocou uma aeronave à disposição do político para levá-lo.
A PF também extraiu mensagens em que o senador questiona um funcionário de Lima sobre os ingressos para o camarote em um show em Los Angeles (EUA) que o banqueiro ofereceu a parentes de Wagner e que, segundo os investigadores, foram adquiridos com recursos da Reag Investimentos, por R$ 63,33 mil.
Emenda
A investigação da PF aponta a atuação do senador em temas regulatórios de interesse do grupo Master. Cita, como exemplo, o fato de Wagner ter apresentado uma emenda parlamentar (nº 30), durante o trâmite da Medida Provisória nº 1.106/2022, com limites para cobrança de juros.
A MP resultou na Lei nº 14.431, de 2022, que ampliou a margem de crédito consignado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e autorizou a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda.
“De acordo com a representação [da PF], o Senador teria mantido interlocução direta com Augusto Lima sobre temas relacionados à elevação da margem consignável da remuneração disponível”, destaca Mendonça, acrescentando que, ainda de acordo com a PF, Wagner também apresentou a Emenda nº 26 à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 65/2023, que confere autonomia orçamentária, financeira e operacional ao Banco Central.
O senador refutou ter atuado para favorecer interesses privados do grupo econômico, destacando ter votado contra uma proposta defendida pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a chamada Emenda Master, que defendia que o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fosse ampliado dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ. “O governo foi contra o aumento da garantia do FGC. Eu, como líder do governo, encaminhei contra essa emenda”, lembrou Wagner, sem mencionar outras propostas parlamentares que, segundo a PF, beneficiariam o Master. O parlamentar também minimizou o fato de ter recebido, de Lima, um link para a emenda. “É normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de uma matéria, que tentam convencê-lo votar naquela matéria”.
Por fim, o senador garantiu que sua candidatura ao Senado está mantida e que não acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o retire da liderança do governo federal no Senado. “Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República”.
Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as diligências desta manhã como “desnecessárias”. “Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”.
Dinheiro apreendido
O parlamentar confirmou que, ao cumprirem mandado de busca e apreensão em sua residência, em Brasília, os policiais federais apreenderam US$ 49 mil dólares em dinheiro (o equivalente a cerca de R$ 250 mil). Segundo nota divulgada pela assessoria do senador, parte do dinheiro provém de diárias oficiais pagas em espécie pelo próprio Senado Federal, para missões parlamentares oficiais ao exterior, além de recursos próprios, devidamente declarados no Imposto de Renda.
“Comprei, via Banco do Brasil, dólares ou euros para fazer a viagem. Não tenho nada a esconder sobre este dinheiro. Ele está guardado em um cofre porque [quando] eu vou viajar, nem sempre eu levo a diária. Às vezes eu gasto com cartão e o dinheiro está lá”, afirmou Wagner, assegurando que o dinheiro apreendido estava dentro de envelopes com o timbre do Senado.
Confira a íntegra da nota da assessoria do senador Jaques Wagner:
“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.” fonte ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL