STF nega possibilidade de candidaturas sem filiação partidária 

STF nega possibilidade de candidaturas sem filiação partidária 

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou a possibilidade de candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro. A decisão, tomada na sessão virtual encerrada em 25/11, reforça o entendimento de que a Constituição Federal estabelece a filiação partidária como requisito de elegibilidade.​  

A matéria foi objeto do Recurso Extraordinário (RE) 1238853, com repercussão geral reconhecida (Tema 914). Assim, a tese fixada pelo STF deverá ser aplicada a todos os casos semelhantes em tramitação no Judiciário.​ 

O caso que chegou ao STF envolveu dois cidadãos que tentaram concorrer, sem filiação partidária, aos cargos de prefeito e vice-prefeito do Rio de Janeiro nas eleições de 2016. Após o pedido ter sido negado em todas as instâncias da Justiça Eleitoral, eles recorreram ao Supremo, alegando, entre outros pontos, violação aos princípios constitucionais da cidadania, da dignidade da pessoa humana e do pluralismo político. Além disso, sustentavam que o Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil é signatário, impediria essa restrição.

Decisão unânime reconhece que filiação a partidos políticos é uma exigência da Constituição Federal foto stf

Na sessão em que reconheceu a repercussão geral da matéria, o Plenário declarou a perda do objeto do recurso, por já terem sido realizadas as eleições de 2016, mas manteve a análise de mérito, a fim de fixar entendimento sobre o tema.​ 

Exigência fundamental 

Em seu voto, o relator, ministro Luís Roberto Barroso (aposentado), destacou que, embora candidaturas avulsas existam em diversas democracias e possam ampliar as opções do eleitorado, a Constituição de 1988 estabeleceu que a filiação partidária é condição obrigatória para que pessoas possam se candidatar em eleições. Ele ressaltou que a jurisprudência do STF considera a vinculação dos candidatos a partidos políticos uma exigência fundamental para a organização e a integridade do sistema representativo brasileiro. 

Barroso observou ainda que essa exigência vem sendo reafirmada pelo Congresso Nacional, que, ao aprovar diversas leis eleitorais, tem reforçado a centralidade dos partidos no sistema político brasileiro como meio de combater a fragmentação e assegurar a estabilidade do regime democrático.​ 

Por fim, o ministro destacou que não há um cenário de omissão inconstitucional que justifique a excepcional intervenção do Poder Judiciário. Ele ponderou que é possível e legítimo questionar se o modelo de vinculação necessária a partidos políticos é o ideal, mas não cabe ao STF reformá-lo sem a participação do Congresso Nacional.​ 

Tese 

Foi fixada a seguinte tese de repercussão geral: 

“Não são admitidas candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro, prevalecendo a filiação partidária como condição de elegibilidade, nos termos do art. 14, § 3º, V, da Constituição.”​ Com STF

Plenário da ALES vai analisar mudança em lei sobre parcelamento de débitos

Plenário da ALES vai analisar mudança em lei sobre parcelamento de débitos

Chega à Assembleia Legislativa (Ales) novo projeto do Poder Executivo para alterar a Lei 12.651/2025, que foi publicada na semana passada e instituiu o Programa de Parcelamento de Débitos Fiscais (Refis). O Projeto de Lei (PL) 846/2024 consta para leitura no Expediente da sessão ordinária desta segunda-feira (1º), às 15 horas. Na plenária, os deputados estaduais também vão votar requerimento do presidente da Ales, Marcelo Santo (União), para que a matéria seja analisada em regime de urgência. 

O objetivo do Refis é facilitar a regularização de débitos relacionados com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICM) e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). O governo explica que a mudança na recente legislação é necessária para “ajustes técnicos indispensáveis em razão da ampliação do escopo do programa promovida por emenda”. 

Governo afirma que ajustes técnicos são necessários em função de emenda ao projeto inicial / Foto: Kamyla Passos

O texto original da lei (Projeto de Lei 749/2025) previa o parcelamento apenas para contribuintes não inscritos em dívida ativa, mas com aprovação de emenda há possibilidade também de inscritos em dívida ativa aderirem ao programa. Essa emenda foi apresentada na Ales para atender à reivindicação de setores produtivos, cujos representantes discutiram o tema com o presidente Marcelo Santos. 

O parcelamento vale para débitos fiscais de fatos geradores ocorridos até 31 de março de 2025. O pagamento poderá ser realizado à vista, com descontos de até 100% nas multas, ou parcelado em até 180 meses. 

Ordem do Dia

Ainda na sessão ordinária, mas na fase da Ordem do Dia, há dois projetos do governo que tramitam em urgência e aguardam parecer de comissões da Ales. Um deles é o PL 809/2026, apresentado pela Comissão de Cooperativismo com o objetivo de melhorar a eficiência e a segurança nos processos licitatórios de contratação de empresas para oferta de serviços nas áreas de saúde e transporte escolar. 

A proposta contempla a inversão das fases dos processos licitatórios no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual de maneira que a habilitação dos concorrentes seja feita antes da apresentação dos preços. O PL 809/2025 terá parecer conjunto das comissões de Justiça e Finanças. O relator da matéria é o deputado Mazinho dos Anjos (PSDB).

O outro projeto em urgência é  PL 667/2025, que visa transferir aos atuais ocupantes a propriedade de imóvel situado em Vitória. A casa está localizada na Rua São Felipe, 74. O imóvel em questão envolve uma enfiteuse, isto é, uma relação jurídica prevista no antigo Código Civil (1916), por meio da qual alguém adquiria o direito de uso e posse de um terreno que pertencia a outra pessoa, mediante o pagamento anual de uma taxa. A proposta não especifica quem são os moradores do local. Esse projeto terá parecer das comissões de Justiça, Infraestrutura e Finanças antes de ser analisado pelo Plenário.  Com ALES

Aliados de Alcolumbre dizem que têm ao menos 48 votos contra a indicação de Messias ao STF

Aliados de Alcolumbre dizem que têm ao menos 48 votos contra a indicação de Messias ao STF

Em nota oficial divulgada neste domingo (30), o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, afirmou causar “perplexidade” a demora do Poder Executivo em encaminhar ao Senado a mensagem de indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação foi anunciada no dia 20 de novembro e publicada no Diário Oficial da União no dia 21.

Davi Alcolumbre: prazo estipulado para a sabatina guarda coerência com indicações anteriores. Carlos Moura/Agência Senado

Para o presidente do Congresso, a demora teria intenção de interferir no cronograma estabelecido pelo Senado para análise e votação da proposta. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para o próximo dia 10 de dezembro. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), anunciou que a leitura da mensagem da indicação de Messias será nesta quarta-feira (3), quando será concedida vista coletiva. O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação. A votação em Plenário pode ocorrer também no dia 10. 

Leia a íntegra do texto: 

NOTA À IMPRENSA

É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo.

Em verdade, trata-se de um método antigo de desqualificar quem diverge de uma ideia ou de um interesse de ocasião.

Nenhum Poder deve se julgar acima do outro, e ninguém detém o monopólio da razão. Tampouco se pode permitir a tentativa de desmoralizar o outro para fins de autopromoção, sobretudo com fundamentos que não correspondem à realidade.

Se é certa a prerrogativa do Presidente da República de indicar ministro ao STF, também o é a prerrogativa do Senado de escolher, aprovando ou rejeitando o nome. E é fundamental que, nesse processo, os Poderes se respeitem e que cada um cumpra seu papel de acordo com as normas constitucionais e regimentais.

Feita a escolha pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal.

Aliás, o prazo estipulado para a sabatina guarda coerência com a quase totalidade das indicações anteriores e permite que a definição ocorra ainda em 2025, evitando a protelação que, em outros momentos, foi tão criticada.

Portanto, o que se espera é que o jogo democrático seja conduzido com lisura. Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Fonte: Agência Senado

PL suspende atividades partidárias e salário de Jair Bolsonaro

PL suspende atividades partidárias e salário de Jair Bolsonaro

O Partido Liberal divulgou, nesta quinta-feira (27), que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve suas funções partidárias suspensas e também deixou de receber a remuneração da legenda.

Em nota, o PL argumentou que a medida ocorreu “infelizmente” em decorrência de lei (9096/95) e também em razão da suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro, que é presidente de honra do partido. 

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Ex-presidente Jair Bolsonaro teve suas funções partidárias suspensas

A suspensão das atividades partidárias e da remuneração irá perdurar, segundo a nota, enquanto houver os efeitos da condenação pela Ação Penal 2668.

Bolsonaro iniciou o cumprimento de prisão nesta semana e está encarcerado na sede da Polícia Federal em Brasília. Ele foi condenado por tentativa de golpe de Estado. 

Flávio pede “união”

Nesta noite, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, postou no X que a suspensão das atividades partidárias de Bolsonaro “foi algo obrigatório, e não por vontade do partido”. 

“Se ele está arbitrariamente impedido de trabalhar, a lei determina isso”, escreveu o senador.

Ele defendeu que o grupo político permaneça unido. “Enquanto eu estiver vivo, nada faltará ao meu pai. Repito, é hora de ficarmos unidos”, defendeu o senador. Com agência brasil

Defesa diz que Bolsonaro não usou celular durante visita de Nikolas

Defesa diz que Bolsonaro não usou celular durante visita de Nikolas

A defesa de Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente não usou aparelho celular durante a visita que foi realizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) no dia 21 de novembro, data na qual ele ainda cumpria prisão domiciliar.

A manifestação dos advogados foi enviada ao STF após o ministro dar prazo de 24 horas para a defesa explicar imagens que mostram o deputado utilizando o celular durante o encontro com Bolsonaro.

STF deu prazo para ex-presidente explicar suposto uso de aparelho

Segundo Moraes, a visita do parlamentar foi autorizada, mas a utilização de celulares estava proibida. A medida é válida para o ex-presidente e para visitantes.

O suposto uso do aparelho foi flagrado por veículos de imprensa e também foi denunciado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que enviou ao Supremo uma notícia-crime contra Nikolas.

Segundo a defesa, o ex-presidente não usou o celular nem fez contato visual com o aparelho do parlamentar. 

“O peticionário reafirma que sempre cumpriu estritamente todas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, reiterando que não fez o uso de qualquer telefone celular, direta ou indiretamente, ao longo de todo o período em que esteve submetido à prisão domiciliar”, afirmou a defesa.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em uma sala localizada na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A pena foi definida na ação penal da trama golpista.

Por unanimidade, STF valida prisões de Bolsonaro e mais 6 condenados

Por unanimidade, STF valida prisões de Bolsonaro e mais 6 condenados

Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta terça-feira (25) referendar as decisões do ministro Alexandre de Moraes que determinaram as execuções das condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis réus da trama golpista.

Após assinar os mandados de prisão, Moraes pediu a convocação de uma sessão virtual para o julgamento do caso.

Com decisão, penas passam a ser executadas

O colegiado formou placar de 4 votos a 0 para manter as prisões. Além de Moraes, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Somente os quatro ministros vão votaram. No mês passado, o ministro Luiz Fux deixou o colegiado após votar pela absolvição de Bolsonaro e foi para a Segunda Turma da Corte.

Mais cedo, o trânsito em julgado do processo foi reconhecido por Alexandre de Moraes após o fim do prazo para apresentação de novos recursos, que terminou ontem (24). O ministro rejeitou os recursos e determinou o início das penas. 

No dia 14 deste mês, por unanimidade, a Primeira Turma da Corte rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro e dos demais réus. 

Confira as penas e o local de prisão

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

Local de prisão: Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

Local de prisão: Vila Militar, no Rio de Janeiro.

 – Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;

Local de prisão: Instalações da Estação Rádio da Marinha,  em Brasília.

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;

Local de prisão: 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

– General Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;

Local de prisão:  Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;

Local de prisão: Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Está foragido em Miami, nos Estados Unidos. O mandado de prisão será incluído no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP). 

Governo do ES busca dar incentivo de ICMS para infraestrutura rural do ES

Governo do ES busca dar incentivo de ICMS para infraestrutura rural do ES

Por meio do Projeto de Lei (PL) 524/2025, a ser votado nesta quarta-feira (26), em urgência, o governo do Estado visa dar um incentivo fiscal para investimentos em infraestrutura de energia elétrica e telefonia móvel na zona rural capixaba. Para essa mudança, o Executivo tem como base o Convênio de ICMS 85/2011 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Os seguintes investimentos em área rural estão previstos na proposta: intervenção na rede pública de energia elétrica na zona rural para conversão de sistemas elétricos monofásicos para trifásicos; substituição de centros de transformações de baixa para alta tensão e reforço nas linhas tronco; e instalação de Estação Rádio-Base (ERB) de suporte à prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP) – torres de telefonia móvel.

Entre outras áreas, investimentos contemplarão telefonia móvel no interior / Foto: Leonardo Duarte/Governo do ES

O montante de recursos disponíveis para a captação de projetos credenciados será determinado pelo secretário estadual da Fazenda. O incentivo será dado levando em consideração questões técnicas locais, interesse econômico-social do investimento no local, a relação entre o montante investido e os potenciais beneficiários, e o tratamento igualitário para todas as regiões do estado. A localidade será escolhida por meio de seleção pública realizada pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seag).

O Convênio de ICMS 85/2011 foi celebrado em 30 de setembro de 2011 e a adesão a aos acordos do Confaz é opcional para as unidades federativas. No caso do PL 524/2025, o objetivo é conceder créditos de ICMS para contribuintes que assumirem o encargo financeiro da execução de obras públicas.

Na prática, isso significa que uma empresa pode realizar e financiar um investimento em infraestrutura com créditos no ICMS, que será usado para descontar nos impostos a pagar.

Vale lembrar que o ICMS é o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transporte e de Comunicação, sendo o principal imposto de competência dos estados. 

O PL 524/2025 tramita em urgência na Assembleia Legislativa após o Plenário aprovar, nesta quarta-feira (26), requerimento apresentado pelo líder do governo na Ales, deputado Vandinho Leite (PSDB). 

Acompanhe a tramitação do projeto fonte ales

Tribunal Regional Eleitoral convoca eleitoras e eleitores de todo o ES para a coleta biométrica

Tribunal Regional Eleitoral convoca eleitoras e eleitores de todo o ES para a coleta biométrica

Atenção, eleitoras e eleitores do Espírito Santo! O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) convoca todo o eleitorado que ainda não possui a biometria cadastrada no título de eleitor a comparecer ao cartório eleitoral mais próximo para realizar a coleta das digitais. O atendimento é rápido, gratuito e garante uma série de benefícios. As unidades da Justiça Eleitoral funcionam de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

As unidades da Justiça Eleitoral funcionam de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h

Com a biometria coletada, a identificação da eleitora ou do eleitor é feita por meio da digital, através do leitor biométrico da urna. Como cada digital é única, o processo garante maior segurança e confiabilidade na identificação e, consequentemente, no voto. Além do aspecto eleitoral, a biometria coletada pelo TRE-ES pode ser utilizada por outras instituições públicas para a concessão de benefícios sociais e programas de renda, como os do INSS e do Governo Federal — permitindo ao cidadão obter o selo Ouro no portal Gov.br.

O TRE-ES recomenda que cada eleitor verifique se já possui a biometria cadastrada acessando o Autoatendimento Eleitoral, clicando em Consultar situação eleitoral.

Para consultar o cartório eleitoral mais próximo da sua residência, acesse: https://publicanet.tre-es.jus.br/public/endereco-cartorios.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Ouvidoria do TRE-ES pelos telefones 0800 083 2010 ou (27) 2121-8402 (atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h), ou envie um e-mail para ouvidoria@tre-es.jus.br.

Fonte e foto TRE-ES

Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Jair Bolsonaro

Por unanimidade, 1ª Turma do STF mantém prisão preventiva de Jair Bolsonaro

Por unanimidade, os quatro ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram por manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está encarcerado em uma sala da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde sábado (22). 

O julgamento começou às 8h desta segunda-feira (24) em sessão virtual extraordinária. A última a votar foi a ministra Cármen Lúcia, que não apresentou voto escrito e seguiu na íntegra o relator, ministro Alexandre de Moraes. 

A última a votar foi a ministra Cármen Lúcia, que não apresentou voto escrito e seguiu na íntegra o relator, ministro Alexandre de Moraes. 

olsonaro foi preso na manhã de sábado (22) a mando de Moraes, após ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos. 

Na decisão em que determinou a prisão preventiva, Moraes apontou também para uma vigília que fora convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para ser realizada em frente ao condomínio em que Bolsonaro se encontrava em prisão domiciliar, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília. 

“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, escreveu o ministro. Ele disse ter decretado a prisão preventiva para “garantir a aplicação da lei penal”. 

“Ecossistema criminoso”

No voto desta segunda, como esperado, Moraes se ateve apenas a reproduzir a própria decisão. O ministro Flávio Dino, por sua vez, anexou voto por escrito, no qual afirmou que a vigília convocada para área densamente povoada representava “insuportável ameaça à ordem pública”, colocando os moradores da região em risco. 

Dino citou ainda a fuga recente do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) para os Estados Unidos, além de outras tentativas de fuga de apoiadores de Bolsonaro. “As fugas citadas mostram profunda deslealdade com as instituições pátrias, compondo um deplorável ecossistema criminoso”, afirmou o ministro. 

Instada a se manifestar, a defesa de Bolsonaro alegou “confusão mental” provocada pela interação de medicamentos com ação sobre o sistema nervoso central. No dia anterior à prisão, a defesa do ex-presidente havia solicitado que Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar humanitária ao STF. O pedido foi rejeitado. 

Cristiano Zanin somente acompanhou o relator, na íntegra, sem anexar voto escrito. 

Recursos rejeitados

Em setembro, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado. Por 4 votos a 1, ele foi considerado culpado de liderar uma organização criminosa armada para tentar um golpe de Estado, com o objetivo de manter-se no poder mesmo após derrota eleitoral em 2022. 

Até o momento, a Primeira Turma rejeitou os primeiros recursos da defesa do ex-presidente e de mais seis acusados condenados na mesma ação penal, que teve como alvo o núcleo 1, ou “núcleo crucial” da trama golpista. Ramagem faz parte do mesmo grupo, tendo sido condenado a mais de 16 anos de prisão. 

Nesta segunda (24), encerra-se o prazo para a defesa insistir com novos embargos de declaração, tipo de recurso que visa esclarecer dúvidas ou lacunas na decisão de condenação, mas que em tese não teria o efeito de modificar o resultado do julgamento.  

Prazo para novo recurso contra condenação de Bolsonaro termina hoje

A defesa poderia ainda apelar para os embargos infringentes, em que os advogados podem pleitear a reversão da condenação tendo como fundamento os votos pela absolvição. A jurisprudência do Supremo, contudo, preconiza que esse tipo de recurso cabe somente se houver mais de um voto divergente, o que não foi o caso de Bolsonaro. 

Em casos similares, Moraes determinou o cumprimento de pena logo após ser confirmada a rejeição dos primeiros embargos de declaração, sob o argumento de que qualquer recurso adicional seria “meramente protelatório”.  Com agência brasil

Prefeitos e vereadores apresentam demandas para a LOA 2026

Prefeitos e vereadores apresentam demandas para a LOA 2026

Prefeitos, vereadores e demais gestores públicos das esferas municipal e estadual participaram da audiência pública da Comissão de Finanças nesta segunda-feira (24) para debater a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) para 2026. Eles aproveitaram o espaço aberto pela Assembleia Legislativa (Ales) e solicitaram a inclusão, no Projeto de Lei (PL) 664/2025, de ações e projetos relevantes para atender os cidadãos.  

Os pedidos incluem majoritariamente investimentos em calçamento rural, por meio do Programa Caminhos do Campo, com o objetivo de ajudar no escoamento da produção agrícola e estimular o turismo. Mas também referem-se a melhorias estruturais em rodovias estaduais para viabilizar o tráfego, notadamente de veículos pesados. 

Comissão de Finanças realizou audiência para debater proposta do Poder Executivo encaminhada à Ales / Foto: Lucas S. Costa

O prefeito de Mantenópolis, Lucio Marques de Morais (PSDB/ES), frisou a importância de recursos para construir um contorno de 3 Km de extensão na cidade com destino a Minas Gerais. E o presidente da Câmara de Colatina, Felipe Tedinha (PP/ES), pontuou a necessidade para que a terceira ponte do município saia do papel, visando beneficiar o comércio local. 

Já o prefeito de Ecoporanga, José Luiz Mendes (PSB/ES), cobrou intervenções viárias para promover a integração da região por meio de obras de asfaltamento da sede ao distrito de Santa Rita (ES-313), e também uma ligação até Santo Agostinho, em Água Doce do Norte, pela ES-080. Os dois trechos totalizam 30 km aproximadamente. 

Verbas para a pavimentação de estradas rurais também foram cobradas pelo vereador de Água Doce do Norte Joazi Fernandes Batista (PP)/ES, e pelo prefeito de Ibatiba, Luis Carlos Pancoti (PL/ES), que também solicitou a inclusão de dinheiro na peça orçamentária para a edificação do 14º Batalhão da Polícia Militar (PM/ES) na cidade. 

Representando o deputado Coronel Weliton (PRD/ES), o coordenador de gabinete Fernando Acácio lembrou que o parlamentar pede a construção e pavimentação do trecho da BR-262, que faz ligação com a comunidade de Rio Claro, em Iúna, principalmente para escoamento do café. 

Em nome do deputado, Acácio também realçou a necessidade de verbas voltadas para reforma e aquisição de equipamentos para o Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória. O prefeito de Mantenópolis reforçou investimentos na segurança pública ao pedir a construção de uma sede para a PM e para a Polícia Civil.

A fim de garantir água para os produtores rurais locais, o vereador Emílio Gava (PSDB/ES), de Marilândia, apresentou demanda para a construção de barragens. O convidado lembrou que o município sofreu nos anos de 2015 e 2016 por conta da crise hídrica no Espírito Santo.

Turismo

Municípios também apresentaram o planejamento para fortalecer o turismo. O movimento ganha importância, segundo avaliou o presidente do colegiado de Finanças, Mazinho dos Anjos (PSDB), diante de um cenário ainda incerto e projetado pela reforma tributária. Nessa perspectiva, a arrecadação terá como base o consumo de bens e serviços, e não mais a produção. 

“A gente é um estado que produz muito, mas não consome muito porque nossa população é pequena”. “Como a gente é um estado pequeno, que consome pouco, a gente tem que investir bastante em turismo para trazer gente para cá para consumir aqui no estado e aumentar nossa arrecadação a partir de 2033”, completou. 

Diante do quadro, o prefeito de Mantenópolis, Lucio Morais, revelou o “sonho” de contar com um teleférico básico, com cadeiras, na cidade, iniciativa que contemplaria também Alto Rio Novo e Pancas. As três cidades, considerou o gestor, têm “aptidão para o turismo muito grande”. 

Já o assessor de Coronel Weliton – o deputado que preside a comissão de Turismo teve problemas para participar remotamente da audiência pública – listou a edificação de dois portais de entrada no Parque do Caparaó, um em Ibitirama e outro em Iúna, como prioridades na área. 

Microrregiões 

Uma apresentação detalhou a tramitação da peça orçamentária de 2026, no valor de R$ 32 bilhões, incluindo o cronograma para apresentação de emendas – até 27 de novembro – e a votação dos deputados em plenário – em 15 de dezembro. O texto traz um valor estadualizado de aproximadamente R$ 27 bilhões, ou seja, que tem rubrica aberta.

Os recursos carimbados para as dez microrregiões capixabas ficaram distribuídos da seguinte maneira:

  • Noroeste: R$ 304 milhões
  • Rio Doce: R$ 268 milhões
  • Nordeste: R$ 662 milhões
  • Centro-Oeste: R$ 328 milhões
  • Metropolitana: R$ 3,3 bilhões
  • Central Serrana: R$ 77 milhões 
  • Central Sul: 331 R$ milhões
  • Litoral Sul: R$ 189 milhões
  • Caparaó: R$ 156 milhões
  • Sudoeste Serrana: R$ 173 milhões
     

Também participaram da audiência pública os deputados Delegado Danilo Bahiense (virtual) e Callegari (ambos do PL/ES), o secretário de Gestão e Planejamento de Vitória, Regis Mattos Teixeira, e a subsecretária de Estado de Planejamento Juliana Medeiros da Silva.  Com ales